Exercícios militares da China para simular cerco a Taiwan reacendem risco de mais uma guerra
Publicado em: 29/12/2025 21:57
<br /> China simula cerco à ilha de Taiwan e acende o risco de uma nova guerra no mundo
Na Ásia, a China simulou um cerco militar à ilha de Taiwan. E os exercícios acenderam o risco de mais uma guerra no mundo.
São as maiores manobras ao redor de Taiwan dos últimos oito meses. Os exercícios, batizados de “Missão Justiça 2025”, envolvem tropas do Exército, Marinha e Força Aérea com uso de munição real. Vídeos divulgados pelos militares chineses mostram lançadores de foguetes de longo alcance em posição de combate, disparos de mísseis e caças decolando de várias bases aéreas.
"Vamos eliminar todas as forças separatistas", disse um soldado - mesmo se tratando de uma simulação.
No mar, navios de guerra chineses dispararam canhões ao redor da ilha. O governo de Taiwan condenou os exercícios e mobilizou a Guarda Costeira e a Aeronáutica para manobras defensivas. Em Taipé, o Ministério da Defesa afirmou que as Forças Armadas estão se preparando para o pior cenário possível.
Autoridades alertaram que a pressão militar traz riscos para a comunidade internacional. Taiwan fornece tecnologia para o mundo e o estreito que separa a ilha da China é uma importante rota comercial. Em Taipé, moradores acompanharam a escalada militar sem sinais aparentes de pânico.
"Nós somos quem somos. Temos nosso próprio governo, nossa Constituição. Não nos vemos como parte da China”, diz uma moradora.
Exercícios militares da China para simular cerco a Taiwan reacendem risco de mais uma guerra
Jornal Nacional/ Reprodução
A disputa entre China e Taiwan começou em 1949, depois do fim da Guerra Civil chinesa, vencida por Mao Tsé-Tung no continente. As forças nacionalistas, derrotadas pelos comunistas, se refugiaram na ilha de Taiwan e estabeleceram ali um governo separado. Desde então, Pequim considera Taiwan uma província rebelde, parte do território chinês. Atualmente, a ilha é governada de forma autônoma e democrática.
Os exercícios começaram 11 dias depois de os Estados Unidos anunciarem o maior pacote de venda de armas para Taiwan, no valor de US$ 11 bilhões, aumentando a tensão entre Pequim, Taipé e Washington. Na China, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores acusou forças externas de armarem Taiwan e empurrarem o estreito para uma situação perigosa.
Nos últimos meses, a crise no Pacífico ganhou ainda outro elemento: a primeira-ministra do Japão sugeriu que poderia dar uma resposta militar se os chineses atacassem Taiwan - uma declaração que irritou Pequim. Nesta terça-feira (30), os jogos de guerra da China continuam.
LEIA TAMBÉM
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Na Ásia, a China simulou um cerco militar à ilha de Taiwan. E os exercícios acenderam o risco de mais uma guerra no mundo.
São as maiores manobras ao redor de Taiwan dos últimos oito meses. Os exercícios, batizados de “Missão Justiça 2025”, envolvem tropas do Exército, Marinha e Força Aérea com uso de munição real. Vídeos divulgados pelos militares chineses mostram lançadores de foguetes de longo alcance em posição de combate, disparos de mísseis e caças decolando de várias bases aéreas.
"Vamos eliminar todas as forças separatistas", disse um soldado - mesmo se tratando de uma simulação.
No mar, navios de guerra chineses dispararam canhões ao redor da ilha. O governo de Taiwan condenou os exercícios e mobilizou a Guarda Costeira e a Aeronáutica para manobras defensivas. Em Taipé, o Ministério da Defesa afirmou que as Forças Armadas estão se preparando para o pior cenário possível.
Autoridades alertaram que a pressão militar traz riscos para a comunidade internacional. Taiwan fornece tecnologia para o mundo e o estreito que separa a ilha da China é uma importante rota comercial. Em Taipé, moradores acompanharam a escalada militar sem sinais aparentes de pânico.
"Nós somos quem somos. Temos nosso próprio governo, nossa Constituição. Não nos vemos como parte da China”, diz uma moradora.
Exercícios militares da China para simular cerco a Taiwan reacendem risco de mais uma guerra
Jornal Nacional/ Reprodução
A disputa entre China e Taiwan começou em 1949, depois do fim da Guerra Civil chinesa, vencida por Mao Tsé-Tung no continente. As forças nacionalistas, derrotadas pelos comunistas, se refugiaram na ilha de Taiwan e estabeleceram ali um governo separado. Desde então, Pequim considera Taiwan uma província rebelde, parte do território chinês. Atualmente, a ilha é governada de forma autônoma e democrática.
Os exercícios começaram 11 dias depois de os Estados Unidos anunciarem o maior pacote de venda de armas para Taiwan, no valor de US$ 11 bilhões, aumentando a tensão entre Pequim, Taipé e Washington. Na China, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores acusou forças externas de armarem Taiwan e empurrarem o estreito para uma situação perigosa.
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Palavras-chave:
tecnologia
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