Vedação total, ar filtrado e traje especial: como funciona o 1º laboratório de microrganismos perigosos do Triângulo Mineiro
Publicado em: 22/03/2026 14:00
<br /> UFU inaugura laboratório avançado de biossegurança
Ambientes isolados, acesso rigorosamente controlado e tecnologia de ponta marcam o novo laboratório de biossegurança nível 3 (NB3) inaugurado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no campus Umuarama. A estrutura amplia a capacidade científica da região já que, até então, só existia uma semelhante em Minas Gerais, localizada na capital Belo Horizonte.
Com investimento superior a R$ 10 milhões, o espaço, localizado no Bloco 4U, em Uberlândia, foi projetado para o estudo e o manejo de microrganismos perigosos, como vírus, bactérias e fungos. Esses agentes podem ser transmitidos pelo ar e por outras vias e causam doenças graves, que não têm cura definitiva, apenas medidas de prevenção e tratamento.
Segundo o Ministério da Saúde, agentes patológicos de nível 3 apresentam alto risco individual e moderado risco comunitário, podendo se disseminar no ambiente e entre pessoas ou animais. Entre os exemplos estão a tuberculose, febre amarela, vírus HIV e gripe aviária.
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De acordo com o diretor técnico-científico responsável pelo laboratório, Murilo Vieira da Silva, a UFU já possui laboratórios de nível 1 e 2 espalhados pelos campi, mas este é o primeiro NB3 da instituição. Ele destacou ainda que o nível máximo (NB4) é raro e quase inexistente no país.
“Podemos estudar doenças transmitidas pelo ar ou aquelas que ainda não possuem vacina, colocando Uberlândia e Minas Gerais em outro patamar de desenvolvimento científico”, afirmou.
Traje especial e tratamento do ar: protocolos de segurança
A equipe da TV Integração pôde visitar o espaço durante a inauguração mostrando como é o laboratório por dentro, antes do início das atividades. No entanto, quando os trabalhos realmente começarem, apenas profissionais treinados terão acesso, seguindo regras rígidas de segurança.
Entre os protocolos previstos pelo Ministério da Saúde para esse tipo de laboratório estão:
Uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras especiais, luvas duplas, macacões com capuz, óculos de proteção e dois propés (capas para os pés descartáveis);
Controle rigoroso de entrada e saída;
Treinamento e cursos específicos;
Filtragem completa do ar que circula no ambiente;
Tratamento prévio de todo o esgoto para inativar vírus e bactérias antes de ser lançado na rede da cidade.
“O investimento é altíssimo pra garantir, por exemplo, que todo o ar que entra dentro dessa instalação seja filtrado, que todo o ar que saia daqui seja filtrado, não levando nenhum risco à população”, explicou Murilo Vieira da Silva.
Ele ressaltou ainda que os pesquisadores nunca trabalharão sozinhos. “No máximo duas pessoas, três. E nunca individualmente porque um tem que garantir a segurança do outro”, complementou.
Vedação, filtragem de ar e macacão: conheça protocolos de segurança do 1º laboratório de microrganismos perigosos do Triângulo Mineiro
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) 2024/Reprodução
Investimento de R$ 10 milhões e pesquisas previstas
A construção do laboratório, que ainda está sendo equipado, contou com financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Segundo o reitor da UFU, Carlos Henrique de Carvalho, novos aportes já estão previstos. “Provavelmente, nas próximas semanas, será liberado também pela Finep mais quatro milhões para equipamentos. A Fapemig já investiu cerca de dois milhões diretamente nessa área. Então, são dez milhões no total.”
O cronograma de pesquisas oficial ainda não foi divulgado, mas segundo informações preliminares do diretor, o laboratório deve iniciar suas atividades com pesquisas voltadas para doenças de aves que afetam a produção animal, em parceria com empresas dos setores agrícola e avícola da região.
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“A gente pretende iniciar até o próximo mês. Inicialmente, sem nenhum patógeno, para que toda a equipe seja treinada em mecanismos de fuga e atuação dentro do laboratório. Depois de três a seis meses de treinamento, começamos o processo de pesquisa”, explicou Murilo Vieira.
A nova estrutura permitirá que amostras de pacientes com casos suspeitos de surtos ou pandemias sejam analisadas na cidade, sem a necessidade de envio para outras regiões.
Para o reitor, o impacto vai além da UFU: “A importância deste laboratório não é apenas para a universidade, mas para todo o estado. Ele coloca a instituição na linha de frente, elevando a experimentação animal e humana a outro nível.”
Primeiro laboratório de microrganismos perigosos do Triângulo Mineiro, em Uberlândia
Milton Santos/Reprodução
Laboratório de biossegurança nível 3 da UFU
Milton Santos
Laboratório foi inaugurado na última semana em Uberlândia
Milton Santos
VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
Ambientes isolados, acesso rigorosamente controlado e tecnologia de ponta marcam o novo laboratório de biossegurança nível 3 (NB3) inaugurado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no campus Umuarama. A estrutura amplia a capacidade científica da região já que, até então, só existia uma semelhante em Minas Gerais, localizada na capital Belo Horizonte.
Com investimento superior a R$ 10 milhões, o espaço, localizado no Bloco 4U, em Uberlândia, foi projetado para o estudo e o manejo de microrganismos perigosos, como vírus, bactérias e fungos. Esses agentes podem ser transmitidos pelo ar e por outras vias e causam doenças graves, que não têm cura definitiva, apenas medidas de prevenção e tratamento.
Segundo o Ministério da Saúde, agentes patológicos de nível 3 apresentam alto risco individual e moderado risco comunitário, podendo se disseminar no ambiente e entre pessoas ou animais. Entre os exemplos estão a tuberculose, febre amarela, vírus HIV e gripe aviária.
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De acordo com o diretor técnico-científico responsável pelo laboratório, Murilo Vieira da Silva, a UFU já possui laboratórios de nível 1 e 2 espalhados pelos campi, mas este é o primeiro NB3 da instituição. Ele destacou ainda que o nível máximo (NB4) é raro e quase inexistente no país.
“Podemos estudar doenças transmitidas pelo ar ou aquelas que ainda não possuem vacina, colocando Uberlândia e Minas Gerais em outro patamar de desenvolvimento científico”, afirmou.
Traje especial e tratamento do ar: protocolos de segurança
A equipe da TV Integração pôde visitar o espaço durante a inauguração mostrando como é o laboratório por dentro, antes do início das atividades. No entanto, quando os trabalhos realmente começarem, apenas profissionais treinados terão acesso, seguindo regras rígidas de segurança.
Entre os protocolos previstos pelo Ministério da Saúde para esse tipo de laboratório estão:
Uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras especiais, luvas duplas, macacões com capuz, óculos de proteção e dois propés (capas para os pés descartáveis);
Controle rigoroso de entrada e saída;
Treinamento e cursos específicos;
Filtragem completa do ar que circula no ambiente;
Tratamento prévio de todo o esgoto para inativar vírus e bactérias antes de ser lançado na rede da cidade.
“O investimento é altíssimo pra garantir, por exemplo, que todo o ar que entra dentro dessa instalação seja filtrado, que todo o ar que saia daqui seja filtrado, não levando nenhum risco à população”, explicou Murilo Vieira da Silva.
Ele ressaltou ainda que os pesquisadores nunca trabalharão sozinhos. “No máximo duas pessoas, três. E nunca individualmente porque um tem que garantir a segurança do outro”, complementou.
Vedação, filtragem de ar e macacão: conheça protocolos de segurança do 1º laboratório de microrganismos perigosos do Triângulo Mineiro
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) 2024/Reprodução
Investimento de R$ 10 milhões e pesquisas previstas
A construção do laboratório, que ainda está sendo equipado, contou com financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Segundo o reitor da UFU, Carlos Henrique de Carvalho, novos aportes já estão previstos. “Provavelmente, nas próximas semanas, será liberado também pela Finep mais quatro milhões para equipamentos. A Fapemig já investiu cerca de dois milhões diretamente nessa área. Então, são dez milhões no total.”
O cronograma de pesquisas oficial ainda não foi divulgado, mas segundo informações preliminares do diretor, o laboratório deve iniciar suas atividades com pesquisas voltadas para doenças de aves que afetam a produção animal, em parceria com empresas dos setores agrícola e avícola da região.
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“A gente pretende iniciar até o próximo mês. Inicialmente, sem nenhum patógeno, para que toda a equipe seja treinada em mecanismos de fuga e atuação dentro do laboratório. Depois de três a seis meses de treinamento, começamos o processo de pesquisa”, explicou Murilo Vieira.
A nova estrutura permitirá que amostras de pacientes com casos suspeitos de surtos ou pandemias sejam analisadas na cidade, sem a necessidade de envio para outras regiões.
Para o reitor, o impacto vai além da UFU: “A importância deste laboratório não é apenas para a universidade, mas para todo o estado. Ele coloca a instituição na linha de frente, elevando a experimentação animal e humana a outro nível.”
Primeiro laboratório de microrganismos perigosos do Triângulo Mineiro, em Uberlândia
Milton Santos/Reprodução
Laboratório de biossegurança nível 3 da UFU
Milton Santos
Laboratório foi inaugurado na última semana em Uberlândia
Milton Santos
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Palavras-chave:
tecnologia
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