Lula venceu queda de braço com Trump, diz Financial Times
Publicado em: 28/11/2025 07:39
Logo no início da análise, Tett ironiza a reversão das tarifas adicionais anunciadas por Trump em agosto, um aumento de 40% sobre as importações brasileiras.
“Como se diz ‘Taco’ — no sentido de ‘Trump Always Chickens Out’ ('Trump sempre amarela') — em português?”, escreve, sugerindo que muitos brasileiros agora fariam a provocação “com um sorriso”.
Na semana passada, os Estados Unidos retiraram a tarifa extra sobre mais de 200 produtos brasileiros, incluindo café, carne bovina, cacau e frutas. A decisão amplia a lista de exceções ao tarifaço imposto por Trump e ocorreu após reunião entre Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Na semana anterior, os EUA já haviam reduzido tarifas de cerca de 200 itens alimentícios; agora, com a nova medida, vários produtos brasileiros retornam às taxas normais anteriores ao aumento.
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O tarifaço dos EUA, que entrou em vigor no mês de agosto, foram justificadas por Trump como uma resposta a ações do governo brasileiro que, segundo a Casa Branca, ameaçariam a segurança nacional americana.
O governo Trump acusou autoridades brasileiras, especialmente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de perseguir apoiadores de Jair Bolsonaro, censurar empresas de tecnologia americanas e violar a liberdade de expressão de cidadãos e empresas dos EUA.
Segundo o artigo, Lula respondeu “de forma desafiadora” às ameaças, o que acabou fortalecendo sua imagem interna. “Em bom português: Lula venceu”, afirmou a colunista.
Na visão da colunista, há três lições principais no episódio. A primeira, segundo ela, é que a Casa Branca está mais sensível à pressão do custo de vida.
“Pesquisas recentes mostram que a confiança dos consumidores está caindo junto com a popularidade de Trump”, lembra Tett, destacando que reduzir tarifas agrícolas tornou-se um gesto politicamente conveniente.
A segunda lição, diz ela, é que “valentões geralmente respondem à força”. Países como China já demonstraram isso, e o Brasil teria seguido o mesmo caminho. A conclusão, aponta, é direta: quem lida com Trump precisa avaliar “como explorar seus pontos fracos”.
*Reportagem em atualização
Trump e Lula em primeiro encontro formal, na Malásia.
REUTERS
Link original: https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/11/28/lula-trump-financial-times-tarifas.ghtml
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