WhatsApp no Brasil terá que passar por auditoria para confirmar se Meta controla ou não dados de usuários do app
Publicado em: 14/11/2025 11:54
WhatsApp
BBC/Getty Images
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) concluiu uma análise sobre o compartilhamento de dados pessoais de usuários do WhatsApp com a Meta, dona do aplicativo. O processo foi aberto após as mudanças na Política de Privacidade do WhatsApp, em 2021.
⬅️ Como começou a polêmica? Em 2021, o WhatsApp mudou sua política de privacidade para permitir o compartilhamento de dados com o Facebook e parceiros. Informações de conversas com contas comerciais poderiam ser usadas para anúncios no Facebook e Instagram, e parceiros do Facebook poderiam armazenar e processar esses dados. Os usuários precisavam aceitar os novos termos para continuar usando o app.
Agora, como resultado, a ANPD, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, impôs uma série de determinações ao WhatsApp.
A principal medida é a contratação de uma auditoria externa independente, em até 45 dias úteis, para verificar se a Meta, controladora do WhatsApp, atua apenas como operadora nas atividades que lhe cabem ou se também utiliza os dados dos usuários para outras finalidades.
A agência também determinou a elaboração de um Plano de Conformidade para melhorar a transparência e esclarecer aos usuários em quais situações a Meta atua como operadora ou como controladora dos dados.
O g1 procurou a Meta e aguarda retorno.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Segundo a ANPD, o WhatsApp compartilha informações com a Meta em dois eixos:
no primeiro, a empresa atua como operadora, nas atividades necessárias ao funcionamento do aplicativo;
no segundo, atua como controladora, em recursos que conectam o WhatsApp a outros serviços da Meta, como Instagram e Facebook.
O que a ANPD avaliou
A ANPD afirma que os documentos analisados no processo indicam que o WhatsApp possui "mecanismos gerenciais e técnicos" capazes de limitar a atuação da Meta à condição de operadora nas atividades em que esse é seu papel, algo que, segundo a agência, está de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Ainda assim, a ANPD concluiu que há elementos que representam "elevado risco" aos usuários.
Entre eles estão o grande volume de dados compartilhados entre as empresas, o fato de controlador e operadora integrarem o mesmo grupo econômico e o interesse direto da Meta nos dados aos quais tem acesso, considerando seu modelo de negócios baseado no uso intensivo de informações pessoais.
“Por esse motivo, a ANPD entendeu como necessária uma auditoria externa independente para verificar a efetiva implementação das medidas descritas”, afirma a agência.
A Meta e o WhatsApp terão até 20 dias úteis para apresentar um plano de ação caso a auditoria aponte não conformidades.
BBC/Getty Images
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) concluiu uma análise sobre o compartilhamento de dados pessoais de usuários do WhatsApp com a Meta, dona do aplicativo. O processo foi aberto após as mudanças na Política de Privacidade do WhatsApp, em 2021.
⬅️ Como começou a polêmica? Em 2021, o WhatsApp mudou sua política de privacidade para permitir o compartilhamento de dados com o Facebook e parceiros. Informações de conversas com contas comerciais poderiam ser usadas para anúncios no Facebook e Instagram, e parceiros do Facebook poderiam armazenar e processar esses dados. Os usuários precisavam aceitar os novos termos para continuar usando o app.
Agora, como resultado, a ANPD, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, impôs uma série de determinações ao WhatsApp.
A principal medida é a contratação de uma auditoria externa independente, em até 45 dias úteis, para verificar se a Meta, controladora do WhatsApp, atua apenas como operadora nas atividades que lhe cabem ou se também utiliza os dados dos usuários para outras finalidades.
A agência também determinou a elaboração de um Plano de Conformidade para melhorar a transparência e esclarecer aos usuários em quais situações a Meta atua como operadora ou como controladora dos dados.
O g1 procurou a Meta e aguarda retorno.
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Segundo a ANPD, o WhatsApp compartilha informações com a Meta em dois eixos:
no primeiro, a empresa atua como operadora, nas atividades necessárias ao funcionamento do aplicativo;
no segundo, atua como controladora, em recursos que conectam o WhatsApp a outros serviços da Meta, como Instagram e Facebook.
O que a ANPD avaliou
A ANPD afirma que os documentos analisados no processo indicam que o WhatsApp possui "mecanismos gerenciais e técnicos" capazes de limitar a atuação da Meta à condição de operadora nas atividades em que esse é seu papel, algo que, segundo a agência, está de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Ainda assim, a ANPD concluiu que há elementos que representam "elevado risco" aos usuários.
Entre eles estão o grande volume de dados compartilhados entre as empresas, o fato de controlador e operadora integrarem o mesmo grupo econômico e o interesse direto da Meta nos dados aos quais tem acesso, considerando seu modelo de negócios baseado no uso intensivo de informações pessoais.
“Por esse motivo, a ANPD entendeu como necessária uma auditoria externa independente para verificar a efetiva implementação das medidas descritas”, afirma a agência.
A Meta e o WhatsApp terão até 20 dias úteis para apresentar um plano de ação caso a auditoria aponte não conformidades.
Palavras-chave:
lgpd
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