3i Atlas: por que 19 de dezembro é o dia decisivo para os cientistas estudarem o cometa misterioso?
Publicado em: 08/12/2025 07:55
<br /> 3I/ATLAS: Cometa ou nave alienígena?
O dia 19 de dezembro deve ser decisivo para os cientistas que estudam o 3i Atlas, um cometa interestelar que intriga astrônomos e alimenta teorias sobre sua origem. É quando o objeto fará sua maior aproximação da Terra, a 269 milhões de quilômetros, permitindo a coleta de novos dados.
É nessa data que a ciência deve ganhar as informações mais importantes para responder se o 3i Atlas é apenas mais um visitante do espaço profundo — ou algo completamente diferente.
Descoberto por um telescópio no Chile, o 3i Atlas ganhou fama por apresentar características consideradas fora do padrão dos cometas tradicionais. Ele não nasceu no Sistema Solar e está apenas “de passagem”, vindo de algum ponto da Via Láctea. Por isso, virou assunto tanto entre especialistas quanto entre curiosos.
Enquanto a comunidade científica majoritariamente trata o Atlas como um cometa natural, o astrofísico da Universidade de Harvard, defende que há anomalias que merecem atenção.
Segundo ele, pelo menos 13 pontos chamam a atenção, entre eles a massa estimada em 33 bilhões de toneladas — maior que a de outros objetos interestelares —, o alinhamento incomum da trajetória e uma composição química atípica, com níquel em quantidade maior que ferro.
Cometa 3i Atlas é um objeto que não veio da região do sistema solar de onde surgem a grande maioria desses corpos celestes.
Reprodução/TV Globo/Fantástico
“A chance de a trajetória se alinhar tão precisamente é de uma em 500”, diz Loeb. Para ele, não dá para descartar que o objeto possa ser tecnológico, criado por alguma civilização distante. Hoje, o cientista estima essa hipótese em “quatro numa escala de zero a dez”.
Do outro lado está o historiador da ciência e cético profissional Michael Shermer, editor da revista "Skeptic" (Cético, em inglês). Ele afirma que o 3i Atlas é apenas um objeto interestelar natural — algo que se tornará cada vez mais comum com telescópios mais potentes. “Chamamos isso de caçar anomalias: procurar exceções só para desafiar a visão predominante”, afirma.
Os dois, que são amigos de longa data, chegaram até a apostar mil dólares: Loeb acredita que encontraremos vida inteligente nos próximos cinco anos; já Shermer, não.
História que se repete
A discussão lembra outro caso famoso: o do objeto interestelar Oumuamua, detectado em 2017. Na época, Loeb também sugeriu que poderia se tratar de tecnologia alienígena, o que não foi comprovado por falta de dados suficientes.
Agora, a expectativa é que os novos telescópios — como o Atlas, que deu nome ao cometa, e o poderoso Vera Rubin, também no Chile — ajudem a revelar mais pistas. A estimativa é que, só na próxima década, de 5 a 100 objetos interestelares semelhantes sejam identificados.
Até lá, toda a atenção segue voltada para o dia 19 de dezembro.
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O dia 19 de dezembro deve ser decisivo para os cientistas que estudam o 3i Atlas, um cometa interestelar que intriga astrônomos e alimenta teorias sobre sua origem. É quando o objeto fará sua maior aproximação da Terra, a 269 milhões de quilômetros, permitindo a coleta de novos dados.
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Descoberto por um telescópio no Chile, o 3i Atlas ganhou fama por apresentar características consideradas fora do padrão dos cometas tradicionais. Ele não nasceu no Sistema Solar e está apenas “de passagem”, vindo de algum ponto da Via Láctea. Por isso, virou assunto tanto entre especialistas quanto entre curiosos.
Enquanto a comunidade científica majoritariamente trata o Atlas como um cometa natural, o astrofísico da Universidade de Harvard, defende que há anomalias que merecem atenção.
Segundo ele, pelo menos 13 pontos chamam a atenção, entre eles a massa estimada em 33 bilhões de toneladas — maior que a de outros objetos interestelares —, o alinhamento incomum da trajetória e uma composição química atípica, com níquel em quantidade maior que ferro.
Cometa 3i Atlas é um objeto que não veio da região do sistema solar de onde surgem a grande maioria desses corpos celestes.
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“A chance de a trajetória se alinhar tão precisamente é de uma em 500”, diz Loeb. Para ele, não dá para descartar que o objeto possa ser tecnológico, criado por alguma civilização distante. Hoje, o cientista estima essa hipótese em “quatro numa escala de zero a dez”.
Do outro lado está o historiador da ciência e cético profissional Michael Shermer, editor da revista "Skeptic" (Cético, em inglês). Ele afirma que o 3i Atlas é apenas um objeto interestelar natural — algo que se tornará cada vez mais comum com telescópios mais potentes. “Chamamos isso de caçar anomalias: procurar exceções só para desafiar a visão predominante”, afirma.
Os dois, que são amigos de longa data, chegaram até a apostar mil dólares: Loeb acredita que encontraremos vida inteligente nos próximos cinco anos; já Shermer, não.
História que se repete
A discussão lembra outro caso famoso: o do objeto interestelar Oumuamua, detectado em 2017. Na época, Loeb também sugeriu que poderia se tratar de tecnologia alienígena, o que não foi comprovado por falta de dados suficientes.
Agora, a expectativa é que os novos telescópios — como o Atlas, que deu nome ao cometa, e o poderoso Vera Rubin, também no Chile — ajudem a revelar mais pistas. A estimativa é que, só na próxima década, de 5 a 100 objetos interestelares semelhantes sejam identificados.
Até lá, toda a atenção segue voltada para o dia 19 de dezembro.
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Palavras-chave:
tecnologia
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