Sabesp descumpre metas de redução de perdas de água na Grande SP por dois anos seguidos e represas têm pior nível desde 2015
Publicado em: 22/10/2025 14:21
<br /> Sabesp descumpre metas de redução de perdas de água na Grande SP por dois anos seguidos
A Sabesp não cumpriu, por dois anos consecutivos, as metas de redução do índice de perdas de água tratada na Grande São Paulo. Os dados, referentes a 2023 e 2024, mostram que o volume desperdiçado segue acima do previsto pela própria companhia.
E as chuvas dos últimos dias não foram suficientes para elevar o nível das represas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo. O volume armazenado nos principais mananciais está no pior patamar desde a crise hídrica de 2015.
Nível dos reservatórios de água da Grande SP está no nível mais baixo desde a crise hídrica de 2015
De acordo com dados da Sabesp, o Sistema Integrado Metropolitano opera atualmente com 29,1% da capacidade:
No Alto Tietê, o índice é de 23,2%, e no Cantareira, um dos principais sistemas do estado, o nível está em 24,6%.
Em Cotia, o volume chega a 46,7%
Guarapiranga e São Lourenço registram 47,1% e 47%, respectivamente.
O Rio Claro tem situação semelhante à do Cantareira, com 24,6%
Rio Grande apresenta o melhor desempenho, com 54,5% da capacidade.
Metas da Sabesp.
Reprodução/ TV Globo
Em 2021, a empresa havia anunciado, em relatório anual, a meta de chegar a 2023 com uma média diária de 248 litros de perda por ligação — ou seja, por endereço atendido. No entanto, o número real foi de 260 litros por ligação, o equivalente a 5% acima do previsto.
No ano seguinte, uma nova meta previa reduzir a perda para 245 litros diários por ligação até 2024, mas o resultado foi ainda pior: 262 litros, segundo dados oficiais.
Apesar do descumprimento das metas, o índice de perdas da Sabesp ainda é menor que a média nacional. A companhia registra 29,4% de perdas de água tratada, considerando vazamentos em adutoras e ligações clandestinas. No Brasil, a média é de 37,8%, e, entre os cem maiores municípios, 35%.
Desde 2009, a Sabesp afirma ter investido cerca de R$ 14 bilhões, em valores atualizados, para combater o problema. Mesmo assim, a redução das perdas avança em ritmo mais lento que o planejado.
Uma das principais estratégias da empresa para tentar conter o desperdício tem sido reduzir a pressão da água nas tubulações, sobretudo durante a madrugada. A medida ajuda a economizar, mas tem como efeito colateral a falta de água em imóveis localizados em áreas mais altas e periféricas, especialmente os que não contam com caixa-d’água.
Em nota, a Sabesp afirmou que, desde a desestatização, em 2024, já investiu R$ 1 bilhão em ações para reduzir as perdas na Região Metropolitana. A companhia disse ainda que substituiu tubulações antigas, adquiriu novas tecnologias de detecção de vazamentos e combate a fraudes e que as multas por irregularidades aumentaram 57% desde então.
A Sabesp não cumpriu, por dois anos consecutivos, as metas de redução do índice de perdas de água tratada na Grande São Paulo. Os dados, referentes a 2023 e 2024, mostram que o volume desperdiçado segue acima do previsto pela própria companhia.
E as chuvas dos últimos dias não foram suficientes para elevar o nível das represas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo. O volume armazenado nos principais mananciais está no pior patamar desde a crise hídrica de 2015.
Nível dos reservatórios de água da Grande SP está no nível mais baixo desde a crise hídrica de 2015
De acordo com dados da Sabesp, o Sistema Integrado Metropolitano opera atualmente com 29,1% da capacidade:
No Alto Tietê, o índice é de 23,2%, e no Cantareira, um dos principais sistemas do estado, o nível está em 24,6%.
Em Cotia, o volume chega a 46,7%
Guarapiranga e São Lourenço registram 47,1% e 47%, respectivamente.
O Rio Claro tem situação semelhante à do Cantareira, com 24,6%
Rio Grande apresenta o melhor desempenho, com 54,5% da capacidade.
Metas da Sabesp.
Reprodução/ TV Globo
Em 2021, a empresa havia anunciado, em relatório anual, a meta de chegar a 2023 com uma média diária de 248 litros de perda por ligação — ou seja, por endereço atendido. No entanto, o número real foi de 260 litros por ligação, o equivalente a 5% acima do previsto.
No ano seguinte, uma nova meta previa reduzir a perda para 245 litros diários por ligação até 2024, mas o resultado foi ainda pior: 262 litros, segundo dados oficiais.
Apesar do descumprimento das metas, o índice de perdas da Sabesp ainda é menor que a média nacional. A companhia registra 29,4% de perdas de água tratada, considerando vazamentos em adutoras e ligações clandestinas. No Brasil, a média é de 37,8%, e, entre os cem maiores municípios, 35%.
Desde 2009, a Sabesp afirma ter investido cerca de R$ 14 bilhões, em valores atualizados, para combater o problema. Mesmo assim, a redução das perdas avança em ritmo mais lento que o planejado.
Uma das principais estratégias da empresa para tentar conter o desperdício tem sido reduzir a pressão da água nas tubulações, sobretudo durante a madrugada. A medida ajuda a economizar, mas tem como efeito colateral a falta de água em imóveis localizados em áreas mais altas e periféricas, especialmente os que não contam com caixa-d’água.
Em nota, a Sabesp afirmou que, desde a desestatização, em 2024, já investiu R$ 1 bilhão em ações para reduzir as perdas na Região Metropolitana. A companhia disse ainda que substituiu tubulações antigas, adquiriu novas tecnologias de detecção de vazamentos e combate a fraudes e que as multas por irregularidades aumentaram 57% desde então.
Palavras-chave:
tecnologia
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