Pesquisa detecta antibióticos em rios e alerta para risco de superbactérias
Publicado em: 06/04/2026 13:57
<br /> Descarte de substâncias nos rios estão criando superbactérias diz pesquisa
Rio Meia Ponte - Wikimedia Commons/ Túllio F
O descarte inadequado de antibióticos e a falta de tratamento de esgoto estão transformando rios brasileiros em criadouros de superbactérias. Um estudo da Universidade Estadual de Goiás (UEG) identificou substâncias antimicrobianas em diversos pontos de coleta nos rios Extrema e Meia Ponte, no Cerrado.
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As substâncias são classificadas como poluentes emergentes (PEs): compostos químicos que ameaçam o meio ambiente e a saúde, mas que ainda não possuem regulamentação ou monitoramento por lei.
Entre as causas principais estão o esgoto sem tratamento, o descarte incorreto de remédios e o uso indiscriminado de medicamentos.
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Riscos à saúde e ao lazer
Descarte de substâncias nos rios estão criando superbactérias diz pesquisa
Pexels/ pixabay
A presença desses resíduos cria o cenário ideal para o surgimento de bactérias resistentes. Nas amostras coletadas em Goiás, os pesquisadores revelaram a presença da Staphylococcus aureus, bactéria ligada a infecções severas e resistente ao antibiótico meticilina (MRSA).
O risco se estende a humanos e animais através do contato com a água, solo e alimentos contaminados.
“As superbactérias tornam infecções mais perigosas, difíceis de tratar e potencialmente fatais, sendo um dos maiores desafios atuais da medicina”, afirma Igor Romeiro dos Santos, autor principal da pesquisa.
Segundo o estudo, a contaminação pode desencadear infecções generalizadas, como a sepse, e exige que a água passe por tratamentos muito mais rigorosos antes do consumo, além de tornar o uso dos rios perigoso para o lazer.
Impacto no ecossistema
Descarte de substâncias nos rios estão criando superbactérias diz pesquisa
Rio Meia Ponte - Wikimedia Commons/Túllio F
Além da resistência bacteriana, o excesso de nutrientes vindos do esgoto causa a eutrofização. Esse processo favorece a proliferação de algas que bloqueiam a luz solar, impedindo a fotossíntese de plantas submersas e reduzindo o oxigênio na água.
“Essa poluição compromete a qualidade da água utilizada para consumo e para a vida aquática, favorecendo a ocorrência de doenças infecciosas, intoxicações e a bioacumulação de contaminantes na cadeia alimentar”, completa Igor.
O resultado é um ciclo de morte de peixes e outros organismos, gerando ainda mais decomposição e proliferação bacteriana.
Cenário global e local
O problema não é exclusivo do Cerrado. Uma pesquisa do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP (CENA/USP) também revelou a presença de 12 tipos de antibióticos no Rio Piracicaba, em São Paulo.
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O local concentra contaminantes de esgoto tratado, resíduos domésticos e da agropecuária.
“A detecção de antimicrobianos não é um caso isolado, mas sim um problema que ocorre no Brasil e no mundo, pois a origem está ligada ao descarte de efluentes sem tratamento, agricultura, pecuária e aquicultura”, pontua o pesquisador da UEG.
Um estudo global de 2019 já apontava que rios de 72 países apresentam concentrações de antibióticos que favorecem a resistência bacteriana.
Para Igor Romeiro, a situação expõe fragilidades estruturais no Brasil, como a baixa cobertura de coleta e a falta de tecnologias para remover contaminantes específicos.
A tese sugere que o monitoramento constante e o estudo da resistência bacteriana na água são ferramentas essenciais para auxiliar no controle desse problema ambiental e de saúde pública no país.
*Sob supervisão de Rodrigo Peronti.
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Rio Meia Ponte - Wikimedia Commons/ Túllio F
O descarte inadequado de antibióticos e a falta de tratamento de esgoto estão transformando rios brasileiros em criadouros de superbactérias. Um estudo da Universidade Estadual de Goiás (UEG) identificou substâncias antimicrobianas em diversos pontos de coleta nos rios Extrema e Meia Ponte, no Cerrado.
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As substâncias são classificadas como poluentes emergentes (PEs): compostos químicos que ameaçam o meio ambiente e a saúde, mas que ainda não possuem regulamentação ou monitoramento por lei.
Entre as causas principais estão o esgoto sem tratamento, o descarte incorreto de remédios e o uso indiscriminado de medicamentos.
VIU ISSO?
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Filhote da jiboia mais rara do mundo é encontrado vivo pela 1ª vez em SP
Riscos à saúde e ao lazer
Descarte de substâncias nos rios estão criando superbactérias diz pesquisa
Pexels/ pixabay
A presença desses resíduos cria o cenário ideal para o surgimento de bactérias resistentes. Nas amostras coletadas em Goiás, os pesquisadores revelaram a presença da Staphylococcus aureus, bactéria ligada a infecções severas e resistente ao antibiótico meticilina (MRSA).
O risco se estende a humanos e animais através do contato com a água, solo e alimentos contaminados.
“As superbactérias tornam infecções mais perigosas, difíceis de tratar e potencialmente fatais, sendo um dos maiores desafios atuais da medicina”, afirma Igor Romeiro dos Santos, autor principal da pesquisa.
Segundo o estudo, a contaminação pode desencadear infecções generalizadas, como a sepse, e exige que a água passe por tratamentos muito mais rigorosos antes do consumo, além de tornar o uso dos rios perigoso para o lazer.
Impacto no ecossistema
Descarte de substâncias nos rios estão criando superbactérias diz pesquisa
Rio Meia Ponte - Wikimedia Commons/Túllio F
Além da resistência bacteriana, o excesso de nutrientes vindos do esgoto causa a eutrofização. Esse processo favorece a proliferação de algas que bloqueiam a luz solar, impedindo a fotossíntese de plantas submersas e reduzindo o oxigênio na água.
“Essa poluição compromete a qualidade da água utilizada para consumo e para a vida aquática, favorecendo a ocorrência de doenças infecciosas, intoxicações e a bioacumulação de contaminantes na cadeia alimentar”, completa Igor.
O resultado é um ciclo de morte de peixes e outros organismos, gerando ainda mais decomposição e proliferação bacteriana.
Cenário global e local
O problema não é exclusivo do Cerrado. Uma pesquisa do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP (CENA/USP) também revelou a presença de 12 tipos de antibióticos no Rio Piracicaba, em São Paulo.
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O local concentra contaminantes de esgoto tratado, resíduos domésticos e da agropecuária.
“A detecção de antimicrobianos não é um caso isolado, mas sim um problema que ocorre no Brasil e no mundo, pois a origem está ligada ao descarte de efluentes sem tratamento, agricultura, pecuária e aquicultura”, pontua o pesquisador da UEG.
Um estudo global de 2019 já apontava que rios de 72 países apresentam concentrações de antibióticos que favorecem a resistência bacteriana.
Para Igor Romeiro, a situação expõe fragilidades estruturais no Brasil, como a baixa cobertura de coleta e a falta de tecnologias para remover contaminantes específicos.
A tese sugere que o monitoramento constante e o estudo da resistência bacteriana na água são ferramentas essenciais para auxiliar no controle desse problema ambiental e de saúde pública no país.
*Sob supervisão de Rodrigo Peronti.
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Palavras-chave:
tecnologia
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