VÍDEO: Prefeito usa marreta para demolir cocho tombado após charretes serem proibidas em MG; Câmara questiona
Publicado em: 21/03/2026 04:01
<br /> Prefeito destrói cocho tombado após charretes serem proibidas em Poços de Caldas
A Câmara Municipal de Poços de Caldas (MG) fez um requerimento questionando a atitude do prefeito Paulo Ney (PSD), que destruiu um cocho tombado durante um ato público que oficializou o fim do serviço de charretes a cavalo na cidade.
📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram
O ato aconteceu na segunda-feira (16). Acompanhado de protetores da causa animal, o prefeito usou uma marreta para quebrar as pedras do cocho que era usado como bebedouro para os animais das charretes.
Os vereadores entenderam que a atitude do prefeito foi um desrespeito à história de Poços de Caldas e aos charreteiros. O requerimento apresentado pelo vereador Thiago Mafra (PT) e aprovado por unanimidade questiona a legalidade do ato e se houve autorização dos órgãos responsáveis.
Prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney (PSB) participa de ato que destruiu cocho em Poços de Caldas
Reprodução redes sociais
Segundo o vereador, a praça Getúlio Vargas, onde fica o cocho, integra o Complexo Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas, tombado pelo estado desde 1989 e pelo município desde 2006.
Ele destacou que a Lei Orgânica de Poços de Caldas proíbe a descaracterização de espaços tombados sem autorização legislativa e uma lei complementar de 2006 estabelece que bens protegidos não podem ser destruídos, alterados ou restaurados sem autorização prévia do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico (CONDEPHACT).
A Divisão de Patrimônio Construído e Tombamento (DPCT) disse que o cocho não é tombado e foi construído recentemente.
A prefeitura informou que o cocho foi reconstruído na sexta-feira (13). A gestão municipal não comentou sobre a atitude do prefeito.
Cocho de praça de Poços de Caldas que foi destruído é reconstruído
Reprodução redes sociais e Fabiana Assis/g1
Embora refeita, a estrutura ficou descaracterizada. As pedras foram cimentadas e a fonte de água foi retirada, sendo substituída por terras e plantas.
O professor e historiador Hugo Pontes diz que, como a praça é tombada, todos os elementos nela devem ser preservados. Ele defende que o local deva ser conservado e, inclusive, sinalizado para registrar a existência das charretes naquele local por décadas como fato histórico da cidade.
"A prefeitura deveria colocar uma placa, porque as futuras gerações talvez não venham a se lembrar disso, como nós que estamos presenciando a situação na nossa época", afirmou.
Apesar de as charretes a cavalo terem sido extintas em Poços de Caldas, as carruagens elétricas, que deveriam substituí-las, ainda não têm prazo para começar a operar.
Prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney (PSB) participa de ato que destruiu cocho em Poços de Caldas
ONG Pegasus
Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas
A Câmara Municipal de Poços de Caldas (MG) fez um requerimento questionando a atitude do prefeito Paulo Ney (PSD), que destruiu um cocho tombado durante um ato público que oficializou o fim do serviço de charretes a cavalo na cidade.
📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram
O ato aconteceu na segunda-feira (16). Acompanhado de protetores da causa animal, o prefeito usou uma marreta para quebrar as pedras do cocho que era usado como bebedouro para os animais das charretes.
Os vereadores entenderam que a atitude do prefeito foi um desrespeito à história de Poços de Caldas e aos charreteiros. O requerimento apresentado pelo vereador Thiago Mafra (PT) e aprovado por unanimidade questiona a legalidade do ato e se houve autorização dos órgãos responsáveis.
Prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney (PSB) participa de ato que destruiu cocho em Poços de Caldas
Reprodução redes sociais
Segundo o vereador, a praça Getúlio Vargas, onde fica o cocho, integra o Complexo Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas, tombado pelo estado desde 1989 e pelo município desde 2006.
Ele destacou que a Lei Orgânica de Poços de Caldas proíbe a descaracterização de espaços tombados sem autorização legislativa e uma lei complementar de 2006 estabelece que bens protegidos não podem ser destruídos, alterados ou restaurados sem autorização prévia do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico (CONDEPHACT).
A Divisão de Patrimônio Construído e Tombamento (DPCT) disse que o cocho não é tombado e foi construído recentemente.
A prefeitura informou que o cocho foi reconstruído na sexta-feira (13). A gestão municipal não comentou sobre a atitude do prefeito.
Cocho de praça de Poços de Caldas que foi destruído é reconstruído
Reprodução redes sociais e Fabiana Assis/g1
Embora refeita, a estrutura ficou descaracterizada. As pedras foram cimentadas e a fonte de água foi retirada, sendo substituída por terras e plantas.
O professor e historiador Hugo Pontes diz que, como a praça é tombada, todos os elementos nela devem ser preservados. Ele defende que o local deva ser conservado e, inclusive, sinalizado para registrar a existência das charretes naquele local por décadas como fato histórico da cidade.
"A prefeitura deveria colocar uma placa, porque as futuras gerações talvez não venham a se lembrar disso, como nós que estamos presenciando a situação na nossa época", afirmou.
Apesar de as charretes a cavalo terem sido extintas em Poços de Caldas, as carruagens elétricas, que deveriam substituí-las, ainda não têm prazo para começar a operar.
Prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney (PSB) participa de ato que destruiu cocho em Poços de Caldas
ONG Pegasus
Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas
Palavras-chave:
câmara municipal
Mais Notícias Relacionadas
Vereador preso suspeito de estuprar criança por 5 anos usou poder político e econômico para atrapalhar investigação, diz polícia
Antônio Tiveron Filho, de 72 anos, conhecido como Toninho Mineiro, foi preso na segunda-f...
Comissão da Câmara de Macapá aprova parecer pelo arquivamento de denúncia contra vice-prefeito
Comissão da Câmara de Macapá aprova parecer pelo arquivamento de denúncia contra vice-pre...
Câmara mantém veto a lei que criaria 'zona de silêncio' perto de igrejas em Campo Grande
Câmara de Vereadores vetou lei do silêncio para igrejas em Campo Grande. Caio Tumelero/TV...
Câmara de BH aprova multa de até R$ 20 mil para pichadores
Câmara Municipal de Belo Horizonte (foto ilustrativa) Karoline Barreto/CMBH A Câmara Muni...