8 de janeiro: três anos após atos, prédios da Praça dos Três Poderes mantêm segurança reforçada para visitas; entenda
Publicado em: 08/01/2026 00:01
<br /> Segundo a PGR, acusados e condenados por trama golpista tiveram responsabilidade pelos atos do 8 de janeiro de 2023
Reuters via BBC
Nesta quinta-feira (8), os ataques às sedes dos Três Poderes completam três anos.
Em 8 de janeiro de 2023, o Brasil viveu o maior atentado às instituições da República desde a redemocratização, quando bolsonaristas extremistas invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, em Brasília.
Naquele dia, vidros foram quebrados, móveis e obras de arte destruídos e espaços simbólicos do poder público danificados. Após os ataques, os prédios foram fechados para visitação por um período e passaram por mudanças nos protocolos de acesso e segurança.
Veja lista de objetos depredados nas três sedes do poder, em Brasília
Três anos depois, o g1 mostra o que mudou na proteção desses locais, quais medidas seguem em vigor e como funciona hoje a visitação ao Congresso, ao STF e ao Palácio do Planalto.
Imagens dos ataques às sedes dos três poderes correram o mundo e ficaram registradas na memória nacional
Congresso Nacional
Congresso Nacional, em Brasília (DF)
Jornal Nacional/ Reprodução
Antes dos ataques de 8 de janeiro de 2023, a inspeção de segurança na Câmara dos Deputados e Senado Federal não era obrigatória para colaboradores no dia a dia.
Nos fins de semana, visitantes passavam por detectores de metal e equipamentos de raio-X, mas não havia exigência de identificação cadastrada em sistema.
Após a invasão, a Câmara e o Senado adotaram uma série de medidas para reforçar a segurança nos prédios, tanto na estrutura física quanto no plano de atuação da Polícia Legislativa Federal.
Entre as principais mudanças está a inspeção diária de todo o público que acessa o Palácio do Congresso Nacional e seus anexos, incluindo os trabalhadores do prédio. Todos passam por detector de metal e equipamentos de raio-X.
A exceção são parlamentares e autoridades da República. A medida busca impedir a entrada de armas, explosivos e outros objetos que possam oferecer risco às pessoas e às instalações.
Para o público externo, passou a ser obrigatória ainda a apresentação de documento de identificação original para cadastro prévio em sistema informatizado da Câmara, segundo a Casa.
O protocolo também vale para visitantes que participam da visitação institucional nos fins de semana e feriados.
Funcionários instalam películas antivandalismo nos vidros da Câmara
Luiz Felipe Barbiéri
Além disso, foram instaladas "películas antivandalismo" nos principais acessos ao Palácio do Congresso Nacional (veja imagem acima).
Ao g1, o Senado Federal informou ainda que adquiriu equipamentos destinados ao controle de "distúrbios civis" e contratação de mais policiais legislativos.
"Os policiais legislativos passaram por treinamentos sobre controle de distúrbios civis, formação de operadores químicos, inteligência e condução de cães farejadores. Ao longo dos últimos dois anos, foram admitidos, por meio de concurso público, e formados mais de 160 novos policiais legislativos", informa o Senado.
👉 Veja aqui informações sobre a visita institucional ao Congresso Nacional.
Palácio do Planalto
Espelho d'água do Palácio do Planalto, em imagem de arquivo
Thiago Melo/PR
Após os ataques de 8 de janeiro, a Secretaria de Segurança Presidencial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República adotou medidas para proteção das instalações presidenciais. São elas:
o aumento do número de agentes no serviço diário e dos postos de segurança – questionado pelo g1, o Palácio do Planalto não respondeu sobre a quantidade ou percentual de aumento de agentes
instalação de mais de 700 câmeras nas instalações presidenciais
No entanto, não houve mudanças nas regras sobre o acesso do público ao Palácio do Planalto, que seguem as mesmas diretrizes de agosto de 2022, antes dos atos golpistas.
De acordo com a norma, os agentes de segurança podem fazer "revista pessoal quando necessário". Além disso, a determinação de 2022 define que todas as pessoas que ingressarem no Palácio do Planalto vão passar pelo detector de metais – e os equipamentos e bolsas, pelo raio-X.
👉 Veja aqui informações para visita ao Palácio do Planalto.
Nos arredores da praça
Palácio da Justiça
Palácio da Justiça
Jornal Nacional/Reprodução
A cerca de um quilômetro da Praça dos Três Poderes, o Palácio da Justiça é a sede do Ministério da Justiça, ao lado do Palácio do Planalto.
O ingresso no prédio ocorre de "forma controlada, com regras de acesso definidas conforme o perfil do público e a finalidade da visita".
Ao g1, a sede do Ministério da Justiça afirmou que houve a criação da Coordenação-Geral de Segurança do Gabinete do Ministro e o Plano de Segurança Orgânica do Palácio da Justiça.
No entanto, a coordenação foi criada apenas em julho de 2025, após dois anos dos ataques. Em relação ao Plano de Segurança, o Palácio afirmou que atualizações são rotineiras, mas não detalhou como é o planejamento atual.
"Quanto ao Plano de Segurança Orgânica (PSO) do Palácio da Justiça, esclarecemos que suas atualizações ocorrem de forma rotineira e contínua, sempre que identificada a necessidade de adequação, a partir de avaliações técnicas, análises de risco e do contexto de segurança, não estando restritas a um evento específico", aponta a pasta.
👉 Veja aqui informações para visita ao Palácio da Justiça.
Palácio do Itamaraty
Palácio do Itamaraty em Brasília
Divulgação Governo Federal
O Palácio do Itamaraty, após os episódios de 8 de janeiro, afirmou que houve "reforço da segurança dos edifícios do ministério". No entanto, não informou maiores detalhes.
De acordo com a pasta, houve também a elaboração do Plano de Segurança Orgânica (PSO) do MRE para o decênio 2025 e 2035, mas que ainda está em fase de implantação.
👉 Veja aqui informações para visita ao Palácio do Itamaraty.
Segurança na área externa
Grades e barreiras de trânsito ao longo da Praça dos Três Poderes, em Brasília, em setembro.
Fábio Tito/g1
Ao g1, a Secretaria de Segurança Pública do DF informou que, após o 8 de janeiro, houve revisão e fortalecimento dos protocolos operacionais, com foco na prevenção, pronta resposta e integração entre os órgãos de segurança pública.
Segundo a pasta, no que se refere ao controle de acesso e à proteção de áreas sensíveis, como a Esplanada dos Ministérios, foram adotadas medidas como:
aprimoramento de barreiras físicas
definição mais assertiva de perímetros de segurança
protocolos mais restritivos de circulação
uso ampliado de tecnologias de monitoramento, garantindo maior capacidade de controle e resposta rápida a eventuais ocorrências
A SSP-DF também afirmou que a Polícia Militar mantém policiamento ostensivo reforçado na Esplanada, com efetivo fixo em pontos estratégicos e patrulhamento constante, tanto a pé quanto motorizado
Ainda em 2023, a estrutura do 6º Batalhão de Polícia Militar (Batalhão dos Poderes), instalado em uma área da Câmara dos Deputados, passou por reforma, ampliação e aumento de efetivo. De acordo com a SSP, uma nova sede do batalhão encontra-se em fase de construção.
Também como parte dessas ações, foi criada no ano passado a Unidade Integrada de Segurança Pública (UISP) no Setor Comercial Sul, com atuação conjunta da Polícia Militar, Polícia Civil e outros órgãos, para reforçar o patrulhamento e a prevenção à criminalidade na região central de Brasília.
Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
Reuters via BBC
Nesta quinta-feira (8), os ataques às sedes dos Três Poderes completam três anos.
Em 8 de janeiro de 2023, o Brasil viveu o maior atentado às instituições da República desde a redemocratização, quando bolsonaristas extremistas invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, em Brasília.
Naquele dia, vidros foram quebrados, móveis e obras de arte destruídos e espaços simbólicos do poder público danificados. Após os ataques, os prédios foram fechados para visitação por um período e passaram por mudanças nos protocolos de acesso e segurança.
Veja lista de objetos depredados nas três sedes do poder, em Brasília
Três anos depois, o g1 mostra o que mudou na proteção desses locais, quais medidas seguem em vigor e como funciona hoje a visitação ao Congresso, ao STF e ao Palácio do Planalto.
Imagens dos ataques às sedes dos três poderes correram o mundo e ficaram registradas na memória nacional
Congresso Nacional
Congresso Nacional, em Brasília (DF)
Jornal Nacional/ Reprodução
Antes dos ataques de 8 de janeiro de 2023, a inspeção de segurança na Câmara dos Deputados e Senado Federal não era obrigatória para colaboradores no dia a dia.
Nos fins de semana, visitantes passavam por detectores de metal e equipamentos de raio-X, mas não havia exigência de identificação cadastrada em sistema.
Após a invasão, a Câmara e o Senado adotaram uma série de medidas para reforçar a segurança nos prédios, tanto na estrutura física quanto no plano de atuação da Polícia Legislativa Federal.
Entre as principais mudanças está a inspeção diária de todo o público que acessa o Palácio do Congresso Nacional e seus anexos, incluindo os trabalhadores do prédio. Todos passam por detector de metal e equipamentos de raio-X.
A exceção são parlamentares e autoridades da República. A medida busca impedir a entrada de armas, explosivos e outros objetos que possam oferecer risco às pessoas e às instalações.
Para o público externo, passou a ser obrigatória ainda a apresentação de documento de identificação original para cadastro prévio em sistema informatizado da Câmara, segundo a Casa.
O protocolo também vale para visitantes que participam da visitação institucional nos fins de semana e feriados.
Funcionários instalam películas antivandalismo nos vidros da Câmara
Luiz Felipe Barbiéri
Além disso, foram instaladas "películas antivandalismo" nos principais acessos ao Palácio do Congresso Nacional (veja imagem acima).
Ao g1, o Senado Federal informou ainda que adquiriu equipamentos destinados ao controle de "distúrbios civis" e contratação de mais policiais legislativos.
"Os policiais legislativos passaram por treinamentos sobre controle de distúrbios civis, formação de operadores químicos, inteligência e condução de cães farejadores. Ao longo dos últimos dois anos, foram admitidos, por meio de concurso público, e formados mais de 160 novos policiais legislativos", informa o Senado.
👉 Veja aqui informações sobre a visita institucional ao Congresso Nacional.
Palácio do Planalto
Espelho d'água do Palácio do Planalto, em imagem de arquivo
Thiago Melo/PR
Após os ataques de 8 de janeiro, a Secretaria de Segurança Presidencial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República adotou medidas para proteção das instalações presidenciais. São elas:
o aumento do número de agentes no serviço diário e dos postos de segurança – questionado pelo g1, o Palácio do Planalto não respondeu sobre a quantidade ou percentual de aumento de agentes
instalação de mais de 700 câmeras nas instalações presidenciais
No entanto, não houve mudanças nas regras sobre o acesso do público ao Palácio do Planalto, que seguem as mesmas diretrizes de agosto de 2022, antes dos atos golpistas.
De acordo com a norma, os agentes de segurança podem fazer "revista pessoal quando necessário". Além disso, a determinação de 2022 define que todas as pessoas que ingressarem no Palácio do Planalto vão passar pelo detector de metais – e os equipamentos e bolsas, pelo raio-X.
👉 Veja aqui informações para visita ao Palácio do Planalto.
Nos arredores da praça
Palácio da Justiça
Palácio da Justiça
Jornal Nacional/Reprodução
A cerca de um quilômetro da Praça dos Três Poderes, o Palácio da Justiça é a sede do Ministério da Justiça, ao lado do Palácio do Planalto.
O ingresso no prédio ocorre de "forma controlada, com regras de acesso definidas conforme o perfil do público e a finalidade da visita".
Ao g1, a sede do Ministério da Justiça afirmou que houve a criação da Coordenação-Geral de Segurança do Gabinete do Ministro e o Plano de Segurança Orgânica do Palácio da Justiça.
No entanto, a coordenação foi criada apenas em julho de 2025, após dois anos dos ataques. Em relação ao Plano de Segurança, o Palácio afirmou que atualizações são rotineiras, mas não detalhou como é o planejamento atual.
"Quanto ao Plano de Segurança Orgânica (PSO) do Palácio da Justiça, esclarecemos que suas atualizações ocorrem de forma rotineira e contínua, sempre que identificada a necessidade de adequação, a partir de avaliações técnicas, análises de risco e do contexto de segurança, não estando restritas a um evento específico", aponta a pasta.
👉 Veja aqui informações para visita ao Palácio da Justiça.
Palácio do Itamaraty
Palácio do Itamaraty em Brasília
Divulgação Governo Federal
O Palácio do Itamaraty, após os episódios de 8 de janeiro, afirmou que houve "reforço da segurança dos edifícios do ministério". No entanto, não informou maiores detalhes.
De acordo com a pasta, houve também a elaboração do Plano de Segurança Orgânica (PSO) do MRE para o decênio 2025 e 2035, mas que ainda está em fase de implantação.
👉 Veja aqui informações para visita ao Palácio do Itamaraty.
Segurança na área externa
Grades e barreiras de trânsito ao longo da Praça dos Três Poderes, em Brasília, em setembro.
Fábio Tito/g1
Ao g1, a Secretaria de Segurança Pública do DF informou que, após o 8 de janeiro, houve revisão e fortalecimento dos protocolos operacionais, com foco na prevenção, pronta resposta e integração entre os órgãos de segurança pública.
Segundo a pasta, no que se refere ao controle de acesso e à proteção de áreas sensíveis, como a Esplanada dos Ministérios, foram adotadas medidas como:
aprimoramento de barreiras físicas
definição mais assertiva de perímetros de segurança
protocolos mais restritivos de circulação
uso ampliado de tecnologias de monitoramento, garantindo maior capacidade de controle e resposta rápida a eventuais ocorrências
A SSP-DF também afirmou que a Polícia Militar mantém policiamento ostensivo reforçado na Esplanada, com efetivo fixo em pontos estratégicos e patrulhamento constante, tanto a pé quanto motorizado
Ainda em 2023, a estrutura do 6º Batalhão de Polícia Militar (Batalhão dos Poderes), instalado em uma área da Câmara dos Deputados, passou por reforma, ampliação e aumento de efetivo. De acordo com a SSP, uma nova sede do batalhão encontra-se em fase de construção.
Também como parte dessas ações, foi criada no ano passado a Unidade Integrada de Segurança Pública (UISP) no Setor Comercial Sul, com atuação conjunta da Polícia Militar, Polícia Civil e outros órgãos, para reforçar o patrulhamento e a prevenção à criminalidade na região central de Brasília.
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Palavras-chave:
tecnologia
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