Caiado defende enquadrar facções como terroristas para combater crime na Amazônia
Publicado em: 25/05/2026 12:00
<br /> Ronaldo Caiado durante evento da Amcham Brasil, em São Paulo
Reprodução/TV Globo
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu o enquadramento das facções criminosas que atuam Amazônia como terroristas. A medida, segundo ele, permitiria maior cooperação internacional e atuação mais ampla das Forças Armadas para combater o avanço do crime organizado na região.
A Amazônia brasileira é 100% comandada pelo Comando Vermelho e o PCC. Mais de 250 municípios hoje são 100% comandados pelo Comando Vermelho e pelo PCC. Muita gente diz 'Caiado, você vai implantar a tese do terrorismo?' Imediatamente.
Ele deu a declaração em debate promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) em São Paulo.
Caiado afirmou que, se eleito, vai enviar ao Congresso Nacional uma proposta enquadrando essas organizações como terroristas em seu primeiro dia como presidente, se vencer a eleição.
Para ele, essa "é a única maneira" de recuperar o controle do território, onde, segundo ele, não há efetivo de policiais militares para combater facções brasileiras e estrangeiras.
Datafolha: Lula 38%; Flávio Bolsonaro 35%; Zema 3%; Caiado 3%.
"Ali você não consegue ocupar território se não tiver toda a presença da Aeronáutica e buscar também a Marinha e Exército Brasileiro. Farei parcerias com todos os países, vou buscar parceria com americanos de satélites e imagens, vou buscar o máximo que tem de tecnologia em combate ao crime organizado", disse ele.
Para justificar a medida, Caiado afirmou que avanço dessas facções pode impactar as exportações brasileiras.
"Nós hoje somos criticados duramente pelos americanos e pelos europeus, que colocam em risco e já estão ameaçando utilizar como trava na importação de produtos brasileiros o avanço do CV e do PCC, que passaram a ser as maiores multinacionais do crime com o repasse de cocaína e de drogas a território tanto americano quanto europeu", disse o pré-candidato.
Ele também defendeu parcerias com países limítrofes da América do Sul e destacou que o Brasil tem cerca de 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres, além de extensa costa marítima.
"Precisamos evoluir para aquilo que a Europa deu conta de construir, de uma polícia que tem livre trânsito entre os países que compõem esse eixo nosso".
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Preocupado com debate nos EUA sobre PCC e CV como terrorismo, Lula liga para presidentes da Colômbia e do México
Governo brasileiro se opõe à classificação
Recentemente, o governo brasileiro se manifestou formalmente contra a intenção dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações criminosas. Em entrevista ao Estúdio i, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, defendeu que, enquanto as facções visam o lucro financeiro, o terrorismo tem motivações políticas.
Conforme publicou o g1, o governo americano já sinalizou que não levará em conta a posição brasileira nessa decisão, tratando a classificação como uma medida de segurança interna dos EUA.
O movimento dos EUA tem potencial de impacto direto na soberania brasileira, permitindo sanções financeiras severas e até extradições, mas encontra barreira na legislação do Brasil. A Lei Antiterrorismo brasileira não enquadra o crime organizado, o que cria um descompasso de protocolos entre os dois países.
Reprodução/TV Globo
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu o enquadramento das facções criminosas que atuam Amazônia como terroristas. A medida, segundo ele, permitiria maior cooperação internacional e atuação mais ampla das Forças Armadas para combater o avanço do crime organizado na região.
A Amazônia brasileira é 100% comandada pelo Comando Vermelho e o PCC. Mais de 250 municípios hoje são 100% comandados pelo Comando Vermelho e pelo PCC. Muita gente diz 'Caiado, você vai implantar a tese do terrorismo?' Imediatamente.
Ele deu a declaração em debate promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) em São Paulo.
Caiado afirmou que, se eleito, vai enviar ao Congresso Nacional uma proposta enquadrando essas organizações como terroristas em seu primeiro dia como presidente, se vencer a eleição.
Para ele, essa "é a única maneira" de recuperar o controle do território, onde, segundo ele, não há efetivo de policiais militares para combater facções brasileiras e estrangeiras.
Datafolha: Lula 38%; Flávio Bolsonaro 35%; Zema 3%; Caiado 3%.
"Ali você não consegue ocupar território se não tiver toda a presença da Aeronáutica e buscar também a Marinha e Exército Brasileiro. Farei parcerias com todos os países, vou buscar parceria com americanos de satélites e imagens, vou buscar o máximo que tem de tecnologia em combate ao crime organizado", disse ele.
Para justificar a medida, Caiado afirmou que avanço dessas facções pode impactar as exportações brasileiras.
"Nós hoje somos criticados duramente pelos americanos e pelos europeus, que colocam em risco e já estão ameaçando utilizar como trava na importação de produtos brasileiros o avanço do CV e do PCC, que passaram a ser as maiores multinacionais do crime com o repasse de cocaína e de drogas a território tanto americano quanto europeu", disse o pré-candidato.
Ele também defendeu parcerias com países limítrofes da América do Sul e destacou que o Brasil tem cerca de 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres, além de extensa costa marítima.
"Precisamos evoluir para aquilo que a Europa deu conta de construir, de uma polícia que tem livre trânsito entre os países que compõem esse eixo nosso".
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Recentemente, o governo brasileiro se manifestou formalmente contra a intenção dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações criminosas. Em entrevista ao Estúdio i, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, defendeu que, enquanto as facções visam o lucro financeiro, o terrorismo tem motivações políticas.
Conforme publicou o g1, o governo americano já sinalizou que não levará em conta a posição brasileira nessa decisão, tratando a classificação como uma medida de segurança interna dos EUA.
O movimento dos EUA tem potencial de impacto direto na soberania brasileira, permitindo sanções financeiras severas e até extradições, mas encontra barreira na legislação do Brasil. A Lei Antiterrorismo brasileira não enquadra o crime organizado, o que cria um descompasso de protocolos entre os dois países.
Palavras-chave:
tecnologia
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