Colecionadores e curiosos resgatam discos de vinil no interior de SP: 'Conexão com a música'
Publicado em: 26/04/2026 08:00
<br /> Dia do Disco de Vinil: procura pelo objeto aumenta mesmo com novas tecnologias
O disco de vinil popularmente chamado de LP (long play), que dominou o mercado da música na década de 1990 até o surgimento do CD, vive um resgate nos últimos anos, nutrido pelo sentimento de nostalgia. Em São José do Rio Preto (SP), a paixão pelos "bolachões" reúne colecionadores, fãs e curiosos em eventos e sebos.
Em entrevista para o g1, o colecionador Flávio Henrique dos Santos, mais conhecido como DJ Taroba, revela que atualmente as pessoas querem ter a experiência de ouvir um disco de vinil por inteiro.
📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp
"O vinil tem esse poder de criar conexão com a música, com a história dos artistas e com a própria cultura musical”, ressalta Taroba.
Já a proprietária de um sebo em São José do Rio Preto, Simone Cristina Meloze, percebe que a procura pelos LPs cresceu principalmente nos anos de 2024 e 2025.
DJ Taroba em São José do Rio Preto (SP)
Arquivo pessoal
"Faz uns dois anos que houve aumento na procura por discos", conta Simone em entrevista à TV TEM.
José Carlos Meloze, dono do mesmo sebo, diz que muito dessa procura está relacionado à uma tradição familiar. "O jovem vai vendo o vô e o pai, que ouviam os discos antigamente e, hoje, chegam aqui e ficam alucinados de ver os discos novamente", contou também em entrevista.
O sebo da empresária atrai garimpeiros em busca de títulos raros nas prateleiras, como o álbum “The Dark Side of the Moon”, da banda Pink Floyd, e também o disco “Dois”, da Legião Urbana.
Dia do Disco de Vinil
Reprodução/TV TEM
Para o DJ Taroba, o uso do vinil já se tornou um hábito. O colecionador é ativista cultural e faz parte de um projeto de discotecagem voltado totalmente à cultura brasileira, chamado "DISCObrindo o Brasil em 100% vinil".
Conforme ele, o movimento explora a riqueza e a variedade musical do país por meio dos discos.
Taroba é colecionador há 15 anos. À reportagem, ele disse que tem mais de três mil itens no acervo de discos, entre os LPs e os compactos (discos de vinil menores).
“Comprei um toca-discos e passei a garimpar nos sebos da cidade. Eu ia comprando tudo que era disco”, conta o DJ.
Alguns desses itens, ele coloca à venda. Todavia, não abre mão de pelo menos 400 títulos que pertencem à sua coleção "personalíssima". Alguns dos álbuns chegam a custar até R$ 5 mil devido à raridade e à baixa tiragem.
DJ Taroba em São José do Rio Preto (SP)
Arquivo pessoal
“Muita gente quer ter uma vitrola em casa, reunir os amigos e viver a experiência de ouvir um disco do começo ao fim", comenta.
Segundo ele, os gostos são bem variados, passando por diversos ritmos e títulos, e isso acaba abrindo portas para que cada pessoa descubra novos artistas e estilos musicais.
Esse processo também desperta pesquisa involuntária. "A pessoa começa comprando um disco que já conhece, depois passa a procurar álbuns relacionados, outros artistas e acaba se aprofundando cada vez mais no universo musical", explica o colecionador.
O LP (Long Play) surgiu na década de 1940 nos Estados Unidos. No Brasil, foi lançado comercialmente por volta de 1951. Dominou o mercado até o final da década de 1990, quando se popularizou a venda do compact disc, o CD.
LEIA MAIS:
Jovens do interior de SP descobrem novos asteroides em programa internacional da Nasa
Anos após batizar filho, pai também recebe sacramento: 'Senti que era a hora'
Nostalgia e ritual
Dia do Disco de Vinil - entrevista
Reprodução/TV TEM
Daniel Leite é colecionador em São José do Rio Preto há 15 anos. Para ele, o disco representa nostalgia de tempos passados.
Além disso, ressalta a qualidade de áudio excepcional do vinil, que, devido à sua tecnologia analógica, consegue reproduzir detalhes da gravação dos instrumentos de maneira muito fiel à sua real natureza, produzindo um som mais “quente” e encorpado, que não ocorre nos serviços de streamings.
“Eles têm uma qualidade musical que não existe mais hoje em dia”, conta Leite à TV TEM.
Dia do Disco de Vinil
Reprodução/TV TEM
Outro colecionador, o jornalista Bruno Gilliard, tem seu próprio aparelho de som para ouvir os discos em casa. Para ele, o mais especial é o “ritual” necessário para preparar o som.
"Não é só ouvir; é você escolher o disco, colocar, às vezes precisa limpar e respeitar o tempo de cada faixa. É um verdadeiro ritual."
Dia do Disco de Vinil: o objeto relíquia virou desejo de colecionador
Initial plugin text
* Colaborou sob supervisão de Henrique Souza
Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba
VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM
O disco de vinil popularmente chamado de LP (long play), que dominou o mercado da música na década de 1990 até o surgimento do CD, vive um resgate nos últimos anos, nutrido pelo sentimento de nostalgia. Em São José do Rio Preto (SP), a paixão pelos "bolachões" reúne colecionadores, fãs e curiosos em eventos e sebos.
Em entrevista para o g1, o colecionador Flávio Henrique dos Santos, mais conhecido como DJ Taroba, revela que atualmente as pessoas querem ter a experiência de ouvir um disco de vinil por inteiro.
📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp
"O vinil tem esse poder de criar conexão com a música, com a história dos artistas e com a própria cultura musical”, ressalta Taroba.
Já a proprietária de um sebo em São José do Rio Preto, Simone Cristina Meloze, percebe que a procura pelos LPs cresceu principalmente nos anos de 2024 e 2025.
DJ Taroba em São José do Rio Preto (SP)
Arquivo pessoal
"Faz uns dois anos que houve aumento na procura por discos", conta Simone em entrevista à TV TEM.
José Carlos Meloze, dono do mesmo sebo, diz que muito dessa procura está relacionado à uma tradição familiar. "O jovem vai vendo o vô e o pai, que ouviam os discos antigamente e, hoje, chegam aqui e ficam alucinados de ver os discos novamente", contou também em entrevista.
O sebo da empresária atrai garimpeiros em busca de títulos raros nas prateleiras, como o álbum “The Dark Side of the Moon”, da banda Pink Floyd, e também o disco “Dois”, da Legião Urbana.
Dia do Disco de Vinil
Reprodução/TV TEM
Para o DJ Taroba, o uso do vinil já se tornou um hábito. O colecionador é ativista cultural e faz parte de um projeto de discotecagem voltado totalmente à cultura brasileira, chamado "DISCObrindo o Brasil em 100% vinil".
Conforme ele, o movimento explora a riqueza e a variedade musical do país por meio dos discos.
Taroba é colecionador há 15 anos. À reportagem, ele disse que tem mais de três mil itens no acervo de discos, entre os LPs e os compactos (discos de vinil menores).
“Comprei um toca-discos e passei a garimpar nos sebos da cidade. Eu ia comprando tudo que era disco”, conta o DJ.
Alguns desses itens, ele coloca à venda. Todavia, não abre mão de pelo menos 400 títulos que pertencem à sua coleção "personalíssima". Alguns dos álbuns chegam a custar até R$ 5 mil devido à raridade e à baixa tiragem.
DJ Taroba em São José do Rio Preto (SP)
Arquivo pessoal
“Muita gente quer ter uma vitrola em casa, reunir os amigos e viver a experiência de ouvir um disco do começo ao fim", comenta.
Segundo ele, os gostos são bem variados, passando por diversos ritmos e títulos, e isso acaba abrindo portas para que cada pessoa descubra novos artistas e estilos musicais.
Esse processo também desperta pesquisa involuntária. "A pessoa começa comprando um disco que já conhece, depois passa a procurar álbuns relacionados, outros artistas e acaba se aprofundando cada vez mais no universo musical", explica o colecionador.
O LP (Long Play) surgiu na década de 1940 nos Estados Unidos. No Brasil, foi lançado comercialmente por volta de 1951. Dominou o mercado até o final da década de 1990, quando se popularizou a venda do compact disc, o CD.
LEIA MAIS:
Jovens do interior de SP descobrem novos asteroides em programa internacional da Nasa
Anos após batizar filho, pai também recebe sacramento: 'Senti que era a hora'
Nostalgia e ritual
Dia do Disco de Vinil - entrevista
Reprodução/TV TEM
Daniel Leite é colecionador em São José do Rio Preto há 15 anos. Para ele, o disco representa nostalgia de tempos passados.
Além disso, ressalta a qualidade de áudio excepcional do vinil, que, devido à sua tecnologia analógica, consegue reproduzir detalhes da gravação dos instrumentos de maneira muito fiel à sua real natureza, produzindo um som mais “quente” e encorpado, que não ocorre nos serviços de streamings.
“Eles têm uma qualidade musical que não existe mais hoje em dia”, conta Leite à TV TEM.
Dia do Disco de Vinil
Reprodução/TV TEM
Outro colecionador, o jornalista Bruno Gilliard, tem seu próprio aparelho de som para ouvir os discos em casa. Para ele, o mais especial é o “ritual” necessário para preparar o som.
"Não é só ouvir; é você escolher o disco, colocar, às vezes precisa limpar e respeitar o tempo de cada faixa. É um verdadeiro ritual."
Dia do Disco de Vinil: o objeto relíquia virou desejo de colecionador
Initial plugin text
* Colaborou sob supervisão de Henrique Souza
Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba
VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM
Palavras-chave:
tecnologia
Mais Notícias Relacionadas
Defesa Civil de BH emite alerta severo de onda de frio durante fim de semana
Defesa Civil de BH emite 'alerta severo' de onda de frio durante fim de semana Reprodução...
Pâmela Volp é absolvida de acusação de vender 0,5 grama de maconha por R$ 500 em presídio de Uberlândia
Pâmela Volp Rodrigues Cardoso foi solta na manhã de quinta-feira (14) CMU/Divulgação A ex...
Operação encontra irregularidades em mais de 10 bombas de combustíveis no Acre
Fiscalização encontra irregularidades em 14 bombas de combustíveis após vistoria em 116 p...
Mais de 2 mil vagas gratuitas em cursos chegam à Baixada Santista
Caminho da Capacitação amplia vagas em cursos na Baixada Santista Governo do Estado de Sã...