Vereador Bigodini pede, e Câmara concede mais 10 dias de afastamento em Ribeirão Preto
Publicado em: 06/10/2025 18:58
<br /> Bigodini pede mais 10 dias de afastamento da Câmara de Ribeirão Preto
O vereador Roger Ronan da Silva, o Bigodini (MDB), solicitou e obteve na Câmara um novo afastamento de dez dias em Ribeirão Preto (SP). O pedido foi aprovado na sessão desta segunda-feira (6) por unanimidade.
Mais cedo, Bigodini chegou a publicar uma nota em uma rede social informando o caso, mas apagou a publicação em seguida. O documento apresentado nesta segunda-feira por Bigodini foi assinado pelo psiquiatra Eduardo Augusto Sansão Buzatto.
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O atestado pediu o afastamento do vereador com a justificativa de transtorno de adaptação, que são respostas emocionais ou comportamentais desproporcionais ou prolongadas a um fator estressor identificável.
O parlamentar faltou às duas últimas sessões da Câmara, na segunda (27) e na quarta (29), após se envolver em um acidente com a namorada no dia 28 de setembro. Na segunda, um dia após o caso vir à tona, Bigodini apresentou um atestado médico e ficaria ausente das atividades por quatro dias, prazo que expirou na quinta-feira (2).
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De passageiro a investigado por fraude após acidente: por que Bigodini pode perder mandato
Bigodini fala pela 1ª vez sobre acidente, investigação e possibilidade de cassação
Desta vez, o vereador pediu um afastamento maior, de dez dias. (veja publicação abaixo)
Vereador Bigodini postou que iria pedir mais dez dias de afastamento e apagou post na sequência
Redes sociais
Com a aprovação do pedido, o tempo total de afastamento do parlamentar vai a 14 dias. A Câmara informou que um suplente não será convocado porque esse período deveria ser de, no mínimo, 15 dias.
O g1 entrou em contato com a defesa do parlamentar, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Abertura de processo para cassação
Na quarta-feira, a Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto votou pela abertura de um processo de cassação de Bigodini. Dos 21 parlamentares presentes, 20 aprovaram a ação. O presidente da Casa, Isaac Antunes (PL), não votou.
Bigodini (MDB) está em seu primeiro mandato como vereador de Ribeirão Preto (SP)
Câmara Municipal de Ribeirão Preto
O requerimento do processo administrativo foi feito pelo jornalista Rodrigo Leone da Silva e protocolado na Câmara de Vereadores na terça-feira (30). No documento, o jornalista cita quebra de decoro parlamentar com base em confissão de prática de crime contra o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Bigodini se envolveu em um acidente de trânsito com a namorada, Isabela de Cássia de Andrade Faria, no dia 28 de setembro.
Ele alegou que era a namorada, que não tinha carteira de habilitação, quem estava na direção do veículo. Mas um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o parlamentar no banco do motorista logo após a batida.(veja mais abaixo)
De acordo com o advogado Leonardo Afonso Pontes, a legislação vigente prevê que qualquer político deve dar o bom exemplo do comportamento, não só em público, como também diante das leis. E, quando isso não acontece, instituições como a Câmara de Vereadores podem abrir processos.
"A lei exige que a representação se dê de modo minimamente respeitoso, em especial às leis. Afinal, nós estamos falando de uma figura pública que aqui é um vereador, portanto, da Casa de Leis, da Câmara dos Vereadores. E o que se tem, sendo iniciado, é a apuração de uma violação à lei".
No caso em questão, uma eventual fraude processual seria um dos aspectos a serem levados em conta na análise do Legislativo.
"É dela [da pessoa pública] que se espera o estrito cumprimento do dever legal. Então, uma pessoa que deveria zelar pelo cumprimento da lei está agora envolvida nessa celeuma que é a violação de um dever."
De acordo com o advogado, esse processo na Câmara, no entanto, não necessariamente pode levar a uma cassação. Isso porque o conselho de ética, ao avaliar o caso, pode estabelecer punições intermediárias, como uma suspensão ou afastamento temporário, caso julgue necessário.
Fraude processual em acidente
O carro em que o vereador Bigodini estava com a namorada, Isabela de Cássia, atingiu uma árvore na Avenida do Café na madrugada do dia 29 de setembro e versões conflitantes nos registros da Polícia Civil e da Polícia Militar levantaram a suspeita de fraude processual.
Bigodini alegou que era a namorada, que não tinha carteira de habilitação, quem estava na direção do veículo. Mas um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o parlamentar no banco do motorista logo após a batida.
Vídeo mostra vereador Bigodini saindo do lado do motorista após acidente em Ribeirão Preto
Redes sociais
Durante o atendimento da ocorrência, nenhum dos dois se submeteu ao teste do bafômetro embora as autoridades tenham notado que o vereador tinha sinais de embriaguez.
Em nota, a Câmara informou que iria oficiar as autoridades policiais competentes para acompanhar de perto as investigações relacionadas ao vereador e ressaltou que não compactua com qualquer conduta que fuja aos princípios éticos e legais que norteiam a atuação do poder público.
Bigodini e Isabela já trocaram uma série de acusações entre si no decorrer deste ano. Os casos vieram à tona depois do acidente de carro que o casal se envolveu.
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O vereador Roger Ronan da Silva, o Bigodini (MDB), solicitou e obteve na Câmara um novo afastamento de dez dias em Ribeirão Preto (SP). O pedido foi aprovado na sessão desta segunda-feira (6) por unanimidade.
Mais cedo, Bigodini chegou a publicar uma nota em uma rede social informando o caso, mas apagou a publicação em seguida. O documento apresentado nesta segunda-feira por Bigodini foi assinado pelo psiquiatra Eduardo Augusto Sansão Buzatto.
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O atestado pediu o afastamento do vereador com a justificativa de transtorno de adaptação, que são respostas emocionais ou comportamentais desproporcionais ou prolongadas a um fator estressor identificável.
O parlamentar faltou às duas últimas sessões da Câmara, na segunda (27) e na quarta (29), após se envolver em um acidente com a namorada no dia 28 de setembro. Na segunda, um dia após o caso vir à tona, Bigodini apresentou um atestado médico e ficaria ausente das atividades por quatro dias, prazo que expirou na quinta-feira (2).
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Com a aprovação do pedido, o tempo total de afastamento do parlamentar vai a 14 dias. A Câmara informou que um suplente não será convocado porque esse período deveria ser de, no mínimo, 15 dias.
O g1 entrou em contato com a defesa do parlamentar, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Abertura de processo para cassação
Na quarta-feira, a Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto votou pela abertura de um processo de cassação de Bigodini. Dos 21 parlamentares presentes, 20 aprovaram a ação. O presidente da Casa, Isaac Antunes (PL), não votou.
Bigodini (MDB) está em seu primeiro mandato como vereador de Ribeirão Preto (SP)
Câmara Municipal de Ribeirão Preto
O requerimento do processo administrativo foi feito pelo jornalista Rodrigo Leone da Silva e protocolado na Câmara de Vereadores na terça-feira (30). No documento, o jornalista cita quebra de decoro parlamentar com base em confissão de prática de crime contra o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Bigodini se envolveu em um acidente de trânsito com a namorada, Isabela de Cássia de Andrade Faria, no dia 28 de setembro.
Ele alegou que era a namorada, que não tinha carteira de habilitação, quem estava na direção do veículo. Mas um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o parlamentar no banco do motorista logo após a batida.(veja mais abaixo)
De acordo com o advogado Leonardo Afonso Pontes, a legislação vigente prevê que qualquer político deve dar o bom exemplo do comportamento, não só em público, como também diante das leis. E, quando isso não acontece, instituições como a Câmara de Vereadores podem abrir processos.
"A lei exige que a representação se dê de modo minimamente respeitoso, em especial às leis. Afinal, nós estamos falando de uma figura pública que aqui é um vereador, portanto, da Casa de Leis, da Câmara dos Vereadores. E o que se tem, sendo iniciado, é a apuração de uma violação à lei".
No caso em questão, uma eventual fraude processual seria um dos aspectos a serem levados em conta na análise do Legislativo.
"É dela [da pessoa pública] que se espera o estrito cumprimento do dever legal. Então, uma pessoa que deveria zelar pelo cumprimento da lei está agora envolvida nessa celeuma que é a violação de um dever."
De acordo com o advogado, esse processo na Câmara, no entanto, não necessariamente pode levar a uma cassação. Isso porque o conselho de ética, ao avaliar o caso, pode estabelecer punições intermediárias, como uma suspensão ou afastamento temporário, caso julgue necessário.
Fraude processual em acidente
O carro em que o vereador Bigodini estava com a namorada, Isabela de Cássia, atingiu uma árvore na Avenida do Café na madrugada do dia 29 de setembro e versões conflitantes nos registros da Polícia Civil e da Polícia Militar levantaram a suspeita de fraude processual.
Bigodini alegou que era a namorada, que não tinha carteira de habilitação, quem estava na direção do veículo. Mas um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o parlamentar no banco do motorista logo após a batida.
Vídeo mostra vereador Bigodini saindo do lado do motorista após acidente em Ribeirão Preto
Redes sociais
Durante o atendimento da ocorrência, nenhum dos dois se submeteu ao teste do bafômetro embora as autoridades tenham notado que o vereador tinha sinais de embriaguez.
Em nota, a Câmara informou que iria oficiar as autoridades policiais competentes para acompanhar de perto as investigações relacionadas ao vereador e ressaltou que não compactua com qualquer conduta que fuja aos princípios éticos e legais que norteiam a atuação do poder público.
Bigodini e Isabela já trocaram uma série de acusações entre si no decorrer deste ano. Os casos vieram à tona depois do acidente de carro que o casal se envolveu.
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câmara municipal
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