Projeto de combate à violência doméstica criado por estudantes da rede pública de PE é destaque nacional e será apresentado em Harvard
Publicado em: 12/03/2026 06:53
<br /> Projeto de combate à violência doméstica desenvolvido por estudantes da rede pública será apresentado em Harvard
Reprodução/SEE
Um projeto criado na Escola Técnica Estdual (ETE) Ministro Fernando Lyra, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, conquistou o segundo lugar no Brasil na 12ª edição do programa Diálogos, da Brazil Conference, considerada a maior conferência de estudantes brasileiros no exterior. O resultado foi o melhor do Nordeste entre as 128 equipes inscritas, sendo mais de 600 participantes de todo o país.
O projeto foi batizado de Projeto Vivas e foi desenvolvido pelos estudantes, hoje egressos, Ingridy Silva e Kauã Silva, sob orientação da professora Eligivania Macedo, que também é gestora da unidade. A iniciativa criou um canal de registro de casos de violência doméstica por meio de aplicativo de celular, permitindo que estudantes comuniquem situações de agressão vividas ou testemunhadas dentro de casa.
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Segundo a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE-PE), após o registro, a família é acolhida pela escola e recebe orientação sobre medidas de proteção, acesso à rede de apoio e encaminhamentos necessários.
“O projeto também incentiva a autonomia financeira das mulheres atendidas, com orientações sobre qualificação profissional e possibilidades de empreendedorismo, contribuindo para que possam romper o ciclo de dependência econômica do agressor”, destacou a pasta.
“Quando uma mulher sofre violência, não é apenas ela que é atingida. A estrutura familiar é afetada e, principalmente, os filhos. Esse sofrimento chega à escola, interfere na rotina e pode resultar em evasão. Foi a partir dessa compreensão que começamos a refletir”, destaca Ingridy, que atualmente atua na escola como agente da Busca Ativa.
Kauã Silva, que atualmente é estudante de Ciência da Computação, destaca como o conhecimento básico foi decisivo para transformar a ideia do Projeto Vivas em uma solução concreta. “Eu cursei Desenvolvimento de Sistemas na escola e foi a partir desse curso que consegui estruturar o aplicativo. A base técnica que recebi foi essencial para transformar a ideia em algo concreto e funcional. Acredito no poder da tecnologia como ferramenta de transformação social”, diz.
Conforme a SEE, o projeto Vvias será apresentado em abril na Harvard University, em Cambridge, nos Estados Unidos, por meio de exibição em vídeo durante a programação oficial da conferência.
“A proposta do projeto está diretamente ligada ao trabalho que já desenvolvemos na escola com foco no empreendedorismo. Como estimulamos fortemente essa cultura, entendemos que promover autonomia financeira para essas mulheres é uma estratégia concreta para ajudá-las a romper o ciclo da violência. Quando elas conquistam independência econômica, ampliam suas possibilidades de escolha e passam a ter mais condições de sair daquele contexto e reconstruir suas vidas com mais segurança e dignidade”, disse a professora Eligivania.
Reprodução/SEE
Um projeto criado na Escola Técnica Estdual (ETE) Ministro Fernando Lyra, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, conquistou o segundo lugar no Brasil na 12ª edição do programa Diálogos, da Brazil Conference, considerada a maior conferência de estudantes brasileiros no exterior. O resultado foi o melhor do Nordeste entre as 128 equipes inscritas, sendo mais de 600 participantes de todo o país.
O projeto foi batizado de Projeto Vivas e foi desenvolvido pelos estudantes, hoje egressos, Ingridy Silva e Kauã Silva, sob orientação da professora Eligivania Macedo, que também é gestora da unidade. A iniciativa criou um canal de registro de casos de violência doméstica por meio de aplicativo de celular, permitindo que estudantes comuniquem situações de agressão vividas ou testemunhadas dentro de casa.
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Segundo a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE-PE), após o registro, a família é acolhida pela escola e recebe orientação sobre medidas de proteção, acesso à rede de apoio e encaminhamentos necessários.
“O projeto também incentiva a autonomia financeira das mulheres atendidas, com orientações sobre qualificação profissional e possibilidades de empreendedorismo, contribuindo para que possam romper o ciclo de dependência econômica do agressor”, destacou a pasta.
“Quando uma mulher sofre violência, não é apenas ela que é atingida. A estrutura familiar é afetada e, principalmente, os filhos. Esse sofrimento chega à escola, interfere na rotina e pode resultar em evasão. Foi a partir dessa compreensão que começamos a refletir”, destaca Ingridy, que atualmente atua na escola como agente da Busca Ativa.
Kauã Silva, que atualmente é estudante de Ciência da Computação, destaca como o conhecimento básico foi decisivo para transformar a ideia do Projeto Vivas em uma solução concreta. “Eu cursei Desenvolvimento de Sistemas na escola e foi a partir desse curso que consegui estruturar o aplicativo. A base técnica que recebi foi essencial para transformar a ideia em algo concreto e funcional. Acredito no poder da tecnologia como ferramenta de transformação social”, diz.
Conforme a SEE, o projeto Vvias será apresentado em abril na Harvard University, em Cambridge, nos Estados Unidos, por meio de exibição em vídeo durante a programação oficial da conferência.
“A proposta do projeto está diretamente ligada ao trabalho que já desenvolvemos na escola com foco no empreendedorismo. Como estimulamos fortemente essa cultura, entendemos que promover autonomia financeira para essas mulheres é uma estratégia concreta para ajudá-las a romper o ciclo da violência. Quando elas conquistam independência econômica, ampliam suas possibilidades de escolha e passam a ter mais condições de sair daquele contexto e reconstruir suas vidas com mais segurança e dignidade”, disse a professora Eligivania.
Palavras-chave:
tecnologia
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