Cientistas brasileiros criam papel vegetal impermeável, antibacteriano e que pode substituir plástico
Publicado em: 16/10/2025 02:01
<br /> Papel vegetal com látex promete substituir plástico
Um grupo de cientistas brasileiros desenvolveu um papel feito a partir de fibras vegetais e látex natural capaz de substituir o plástico em embalagens. O material, segundo o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), combina resistência mecânica, impermeabilidade e ação antibacteriana, sem deixar de ser biodegradável e reciclável.
O estudo foi publicado no periódico "Chemical Engineering Journal" por pesquisadores do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano/CNPEM), em parceria com a Unicamp e a UFABC.
Cientistas do Laboratório Nacional de Nanotecnologia do CNPEM, em parceria com a Unicamp e a UFABC, desenvolveram um papel biodegradável de origem vegetal que reúne alta resistência, barreira contra líquidos, oxigênio e ação antibacteriana.
Divulgação/CNPEM
O novo material é produzido a partir da interação eletrostática entre nanocelulose catiônica, extraída do bagaço da cana-de-açúcar, e látex natural da seringueira. As cargas opostas dessas substâncias se atraem, formando camadas alternadas que revestem o papel com firmeza e estabilidade.
Cada componente desempenha um papel complementar: a nanocelulose cria uma barreira densa contra gases e óleos, enquanto o látex confere resistência à água, explica Juliana Bernardes, pesquisadora do LNNano e uma das responsáveis pelo estudo.
Desempenho superior aos revestimentos sintéticos
Nos testes laboratoriais, o papel com cinco camadas reduziu em 20 vezes a passagem de vapor de água e em 4 mil vezes a permeabilidade ao oxigênio. Também atingiu o nível máximo de resistência a óleos e gorduras e eliminou mais de 99% das células de Escherichia coli após contato direto.
Os resultados mostram que a combinação entre nanocelulose e látex natural pode superar revestimentos convencionais feitos com polímeros sintéticos, sem uso de compostos fluorados (PFAS), frequentemente associados a riscos ambientais e à contaminação de solos e águas.
Os pesquisadores avaliam que o material tem potencial para substituir embalagens, sobretudo nos ramos alimentício e cosmético. ""Nosso objetivo foi criar uma alternativa viável para reduzir a dependência de plásticos descartáveis", explica Juliana Bernardes.
Cientistas do Laboratório Nacional de Nanotecnologia do CNPEM, em parceria com a Unicamp e a UFABC, desenvolveram um papel biodegradável de origem vegetal que reúne alta resistência, barreira contra líquidos, oxigênio e ação antibacteriana.
Divulgação/CNPEM
Reaproveitamento e escala industrial
Diferentemente de outros papéis impermeáveis, o novo material mantém sua reciclabilidade. Ele pode ser reaproveitado no ciclo produtivo sem perda de propriedades, segundo o CNPEM.
Para a etapa seguinte, o desafio será ampliar a produção. “Para viabilizar essa tecnologia em escala industrial, é fundamental estabelecer parcerias com empresas interessadas. (...) O custo projetado mostrou-se competitivo em relação às resinas poliméricas tradicionalmente empregadas”, afirma Juliana Bernardes.
Pesquisa colaborativa e patente registrada
O trabalho reuniu pesquisadores das áreas de química, engenharia química e biologia, responsáveis pela formulação das camadas, pelo processo de deposição e pelos testes antimicrobianos.
O projeto recebeu financiamento da Fapesp e do CNPq, e já resultou em pedido de patente no Brasil.
"Para o desenvolvimento deste projeto, foi composta uma equipe multidisciplinar, reunindo especialistas em química, engenharia química e biologia. (...) A integração dessas áreas do conhecimento foi determinante para viabilizar a transição de uma proposta laboratorial para um material com potencial de aplicação industrial", explica a pesquisadora.
Um grupo de cientistas brasileiros desenvolveu um papel feito a partir de fibras vegetais e látex natural capaz de substituir o plástico em embalagens. O material, segundo o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), combina resistência mecânica, impermeabilidade e ação antibacteriana, sem deixar de ser biodegradável e reciclável.
O estudo foi publicado no periódico "Chemical Engineering Journal" por pesquisadores do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano/CNPEM), em parceria com a Unicamp e a UFABC.
Cientistas do Laboratório Nacional de Nanotecnologia do CNPEM, em parceria com a Unicamp e a UFABC, desenvolveram um papel biodegradável de origem vegetal que reúne alta resistência, barreira contra líquidos, oxigênio e ação antibacteriana.
Divulgação/CNPEM
O novo material é produzido a partir da interação eletrostática entre nanocelulose catiônica, extraída do bagaço da cana-de-açúcar, e látex natural da seringueira. As cargas opostas dessas substâncias se atraem, formando camadas alternadas que revestem o papel com firmeza e estabilidade.
Cada componente desempenha um papel complementar: a nanocelulose cria uma barreira densa contra gases e óleos, enquanto o látex confere resistência à água, explica Juliana Bernardes, pesquisadora do LNNano e uma das responsáveis pelo estudo.
Desempenho superior aos revestimentos sintéticos
Nos testes laboratoriais, o papel com cinco camadas reduziu em 20 vezes a passagem de vapor de água e em 4 mil vezes a permeabilidade ao oxigênio. Também atingiu o nível máximo de resistência a óleos e gorduras e eliminou mais de 99% das células de Escherichia coli após contato direto.
Os resultados mostram que a combinação entre nanocelulose e látex natural pode superar revestimentos convencionais feitos com polímeros sintéticos, sem uso de compostos fluorados (PFAS), frequentemente associados a riscos ambientais e à contaminação de solos e águas.
Os pesquisadores avaliam que o material tem potencial para substituir embalagens, sobretudo nos ramos alimentício e cosmético. ""Nosso objetivo foi criar uma alternativa viável para reduzir a dependência de plásticos descartáveis", explica Juliana Bernardes.
Cientistas do Laboratório Nacional de Nanotecnologia do CNPEM, em parceria com a Unicamp e a UFABC, desenvolveram um papel biodegradável de origem vegetal que reúne alta resistência, barreira contra líquidos, oxigênio e ação antibacteriana.
Divulgação/CNPEM
Reaproveitamento e escala industrial
Diferentemente de outros papéis impermeáveis, o novo material mantém sua reciclabilidade. Ele pode ser reaproveitado no ciclo produtivo sem perda de propriedades, segundo o CNPEM.
Para a etapa seguinte, o desafio será ampliar a produção. “Para viabilizar essa tecnologia em escala industrial, é fundamental estabelecer parcerias com empresas interessadas. (...) O custo projetado mostrou-se competitivo em relação às resinas poliméricas tradicionalmente empregadas”, afirma Juliana Bernardes.
Pesquisa colaborativa e patente registrada
O trabalho reuniu pesquisadores das áreas de química, engenharia química e biologia, responsáveis pela formulação das camadas, pelo processo de deposição e pelos testes antimicrobianos.
O projeto recebeu financiamento da Fapesp e do CNPq, e já resultou em pedido de patente no Brasil.
"Para o desenvolvimento deste projeto, foi composta uma equipe multidisciplinar, reunindo especialistas em química, engenharia química e biologia. (...) A integração dessas áreas do conhecimento foi determinante para viabilizar a transição de uma proposta laboratorial para um material com potencial de aplicação industrial", explica a pesquisadora.
Palavras-chave:
tecnologia
Mais Notícias Relacionadas
Defesa Civil de BH emite alerta severo de onda de frio durante fim de semana
Defesa Civil de BH emite 'alerta severo' de onda de frio durante fim de semana Reprodução...
Pâmela Volp é absolvida de acusação de vender 0,5 grama de maconha por R$ 500 em presídio de Uberlândia
Pâmela Volp Rodrigues Cardoso foi solta na manhã de quinta-feira (14) CMU/Divulgação A ex...
Operação encontra irregularidades em mais de 10 bombas de combustíveis no Acre
Fiscalização encontra irregularidades em 14 bombas de combustíveis após vistoria em 116 p...
Mais de 2 mil vagas gratuitas em cursos chegam à Baixada Santista
Caminho da Capacitação amplia vagas em cursos na Baixada Santista Governo do Estado de Sã...