Sem citar guerra no Oriente Médio, Lula diz que enquanto se fala de morte, drones e mísseis, Brasil 'fala de salvar vidas'
Publicado em: 03/03/2026 18:00
<br /> Presidente Lula visita a indústria farmacêutica em Valinhos, São Paulo
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez menção à guerra no Oriente Médio pela primeira vez desde os início dos conflitos na região nesta terça-feira (3).
"A gente salva vida, sobretudo nesse instante em que se ligar na televisão agora está falando de morte, se ligar na televisão à noite está falando de guerra, se ligar na televisão de manhã está falando de morte, de drone, de mísseis, de invasão", disse o presidente.
"Aqui, nós estamos falando de salvar vidas. Isso aqui é um drone de remédio para o povo brasileiro. Isso aqui é nosso míssil. Não míssil pra matar, mas míssil pra salvar."
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no último sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Lula deu a declaração durante visita a uma indústria de biotecnologia em Valinhos, São Paulo. A empresa é dedicada ao desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos de alta complexidade.
Desde o início do ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no último sábado (28), o posicionamento do governo brasileiro tem sido feito por meio de notas oficiais divulgadas pelo Ministério de Relações Exteriores (veja mais abaixo).
Até o momento, o presidente Lula não falou publicamente sobre a situação no Oriente Médio e nem fez publicações nas redes sociais.
Itamaraty condena ataques no Oriente Médio
Na manhã de sábado (28), após o ataque norte-americano, o Itamaraty condenou a ação conjunta de EUA e Israel ao Irã e disse que as negociação entre as partes é "único caminho viável para a paz".
"O Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região", afirmou o Itamaraty em nota.
Horas depois, com a escalada da hostilidade no Oriente Médio, o governo brasileiro divulgou uma nova nota oficial prestando solidariedade aos países impactados por ataques retaliatórios do Irã e pediu a interrupção de ações militares na região do Golfo.
Na nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a escalada representa uma grave ameaça à paz.
“Ao lamentar a perda de vidas civis, o Brasil expressa solidariedade às famílias das vítimas e enfatiza a obrigação dos Estados de assegurar a proteção de civis, em conformidade com o Direito Internacional Humanitário”, afirmou o governo.
O Itamaraty também declarou que acompanha com preocupação a situação no Oriente Médio e alertou para possíveis impactos humanitários e econômicos de amplo alcance, incluindo riscos à estabilidade regional e a rotas estratégicas de comércio e energia.
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez menção à guerra no Oriente Médio pela primeira vez desde os início dos conflitos na região nesta terça-feira (3).
"A gente salva vida, sobretudo nesse instante em que se ligar na televisão agora está falando de morte, se ligar na televisão à noite está falando de guerra, se ligar na televisão de manhã está falando de morte, de drone, de mísseis, de invasão", disse o presidente.
"Aqui, nós estamos falando de salvar vidas. Isso aqui é um drone de remédio para o povo brasileiro. Isso aqui é nosso míssil. Não míssil pra matar, mas míssil pra salvar."
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no último sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Lula deu a declaração durante visita a uma indústria de biotecnologia em Valinhos, São Paulo. A empresa é dedicada ao desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos de alta complexidade.
Desde o início do ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no último sábado (28), o posicionamento do governo brasileiro tem sido feito por meio de notas oficiais divulgadas pelo Ministério de Relações Exteriores (veja mais abaixo).
Até o momento, o presidente Lula não falou publicamente sobre a situação no Oriente Médio e nem fez publicações nas redes sociais.
Itamaraty condena ataques no Oriente Médio
Na manhã de sábado (28), após o ataque norte-americano, o Itamaraty condenou a ação conjunta de EUA e Israel ao Irã e disse que as negociação entre as partes é "único caminho viável para a paz".
"O Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região", afirmou o Itamaraty em nota.
Horas depois, com a escalada da hostilidade no Oriente Médio, o governo brasileiro divulgou uma nova nota oficial prestando solidariedade aos países impactados por ataques retaliatórios do Irã e pediu a interrupção de ações militares na região do Golfo.
Na nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a escalada representa uma grave ameaça à paz.
“Ao lamentar a perda de vidas civis, o Brasil expressa solidariedade às famílias das vítimas e enfatiza a obrigação dos Estados de assegurar a proteção de civis, em conformidade com o Direito Internacional Humanitário”, afirmou o governo.
O Itamaraty também declarou que acompanha com preocupação a situação no Oriente Médio e alertou para possíveis impactos humanitários e econômicos de amplo alcance, incluindo riscos à estabilidade regional e a rotas estratégicas de comércio e energia.
Palavras-chave:
tecnologia
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