Esquema de jogo do bicho com sistema de plantão e lavagem de dinheiro é descoberto no Paraná
Publicado em: 02/12/2025 11:56
<br /> Objetos e dinheiro apreendido durante operação desta terça-feira (2).
MP-PR
Nesta terça-feira (2), o Ministério Público do Paraná (MP-PR) divulgou que foi identificado um novo líder no esquema de exploração de jogo do bicho em Arapongas, no norte do estado. Conforme a investigação, a organização criminosa usa uma estrutura de plantão para que cada envolvido administre a banca do jogo em meses diferentes. Em 2020, a mesma investigação apurou que Osvaldo Alves dos Santos - ex-vereador de Arapongas - é suspeito de participação no crime. Veja abaixo a nota da defesa dele.
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Neste desdobramento mais recente, de acordo com o Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os alvos são o novo líder identificado e os familiares dele. O nome deste suspeito não foi divulgado.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, em Arapongas e Florianópolis (SC).
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Como funciona o esquema, segundo o MP-PR
A partir da fase da operação em 2020, alguns dispositivos eletrônicos apreendidos passaram por perícia. Neste processo, o Gaeco identificou a existência deste sócio oculto, que exercia a liderança e o controle financeiro do esquema.
Nos plantões mensais, os líderes deviam arcar com os custos da banca do jogo do bicho e também dividir os lucros.
O Gaeco encontrou planilhas e conversas que confirmaram que existem 257 pontos de aposta, que gera um lucro líquido anual de R$ 8 milhões.
Mandados foram cumpridos em Arapongas e Florianópolis (SC).
MP-PR
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Ocultação do dinheiro
Segundo o MP-PR, os valores obtidos com a exploração do jogo do bicho era lavado por meio de uma empresa familiar do novo líder identificado. Para isso, usavam os nomes de filhos e esposa como "laranjas".
"Análises técnicas do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), unidade do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex) do MPPR, apontaram incompatibilidades milionárias entre a renda declarada e a movimentação bancária dos investigados, superando R$ 1,2 milhão em determinado período", divulgou o MP-PR.
O patrimônio citado estava no nome da holding familiar, com imóveis de alto padrão, terrenos em condomínios e apartamentos no litoral de Santa Catarina. O principal investigado, por exemplo, possui duas aeronaves.
A Justiça determinou o sequestro dos bens.
Aeronaves apreendidas durante a operação.
MP-PR
Defesa do ex-vereador se manifesta
Em nota, os advogados Marcos Menezes Prochet Filho e Thiago Mota Romero afirmaram que Osvaldo não tem participação no esquema, como afirma o MP-PR. Veja a nota na íntegra:
"O Sr. Osvaldo não foi alvo da operação deflagrada nesta data. As informações sobre os desdobramentos chegaram ao conhecimento da Defesa exclusivamente por meio da imprensa.
Os processos em que o Sr. Osvaldo figura como parte seguem seu trâmite regular, nos quais a sua inocência vem sendo comprovada de forma consistente. Até o momento, não há qualquer elemento que indique prática de ilicitude, tampouco fato novo que possa lhe causar prejuízo."
VÍDEOS: mais assistidos do g1 Paraná
Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.
MP-PR
Nesta terça-feira (2), o Ministério Público do Paraná (MP-PR) divulgou que foi identificado um novo líder no esquema de exploração de jogo do bicho em Arapongas, no norte do estado. Conforme a investigação, a organização criminosa usa uma estrutura de plantão para que cada envolvido administre a banca do jogo em meses diferentes. Em 2020, a mesma investigação apurou que Osvaldo Alves dos Santos - ex-vereador de Arapongas - é suspeito de participação no crime. Veja abaixo a nota da defesa dele.
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Neste desdobramento mais recente, de acordo com o Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os alvos são o novo líder identificado e os familiares dele. O nome deste suspeito não foi divulgado.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, em Arapongas e Florianópolis (SC).
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Como funciona o esquema, segundo o MP-PR
A partir da fase da operação em 2020, alguns dispositivos eletrônicos apreendidos passaram por perícia. Neste processo, o Gaeco identificou a existência deste sócio oculto, que exercia a liderança e o controle financeiro do esquema.
Nos plantões mensais, os líderes deviam arcar com os custos da banca do jogo do bicho e também dividir os lucros.
O Gaeco encontrou planilhas e conversas que confirmaram que existem 257 pontos de aposta, que gera um lucro líquido anual de R$ 8 milhões.
Mandados foram cumpridos em Arapongas e Florianópolis (SC).
MP-PR
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Ocultação do dinheiro
Segundo o MP-PR, os valores obtidos com a exploração do jogo do bicho era lavado por meio de uma empresa familiar do novo líder identificado. Para isso, usavam os nomes de filhos e esposa como "laranjas".
"Análises técnicas do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), unidade do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex) do MPPR, apontaram incompatibilidades milionárias entre a renda declarada e a movimentação bancária dos investigados, superando R$ 1,2 milhão em determinado período", divulgou o MP-PR.
O patrimônio citado estava no nome da holding familiar, com imóveis de alto padrão, terrenos em condomínios e apartamentos no litoral de Santa Catarina. O principal investigado, por exemplo, possui duas aeronaves.
A Justiça determinou o sequestro dos bens.
Aeronaves apreendidas durante a operação.
MP-PR
Defesa do ex-vereador se manifesta
Em nota, os advogados Marcos Menezes Prochet Filho e Thiago Mota Romero afirmaram que Osvaldo não tem participação no esquema, como afirma o MP-PR. Veja a nota na íntegra:
"O Sr. Osvaldo não foi alvo da operação deflagrada nesta data. As informações sobre os desdobramentos chegaram ao conhecimento da Defesa exclusivamente por meio da imprensa.
Os processos em que o Sr. Osvaldo figura como parte seguem seu trâmite regular, nos quais a sua inocência vem sendo comprovada de forma consistente. Até o momento, não há qualquer elemento que indique prática de ilicitude, tampouco fato novo que possa lhe causar prejuízo."
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Palavras-chave:
tecnologia
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