Estudantes criam jogo para ajudar crianças com TDAH e permitir acompanhamento dos pais; entenda
Publicado em: 02/06/2026 05:00
<br /> Estudantes criam jogo digital para crianças com TDAH na Baixada Santista, SP
Reprodução/Instagram e Arquivo Pessoal
Um grupo de estudantes utilizou a tecnologia para auxiliar crianças diagnosticadas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Os jovens desenvolveram um jogo digital, que oferece desafios educativos enquanto o desempenho é compartilhado com os pais e responsáveis.
🔎Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria, o TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento definido por níveis prejudiciais de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade.
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Ao g1, a estudante Eduarda Belles, de 20 anos, contou que o jogo é destinado às crianças entre 8 e 10 anos. "Nosso objetivo não é substituir acompanhamento profissional ou fornecer diagnósticos, mas oferecer uma ferramenta complementar que une aprendizado, tecnologia e diversão", explicou.
Agora no g1
De acordo com os especialistas ouvidos pelos estudantes, as atividades propostas não apenas estimulam a atenção aos detalhes, como também aprimoram a coordenação motora das mãos e dos dedos das crianças.
Iniciativa
Eduarda afirmou que a ideia surgiu durante o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Desenvolvimento de Sistemas, na Escola Técnica Estadual (ETEC) Adolpho Berezin, em Mongaguá, no litoral de São Paulo, em 2024.
"Resolvemos nos desafiar a criar um jogo com propósito social. A partir de pesquisas e observações, percebemos como o TDAH está cada vez mais presente no cotidiano e como métodos tradicionais de aprendizagem podem ser desestimulantes para algumas crianças. Então, surgiu a pergunta: e se aprender pudesse ser divertido?", lembrou a estudante.
Com o auxílio de psicólogos, psicopedagogos, educadores e profissionais da área de jogos, o projeto foi desenvolvido em menos de um ano. Inclusive, a ideia já recebeu os prêmios de "Melhor Jogo Educativo", escolhido por júri técnico, e "Jogo da Galera", por voto popular, no Santos Game Power Up.
Projeto foi premiado no Santos Game Power Up
Arquivo Pessoal
Neste ano, a iniciativa tem sido ampliada na Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Praia Grande (SP), onde Eduarda estuda Desenvolvimento de Software Multiplataforma. A novidade é que os pais, responsáveis e profissionais podem acompanhar o desempenho das crianças em uma plataforma.
"As crianças estão cada vez mais conectadas ao universo digital e dos jogos, então buscamos transformar esse interesse em uma experiência que também possa estimular habilidades importantes de forma leve e envolvente", destacou Eduarda.
Como funciona o jogo?
A estudante afirmou que o Cosmic Mind é um jogo com temática espacial em que a criança é protagonista de uma jornada de exploração e descoberta, guiada por personagens ao longo da experiência.
A narrativa estimula a curiosidade, a imaginação e a construção de forma lúdica, incentivando reflexões sobre escolhas, evolução e futuro. Alguns detalhes são mantidos em sigilo para preservar a propriedade intelectual e a vantagem competitiva do jogo, que deve ser lançado nos próximos anos.
Eduarda destacou que o foco atual é continuar aperfeiçoando a solução, ampliar o contato com especialistas e buscar oportunidades de validação junto a clínicas, profissionais e instituições parceiras.
Projeto foi apresentado na Fatec Praia Grande na última semana
Fatec Praia Grande/Divulgação
Integrantes
O desenvolvimento do jogo é realizado pelas equipes Spectrum e Selenes, formadas por estudantes das áreas de Desenvolvimento de Software Multiplataforma, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Jogos Digitais, da Fatec Praia Grande e da Fatec São Caetano do Sul.
Além de Eduarda, a equipe é composta por Ângelo Ferreira, Luigi Campregher, Raiza Antoneli, Takeshi Aoki, Ellen Gouveia, Luana Fontenele, Brenno D'Luca, Zeus Machado, Ellen Gouveia e Luana Fontenele.
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
Reprodução/Instagram e Arquivo Pessoal
Um grupo de estudantes utilizou a tecnologia para auxiliar crianças diagnosticadas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Os jovens desenvolveram um jogo digital, que oferece desafios educativos enquanto o desempenho é compartilhado com os pais e responsáveis.
🔎Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria, o TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento definido por níveis prejudiciais de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade.
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Ao g1, a estudante Eduarda Belles, de 20 anos, contou que o jogo é destinado às crianças entre 8 e 10 anos. "Nosso objetivo não é substituir acompanhamento profissional ou fornecer diagnósticos, mas oferecer uma ferramenta complementar que une aprendizado, tecnologia e diversão", explicou.
Agora no g1
De acordo com os especialistas ouvidos pelos estudantes, as atividades propostas não apenas estimulam a atenção aos detalhes, como também aprimoram a coordenação motora das mãos e dos dedos das crianças.
Iniciativa
Eduarda afirmou que a ideia surgiu durante o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Desenvolvimento de Sistemas, na Escola Técnica Estadual (ETEC) Adolpho Berezin, em Mongaguá, no litoral de São Paulo, em 2024.
"Resolvemos nos desafiar a criar um jogo com propósito social. A partir de pesquisas e observações, percebemos como o TDAH está cada vez mais presente no cotidiano e como métodos tradicionais de aprendizagem podem ser desestimulantes para algumas crianças. Então, surgiu a pergunta: e se aprender pudesse ser divertido?", lembrou a estudante.
Com o auxílio de psicólogos, psicopedagogos, educadores e profissionais da área de jogos, o projeto foi desenvolvido em menos de um ano. Inclusive, a ideia já recebeu os prêmios de "Melhor Jogo Educativo", escolhido por júri técnico, e "Jogo da Galera", por voto popular, no Santos Game Power Up.
Projeto foi premiado no Santos Game Power Up
Arquivo Pessoal
Neste ano, a iniciativa tem sido ampliada na Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Praia Grande (SP), onde Eduarda estuda Desenvolvimento de Software Multiplataforma. A novidade é que os pais, responsáveis e profissionais podem acompanhar o desempenho das crianças em uma plataforma.
"As crianças estão cada vez mais conectadas ao universo digital e dos jogos, então buscamos transformar esse interesse em uma experiência que também possa estimular habilidades importantes de forma leve e envolvente", destacou Eduarda.
Como funciona o jogo?
A estudante afirmou que o Cosmic Mind é um jogo com temática espacial em que a criança é protagonista de uma jornada de exploração e descoberta, guiada por personagens ao longo da experiência.
A narrativa estimula a curiosidade, a imaginação e a construção de forma lúdica, incentivando reflexões sobre escolhas, evolução e futuro. Alguns detalhes são mantidos em sigilo para preservar a propriedade intelectual e a vantagem competitiva do jogo, que deve ser lançado nos próximos anos.
Eduarda destacou que o foco atual é continuar aperfeiçoando a solução, ampliar o contato com especialistas e buscar oportunidades de validação junto a clínicas, profissionais e instituições parceiras.
Projeto foi apresentado na Fatec Praia Grande na última semana
Fatec Praia Grande/Divulgação
Integrantes
O desenvolvimento do jogo é realizado pelas equipes Spectrum e Selenes, formadas por estudantes das áreas de Desenvolvimento de Software Multiplataforma, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Jogos Digitais, da Fatec Praia Grande e da Fatec São Caetano do Sul.
Além de Eduarda, a equipe é composta por Ângelo Ferreira, Luigi Campregher, Raiza Antoneli, Takeshi Aoki, Ellen Gouveia, Luana Fontenele, Brenno D'Luca, Zeus Machado, Ellen Gouveia e Luana Fontenele.
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
Palavras-chave:
tecnologia
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