Do campo até a mesa: entenda como vai funcionar projeto de rastreamento de gado no Tocantins
Publicado em: 04/05/2026 06:00
<br /> Sistema de rastreabilidade bovina começa a ser implantado no Tocantins
O Tocantins iniciou a fase piloto de um projeto que pretende permitir o rastreamento individual de bovinos desde o nascimento até o abate. A iniciativa deve mudar a forma como o rebanho é monitorado no estado, com impactos positivos para produtores, consumidores e o mercado internacional de carne.
A ação, conduzida pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), faz parte de um plano nacional coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com previsão de implantação entre 2025 e 2032. No Tocantins, o projeto está em fase piloto, com testes em propriedades selecionadas para ajustar o modelo antes da expansão.
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O estado abate mais de 1,4 milhão de bovinos por ano e produz mais de 380 mil toneladas de carne, sendo cerca de um terço destinado à exportação. O projeto também busca reforçar o controle sanitário e atender as exigências de mercados internacionais.
Como vai funcionar na prática
Em entrevista ao g1, o diretor de defesa, inspeção e sanidade animal da Adapec, Márcio Rezende, explicou que o objetivo é criar um sistema capaz de rastrear todo o histórico do animal.
“A rastreabilidade consiste em você poder fazer o caminho daquele produto, daquela carne que está no mercado, até a fazenda de origem onde aquele animal nasceu”, afirmou.
Segundo ele, o projeto vai ajudar a identificar custos, desafios e necessidades para a implantação definitiva. "Esse projeto piloto vai mostrar para gente os gargalos do processo e subsidiar o estado para construir as legislações e a maneira como isso vai ser realizado", disse.
Modelo substitui controle por lote e amplia dados para produtores e fiscalização
Aldemar Ribeiro/GovTO
Quais tecnologias serão utilizadas
O sistema de identificação será individual, substituindo o modelo atual por lote. Cada animal receberá um conjunto de dispositivos com informações próprias.
"Nesse processo, nós vamos utilizar um brinco, bandeira visual e um botão com dispositivo eletrônico para leitura", explicou Rezende.
Os itens serão fixados na orelha dos animais e permitirão o registro de dados ao longo da vida, como movimentações, manejo e histórico sanitário.
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O que muda para produtores e consumidores
A principal mudança será o controle individual do rebanho. Atualmente, a rastreabilidade é feita por lotes. Com o novo sistema, cada animal terá um número único, como se fosse um CPF.
"O produtor passa a ter mais informações do seu sistema produtivo, como ganho de peso e índices reprodutivos”, afirmou Rezende.
Além disso, o modelo aumenta a segurança para o consumidor final e facilita a atuação dos órgãos de controle, principalmente em casos de doenças. A medida ganha ainda mais importância após o Brasil ser reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação.
Obrigatoriedade
Inicialmente, a adesão ao sistema será voluntária. No entanto, a identificação individual deve se tornar obrigatória a partir de 2027.
"A partir de 2027, todas as bezerras na idade de vacinação contra a brucelose deverão ser identificadas individualmente", explicou o diretor.
No Tocantins, a proposta é ampliar a exigência também para os machos e implementar o processo de forma gradual. A expectativa é que, em até cinco anos, entre 80% e 90% do rebanho esteja identificado.
Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Brenda Santos.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
O Tocantins iniciou a fase piloto de um projeto que pretende permitir o rastreamento individual de bovinos desde o nascimento até o abate. A iniciativa deve mudar a forma como o rebanho é monitorado no estado, com impactos positivos para produtores, consumidores e o mercado internacional de carne.
A ação, conduzida pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), faz parte de um plano nacional coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com previsão de implantação entre 2025 e 2032. No Tocantins, o projeto está em fase piloto, com testes em propriedades selecionadas para ajustar o modelo antes da expansão.
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Em entrevista ao g1, o diretor de defesa, inspeção e sanidade animal da Adapec, Márcio Rezende, explicou que o objetivo é criar um sistema capaz de rastrear todo o histórico do animal.
“A rastreabilidade consiste em você poder fazer o caminho daquele produto, daquela carne que está no mercado, até a fazenda de origem onde aquele animal nasceu”, afirmou.
Segundo ele, o projeto vai ajudar a identificar custos, desafios e necessidades para a implantação definitiva. "Esse projeto piloto vai mostrar para gente os gargalos do processo e subsidiar o estado para construir as legislações e a maneira como isso vai ser realizado", disse.
Modelo substitui controle por lote e amplia dados para produtores e fiscalização
Aldemar Ribeiro/GovTO
Quais tecnologias serão utilizadas
O sistema de identificação será individual, substituindo o modelo atual por lote. Cada animal receberá um conjunto de dispositivos com informações próprias.
"Nesse processo, nós vamos utilizar um brinco, bandeira visual e um botão com dispositivo eletrônico para leitura", explicou Rezende.
Os itens serão fixados na orelha dos animais e permitirão o registro de dados ao longo da vida, como movimentações, manejo e histórico sanitário.
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"O produtor passa a ter mais informações do seu sistema produtivo, como ganho de peso e índices reprodutivos”, afirmou Rezende.
Além disso, o modelo aumenta a segurança para o consumidor final e facilita a atuação dos órgãos de controle, principalmente em casos de doenças. A medida ganha ainda mais importância após o Brasil ser reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação.
Obrigatoriedade
Inicialmente, a adesão ao sistema será voluntária. No entanto, a identificação individual deve se tornar obrigatória a partir de 2027.
"A partir de 2027, todas as bezerras na idade de vacinação contra a brucelose deverão ser identificadas individualmente", explicou o diretor.
No Tocantins, a proposta é ampliar a exigência também para os machos e implementar o processo de forma gradual. A expectativa é que, em até cinco anos, entre 80% e 90% do rebanho esteja identificado.
Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Brenda Santos.
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Palavras-chave:
tecnologia
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