Rio tem 60% de aumento no atendimento a motociclistas vítimas de acidentes; são 80 por dia
Publicado em: 06/10/2025 14:31
<br /> Por causa de acidentes, 98,4 mil motociclistas foram internados no SUS de janeiro a julho deste ano
Mais de 21 mil motociclistas foram atendidos em hospitais da cidade do Rio em 2025. O número representa um aumento de 60% em relação ao mesmo período de 2024.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a média atual é de quase 80 motociclistas feridos por dia nas unidades da rede municipal.
As marcas do último acidente, em maio, ainda estão visíveis no rosto de João Pedro Freitas, entregador que trabalhava de moto. Ele ficou internado por dez dias no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, e precisou passar por duas cirurgias.
Desde então, João Pedro faz visitas mensais ao hospital — uma nova rotina desde o acidente. Ele reconheceu que o erro foi dele.
"Imprudência minha, tenho que admitir. Infelizmente, foi erro meu. Se eu não tivesse avançado o semáforo, talvez hoje em dia eu não teria essa cicatriz no meu rosto", disse.
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Balanço de acidentes com motos na cidade do Rio
Reprodução/TV Globo
As marcas no rosto de João Pedro não são as únicas. Cicatrizes na perna mostram que o jovem, que tem apenas 18 anos, sofreu outro acidente no ano passado.
Após as colisões, ele desistiu de trabalhar como entregador e mudou a forma de pensar.
“A gente tem que ter mais consciência no trânsito, né? Por a gente ser motoqueiro, a gente tem que ter muito mais consciência do que aquele cara que tá ali no carro, no ônibus, no caminhão. Tem que ter muito mais atenção no trânsito e qualquer descuido pode ser fatal.”
João Pedro tem 18 anos e trabalhava como entregador; ele sofreu dois acidentes de moto
Reprodução/TV Globo
Sobrecarga do sistema de Saúde
A situação no Rio se repete em diversas regiões do Brasil. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, realizado em 100 hospitais públicos e privados, revela que em mais de 70% dos casos envolvendo motociclistas, o tempo médio de internação ultrapassa sete dias.
A longa permanência dos motociclistas internados acaba ocupando leitos que poderiam ser utilizados por outros pacientes.
Metade dos cancelamentos de cirurgias eletivas no país ocorre porque os leitos estão ocupados por vítimas de acidentes de moto. Além de sobrecarregar os hospitais, os acidentes também geram um alto custo para o poder público.
“As lesões muito graves exigem uma tecnologia um pouco diferenciada para tratamento. E essa tecnologia diferenciada, hoje, ela tem um custo maior”, explica o coordenador de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Estadual Alberto Torres, Marcos Correia.
Marcos Correia, coordenador de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Estadual Alberto Torres
Reprodução/TV Globo
De janeiro a julho deste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) internou, em todo país, quase cem mil motociclistas por causa de acidentes de trânsito.
Para os especialistas, o caminho para reduzir esse problema é fiscalização e educação.
“Uma linha mais imediata seria o investimento do poder público em fiscalização. E, mais a longo prazo, seria educação. A gente sabe que todo processo que envolve educação, ele demora a ter resultado. Mas eu acho que a gente tem que começar”, fala Marcos Correia.
Hospital Estadual Alberto Torres
Reprodução/TV Globo
Mais de 21 mil motociclistas foram atendidos em hospitais da cidade do Rio em 2025. O número representa um aumento de 60% em relação ao mesmo período de 2024.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a média atual é de quase 80 motociclistas feridos por dia nas unidades da rede municipal.
As marcas do último acidente, em maio, ainda estão visíveis no rosto de João Pedro Freitas, entregador que trabalhava de moto. Ele ficou internado por dez dias no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, e precisou passar por duas cirurgias.
Desde então, João Pedro faz visitas mensais ao hospital — uma nova rotina desde o acidente. Ele reconheceu que o erro foi dele.
"Imprudência minha, tenho que admitir. Infelizmente, foi erro meu. Se eu não tivesse avançado o semáforo, talvez hoje em dia eu não teria essa cicatriz no meu rosto", disse.
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Balanço de acidentes com motos na cidade do Rio
Reprodução/TV Globo
As marcas no rosto de João Pedro não são as únicas. Cicatrizes na perna mostram que o jovem, que tem apenas 18 anos, sofreu outro acidente no ano passado.
Após as colisões, ele desistiu de trabalhar como entregador e mudou a forma de pensar.
“A gente tem que ter mais consciência no trânsito, né? Por a gente ser motoqueiro, a gente tem que ter muito mais consciência do que aquele cara que tá ali no carro, no ônibus, no caminhão. Tem que ter muito mais atenção no trânsito e qualquer descuido pode ser fatal.”
João Pedro tem 18 anos e trabalhava como entregador; ele sofreu dois acidentes de moto
Reprodução/TV Globo
Sobrecarga do sistema de Saúde
A situação no Rio se repete em diversas regiões do Brasil. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, realizado em 100 hospitais públicos e privados, revela que em mais de 70% dos casos envolvendo motociclistas, o tempo médio de internação ultrapassa sete dias.
A longa permanência dos motociclistas internados acaba ocupando leitos que poderiam ser utilizados por outros pacientes.
Metade dos cancelamentos de cirurgias eletivas no país ocorre porque os leitos estão ocupados por vítimas de acidentes de moto. Além de sobrecarregar os hospitais, os acidentes também geram um alto custo para o poder público.
“As lesões muito graves exigem uma tecnologia um pouco diferenciada para tratamento. E essa tecnologia diferenciada, hoje, ela tem um custo maior”, explica o coordenador de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Estadual Alberto Torres, Marcos Correia.
Marcos Correia, coordenador de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Estadual Alberto Torres
Reprodução/TV Globo
De janeiro a julho deste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) internou, em todo país, quase cem mil motociclistas por causa de acidentes de trânsito.
Para os especialistas, o caminho para reduzir esse problema é fiscalização e educação.
“Uma linha mais imediata seria o investimento do poder público em fiscalização. E, mais a longo prazo, seria educação. A gente sabe que todo processo que envolve educação, ele demora a ter resultado. Mas eu acho que a gente tem que começar”, fala Marcos Correia.
Hospital Estadual Alberto Torres
Reprodução/TV Globo
Palavras-chave:
tecnologia
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