Agrishow: entenda por que Índia virou 'cliente de ouro' do agro paulista
Publicado em: 28/04/2026 08:00
<br /> Índia vira ‘cliente de ouro’ do agro paulista e já movimenta quase US$ 1 bilhão
A Índia vem ganhando protagonismo como destino das exportações do agronegócio paulista e já ocupa posição estratégica na balança comercial do estado.
Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, mostram que, em 2025, o comércio com o país asiático movimentou cerca de 2 milhões de toneladas e US$ 906,5 milhões.
Hoje, a Índia é o segundo maior destino do agro paulista na Ásia, atrás apenas da China, e ocupa a quarta posição no ranking geral de exportações do estado. O avanço chama atenção já que, há cinco anos, o país aparecia apenas na 19ª colocação.
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A Índia vive um momento de expansão econômica acelerada, o que aumenta sua capacidade de consumo, como explica o analista econômico José Rita Moreira.
“O Brasil cresceu nos últimos 5 anos 18%, a Índia cresceu nesse mesmo período 55%. Esse crescimento demonstra que eles estão ávidos pelo consumo, eles têm recursos para consumir, eles precisam de produtos.”
A Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, também é um espaço para negócios, que no ano passado movimentaram R$ 14,6 bilhões. O evento, que acontece em Ribeirão Preto (SP), vai até 1º de maio.
Açúcar lidera, mas diversificação é desafio
O principal produto exportado para a Índia é o complexo sucroalcooleiro, que responde por 76,8% do total embarcado, o equivalente a US$ 696 milhões. Na sequência aparecem o óleo de soja (US$ 89 milhões) e produtos da indústria química de origem vegetal (US$ 33 milhões).
Segundo o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril, o crescimento está diretamente ligado ao perfil do mercado indiano.
Pequeno número de turistas visita o Taj Mahal, em Agra, na Índia, nesta segunda-feira (21)
Pawan Sharma//AP
“A Índia hoje é uma potência, tanto em termos populacionais, a maior população do mundo, ultrapassou a China, quase um bilhão e meio de pessoas, e em termos econômicos também. Hoje é a 4ª econômica do mundo, então é um parceiro estratégico para nós", explica.
Apesar do protagonismo do açúcar, especialistas alertam para a concentração da pauta exportadora. Para o professor e analista econômico José Rita Moreira, o Brasil ainda depende fortemente de produtos primários.
“Está faltando um marketing brasileiro para poder mostrar o valor agregado que nós temos muito mais a oferecer do que simplesmente produtos primários da economia. Aí sim a gente teria um diferencial grande nas exportações”, afirma.
Algodão no Sudoeste de SP
Reprodução/TV TEM
Algodão dispara e chama atenção
Entre os produtos agrícolas, o destaque recente é o algodão. As exportações para a Índia cresceram 160% em um ano, saltando de 5 mil para 15 mil toneladas. De acordo com Ghobril, o avanço está ligado à qualidade do produto paulista e à mudança nos fornecedores internacionais do mercado indiano.
“Continuam crescendo as exportações de algodão, eles têm uma demanda grande, estão passando a importar do Brasil, eles importavam de outros países. O nosso algodão aqui de São Paulo tem uma característica de qualidade superior, então isso favorece as exportações para a Índia”, diz.
Outro ponto de destaque, de acordo com Ghobril, é o conhecimento técnico dos produtores paulistas que fortalece a competitividade e também a sustentabilidade na produção de algodão.
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O crescimento das exportações também é resultado de uma aproximação diplomática e econômica entre Brasil e Índia, que fazem parte do grupo BRICS.
Nos últimos anos, missões comerciais, visitas oficiais e eventos como o Brazil-India Agri Innovation Day, realizado em Nova Delhi, reforçaram a cooperação, inclusive na área de pesquisa agrícola.
A expectativa é de que o comércio entre São Paulo e Índia continue avançando, especialmente com a possibilidade de diversificação da pauta exportadora, como celulose, cítricos, madeira e óleos essenciais. Há também potencial para proteína animal, embora barreiras comerciais ainda limitem esse mercado.
“A Índia hoje não compra o frango brasileiro porque é sobretaxado, eles não querem privilegiar a chegada do frango. Está havendo uma negociação, uma discussão para poder baixar um pouco essas tarifas alfandegárias para o nosso produto chegar na Índia, e é um novo mercado, pode explodir realmente”, esclarece o professor.
Leia mais notícias da Agrishow 2026
A Índia vem ganhando protagonismo como destino das exportações do agronegócio paulista e já ocupa posição estratégica na balança comercial do estado.
Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, mostram que, em 2025, o comércio com o país asiático movimentou cerca de 2 milhões de toneladas e US$ 906,5 milhões.
Hoje, a Índia é o segundo maior destino do agro paulista na Ásia, atrás apenas da China, e ocupa a quarta posição no ranking geral de exportações do estado. O avanço chama atenção já que, há cinco anos, o país aparecia apenas na 19ª colocação.
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A Índia vive um momento de expansão econômica acelerada, o que aumenta sua capacidade de consumo, como explica o analista econômico José Rita Moreira.
“O Brasil cresceu nos últimos 5 anos 18%, a Índia cresceu nesse mesmo período 55%. Esse crescimento demonstra que eles estão ávidos pelo consumo, eles têm recursos para consumir, eles precisam de produtos.”
A Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, também é um espaço para negócios, que no ano passado movimentaram R$ 14,6 bilhões. O evento, que acontece em Ribeirão Preto (SP), vai até 1º de maio.
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O principal produto exportado para a Índia é o complexo sucroalcooleiro, que responde por 76,8% do total embarcado, o equivalente a US$ 696 milhões. Na sequência aparecem o óleo de soja (US$ 89 milhões) e produtos da indústria química de origem vegetal (US$ 33 milhões).
Segundo o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril, o crescimento está diretamente ligado ao perfil do mercado indiano.
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“A Índia hoje é uma potência, tanto em termos populacionais, a maior população do mundo, ultrapassou a China, quase um bilhão e meio de pessoas, e em termos econômicos também. Hoje é a 4ª econômica do mundo, então é um parceiro estratégico para nós", explica.
Apesar do protagonismo do açúcar, especialistas alertam para a concentração da pauta exportadora. Para o professor e analista econômico José Rita Moreira, o Brasil ainda depende fortemente de produtos primários.
“Está faltando um marketing brasileiro para poder mostrar o valor agregado que nós temos muito mais a oferecer do que simplesmente produtos primários da economia. Aí sim a gente teria um diferencial grande nas exportações”, afirma.
Algodão no Sudoeste de SP
Reprodução/TV TEM
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Entre os produtos agrícolas, o destaque recente é o algodão. As exportações para a Índia cresceram 160% em um ano, saltando de 5 mil para 15 mil toneladas. De acordo com Ghobril, o avanço está ligado à qualidade do produto paulista e à mudança nos fornecedores internacionais do mercado indiano.
“Continuam crescendo as exportações de algodão, eles têm uma demanda grande, estão passando a importar do Brasil, eles importavam de outros países. O nosso algodão aqui de São Paulo tem uma característica de qualidade superior, então isso favorece as exportações para a Índia”, diz.
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Palavras-chave:
tecnologia
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