Vídeos mostram roubos e furtos de celulares em diferentes bairros do Rio; cidade tem um caso a cada 10 minutos
Publicado em: 30/09/2025 05:04
<br /> Roubo e furto de celulares no Rio batem recorde com mais de 36 mil casos em 8 meses
Roubos e furtos de celulares se tornaram rotina no Rio de Janeiro, só em oito meses desse ano foram 36.158 casos de roubo e furto de celulares. Esse é o maior número desde o início da série histórica, em 2003. A média é de 148 celulares levados por dia, o equivalente a um aparelho a cada dez minutos.
O RJ2 reuniu vídeos de câmeras de segurança e outras gravações que ajudam a mostrar como esses crimes acontecem. Imagens gravadas em diferentes bairros da cidade revelam a ousadia dos criminosos, que agem em plena luz do dia, em locais movimentados e até em frente a batalhões da polícia. (Veja no vídeo acima.)
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Em Botafogo, na Zona Sul, três amigos conversavam em um bar quando foram surpreendidos por um homem armado, que fez a limpa na mesa.
Roubo e furto de celulares no Rio batem recorde com mais de 36 mil casos em 8 meses
Reprodução TV Globo
Na Freguesia, um casal foi abordado por um criminoso em uma moto, que além de levar o celular, exigiu a senha para desbloquear o aparelho. Já na Tijuca, um assalto aconteceu dentro de uma lavanderia, com o bandido ameaçando os clientes com uma faca.
As imagens mostram ainda ações em bairros como Flamengo, onde um criminoso se passou por entregador para roubar o celular de uma mulher, e no Méier, onde três motoristas foram assaltados no sinal antes das 8h da manhã.
Regiões com mais ocorrências
As regiões do Centro, Zona Sul e Barra da Tijuca concentram os maiores números de roubos e furtos de celulares na cidade do Rio de Janeiro em 2025.
Centro, Zona Sul e Barra da Tijuca concentram os maiores números de roubos e furtos de celulares na cidade
Reprodução TV Globo
Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), entre janeiro e agosto, foram registrados 2.984 casos na área que inclui Centro, Lapa e Paquetá, seguida por Catete, Flamengo, Glória, Laranjeiras e Cosme Velho, com 2.494 ocorrências, e Barra da Tijuca, Joá e Itanhangá, com 1.990 registros.
No total, a cidade somou 36.158 casos de roubo e furto de celulares no período — o maior número desde o início da série histórica, em 2003. A média é de 148 celulares levados por dia, o equivalente a um aparelho a cada dez minutos.
Crimes se espalham por toda a cidade
Os registros incluem desde assaltos com arma de fogo até furtos silenciosos em locais movimentados. Em bairros como Tijuca, Méier, Botafogo e Ipanema, os casos ocorrem em plena luz do dia, em bares, lavanderias, ônibus e até em frente a batalhões.
Policiais civis infiltrados na Parada LGBT+ prenderam oito suspeitos e recuperaram 24 aparelhos de celular furtados
Divulgação/SSP
Em Copacabana, o professor Wesley Bonfante escapou por pouco: “Um amigo me avisou que tinha gente correndo para pegar celular. Eu segurei o meu, quase perdi.”
Roubos e furtos em alta
Do total de ocorrências, 11.936 foram roubos — quando há violência ou grave ameaça — e 24.222 furtos, que ocorrem sem uso de força. O número de roubos é mais que o dobro do registrado há dez anos, e os furtos quase triplicaram em relação a 2015.
A escalada da criminalidade levou seguradoras a ampliar a oferta de planos específicos para celulares, e muitos moradores relatam mudanças de comportamento.
"Eu ando com o celular mudo, dentro da roupa, escondido na bolsa. Não atendo na rua de jeito nenhum", diz a aposentada Regina Bernardes.
O que diz a PM
Em nota, a Polícia Militar afirmou que mantém atuação permanente no enfrentamento ao roubo de celulares, com patrulhamento ostensivo, abordagens em áreas estratégicas, uso de tecnologia e operações conjuntas com outras forças.
A corporação afirmou ainda que o trabalho integrado entre batalhões é fundamental para localizar criminosos.
Já a Polícia Civil informou que desde maio realiza a Operação Rastreio, voltada para combater toda a cadeia criminosa envolvida na subtração e receptação de celulares. Mais de 5.500 aparelhos foram recuperados e 350 criminosos presos.
Roubos e furtos de celulares se tornaram rotina no Rio de Janeiro, só em oito meses desse ano foram 36.158 casos de roubo e furto de celulares. Esse é o maior número desde o início da série histórica, em 2003. A média é de 148 celulares levados por dia, o equivalente a um aparelho a cada dez minutos.
O RJ2 reuniu vídeos de câmeras de segurança e outras gravações que ajudam a mostrar como esses crimes acontecem. Imagens gravadas em diferentes bairros da cidade revelam a ousadia dos criminosos, que agem em plena luz do dia, em locais movimentados e até em frente a batalhões da polícia. (Veja no vídeo acima.)
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Em Botafogo, na Zona Sul, três amigos conversavam em um bar quando foram surpreendidos por um homem armado, que fez a limpa na mesa.
Roubo e furto de celulares no Rio batem recorde com mais de 36 mil casos em 8 meses
Reprodução TV Globo
Na Freguesia, um casal foi abordado por um criminoso em uma moto, que além de levar o celular, exigiu a senha para desbloquear o aparelho. Já na Tijuca, um assalto aconteceu dentro de uma lavanderia, com o bandido ameaçando os clientes com uma faca.
As imagens mostram ainda ações em bairros como Flamengo, onde um criminoso se passou por entregador para roubar o celular de uma mulher, e no Méier, onde três motoristas foram assaltados no sinal antes das 8h da manhã.
Regiões com mais ocorrências
As regiões do Centro, Zona Sul e Barra da Tijuca concentram os maiores números de roubos e furtos de celulares na cidade do Rio de Janeiro em 2025.
Centro, Zona Sul e Barra da Tijuca concentram os maiores números de roubos e furtos de celulares na cidade
Reprodução TV Globo
Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), entre janeiro e agosto, foram registrados 2.984 casos na área que inclui Centro, Lapa e Paquetá, seguida por Catete, Flamengo, Glória, Laranjeiras e Cosme Velho, com 2.494 ocorrências, e Barra da Tijuca, Joá e Itanhangá, com 1.990 registros.
No total, a cidade somou 36.158 casos de roubo e furto de celulares no período — o maior número desde o início da série histórica, em 2003. A média é de 148 celulares levados por dia, o equivalente a um aparelho a cada dez minutos.
Crimes se espalham por toda a cidade
Os registros incluem desde assaltos com arma de fogo até furtos silenciosos em locais movimentados. Em bairros como Tijuca, Méier, Botafogo e Ipanema, os casos ocorrem em plena luz do dia, em bares, lavanderias, ônibus e até em frente a batalhões.
Policiais civis infiltrados na Parada LGBT+ prenderam oito suspeitos e recuperaram 24 aparelhos de celular furtados
Divulgação/SSP
Em Copacabana, o professor Wesley Bonfante escapou por pouco: “Um amigo me avisou que tinha gente correndo para pegar celular. Eu segurei o meu, quase perdi.”
Roubos e furtos em alta
Do total de ocorrências, 11.936 foram roubos — quando há violência ou grave ameaça — e 24.222 furtos, que ocorrem sem uso de força. O número de roubos é mais que o dobro do registrado há dez anos, e os furtos quase triplicaram em relação a 2015.
A escalada da criminalidade levou seguradoras a ampliar a oferta de planos específicos para celulares, e muitos moradores relatam mudanças de comportamento.
"Eu ando com o celular mudo, dentro da roupa, escondido na bolsa. Não atendo na rua de jeito nenhum", diz a aposentada Regina Bernardes.
O que diz a PM
Em nota, a Polícia Militar afirmou que mantém atuação permanente no enfrentamento ao roubo de celulares, com patrulhamento ostensivo, abordagens em áreas estratégicas, uso de tecnologia e operações conjuntas com outras forças.
A corporação afirmou ainda que o trabalho integrado entre batalhões é fundamental para localizar criminosos.
Já a Polícia Civil informou que desde maio realiza a Operação Rastreio, voltada para combater toda a cadeia criminosa envolvida na subtração e receptação de celulares. Mais de 5.500 aparelhos foram recuperados e 350 criminosos presos.
Palavras-chave:
tecnologia
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