Rio amplia centro de monitoramento de ruas e mira aumento do intercâmbio com órgãos de segurança pública
Publicado em: 13/01/2026 11:52
Reprodução/ TV Globo
A Prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou, na manhã desta terça-feira (13), a ampliação do projeto da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas Rio). A ideia é que o plano de verificação das ruas e troca de informações com as forças de segurança tenha capacidade triplicada.
O orçamento destinado ao projeto aumentou mais de dez vezes. De acordo com dados do poder municipal, o valor da iniciativa era de R$ 16 milhões por ano no começo das operações, em junho de 2024, e passará a ser de R$ 180 milhões anuais.
“A gente implantou esse modelo, ainda em uma sala mais acanhada, mas usando da tecnologia que a prefeitura já dispunha no momento. A gente identificava as placas por meio dos radares e gerava as multas e passou a ser um elemento para ajudar na segurança pública”, afirmou o prefeito Eduardo Paes.
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A nova sala ocupa quase um andar inteiro do Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro (COR-Rio), na Cidade Nova, na região central da capital fluminense.
Segundo Paes, a ampliação do sistema é necessária pois ajuda em um melhor controle do espaço urbano. Ele destacou que a iniciativa auxilia órgãos estaduais, fornecendo dados e imagens para a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
“A prefeitura não tem a pretensão de assumir a segurança pública. A prefeitura busca um conjunto de iniciativas para auxiliar aqueles que têm responsabilidade de cuidar da segurança pública, que é o governo do estado”, disse o prefeito.
O Rio de Janeiro conta atualmente com 10 mil câmeras, que são capazes de analisar 3 mil dados por segundo. Os equipamentos contam com a capacidade de identificação de placas e rostos. A previsão é que a cidade conte com 20 mil câmeras até 2028.
Cinturão eletrônico
O chefe-executivo da Civitas, Davi Carreiro, destacou que a cidade tem um cinturão digital que permite que a maior parte das vias de acesso ao Rio seja monitorada. De acordo com a Prefeitura do Rio, mais de 3,5 mil casos foram auxiliados pelos equipamentos da central.
Ele destaca que a Polícia Civil é a que mais acessa as informações do Civitas a partir de formulários nos quais os motivos pelos quais o acesso às informações é pedido.
“Quando jogamos a placa dele no cerco começa a aparecer todas as informações do veículo”, disse Carreiro.
Link original: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/01/13/rio-amplia-centro-de-monitoramento-de-ruas.ghtml
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