'Amazônia Imersiva': exposição inédita transforma obras de artistas da região em experiência 360° em Belém
Publicado em: 03/03/2026 19:37
Já se imaginou dentro de uma obra de arte? Caminhar por telas, atravessar fotografias e se ver cercado por imagens da Amazônia em cor, movimento e som por todos os lados? Essa é a proposta da exposição “Amazônia Imersiva”. O projeto inédito estreia em 10 de março, na Casa das Onze Janelas, em Belém.
A mostra utiliza projeções audiovisuais em 360° para transformar obras de artistas amazônidas em uma experiência imersiva, na qual o público deixa de ser apenas observador e passa a ocupar o interior das imagens.
A experiência reúne trabalhos de artistas como Ailton Krenak, Coletivo Mahku, Elza Lima, Ge Viana, Glicéria Tupinambá, Hal Wildson, Jaider Esbell, Keila Sankofa, Olinda Silvano, Paulo Desana, Roberta Carvalho, Ronaldo Guedes, VJ Suave e PV Dias.
O projeto foi criado pela cantora Aíla e pela artista visual Roberta Carvalho, que também assina a curadoria de artes visuais e a codireção artística.
Segundo Carvalho, a proposta do projeto também dialoga com as formas como a Amazônia foi historicamente representada.
“Se por séculos foram projetadas sobre a Amazônia imagens de ausência, violência e estereótipos, agora projetamos nossa presença. Uma presença forjada na arte, nas tecnologias que criamos, nos pensamentos que cultivamos e na disputa radical pelos nossos imaginários e narrativas”, afirma.
O que é uma projeção 360°
No centro da exposição está uma sala de projeção imersiva, equipada com vários projetores sincronizados que cobrem paredes, teto e superfícies do ambiente.
Diferente de uma exposição tradicional, onde as obras ficam penduradas nas paredes, as imagens são ampliadas, animadas e distribuídas por todo o espaço, formando um cenário visual que envolve completamente o visitante.
Essa tecnologia, conhecida como projeção 360°, cria uma imagem contínua ao redor do público. O resultado é um ambiente onde pinturas, gravuras, fotografias e vídeos ganham escala monumental e movimento, fazendo o visitante se sentir dentro da obra.
A trilha sonora reforça essa sensação. A música foi conduzida por Aíla e composta pelo produtor indígena Nelson D, do Amazonas, e será distribuída pelo espaço com som multicanal, semelhante ao utilizado em salas de cinema.
“São muitos artistas envolvidos, desde a trilha da experiência imersiva, que mergulha em ritmos amazônicos, do marabaixo ao carimbó, até a música eletrônica, do experimental ao tecnobrega”, explica Aíla.
Arte, pensamento e tecnologia
A exposição ocupa três ambientes dentro da Casa das Onze Janelas. O primeiro abriga a experiência imersiva com as projeções 360°.
O segundo espaço, chamado Sala Manifesta, apresenta frases, pensamentos e biografias de artistas e intelectuais da Amazônia, além da instalação “Ouriços Falantes”, em que caixas de som são incorporadas a ouriços de castanha para reproduzir vozes e reflexões sobre a região.
Nesse ambiente também será possível acessar experiências com óculos de realidade virtual, com obras do acervo do festival Amazônia Mapping.
Já o terceiro espaço apresenta o conceito de tecnologias ancestrais, ampliando a ideia de tecnologia para além do universo digital. A proposta é mostrar saberes ligados ao cultivo, à alimentação, à medicina da floresta e às formas de organização da vida amazônica como sistemas complexos de conhecimento.
Shows e performances
Além da exposição, o projeto também terá apresentações de música e imagem ao vivo.
Entre elas está o espetáculo “As Amazônias”, com Aíla, Djuena Tikuna e Patrícia Bastos, acompanhado de projeções visuais de Roberta Carvalho e Priscila Tapajowara.
A programação inclui ainda apresentações do grupo peruano Dengue Dengue Dengue e do projeto UAPI Amazônia Percussiva, que combinam música e arte visual em performances ao vivo.
Colaboração internacional
A mostra também inclui uma residência artística realizada em Belém com os artistas escoceses Tom Scholefield e Sonia Killmann, em parceria com o British Council e o Instituto Guimarães Rosa.
O trabalho foi desenvolvido junto a artistas amazônicos, entre eles Renata Chebel e Nelson D., e será apresentado em um espetáculo inédito de música e imagem.
Serviço
Amazônia Imersiva
10 de março a 6 de maio de 2026
Casa das Onze Janelas — Cidade Velha, Belém
Horários
Terça a quinta: 9h às 17h
Sexta a domingo: 9h às 20h
Entrada gratuita.
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A mostra utiliza projeções audiovisuais em 360° para transformar obras de artistas amazônidas em uma experiência imersiva, na qual o público deixa de ser apenas observador e passa a ocupar o interior das imagens.
A experiência reúne trabalhos de artistas como Ailton Krenak, Coletivo Mahku, Elza Lima, Ge Viana, Glicéria Tupinambá, Hal Wildson, Jaider Esbell, Keila Sankofa, Olinda Silvano, Paulo Desana, Roberta Carvalho, Ronaldo Guedes, VJ Suave e PV Dias.
O projeto foi criado pela cantora Aíla e pela artista visual Roberta Carvalho, que também assina a curadoria de artes visuais e a codireção artística.
Segundo Carvalho, a proposta do projeto também dialoga com as formas como a Amazônia foi historicamente representada.
“Se por séculos foram projetadas sobre a Amazônia imagens de ausência, violência e estereótipos, agora projetamos nossa presença. Uma presença forjada na arte, nas tecnologias que criamos, nos pensamentos que cultivamos e na disputa radical pelos nossos imaginários e narrativas”, afirma.
O que é uma projeção 360°
No centro da exposição está uma sala de projeção imersiva, equipada com vários projetores sincronizados que cobrem paredes, teto e superfícies do ambiente.
Diferente de uma exposição tradicional, onde as obras ficam penduradas nas paredes, as imagens são ampliadas, animadas e distribuídas por todo o espaço, formando um cenário visual que envolve completamente o visitante.
Essa tecnologia, conhecida como projeção 360°, cria uma imagem contínua ao redor do público. O resultado é um ambiente onde pinturas, gravuras, fotografias e vídeos ganham escala monumental e movimento, fazendo o visitante se sentir dentro da obra.
A trilha sonora reforça essa sensação. A música foi conduzida por Aíla e composta pelo produtor indígena Nelson D, do Amazonas, e será distribuída pelo espaço com som multicanal, semelhante ao utilizado em salas de cinema.
“São muitos artistas envolvidos, desde a trilha da experiência imersiva, que mergulha em ritmos amazônicos, do marabaixo ao carimbó, até a música eletrônica, do experimental ao tecnobrega”, explica Aíla.
Arte, pensamento e tecnologia
A exposição ocupa três ambientes dentro da Casa das Onze Janelas. O primeiro abriga a experiência imersiva com as projeções 360°.
O segundo espaço, chamado Sala Manifesta, apresenta frases, pensamentos e biografias de artistas e intelectuais da Amazônia, além da instalação “Ouriços Falantes”, em que caixas de som são incorporadas a ouriços de castanha para reproduzir vozes e reflexões sobre a região.
Nesse ambiente também será possível acessar experiências com óculos de realidade virtual, com obras do acervo do festival Amazônia Mapping.
Já o terceiro espaço apresenta o conceito de tecnologias ancestrais, ampliando a ideia de tecnologia para além do universo digital. A proposta é mostrar saberes ligados ao cultivo, à alimentação, à medicina da floresta e às formas de organização da vida amazônica como sistemas complexos de conhecimento.
Shows e performances
Além da exposição, o projeto também terá apresentações de música e imagem ao vivo.
Entre elas está o espetáculo “As Amazônias”, com Aíla, Djuena Tikuna e Patrícia Bastos, acompanhado de projeções visuais de Roberta Carvalho e Priscila Tapajowara.
A programação inclui ainda apresentações do grupo peruano Dengue Dengue Dengue e do projeto UAPI Amazônia Percussiva, que combinam música e arte visual em performances ao vivo.
Colaboração internacional
A mostra também inclui uma residência artística realizada em Belém com os artistas escoceses Tom Scholefield e Sonia Killmann, em parceria com o British Council e o Instituto Guimarães Rosa.
O trabalho foi desenvolvido junto a artistas amazônicos, entre eles Renata Chebel e Nelson D., e será apresentado em um espetáculo inédito de música e imagem.
Serviço
Amazônia Imersiva
10 de março a 6 de maio de 2026
Casa das Onze Janelas — Cidade Velha, Belém
Horários
Terça a quinta: 9h às 17h
Sexta a domingo: 9h às 20h
Entrada gratuita.
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Palavras-chave:
tecnologia
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