Pedidos de socorro ao BNDES de empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos EUA passam de R$ 5 bilhões
Publicado em: 30/09/2025 21:10
<br /> Quase 4 mil empresas afetadas pelo tarifaço do governo americano se inscreveram no Plano Brasil Soberano
O tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros de exportação já tem um número que ajuda a dimensionar os prejuízos. Os pedidos de socorro ao BNDES de empresas brasileiras afetadas passam de R$ 5 bilhões.
Não tem muita gente no mundo fazendo o trabalho que a empresa da Paula Stecca faz.
“Nós somos fabricantes de equipamentos de alta tecnologia, utilizados em temperaturas extremas para a indústria petroquímica e refinarias. Nós mesmos desenvolvemos as nossas ligas há 50 anos já. E somos uma das seis empresas no mundo que detêm essa tecnologia”, conta Paula Stecca, sócia da Engemasa.
A alta especialização rendia bons negócios. O problema inesperado foi: 60% do faturamento vinha de negócios com os Estados Unidos. E o tarifaço de Trump parou as vendas, atrapalhou as contas e obrigou um corte de, até agora, 50 dos 500 funcionários.
A empresa se cadastrou e espera a ajuda do governo federal, no plano de socorro Brasil Soberano, mas ainda não recebeu resposta. Nos primeiros doze dias, o governo recebeu 213 pedidos de crédito, em um total de R$ 4,76 bilhões, e aprovou os pedidos de 157 empresas, liberando R$ 2,1 bilhões em créditos. O estado de SP teve mais de R$ 538 milhões de crédito aprovado, seguido do Paraná, com R$ 386 milhões, e Santa Catarina, com R$ 323 milhões.
Um termômetro do impacto das tarifas vem do número de empresas consultando o sistema BNDES. De 3.955 empresas - 1.508 estavam dentro dos critérios para receber a ajuda. Quer dizer, 1.508 empresas que tiveram 5% do faturamento bruto comprometido por causa do tarifaço.
Para o professor da FGV Joelson Oliveira Sampaio, esse crédito vai precisar ser complementado com outras medidas no médio prazo:
“É importante destacar que essa ajuda não resolve o problema como um todo, mas ela, no curto prazo, é um apoio que dá liquidez, que ajuda o caixa dessas empresas em um momento desafiador. E, principalmente, porque, se hoje elas precisassem captar uma taxa de juros ainda mais elevada, isso traria ainda mais desafios. Quando nós olhamos políticas de médio e longo prazo, o governo vai precisar, para além desse apoio de curto prazo, também trazer um apoio na estruturação de políticas”.
A Paula Stecca trabalha em busca desses novos mercados, mas também espera a ajuda para um respiro emergencial:
“Ele vai nos ajudar no fluxo de caixa da empresa. Normalmente, a gente demora de oito meses a um ano para fabricar um projeto. E como eu não consegui escoar, eu não consegui receber também”.
Pedidos de socorro ao BNDES de empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos EUA passam de R$ 5 bilhões
Reprodução/TV Globo
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“Nós somos fabricantes de equipamentos de alta tecnologia, utilizados em temperaturas extremas para a indústria petroquímica e refinarias. Nós mesmos desenvolvemos as nossas ligas há 50 anos já. E somos uma das seis empresas no mundo que detêm essa tecnologia”, conta Paula Stecca, sócia da Engemasa.
A alta especialização rendia bons negócios. O problema inesperado foi: 60% do faturamento vinha de negócios com os Estados Unidos. E o tarifaço de Trump parou as vendas, atrapalhou as contas e obrigou um corte de, até agora, 50 dos 500 funcionários.
A empresa se cadastrou e espera a ajuda do governo federal, no plano de socorro Brasil Soberano, mas ainda não recebeu resposta. Nos primeiros doze dias, o governo recebeu 213 pedidos de crédito, em um total de R$ 4,76 bilhões, e aprovou os pedidos de 157 empresas, liberando R$ 2,1 bilhões em créditos. O estado de SP teve mais de R$ 538 milhões de crédito aprovado, seguido do Paraná, com R$ 386 milhões, e Santa Catarina, com R$ 323 milhões.
Um termômetro do impacto das tarifas vem do número de empresas consultando o sistema BNDES. De 3.955 empresas - 1.508 estavam dentro dos critérios para receber a ajuda. Quer dizer, 1.508 empresas que tiveram 5% do faturamento bruto comprometido por causa do tarifaço.
Para o professor da FGV Joelson Oliveira Sampaio, esse crédito vai precisar ser complementado com outras medidas no médio prazo:
“É importante destacar que essa ajuda não resolve o problema como um todo, mas ela, no curto prazo, é um apoio que dá liquidez, que ajuda o caixa dessas empresas em um momento desafiador. E, principalmente, porque, se hoje elas precisassem captar uma taxa de juros ainda mais elevada, isso traria ainda mais desafios. Quando nós olhamos políticas de médio e longo prazo, o governo vai precisar, para além desse apoio de curto prazo, também trazer um apoio na estruturação de políticas”.
A Paula Stecca trabalha em busca desses novos mercados, mas também espera a ajuda para um respiro emergencial:
“Ele vai nos ajudar no fluxo de caixa da empresa. Normalmente, a gente demora de oito meses a um ano para fabricar um projeto. E como eu não consegui escoar, eu não consegui receber também”.
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Palavras-chave:
tecnologia
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