Após ter a liberdade revogada, empresário não se apresenta à PF e acaba preso na casa da namorada
Publicado em: 07/11/2025 14:58
<br /> Empresário foi preso na casa da namorada na manhã desta sexta-feira (7)
Arquivo pessoal
O empresário Johnnes Lisboa foi preso na manhã desta sexta-feira (7) na casa da namorada após não se apresentar à Polícia Federal. A Justiça do Acre revogou a liberdade dele e de Douglas Henrique da Cruz e André Borges, acusados de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa, nessa quinta-feira (6).
Com a nova decisão, Douglas e André se apresentaram ainda na quinta e foram encaminhados para o presídio também nesta sexta. Já Johnnes, teria cortado a tornozeleira eletrônica e não foi encontrado pelos policiais na quinta.
📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp
Uma equipe policial foi até a casa da namorada dele e cumpriu o mandado de prisão. Os três empresários estavam soltos com monitoramento eletrônico desde setembro.
A advogada Daiane Carolina Dias de Sousa Ferreira, que defende os empresários, negou que Johnnes estivesse foragido. Segundo ela, o empresário se sentiu mal 'em razão de crises gástricas decorrentes de quadro de gastrite, sendo amparado por seus familiares em sua residência', após saber que teria que voltar para o presídio.
LEIA TAMBÉM:
Preso em operação da PF é comissionado em secretaria do Acre com salário de mais de R$ 6 mil
Após prisão de contratante, show do DJ Alok no Acre é cancelado
Investigado em operação contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, empresário André Borges é solto no AC
'Inceptio': Empresários que contrataram shows da Expoacre têm liberdade revogada e devem voltar para prisão
A defesa destacou também que, após saber da situação, entrou em contato com um delegado da PF para comunicar que o cliente se entregaria às 8 desta sexta, entretanto, por volta das 5h, a polícia foi até o endereço de um familiar do acusado e efetuou a prisão.
"Já havia sido informado o compromisso de apresentação voluntária", pontuou a advogada.
Daiane assegurou ainda que Johnnes atendeu os policiais e não apresentou resistência, fez tumulto ou tentou fugir. A defesa encaminhou à Justiça um documento explicando que o cliente não tentou fugir ou resistir ao cumprimento do mandato de prisão.
"Evidenciando que, em momento algum, houve qualquer conduta tendente à fuga ou resistência à decisão judicial. Ao contrário, o acusado, por intermédio de sua defesa, manteve comunicação transparente com as autoridades, demonstrando plena disposição em cumprir a decisão da Câmara Criminal e se apresentar espontaneamente", argumentou.
Liberdade revogada
André Bogues (esq.), Douglas Henrique da Cruz (centro) e Johnnes Lisboa são acusados de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa
Reprodução
John Muller Lisboa, Mayon Ricary Lisboa e Johnnes Lisboa, e o sócio e primo deles, Douglas Henrique da Cruz, foram presos preventivamente em setembro durante a Operação Inceptio, que investigou tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Outro preso na ação foi o empresário André Borges, solto quatro dias depois. Seguem presos desde à época da operação John Muller Lisboa, Mayon Ricary Lisboa.
Empresários são presos em operação da PF contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
'Inceptio'
A PF deflagrou a operação em Rio Branco, Porto Velho (RO), Ubaí (MG), Camaçari (BA), Ilhéus (BA), Salvador (BA), Cabedelo (PB) e São Paulo (SP).
Os irmãos Lisboa, John, Mayon e Johnnes, e o primo deles Douglas são donos de várias empresas que organizam e promovem eventos no estado. Inclusive, duas empresas de Douglas, a Moon Club RB DHS da Cruz Sociedade LTDA e DHS da Cruz Sociedade LTDA, foram responsáveis pela venda de camarotes privados e por trazer os artistas dos shows da Expoacre Rio Branco 2025.
Já Johnnes Lisboa é diretor geral da empresa Inove Eventos, que havia anunciado a vinda do DJ Alok para Rio Branco. A apresentação, que deveria ocorrer na Arena da Floresta, foi cancelada uma semana após a prisão dos suspeitos.
O empresário e cinegrafista John Muller Lisboa ocupava ainda um cargo em comissão na Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), com salário de mais de R$ 6 mil. Ele foi exonerado no dia seguinte à prisão, em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE).
Presos durante a Operação Inceptio, no Acre e em outros estados
Reprodução
Bloqueio de bens
A Justiça bloqueou mais de R$ 130 milhões em contas bancárias do grupo investigado, e apreendeu bens que valem cerca de R$ 10 milhões. A polícia descobriu que o grupo atuava em seis estados e mandavam grandes quantidades de droga do Acre para o Nordeste e o Sudeste.
O dinheiro do tráfico era movimentado por meio de contas bancárias, criptomoedas e empresas de fachada. Os suspeitos podem responder por tráfico de drogas, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
À Rede Amazônica Acre, o delegado André Barbosa, da Delegacia de Repreensão a Entorpecentes da PF-AC, disse que o grupo criminoso atuava no Acre desde 2019 e que o caso foi descoberto durante a investigação de outros crimes.
"Não tem ligação direta com a venda de entorpecente. Eram usadas como mecanismo de instrumentalizar a movimentação de recursos ilícitos, inclusive com origem do tráfico de drogas. Identificamos que tinha um grupo de narcotraficantes que revendia drogas para os estados do Nordeste e Sudeste e para internalizar o dinheiro, utilizava diversas pessoas físicas e jurídicas para lavar dinheiro, incluindo estabelecimentos comerciais", destacou.
Reveja os telejornais do Acre
J
Arquivo pessoal
O empresário Johnnes Lisboa foi preso na manhã desta sexta-feira (7) na casa da namorada após não se apresentar à Polícia Federal. A Justiça do Acre revogou a liberdade dele e de Douglas Henrique da Cruz e André Borges, acusados de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa, nessa quinta-feira (6).
Com a nova decisão, Douglas e André se apresentaram ainda na quinta e foram encaminhados para o presídio também nesta sexta. Já Johnnes, teria cortado a tornozeleira eletrônica e não foi encontrado pelos policiais na quinta.
📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp
Uma equipe policial foi até a casa da namorada dele e cumpriu o mandado de prisão. Os três empresários estavam soltos com monitoramento eletrônico desde setembro.
A advogada Daiane Carolina Dias de Sousa Ferreira, que defende os empresários, negou que Johnnes estivesse foragido. Segundo ela, o empresário se sentiu mal 'em razão de crises gástricas decorrentes de quadro de gastrite, sendo amparado por seus familiares em sua residência', após saber que teria que voltar para o presídio.
LEIA TAMBÉM:
Preso em operação da PF é comissionado em secretaria do Acre com salário de mais de R$ 6 mil
Após prisão de contratante, show do DJ Alok no Acre é cancelado
Investigado em operação contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, empresário André Borges é solto no AC
'Inceptio': Empresários que contrataram shows da Expoacre têm liberdade revogada e devem voltar para prisão
A defesa destacou também que, após saber da situação, entrou em contato com um delegado da PF para comunicar que o cliente se entregaria às 8 desta sexta, entretanto, por volta das 5h, a polícia foi até o endereço de um familiar do acusado e efetuou a prisão.
"Já havia sido informado o compromisso de apresentação voluntária", pontuou a advogada.
Daiane assegurou ainda que Johnnes atendeu os policiais e não apresentou resistência, fez tumulto ou tentou fugir. A defesa encaminhou à Justiça um documento explicando que o cliente não tentou fugir ou resistir ao cumprimento do mandato de prisão.
"Evidenciando que, em momento algum, houve qualquer conduta tendente à fuga ou resistência à decisão judicial. Ao contrário, o acusado, por intermédio de sua defesa, manteve comunicação transparente com as autoridades, demonstrando plena disposição em cumprir a decisão da Câmara Criminal e se apresentar espontaneamente", argumentou.
Liberdade revogada
André Bogues (esq.), Douglas Henrique da Cruz (centro) e Johnnes Lisboa são acusados de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa
Reprodução
John Muller Lisboa, Mayon Ricary Lisboa e Johnnes Lisboa, e o sócio e primo deles, Douglas Henrique da Cruz, foram presos preventivamente em setembro durante a Operação Inceptio, que investigou tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Outro preso na ação foi o empresário André Borges, solto quatro dias depois. Seguem presos desde à época da operação John Muller Lisboa, Mayon Ricary Lisboa.
Empresários são presos em operação da PF contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
'Inceptio'
A PF deflagrou a operação em Rio Branco, Porto Velho (RO), Ubaí (MG), Camaçari (BA), Ilhéus (BA), Salvador (BA), Cabedelo (PB) e São Paulo (SP).
Os irmãos Lisboa, John, Mayon e Johnnes, e o primo deles Douglas são donos de várias empresas que organizam e promovem eventos no estado. Inclusive, duas empresas de Douglas, a Moon Club RB DHS da Cruz Sociedade LTDA e DHS da Cruz Sociedade LTDA, foram responsáveis pela venda de camarotes privados e por trazer os artistas dos shows da Expoacre Rio Branco 2025.
Já Johnnes Lisboa é diretor geral da empresa Inove Eventos, que havia anunciado a vinda do DJ Alok para Rio Branco. A apresentação, que deveria ocorrer na Arena da Floresta, foi cancelada uma semana após a prisão dos suspeitos.
O empresário e cinegrafista John Muller Lisboa ocupava ainda um cargo em comissão na Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), com salário de mais de R$ 6 mil. Ele foi exonerado no dia seguinte à prisão, em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE).
Presos durante a Operação Inceptio, no Acre e em outros estados
Reprodução
Bloqueio de bens
A Justiça bloqueou mais de R$ 130 milhões em contas bancárias do grupo investigado, e apreendeu bens que valem cerca de R$ 10 milhões. A polícia descobriu que o grupo atuava em seis estados e mandavam grandes quantidades de droga do Acre para o Nordeste e o Sudeste.
O dinheiro do tráfico era movimentado por meio de contas bancárias, criptomoedas e empresas de fachada. Os suspeitos podem responder por tráfico de drogas, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
À Rede Amazônica Acre, o delegado André Barbosa, da Delegacia de Repreensão a Entorpecentes da PF-AC, disse que o grupo criminoso atuava no Acre desde 2019 e que o caso foi descoberto durante a investigação de outros crimes.
"Não tem ligação direta com a venda de entorpecente. Eram usadas como mecanismo de instrumentalizar a movimentação de recursos ilícitos, inclusive com origem do tráfico de drogas. Identificamos que tinha um grupo de narcotraficantes que revendia drogas para os estados do Nordeste e Sudeste e para internalizar o dinheiro, utilizava diversas pessoas físicas e jurídicas para lavar dinheiro, incluindo estabelecimentos comerciais", destacou.
Reveja os telejornais do Acre
J
Palavras-chave:
tecnologia
Mais Notícias Relacionadas
Defesa Civil de BH emite alerta severo de onda de frio durante fim de semana
Defesa Civil de BH emite 'alerta severo' de onda de frio durante fim de semana Reprodução...
Pâmela Volp é absolvida de acusação de vender 0,5 grama de maconha por R$ 500 em presídio de Uberlândia
Pâmela Volp Rodrigues Cardoso foi solta na manhã de quinta-feira (14) CMU/Divulgação A ex...
Operação encontra irregularidades em mais de 10 bombas de combustíveis no Acre
Fiscalização encontra irregularidades em 14 bombas de combustíveis após vistoria em 116 p...
Mais de 2 mil vagas gratuitas em cursos chegam à Baixada Santista
Caminho da Capacitação amplia vagas em cursos na Baixada Santista Governo do Estado de Sã...