Professor suspeito de importunação sexual contra aluna é demitido da Fatec em Indaiatuba
Publicado em: 17/04/2026 06:47
<br /> Professor suspeito de importunação sexual contra aluna é demitido da Fatec em Indaiatuba
Um professor suspeito de importunação sexual contra uma aluna foi demitido da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec), em Indaiatuba (SP). O desligamento, oficializado no último dia 2, se deu após a conclusão de um procedimento disciplinar, que classificou a conduta de Edson Luiz Pereira, de 69 anos, como "ilícita".
Além da penalidade administrativa, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade investigou a situação e apresentou um relatório à Justiça. Isso resultou em uma ação judicial criminal.
As apurações foram motivadas por um boletim de ocorrência registrado pela aluna. Nele, a vítima relata que o professor "encostou o quadril dele no glúteo dela" e, na sequência, "passou a mão no glúteo".
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Imagem de arquivo da Fatec em Indaiatuba
Centro Paula Souza
Em nota, o Centro Paula Souza, responsável pelo gerenciamento das unidades da Fatec, confirmou o desligamento de Edson e disse que adotou medidas após tomar conhecimento do caso:
O professor foi afastado cautelarmente da sala de aula;
A direção da unidade em Indaiatuba acolheu a estudante e outros alunos;
Um procedimento disciplinar foi aberto para apuração.
A entidade ainda disse que a investigação administrativa foi encaminhada à Procuradoria de Procedimentos Disciplinares da Procuradoria Geral do Estado e reforçou canais de denúncia — veja como fazer uma denúncia abaixo.
"O Centro Paula Souza repudia toda e qualquer forma de assédio e informa que possui uma Comissão Permanente de Orientação e Prevenção contra o Assédio Moral e Sexual para capacitação de profissionais, visando conscientizar a comunidade acadêmica e seus funcionários sobre respeito irrestrito aos direitos civis", completou.
O g1 procurou a defesa de Edson, que não quis se manifestar.
Importunação sexual
Edson Luiz Pereira foi demitido após procedimento disciplinar
Centro Paula Souza
O caso aconteceu em 17 de agosto de 2023, em uma aula do curso de Gestão de Serviços na Fatec, em Indaiatuba.
Segundo o boletim de ocorrência, como o curso estava no início — era apenas a segunda aula com Edson —, todos os alunos da sala se juntaram para fazer uma fotografia.
Durante o registro, o professor estava atrás da vítima, hoje com 32 anos. Ainda conforme o relato, ele "encostou o quadril dele no glúteo dela" e, na sequência, "passou a mão no glúteo".
A aluna conta aos policiais que ficou constrangida com a situação, saiu de perto e depois notificou a direção da Fatec, que orientou a necessidade de registro da ocorrência.
Em 23 de agosto de 2023, a vítima voltou à DDM de Indaiatuba para pedir uma medida protetiva contra Edson, já que ele teria a abordado em sala de aula e perguntado se estava "tudo bem" e se estava "acontecendo alguma coisa".
Investigações
Edson Luiz Pereira era professor da Fatec em Indaiatuba
Reprodução
A importunação foi investigada tanto na esfera administrativa quanto na criminal. Na administrativa, o procedimento disciplinar concluiu, em 13 de março de 2026, pela demissão por justa causa do professor por "restar comprovado o ilícito".
Ele tentou recorrer da decisão, mas, em 30 de março deste ano, a sentença foi mantida. O desligamento foi oficializado por meio de uma portaria em 2 de abril de 2026, publicada no Diário Oficial do Estado.
Já na esfera criminal, a Polícia Civil concluiu as apurações e apresentou relatório à Justiça em 2023, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).
Nas oitivas, pelo menos seis pessoas prestaram depoimento como testemunhas da importunação.
🔎 A "importunação sexual" é considerada um dos crimes contra a liberdade sexual. Previsto no art. 215-A do Código Penal, consistente em praticar ato libidinoso contra alguém, sem consentimento, para satisfazer desejo próprio ou de terceiros. A pena é de 1 a 5 anos de reclusão.
Segundo a advogada da vítima, Mariana de Castro Antunes Martins, Edson teria feito um acordo de não persecução penal com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). Ele supostamente terá de cumprir algumas condições para evitar denúncia criminal e possível prisão. A defesa dele não confirma o acordo.
Por sua vez, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) disse que não pode passar informações devido ao processo estar sob sigilo.
🔎 O que é um acordo de não persecução penal? Acordo jurídico firmado entre o Ministério Público e o investigado, que permite encerrar uma investigação criminal sem apresentação de denúncia contra o investigado. Com isso, a ação judicial não tem sequência e ele não chega, oficialmente, a virar réu. Aplicável a situações de crimes sem violência/grave ameaça com pena mínima inferior a 4 anos. Exige confissão formal do investigado e cumprimento de condições — do contrário, o caso é reaberto.
Em nota enviada à reportagem, Mariana comentou que, embora as medidas tenham trazido um sentimento de justiça ao caso, a vítima tem passado por acompanhamento psicológico.
"Nosso sentimento é de satisfação pela realização da justiça e da ética nas instâncias administrativas e judiciais. Ela se encontra em acompanhamento psicológico, mas com o sentimento de que a justiça foi feita, não somente pelo caso dela, mas por todas as mulheres vítimas de crimes desta natureza", disse.
⚠️ Como denunciar?
De acordo com o Centro Paula Souza, qualquer tipo de denúncia pode ser feita por alunos, professores e comunidade acadêmica. É possível comunicar a diretoria da unidade ou, ainda, seguir outros dois caminhos oficiais:
Plataforma Fala.SP, do Governo do Estado de São Paulo (http://fala.sp.gov.br);
Enviando e-mail para ouvidoria@cps.sp.gov.br ou copams@cps.sp.gov.br.
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Um professor suspeito de importunação sexual contra uma aluna foi demitido da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec), em Indaiatuba (SP). O desligamento, oficializado no último dia 2, se deu após a conclusão de um procedimento disciplinar, que classificou a conduta de Edson Luiz Pereira, de 69 anos, como "ilícita".
Além da penalidade administrativa, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade investigou a situação e apresentou um relatório à Justiça. Isso resultou em uma ação judicial criminal.
As apurações foram motivadas por um boletim de ocorrência registrado pela aluna. Nele, a vítima relata que o professor "encostou o quadril dele no glúteo dela" e, na sequência, "passou a mão no glúteo".
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Imagem de arquivo da Fatec em Indaiatuba
Centro Paula Souza
Em nota, o Centro Paula Souza, responsável pelo gerenciamento das unidades da Fatec, confirmou o desligamento de Edson e disse que adotou medidas após tomar conhecimento do caso:
O professor foi afastado cautelarmente da sala de aula;
A direção da unidade em Indaiatuba acolheu a estudante e outros alunos;
Um procedimento disciplinar foi aberto para apuração.
A entidade ainda disse que a investigação administrativa foi encaminhada à Procuradoria de Procedimentos Disciplinares da Procuradoria Geral do Estado e reforçou canais de denúncia — veja como fazer uma denúncia abaixo.
"O Centro Paula Souza repudia toda e qualquer forma de assédio e informa que possui uma Comissão Permanente de Orientação e Prevenção contra o Assédio Moral e Sexual para capacitação de profissionais, visando conscientizar a comunidade acadêmica e seus funcionários sobre respeito irrestrito aos direitos civis", completou.
O g1 procurou a defesa de Edson, que não quis se manifestar.
Importunação sexual
Edson Luiz Pereira foi demitido após procedimento disciplinar
Centro Paula Souza
O caso aconteceu em 17 de agosto de 2023, em uma aula do curso de Gestão de Serviços na Fatec, em Indaiatuba.
Segundo o boletim de ocorrência, como o curso estava no início — era apenas a segunda aula com Edson —, todos os alunos da sala se juntaram para fazer uma fotografia.
Durante o registro, o professor estava atrás da vítima, hoje com 32 anos. Ainda conforme o relato, ele "encostou o quadril dele no glúteo dela" e, na sequência, "passou a mão no glúteo".
A aluna conta aos policiais que ficou constrangida com a situação, saiu de perto e depois notificou a direção da Fatec, que orientou a necessidade de registro da ocorrência.
Em 23 de agosto de 2023, a vítima voltou à DDM de Indaiatuba para pedir uma medida protetiva contra Edson, já que ele teria a abordado em sala de aula e perguntado se estava "tudo bem" e se estava "acontecendo alguma coisa".
Investigações
Edson Luiz Pereira era professor da Fatec em Indaiatuba
Reprodução
A importunação foi investigada tanto na esfera administrativa quanto na criminal. Na administrativa, o procedimento disciplinar concluiu, em 13 de março de 2026, pela demissão por justa causa do professor por "restar comprovado o ilícito".
Ele tentou recorrer da decisão, mas, em 30 de março deste ano, a sentença foi mantida. O desligamento foi oficializado por meio de uma portaria em 2 de abril de 2026, publicada no Diário Oficial do Estado.
Já na esfera criminal, a Polícia Civil concluiu as apurações e apresentou relatório à Justiça em 2023, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).
Nas oitivas, pelo menos seis pessoas prestaram depoimento como testemunhas da importunação.
🔎 A "importunação sexual" é considerada um dos crimes contra a liberdade sexual. Previsto no art. 215-A do Código Penal, consistente em praticar ato libidinoso contra alguém, sem consentimento, para satisfazer desejo próprio ou de terceiros. A pena é de 1 a 5 anos de reclusão.
Segundo a advogada da vítima, Mariana de Castro Antunes Martins, Edson teria feito um acordo de não persecução penal com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). Ele supostamente terá de cumprir algumas condições para evitar denúncia criminal e possível prisão. A defesa dele não confirma o acordo.
Por sua vez, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) disse que não pode passar informações devido ao processo estar sob sigilo.
🔎 O que é um acordo de não persecução penal? Acordo jurídico firmado entre o Ministério Público e o investigado, que permite encerrar uma investigação criminal sem apresentação de denúncia contra o investigado. Com isso, a ação judicial não tem sequência e ele não chega, oficialmente, a virar réu. Aplicável a situações de crimes sem violência/grave ameaça com pena mínima inferior a 4 anos. Exige confissão formal do investigado e cumprimento de condições — do contrário, o caso é reaberto.
Em nota enviada à reportagem, Mariana comentou que, embora as medidas tenham trazido um sentimento de justiça ao caso, a vítima tem passado por acompanhamento psicológico.
"Nosso sentimento é de satisfação pela realização da justiça e da ética nas instâncias administrativas e judiciais. Ela se encontra em acompanhamento psicológico, mas com o sentimento de que a justiça foi feita, não somente pelo caso dela, mas por todas as mulheres vítimas de crimes desta natureza", disse.
⚠️ Como denunciar?
De acordo com o Centro Paula Souza, qualquer tipo de denúncia pode ser feita por alunos, professores e comunidade acadêmica. É possível comunicar a diretoria da unidade ou, ainda, seguir outros dois caminhos oficiais:
Plataforma Fala.SP, do Governo do Estado de São Paulo (http://fala.sp.gov.br);
Enviando e-mail para ouvidoria@cps.sp.gov.br ou copams@cps.sp.gov.br.
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Palavras-chave:
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