Painel discutirá cultura e economia criativa na Expo Indústria 2025
Publicado em: 30/09/2025 18:06
A cultura como matéria-prima da inovação. A Expo Indústria 2025, que ocorrerá de quinta-feira (2) a domingo (5) no Multicenter Negócios e Eventos (Cohafuma), abre espaço para a discussão sobre o papel da cultura na economia criativa em um dos painéis do Expo Summit, parte da programação da maior feira multissetorial do Norte e Nordeste. O debate acontecerá nesta sexta-feira (3), das 19h30 às 20h30, com organização do SESI-MA e a presença dos especialistas Paula Duarte Bosso Schnor e Antenor José de Oliveira Neto. A Expo Indústria Maranhão é uma realização do Sistema FIEMA (CIEMA, SESI, SENAI, IEL e Federação) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com correalização do Governo do Estado e do Sebrae.
Economista com trajetória no desenvolvimento industrial e atuação em economia solidária, cooperativismo e inovação, Paula Duarte Bosso Schnor destacou que a cultura deve ser compreendida não apenas como insumo, mas como valor simbólico que carrega identidade e pertencimento. “A cultura é o coração da economia criativa. Mais do que matéria-prima, ela é valor simbólico que preserva a identidade dos territórios e sustenta a arte e a inovação. Além de gerar empregos e movimentar cadeias produtivas, a cultura transforma, educa e conecta. Reconhecer seu papel como valor — e não apenas recurso — é essencial para construir uma economia criativa ética, inclusiva e sustentável, com protagonismo das comunidades criadoras”, afirmou.
Para ampliar a rede da economia criativa no Maranhão, Paula Duarte defende o fortalecimento de agentes locais, a conexão entre saberes tradicionais e inovação tecnológica e a criação de políticas públicas integradas. “A cultura deve ser vista como estratégica, capaz de gerar renda, inclusão e transformação social de forma sustentável”, acrescentou. Ela também relacionou o conceito de Soft Power ao desenvolvimento social: “Quando a capacidade de influenciar por meio da cultura, valores e ideias é aliada ao desenvolvimento social — com investimentos em educação, inclusão e criatividade — ela fortalece a imagem de um território, gera oportunidades e melhora a qualidade de vida da população. É uma forma de transformar capital simbólico em impacto real e sustentável.”
Cultura e Oportunidade
Com 30 anos de experiência na área cultural e uma década à frente do Programa de Cultura da FIRJAN SESI, o professor Antenor José de Oliveira Neto reforçou a importância de transformar o patrimônio cultural maranhense em oportunidades econômicas. “O Maranhão já tem um patrimônio cultural riquíssimo. O caminho é transformar essa riqueza em oportunidade econômica: investir em políticas de incentivo, capacitação, empreendedorismo e conexão entre cultura, turismo, tecnologia e educação. Assim, a diversidade se converte em desenvolvimento sustentável”, destacou. Ele ressaltou ainda o papel estratégico da indústria no fomento à economia criativa: “A indústria é a maior patrocinadora da cultura no País, segundo pesquisa da FGV, por meio da Lei Rouanet. Ao apoiar projetos culturais, cria relação com seus públicos, fortalece sua reputação e dinamiza cadeias produtivas como música, teatro, audiovisual, moda e design, conectando criatividade com geração de renda e empregos.”
Segundo Antenor Neto, não há como pensar o potencial da economia criativa sem integrar a dimensão social. “Num País tão diverso, mas ao mesmo tempo desigual como o Brasil, é impossível pensar o potencial econômico sem olhar para as questões sociais. A economia criativa promove inclusão e pertencimento. Valoriza saberes locais, abre espaço para jovens, mulheres e comunidades vulneráveis e gera novas formas de trabalho. Investir em cultura é investir em cidadania e transformação social.”
Com diferentes perspectivas e trajetórias, Paula Duarte e Antenor José trazem ao painel uma visão convergente: a cultura, quando reconhecida como valor e articulada com políticas públicas, inovação e indústria, tem potencial para impulsionar a economia criativa e gerar desenvolvimento sustentável no Maranhão e em todo o Brasil.
Expo Indústria
A Expo Indústria Maranhão 2025 acontece de 2 a 5 de outubro, no Multicenter Negócios e Eventos, sob a realização do Sistema FIEMA (CIEMA, SESI, SENAI, IEL e Federação) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com correalização do Governo do Estado e do Sebrae.
A feira conta com patrocinadores que acreditam no desenvolvimento do Maranhão, tendo como Cota Ouro: Grupo Equatorial (Equatorial Maranhão, EQT Lab, Equatorial Telecom e Echoenergia), Alumar, Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF Maranhão), Prefeitura de São Luís e Vale; e como Cota Prata: Aço Verde do Brasil (AVB), Cimento Bravo, Eneva, Suzano, Inpasa, VLI, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, Caixa e Apex Brasil, via Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Governo Federal.
A programação inclui shows de Mauricio Manieri, Tiago Iorc e Biquini, além de palestras magnas com Samy Dana, Ricardo Wagner e Dr. Juan Pablo Boeira. Para saber mais e se inscrever gratuitamente na feira, acesse o site oficial.
Economista com trajetória no desenvolvimento industrial e atuação em economia solidária, cooperativismo e inovação, Paula Duarte Bosso Schnor destacou que a cultura deve ser compreendida não apenas como insumo, mas como valor simbólico que carrega identidade e pertencimento. “A cultura é o coração da economia criativa. Mais do que matéria-prima, ela é valor simbólico que preserva a identidade dos territórios e sustenta a arte e a inovação. Além de gerar empregos e movimentar cadeias produtivas, a cultura transforma, educa e conecta. Reconhecer seu papel como valor — e não apenas recurso — é essencial para construir uma economia criativa ética, inclusiva e sustentável, com protagonismo das comunidades criadoras”, afirmou.
Para ampliar a rede da economia criativa no Maranhão, Paula Duarte defende o fortalecimento de agentes locais, a conexão entre saberes tradicionais e inovação tecnológica e a criação de políticas públicas integradas. “A cultura deve ser vista como estratégica, capaz de gerar renda, inclusão e transformação social de forma sustentável”, acrescentou. Ela também relacionou o conceito de Soft Power ao desenvolvimento social: “Quando a capacidade de influenciar por meio da cultura, valores e ideias é aliada ao desenvolvimento social — com investimentos em educação, inclusão e criatividade — ela fortalece a imagem de um território, gera oportunidades e melhora a qualidade de vida da população. É uma forma de transformar capital simbólico em impacto real e sustentável.”
Cultura e Oportunidade
Com 30 anos de experiência na área cultural e uma década à frente do Programa de Cultura da FIRJAN SESI, o professor Antenor José de Oliveira Neto reforçou a importância de transformar o patrimônio cultural maranhense em oportunidades econômicas. “O Maranhão já tem um patrimônio cultural riquíssimo. O caminho é transformar essa riqueza em oportunidade econômica: investir em políticas de incentivo, capacitação, empreendedorismo e conexão entre cultura, turismo, tecnologia e educação. Assim, a diversidade se converte em desenvolvimento sustentável”, destacou. Ele ressaltou ainda o papel estratégico da indústria no fomento à economia criativa: “A indústria é a maior patrocinadora da cultura no País, segundo pesquisa da FGV, por meio da Lei Rouanet. Ao apoiar projetos culturais, cria relação com seus públicos, fortalece sua reputação e dinamiza cadeias produtivas como música, teatro, audiovisual, moda e design, conectando criatividade com geração de renda e empregos.”
Segundo Antenor Neto, não há como pensar o potencial da economia criativa sem integrar a dimensão social. “Num País tão diverso, mas ao mesmo tempo desigual como o Brasil, é impossível pensar o potencial econômico sem olhar para as questões sociais. A economia criativa promove inclusão e pertencimento. Valoriza saberes locais, abre espaço para jovens, mulheres e comunidades vulneráveis e gera novas formas de trabalho. Investir em cultura é investir em cidadania e transformação social.”
Com diferentes perspectivas e trajetórias, Paula Duarte e Antenor José trazem ao painel uma visão convergente: a cultura, quando reconhecida como valor e articulada com políticas públicas, inovação e indústria, tem potencial para impulsionar a economia criativa e gerar desenvolvimento sustentável no Maranhão e em todo o Brasil.
Expo Indústria
A Expo Indústria Maranhão 2025 acontece de 2 a 5 de outubro, no Multicenter Negócios e Eventos, sob a realização do Sistema FIEMA (CIEMA, SESI, SENAI, IEL e Federação) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com correalização do Governo do Estado e do Sebrae.
A feira conta com patrocinadores que acreditam no desenvolvimento do Maranhão, tendo como Cota Ouro: Grupo Equatorial (Equatorial Maranhão, EQT Lab, Equatorial Telecom e Echoenergia), Alumar, Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF Maranhão), Prefeitura de São Luís e Vale; e como Cota Prata: Aço Verde do Brasil (AVB), Cimento Bravo, Eneva, Suzano, Inpasa, VLI, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, Caixa e Apex Brasil, via Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Governo Federal.
A programação inclui shows de Mauricio Manieri, Tiago Iorc e Biquini, além de palestras magnas com Samy Dana, Ricardo Wagner e Dr. Juan Pablo Boeira. Para saber mais e se inscrever gratuitamente na feira, acesse o site oficial.
Palavras-chave:
tecnologia
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