'VLTzação': entenda o plano da Prefeitura do Rio para substituir o BRT por VLT ou VLP
Publicado em: 25/10/2025 04:01
<br /> Prefeitura do Rio propõe transformar corredores do BRT em VLT ou VLP; projeto pode custar R$ 12 bilhões
A Prefeitura do Rio quer transformar os corredores de BRT em linhas de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ou Veículo Leve sobre Pneus (VLP). O projeto foi aprovado pela Câmara de Vereadores na quinta-feira (23) e agora segue para sanção do prefeito Eduardo Paes (PSD).
A proposta, chamada de VLTzação, prevê uma Parceria Público-Privada (PPP) para substituir o sistema de ônibus articulados por trens leves nos corredores Transcarioca e Transoeste.
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O plano começou a ser debatido em 2022, quando Paes anunciou que queria “VLTzar” o transporte da cidade em 15 anos. Na época, ele prometeu aproveitar a estrutura já existente dos corredores de BRT, o que reduz custos e evita novas desapropriações.
Três anos depois, o projeto ganhou força e foi aprovado com o apoio da base do governo na Câmara.
Ponto final do VLT junto à Rodoviária Novo Rio, no centro
Marcos Serra Lima/g1
💰 Quanto vai custar e quem paga
O custo da VLTzação é estimado entre R$ 12 bilhões e R$ 16 bilhões.
A prefeitura pretende firmar uma PPP — o investimento será dividido entre o setor privado e o poder público.
As obras devem durar até 45 meses (cerca de quatro anos), com operação parcial na metade do prazo. Ainda não há previsão de início.
🚈 O que muda com a “VLTzação”
Na prática, o projeto autoriza a conversão dos corredores Transcarioca e Transoeste — que hoje operam com ônibus BRT — em linhas de VLT ou VLP.
Transcarioca: 35,6 km de extensão, 45 estações e terminais entre Alvorada e Fundão;
Transoeste: 44,6 km, 41 estações e terminais entre Santa Cruz e Jardim Oceânico.
A proposta é que as linhas tenham capacidade para 16 mil passageiros por hora por sentido, nível equivalente ao do sistema atual, mas com custos operacionais menores, vida útil mais longa dos veículos e redução de ruído e poluição.
Exemplo de Veículo Leve sobre Pneus (VLP) exibido em audiência pública no Rio
Divulgação/Prefeitura do Rio
O modelo VLP — que roda sobre pneus, mas é elétrico e pode ser guiado automaticamente — também está sendo estudado como alternativa mais barata, com tecnologia importada da China.
O sistema vai atender 1,7 milhão de moradores e pode transportar até 580 mil passageiros por dia, caso funcione por 18 horas diárias.
🌎 Benefícios prometidos
O estudo técnico da prefeitura, elaborado com apoio do BNDES, aponta ganhos sociais, econômicos e ambientais. Entre os principais benefícios estão:
Redução do tempo de viagem;
Menos poluição, com queda de R$ 19,8 milhões/ano em emissões;
Mais conforto acústico e térmico para passageiros;
Criação de empregos e ativação econômica nos bairros ao redor dos corredores.
⚖️ Debate e críticas
Apesar de aprovado, o projeto ainda levanta dúvidas entre vereadores e especialistas.
O vereador Pedro Duarte (Novo), por exemplo, questionou a falta de transparência nos custos e no cronograma, lembrando que a cidade já gastou quase R$ 9 bilhões na recuperação do sistema BRT nos últimos quatro anos — com compra de ônibus, reforma de estações e construção de terminais.
Estudo aponta alto potencial para ônibus elétricos no Rio
Outros parlamentares, como Paulo Messina (PL), defendem a mudança, afirmando que o transporte sobre trilhos deveria ter sido adotado desde 2010, quando os corredores foram construídos.
"Construir uma calha fixa e botar o transporte sobre rodas é um contrassenso. Quinze anos depois, a prefeitura me dá razão", afirmou.
🧭 Próximos passos
A versão final do texto aprovada pelos vereadores permite também expandir o VLT para São Cristóvão, Ilha do Governador e Botafogo.
Antes do início das obras, o município ainda precisará definir o modelo (VLT ou VLP) e abrir licitação para a concessão.
Segundo a secretária municipal de Transportes, Maína Celidonio, a decisão será tomada com base em estudos técnicos e de custo-benefício.
"Os investimentos são mais altos, mas a qualidade é maior e perdura por mais tempo. A vida útil de um trem é muito superior à de um ônibus", disse a secretária.
A Prefeitura do Rio quer transformar os corredores de BRT em linhas de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ou Veículo Leve sobre Pneus (VLP). O projeto foi aprovado pela Câmara de Vereadores na quinta-feira (23) e agora segue para sanção do prefeito Eduardo Paes (PSD).
A proposta, chamada de VLTzação, prevê uma Parceria Público-Privada (PPP) para substituir o sistema de ônibus articulados por trens leves nos corredores Transcarioca e Transoeste.
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O plano começou a ser debatido em 2022, quando Paes anunciou que queria “VLTzar” o transporte da cidade em 15 anos. Na época, ele prometeu aproveitar a estrutura já existente dos corredores de BRT, o que reduz custos e evita novas desapropriações.
Três anos depois, o projeto ganhou força e foi aprovado com o apoio da base do governo na Câmara.
Ponto final do VLT junto à Rodoviária Novo Rio, no centro
Marcos Serra Lima/g1
💰 Quanto vai custar e quem paga
O custo da VLTzação é estimado entre R$ 12 bilhões e R$ 16 bilhões.
A prefeitura pretende firmar uma PPP — o investimento será dividido entre o setor privado e o poder público.
As obras devem durar até 45 meses (cerca de quatro anos), com operação parcial na metade do prazo. Ainda não há previsão de início.
🚈 O que muda com a “VLTzação”
Na prática, o projeto autoriza a conversão dos corredores Transcarioca e Transoeste — que hoje operam com ônibus BRT — em linhas de VLT ou VLP.
Transcarioca: 35,6 km de extensão, 45 estações e terminais entre Alvorada e Fundão;
Transoeste: 44,6 km, 41 estações e terminais entre Santa Cruz e Jardim Oceânico.
A proposta é que as linhas tenham capacidade para 16 mil passageiros por hora por sentido, nível equivalente ao do sistema atual, mas com custos operacionais menores, vida útil mais longa dos veículos e redução de ruído e poluição.
Exemplo de Veículo Leve sobre Pneus (VLP) exibido em audiência pública no Rio
Divulgação/Prefeitura do Rio
O modelo VLP — que roda sobre pneus, mas é elétrico e pode ser guiado automaticamente — também está sendo estudado como alternativa mais barata, com tecnologia importada da China.
O sistema vai atender 1,7 milhão de moradores e pode transportar até 580 mil passageiros por dia, caso funcione por 18 horas diárias.
🌎 Benefícios prometidos
O estudo técnico da prefeitura, elaborado com apoio do BNDES, aponta ganhos sociais, econômicos e ambientais. Entre os principais benefícios estão:
Redução do tempo de viagem;
Menos poluição, com queda de R$ 19,8 milhões/ano em emissões;
Mais conforto acústico e térmico para passageiros;
Criação de empregos e ativação econômica nos bairros ao redor dos corredores.
⚖️ Debate e críticas
Apesar de aprovado, o projeto ainda levanta dúvidas entre vereadores e especialistas.
O vereador Pedro Duarte (Novo), por exemplo, questionou a falta de transparência nos custos e no cronograma, lembrando que a cidade já gastou quase R$ 9 bilhões na recuperação do sistema BRT nos últimos quatro anos — com compra de ônibus, reforma de estações e construção de terminais.
Estudo aponta alto potencial para ônibus elétricos no Rio
Outros parlamentares, como Paulo Messina (PL), defendem a mudança, afirmando que o transporte sobre trilhos deveria ter sido adotado desde 2010, quando os corredores foram construídos.
"Construir uma calha fixa e botar o transporte sobre rodas é um contrassenso. Quinze anos depois, a prefeitura me dá razão", afirmou.
🧭 Próximos passos
A versão final do texto aprovada pelos vereadores permite também expandir o VLT para São Cristóvão, Ilha do Governador e Botafogo.
Antes do início das obras, o município ainda precisará definir o modelo (VLT ou VLP) e abrir licitação para a concessão.
Segundo a secretária municipal de Transportes, Maína Celidonio, a decisão será tomada com base em estudos técnicos e de custo-benefício.
"Os investimentos são mais altos, mas a qualidade é maior e perdura por mais tempo. A vida útil de um trem é muito superior à de um ônibus", disse a secretária.
Palavras-chave:
tecnologia
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