‘Chance de êxito no primeiro tiro é baixa’, diz professor sobre foguete que explodiu no MA
Publicado em: 23/12/2025 11:16
<br /> Primeiro foguete comercial lançado no Brasil explode após a decolagem
A explosão do foguete sul-coreano HANBIT-Nano logo após a decolagem no Maranhão não indica falha da infraestrutura brasileira envolvida no lançamento, segundo avaliação de um professor que participou do projeto.
Para Alex Barradas, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o desempenho do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) esteve dentro do esperado, inclusive nos protocolos de segurança.
“A infraestrutura (CLA) funcionou perfeitamente, inclusive na terminação de voo. O veículo coreano foi lançado pela primeira vez, e a chance de êxito no ‘primeiro tiro’ é baixa”, afirma Barradas, que é vice-coordenador do projeto Cientistas de Alcântara e coordenador do DARTi Lab.
O foguete explodiu pouco mais de um minuto após a decolagem, na noite de segunda-feira (22), durante sua primeira missão orbital. Durante a transmissão ao vivo, a empresa responsável informou que havia sido identificada uma anomalia no voo e, em seguida, interrompeu o sinal.
vale este - infográfico foguete
Arte g1
Anomalia após a fase inicial do lançamento
Outro pesquisador ligado ao projeto reforça que os sistemas sob responsabilidade brasileira operaram conforme o planejado e que a anomalia ocorreu após a fase inicial do lançamento.
Para José Emanuel Figueredo, pesquisador em Indústria e Saúde Espacial e aluno de Ciência e Tecnologia da UFMA, os procedimentos de solo e de segurança foram executados com precisão.
“Tudo o que estava sob responsabilidade do Brasil —sistemas de solo, infraestrutura do centro de lançamento e protocolos de segurança— aconteceu conforme planejado, com muita precisão. Mesmo com a explosão, o lançamento em si foi preciso”, diz.
Segundo Figueredo, a anomalia foi observada cerca de 30 segundos após a decolagem, quando o foguete já havia superado a etapa inicial do voo.
“A partir desse momento, o que ocorreu foi a perda da missão. Não foram divulgados mais detalhes técnicos, apenas que a investigação ficará sob responsabilidade da Força Aérea e da empresa dona do foguete”, afirma.
Falha no foguete, não na base
Segundo o professor, falhas em voos inaugurais não são incomuns no setor espacial. Lançamentos de estreia costumam servir para validar, em condições reais, sistemas de propulsão, controle e resistência estrutural do veículo.
Nesse contexto, o acionamento do sistema de terminação de voo —mecanismo que interrompe a trajetória quando há risco de perda de controle— faz parte dos protocolos internacionais de segurança e indica que os procedimentos de solo funcionaram como planejado.
Impacto científico
O principal prejuízo do acidente, segundo Barradas, foi a perda das cargas científicas transportadas.
“O ponto negativo é a perda de nossas cargas úteis, satélites e [dispositivos] inerciais”, diz.
Além do prejuízo operacional, a explosão resultou na perda das cargas científicas que estavam a bordo do HANBIT-Nano. A UFMA tinha dois nanossatélites entre os experimentos transportados.
“Foram mais de um ano de dedicação praticamente diária. Ver um trabalho que você acompanhou até o final ser destruído em segundos é muito duro para quem está envolvido”, relata Figueredo.
O voo não era tripulado e levava experimentos científicos e equipamentos tecnológicos que seriam usados em pesquisas conduzidas por instituições do Brasil e da Índia. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a recuperação de dados ou de destroços.
Após a interrupção do voo, equipes da Força Aérea Brasileira e do Corpo de Bombeiros do Centro de Lançamento de Alcântara foram enviadas ao local para avaliar os destroços e a área da queda.
O voo não era tripulado. Durante a transmissão ao vivo, a empresa responsável informou apenas que uma anomalia havia sido identificada durante o voo.
Foguete coreano explode em lançamento no Centro de Alcântara
A explosão do foguete sul-coreano HANBIT-Nano logo após a decolagem no Maranhão não indica falha da infraestrutura brasileira envolvida no lançamento, segundo avaliação de um professor que participou do projeto.
Para Alex Barradas, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o desempenho do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) esteve dentro do esperado, inclusive nos protocolos de segurança.
“A infraestrutura (CLA) funcionou perfeitamente, inclusive na terminação de voo. O veículo coreano foi lançado pela primeira vez, e a chance de êxito no ‘primeiro tiro’ é baixa”, afirma Barradas, que é vice-coordenador do projeto Cientistas de Alcântara e coordenador do DARTi Lab.
O foguete explodiu pouco mais de um minuto após a decolagem, na noite de segunda-feira (22), durante sua primeira missão orbital. Durante a transmissão ao vivo, a empresa responsável informou que havia sido identificada uma anomalia no voo e, em seguida, interrompeu o sinal.
vale este - infográfico foguete
Arte g1
Anomalia após a fase inicial do lançamento
Outro pesquisador ligado ao projeto reforça que os sistemas sob responsabilidade brasileira operaram conforme o planejado e que a anomalia ocorreu após a fase inicial do lançamento.
Para José Emanuel Figueredo, pesquisador em Indústria e Saúde Espacial e aluno de Ciência e Tecnologia da UFMA, os procedimentos de solo e de segurança foram executados com precisão.
“Tudo o que estava sob responsabilidade do Brasil —sistemas de solo, infraestrutura do centro de lançamento e protocolos de segurança— aconteceu conforme planejado, com muita precisão. Mesmo com a explosão, o lançamento em si foi preciso”, diz.
Segundo Figueredo, a anomalia foi observada cerca de 30 segundos após a decolagem, quando o foguete já havia superado a etapa inicial do voo.
“A partir desse momento, o que ocorreu foi a perda da missão. Não foram divulgados mais detalhes técnicos, apenas que a investigação ficará sob responsabilidade da Força Aérea e da empresa dona do foguete”, afirma.
Falha no foguete, não na base
Segundo o professor, falhas em voos inaugurais não são incomuns no setor espacial. Lançamentos de estreia costumam servir para validar, em condições reais, sistemas de propulsão, controle e resistência estrutural do veículo.
Nesse contexto, o acionamento do sistema de terminação de voo —mecanismo que interrompe a trajetória quando há risco de perda de controle— faz parte dos protocolos internacionais de segurança e indica que os procedimentos de solo funcionaram como planejado.
Impacto científico
O principal prejuízo do acidente, segundo Barradas, foi a perda das cargas científicas transportadas.
“O ponto negativo é a perda de nossas cargas úteis, satélites e [dispositivos] inerciais”, diz.
Além do prejuízo operacional, a explosão resultou na perda das cargas científicas que estavam a bordo do HANBIT-Nano. A UFMA tinha dois nanossatélites entre os experimentos transportados.
“Foram mais de um ano de dedicação praticamente diária. Ver um trabalho que você acompanhou até o final ser destruído em segundos é muito duro para quem está envolvido”, relata Figueredo.
O voo não era tripulado e levava experimentos científicos e equipamentos tecnológicos que seriam usados em pesquisas conduzidas por instituições do Brasil e da Índia. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a recuperação de dados ou de destroços.
Após a interrupção do voo, equipes da Força Aérea Brasileira e do Corpo de Bombeiros do Centro de Lançamento de Alcântara foram enviadas ao local para avaliar os destroços e a área da queda.
O voo não era tripulado. Durante a transmissão ao vivo, a empresa responsável informou apenas que uma anomalia havia sido identificada durante o voo.
Foguete coreano explode em lançamento no Centro de Alcântara
Palavras-chave:
tecnologia
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