MP investiga fila de quase 500 pacientes à espera de exame cardíaco em Campo Grande
Publicado em: 16/03/2026 19:30
<br /> Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Divulgação/MPMS
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) informou, nesta segunda-feira (16), que abriu um inquérito civil para investigar a fila de pacientes que aguardam o exame Holter 24 horas na rede pública de Campo Grande. O exame é usado para identificar arritmias, taquicardias e pausas nos batimentos do coração durante as atividades diárias.
A investigação começou depois que a 32ª Promotoria de Justiça de Campo Grande identificou quase 500 pessoas esperando pelo exame. O tempo médio de espera é de cerca de 12 meses.
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O g1 entrou em contato com a prefeitura de Campo Grande, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
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Oferta atual não atende demanda na rede pública
Segundo o MPMS, a demora não é compatível com o direito à saúde nem com a importância do exame, usado para diagnosticar e acompanhar arritmias e outras alterações no coração.
Mesmo após alguns ajustes, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que ainda há centenas de pacientes aguardando o exame. O pedido mais antigo é de setembro de 2024.
Hoje, o exame é feito em unidades contratadas pela rede municipal, mas a estrutura disponível não atende toda a demanda acumulada.
O MPMS também verificou que o governo do Estado mantém o programa “MS Saúde — Mais Saúde, Menos Filas”, criado para reduzir a espera por consultas, cirurgias e exames, incluindo o Holter. No entanto, o aumento na oferta depende da adesão do município e da articulação entre os gestores, o que ainda não está totalmente organizado em Campo Grande.
A Promotoria pediu informações detalhadas à Secretaria Municipal de Saúde sobre a fila atualizada, a capacidade de atendimento, o cumprimento dos contratos com prestadores e as medidas previstas para ampliar a oferta do exame. Entre as ações estão a compra de novos equipamentos, a reorganização da rede de atendimento e a possível participação em programas estaduais ou federais.
Também foram solicitados dados ao Hospital Universitário de Campo Grande (Humap/UFMS), que comprou novos equipamentos para realizar o exame.
O MPMS determinou que o procedimento seja restrito por envolver dados pessoais e informações sensíveis de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A instituição informou que continuará acompanhando as respostas dos órgãos responsáveis e cobrando medidas para ampliar a oferta do exame e reduzir o tempo de espera.
Exame cardíaco
Exame Holter 24 horas
Banco de imagens/MPMS
O Holter 24 horas é um aparelho portátil que registra o eletrocardiograma de forma contínua ao longo de um dia.
O monitoramento permite detectar alterações que podem não aparecer em um eletrocardiograma comum. Durante o período de uso, é necessário tomar alguns cuidados, como evitar molhar o aparelho.
Para realizar o exame, sensores chamados eletrodos são colocados no peito e ligados a um pequeno gravador portátil. O equipamento registra a atividade do coração por 24 horas ou mais.
Durante esse período, o paciente deve manter a rotina normal, incluindo trabalho, sono e, se houver autorização médica, a prática de exercícios. Também é orientado registrar em um diário qualquer sintoma sentido ao longo do dia.
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
Divulgação/MPMS
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) informou, nesta segunda-feira (16), que abriu um inquérito civil para investigar a fila de pacientes que aguardam o exame Holter 24 horas na rede pública de Campo Grande. O exame é usado para identificar arritmias, taquicardias e pausas nos batimentos do coração durante as atividades diárias.
A investigação começou depois que a 32ª Promotoria de Justiça de Campo Grande identificou quase 500 pessoas esperando pelo exame. O tempo médio de espera é de cerca de 12 meses.
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O g1 entrou em contato com a prefeitura de Campo Grande, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
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Oferta atual não atende demanda na rede pública
Segundo o MPMS, a demora não é compatível com o direito à saúde nem com a importância do exame, usado para diagnosticar e acompanhar arritmias e outras alterações no coração.
Mesmo após alguns ajustes, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que ainda há centenas de pacientes aguardando o exame. O pedido mais antigo é de setembro de 2024.
Hoje, o exame é feito em unidades contratadas pela rede municipal, mas a estrutura disponível não atende toda a demanda acumulada.
O MPMS também verificou que o governo do Estado mantém o programa “MS Saúde — Mais Saúde, Menos Filas”, criado para reduzir a espera por consultas, cirurgias e exames, incluindo o Holter. No entanto, o aumento na oferta depende da adesão do município e da articulação entre os gestores, o que ainda não está totalmente organizado em Campo Grande.
A Promotoria pediu informações detalhadas à Secretaria Municipal de Saúde sobre a fila atualizada, a capacidade de atendimento, o cumprimento dos contratos com prestadores e as medidas previstas para ampliar a oferta do exame. Entre as ações estão a compra de novos equipamentos, a reorganização da rede de atendimento e a possível participação em programas estaduais ou federais.
Também foram solicitados dados ao Hospital Universitário de Campo Grande (Humap/UFMS), que comprou novos equipamentos para realizar o exame.
O MPMS determinou que o procedimento seja restrito por envolver dados pessoais e informações sensíveis de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A instituição informou que continuará acompanhando as respostas dos órgãos responsáveis e cobrando medidas para ampliar a oferta do exame e reduzir o tempo de espera.
Exame cardíaco
Exame Holter 24 horas
Banco de imagens/MPMS
O Holter 24 horas é um aparelho portátil que registra o eletrocardiograma de forma contínua ao longo de um dia.
O monitoramento permite detectar alterações que podem não aparecer em um eletrocardiograma comum. Durante o período de uso, é necessário tomar alguns cuidados, como evitar molhar o aparelho.
Para realizar o exame, sensores chamados eletrodos são colocados no peito e ligados a um pequeno gravador portátil. O equipamento registra a atividade do coração por 24 horas ou mais.
Durante esse período, o paciente deve manter a rotina normal, incluindo trabalho, sono e, se houver autorização médica, a prática de exercícios. Também é orientado registrar em um diário qualquer sintoma sentido ao longo do dia.
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