Na Casa Branca, Trump defende príncipe saudita acusado de mandar matar jornalista: 'Não sabia de nada'
Publicado em: 18/11/2025 21:30
<br /> Donald Trump recebe na Casa Branca príncipe saudita acusado de assassinato
O presidente americano Donald Trump recebeu nesta terça-feira (18), na Casa Branca, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita - acusado de mandar matar um jornalista do “Washington Post”.
Com tiros de canhão, sobrevoo de caças militares e ao som da banda dos Fuzileiros Navais, Donald Trump recebeu Mohammad bin Salman. Desde 2018 o príncipe herdeiro da Arábia Saudita não era convidado à Casa Branca. Naquele ano, agentes do governo dele mataram e esquartejaram o jornalista do “Washington Post” Jamal Khashoggi dentro de um consulado saudita na Turquia. A CIA concluiu que a ordem veio do príncipe herdeiro. Bin Salman sempre negou o envolvimento.
Nesta terça-feira (18), no Salão Oval, Trump defendeu Bin Salman logo nos cumprimentos:
“Temos um homem extremamente respeitado hoje no salão. Tenho muito orgulho do trabalho que ele tem feito em termos de direitos humanos e tudo mais". Depois, questionado, disse que "Muitas pessoas não gostavam desse senhor", se referindo-se a Khashoggi. E criticou a repórter que perguntou sobre o assunto: "o príncipe não sabia de nada. Podemos parar por aqui. Você não precisa envergonhar nosso visitante perguntando isso aqui".
Bin Salman respondeu:
“Aprimoramos nosso sistema para garantir que nada parecido aconteça novamente. Foi um erro enorme”.
O assassinato de Khashoggi esfriou a relação, mas os Estados Unidos mantiveram a Arábia Saudita como principal aliada no mundo árabe. Donald Trump vê o príncipe saudita como um aliado diplomático e comercial, de olho em uma parceria estratégica para o pós-guerra em Gaza e para expandir investimentos nos Estados Unidos.
Durante visita à Arábia Saudita em maio, Trump conseguiu uma promessa de investimento de US$ 600 bilhões da Arábia Saudita nos Estados Unidos. Nesta terça-feira (18), pediu mais:
“Como ele é meu amigo, pode ser que chegue a US$ 1 trilhão”.
E conseguiu. Trump informou ainda que vai autorizar a venda de caças F-35 para a Arábia Saudita. Será a primeira vez que os Estados Unidos vendem esses aviões de tecnologia avançada a um país árabe.
Mas o presidente americano não conseguiu um acordo para normalização da relação entre Arábia Saudita e Israel. Trump conta com a ajuda saudita na reconstrução da Faixa de Gaza. O príncipe saudita disse estar disposto a normalizar relações com Israel, mas só se houver uma perspectiva clara para a criação de um Estado palestino - algo que o governo de Benjamin Netanyahu rejeita.
O especialista em relações internacionais Aaron David Miller afirmou que o foco da Casa Branca na região não é Israel, mas o Golfo Persico. E que no mundo árabe, a Arábia Saudita é a principal potência, até pela questão do petróleo. Ele afirmou que há um motivo particular para Trump se aproximar de Bin Salman:
“É uma grande oportunidade de negócios para as organizações Trump, com investimentos enormes agora e no futuro".
À noite, Trump ofereceu um jantar de gala ao saudita, honras que ainda não tinha oferecido a nenhum chefe de Estado neste governo.
Na Casa Branca, Trump defende príncipe saudita acusado de mandar matar jornalista: 'Não sabia de nada'
Reprodução/TV Globo
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'Ele não sabia de nada', diz Trump sobre príncipe saudita acusado pelos EUA de mandar matar jornalista
O presidente americano Donald Trump recebeu nesta terça-feira (18), na Casa Branca, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita - acusado de mandar matar um jornalista do “Washington Post”.
Com tiros de canhão, sobrevoo de caças militares e ao som da banda dos Fuzileiros Navais, Donald Trump recebeu Mohammad bin Salman. Desde 2018 o príncipe herdeiro da Arábia Saudita não era convidado à Casa Branca. Naquele ano, agentes do governo dele mataram e esquartejaram o jornalista do “Washington Post” Jamal Khashoggi dentro de um consulado saudita na Turquia. A CIA concluiu que a ordem veio do príncipe herdeiro. Bin Salman sempre negou o envolvimento.
Nesta terça-feira (18), no Salão Oval, Trump defendeu Bin Salman logo nos cumprimentos:
“Temos um homem extremamente respeitado hoje no salão. Tenho muito orgulho do trabalho que ele tem feito em termos de direitos humanos e tudo mais". Depois, questionado, disse que "Muitas pessoas não gostavam desse senhor", se referindo-se a Khashoggi. E criticou a repórter que perguntou sobre o assunto: "o príncipe não sabia de nada. Podemos parar por aqui. Você não precisa envergonhar nosso visitante perguntando isso aqui".
Bin Salman respondeu:
“Aprimoramos nosso sistema para garantir que nada parecido aconteça novamente. Foi um erro enorme”.
O assassinato de Khashoggi esfriou a relação, mas os Estados Unidos mantiveram a Arábia Saudita como principal aliada no mundo árabe. Donald Trump vê o príncipe saudita como um aliado diplomático e comercial, de olho em uma parceria estratégica para o pós-guerra em Gaza e para expandir investimentos nos Estados Unidos.
Durante visita à Arábia Saudita em maio, Trump conseguiu uma promessa de investimento de US$ 600 bilhões da Arábia Saudita nos Estados Unidos. Nesta terça-feira (18), pediu mais:
“Como ele é meu amigo, pode ser que chegue a US$ 1 trilhão”.
E conseguiu. Trump informou ainda que vai autorizar a venda de caças F-35 para a Arábia Saudita. Será a primeira vez que os Estados Unidos vendem esses aviões de tecnologia avançada a um país árabe.
Mas o presidente americano não conseguiu um acordo para normalização da relação entre Arábia Saudita e Israel. Trump conta com a ajuda saudita na reconstrução da Faixa de Gaza. O príncipe saudita disse estar disposto a normalizar relações com Israel, mas só se houver uma perspectiva clara para a criação de um Estado palestino - algo que o governo de Benjamin Netanyahu rejeita.
O especialista em relações internacionais Aaron David Miller afirmou que o foco da Casa Branca na região não é Israel, mas o Golfo Persico. E que no mundo árabe, a Arábia Saudita é a principal potência, até pela questão do petróleo. Ele afirmou que há um motivo particular para Trump se aproximar de Bin Salman:
“É uma grande oportunidade de negócios para as organizações Trump, com investimentos enormes agora e no futuro".
À noite, Trump ofereceu um jantar de gala ao saudita, honras que ainda não tinha oferecido a nenhum chefe de Estado neste governo.
Na Casa Branca, Trump defende príncipe saudita acusado de mandar matar jornalista: 'Não sabia de nada'
Reprodução/TV Globo
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Palavras-chave:
tecnologia
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