Terra, clima e logística: os motivos do avanço da produção de fruta queridinha em MS
Publicado em: 07/01/2026 15:46
<br /> Mato Grosso do Sul registra crescimento da citricultura
A citricultura, especialmente a produção de laranja, tem avançado de forma acelerada em Mato Grosso do Sul e já começa a ocupar espaço estratégico no agronegócio estadual.
O crescimento chama a atenção de investidores e produtores e levanta a pergunta: por que o estado se tornou um dos novos alvos da citricultura no país?
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A resposta passa por uma combinação de fatores:
🌳disponibilidade de terras;
🌧️condições climáticas adequadas;
🚚logística;
📚segurança jurídica.
Juntos, esses elementos ajudam a explicar os R$ 2,4 bilhões em investimentos previstos e os 35 mil hectares de projetos já mapeados no estado.
Mudas já plantadas
Atualmente, o estado já contabiliza mais de 7 milhões de mudas plantadas. A meta é chegar a 50 mil hectares de pomares formados até 2030, o que deve ampliar de forma significativa a participação sul-mato-grossense na produção nacional de laranja.
Mesmo ainda fora do grupo dos maiores produtores do país — liderado por São Paulo, responsável por cerca de 78% da produção nacional, seguido por Minas Gerais, Paraná e Bahia — Mato Grosso do Sul apresenta crescimento contínuo e estruturado, o que reforça o interesse do setor.
Outro diferencial é a estrutura produtiva moderna. Segundo o governo estadual, a citricultura em MS conta hoje com praticamente 100% da área irrigada, o que garante maior produtividade e previsibilidade da produção, além de reduzir riscos climáticos.
Avanços da citricultura
Simpósio de citricultura e caminhada na natureza
Edinah Mary
Nos últimos anos, grandes grupos do setor passaram a investir no estado, fortalecendo a cadeia produtiva da laranja. Um dos exemplos é um empreendimento em Sidrolândia, que já plantou grande parte de uma área de 5 mil hectares e projeta alcançar até 8 milhões de caixas por safra quando os pomares estiverem em plena produção. Outros projetos seguem em expansão em diferentes regiões.
Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o avanço da citricultura é resultado de uma estratégia planejada, que combina investimentos privados e políticas públicas.
“A citricultura representa uma nova fronteira agrícola para Mato Grosso do Sul. O estado construiu uma base sólida de segurança jurídica e sanitária, com ações firmes na defesa agropecuária, capacitação de profissionais e parceria com instituições”, afirmou.
O fortalecimento da cadeia também conta com apoio técnico e institucional, incluindo a ampliação da defesa agropecuária, ações de capacitação e atuação integrada com municípios e o setor produtivo para garantir sanidade e produtividade aos pomares.
Potencial de Mato Grosso do Sul
O potencial do estado é reconhecido pelos próprios investidores. Para o produtor Eduardo Sgobi, da Fazenda Paraíso, em Três Lagoas, a combinação entre iniciativa governamental e qualidade do solo faz a diferença.
“Considero essa iniciativa governamental singular. Não conheço outra unidade da federação que esteja implementando algo semelhante. A qualidade do solo é impressionante”, destacou.
Além disso, o governo estadual reforça o compromisso com a sanidade vegetal, com tolerância zero ao greening, incentivo à retenção de mão de obra indígena, redução do ICMS na saída da laranja para 2% e manutenção das linhas do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), especialmente para investimentos em irrigação.
A expectativa é que, com ao menos 25 mil hectares de pomares em produção, Mato Grosso do Sul possa dar o próximo passo e atrair a industrialização da laranja, agregando valor à produção e consolidando o estado como um dos novos polos citrícolas do país.
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
A citricultura, especialmente a produção de laranja, tem avançado de forma acelerada em Mato Grosso do Sul e já começa a ocupar espaço estratégico no agronegócio estadual.
O crescimento chama a atenção de investidores e produtores e levanta a pergunta: por que o estado se tornou um dos novos alvos da citricultura no país?
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A resposta passa por uma combinação de fatores:
🌳disponibilidade de terras;
🌧️condições climáticas adequadas;
🚚logística;
📚segurança jurídica.
Juntos, esses elementos ajudam a explicar os R$ 2,4 bilhões em investimentos previstos e os 35 mil hectares de projetos já mapeados no estado.
Mudas já plantadas
Atualmente, o estado já contabiliza mais de 7 milhões de mudas plantadas. A meta é chegar a 50 mil hectares de pomares formados até 2030, o que deve ampliar de forma significativa a participação sul-mato-grossense na produção nacional de laranja.
Mesmo ainda fora do grupo dos maiores produtores do país — liderado por São Paulo, responsável por cerca de 78% da produção nacional, seguido por Minas Gerais, Paraná e Bahia — Mato Grosso do Sul apresenta crescimento contínuo e estruturado, o que reforça o interesse do setor.
Outro diferencial é a estrutura produtiva moderna. Segundo o governo estadual, a citricultura em MS conta hoje com praticamente 100% da área irrigada, o que garante maior produtividade e previsibilidade da produção, além de reduzir riscos climáticos.
Avanços da citricultura
Simpósio de citricultura e caminhada na natureza
Edinah Mary
Nos últimos anos, grandes grupos do setor passaram a investir no estado, fortalecendo a cadeia produtiva da laranja. Um dos exemplos é um empreendimento em Sidrolândia, que já plantou grande parte de uma área de 5 mil hectares e projeta alcançar até 8 milhões de caixas por safra quando os pomares estiverem em plena produção. Outros projetos seguem em expansão em diferentes regiões.
Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o avanço da citricultura é resultado de uma estratégia planejada, que combina investimentos privados e políticas públicas.
“A citricultura representa uma nova fronteira agrícola para Mato Grosso do Sul. O estado construiu uma base sólida de segurança jurídica e sanitária, com ações firmes na defesa agropecuária, capacitação de profissionais e parceria com instituições”, afirmou.
O fortalecimento da cadeia também conta com apoio técnico e institucional, incluindo a ampliação da defesa agropecuária, ações de capacitação e atuação integrada com municípios e o setor produtivo para garantir sanidade e produtividade aos pomares.
Potencial de Mato Grosso do Sul
O potencial do estado é reconhecido pelos próprios investidores. Para o produtor Eduardo Sgobi, da Fazenda Paraíso, em Três Lagoas, a combinação entre iniciativa governamental e qualidade do solo faz a diferença.
“Considero essa iniciativa governamental singular. Não conheço outra unidade da federação que esteja implementando algo semelhante. A qualidade do solo é impressionante”, destacou.
Além disso, o governo estadual reforça o compromisso com a sanidade vegetal, com tolerância zero ao greening, incentivo à retenção de mão de obra indígena, redução do ICMS na saída da laranja para 2% e manutenção das linhas do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), especialmente para investimentos em irrigação.
A expectativa é que, com ao menos 25 mil hectares de pomares em produção, Mato Grosso do Sul possa dar o próximo passo e atrair a industrialização da laranja, agregando valor à produção e consolidando o estado como um dos novos polos citrícolas do país.
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
Palavras-chave:
tecnologia
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