Quase 5 milhões de contas de adolescentes foram bloqueadas na Austrália após proibição das redes sociais
Publicado em: 16/01/2026 15:52
<br /> Brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália
Gigantes da tecnologia como Meta, TikTok e YouTube bloquearam 4,7 milhões de perfis em suas plataformas, em conformidade com a proibição ao uso de redes sociais por menores de 16 anos em vigor na Austrália. Os resultados de cortes de acessos a esses serviços foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo órgão regulador de segurança online do país.
A Austrália tem sido pioneira ao exigir que as principais plataformas de internet, como Meta, TikTok e YouTube, impeçam crianças e adolescentes de criarem contas. A medida faz parte de uma legislação inovadora que entrou em vigor em 10 de dezembro.
De acordo com a comissária australiana de Segurança Online, Julie Inman Grant, os dados iniciais mostram que as empresas de mídia social tomaram medidas significativas para restringir o acesso aos usuários menores de 16 anos.
"É evidente que as diretrizes regulatórias sobre segurança online e nossa colaboração com as plataformas já estão produzindo resultados significativos", afirmou em um comunicado.
De acordo com a nova legislação, as empresas podem ser multadas em até US$ 33 milhões australianos caso não tomem as “medidas razoáveis” para cumprir a lei.
Contas removidas
Adolescente utilizando o telefone celular
Liam Shaw/Unsplash
A Meta, empresa do bilionário Mark Zuckerberg, afirmou na semana passada que removeu 331 mil contas de menores do Instagram, 173 mil do Facebook e 40 mil do Threads nos dias que antecederam 11 de dezembro.
No entanto, a empresa reiterou seu apelo para que as lojas de aplicativos sejam obrigadas a verificar a idade dos usuários e obter o consentimento dos pais antes que qualquer pessoa menor de 16 anos possa baixar uma de suas plataformas.
Essa é a única maneira de impedir que adolescentes migrem para novos aplicativos com o objetivo de burlar a proibição, acrescentou a Meta.
A Comissão Australiana de Segurança Eletrônica observou que a verificação precisa da idade leva tempo, mas espera que as plataformas melhorem seu desempenho. "Também é responsabilidade do setor evitar fraudes, conforme descrito nas diretrizes do setor de segurança eletrônica", afirmou o órgão regulador.
Redução de danos Inman Grant disse que é muito cedo para afirmar se as empresas de tecnologia estão cumprindo integralmente suas obrigações, mas que os sinais iniciais são encorajadores.
"Embora algumas crianças possam encontrar maneiras inventivas de permanecer nas redes sociais, é importante lembrar que, assim como outras leis de segurança na sociedade, o sucesso é medido pela redução de danos e pela restauração das normas culturais", explicou ela.
Os downloads de plataformas menos conhecidas, como BlueSky e Lemon8, aumentaram consideravelmente antes da implementação da proibição para adolescentes.
No entanto, ambas as plataformas de mídia social reconheceram que estavam sujeitas à legislação e estão cooperando com o órgão regulador australiano, afirmou Grant.
"Dado o grande número de serviços online e a rápida evolução do setor de tecnologia, é impossível listar todos os serviços que atendem aos requisitos e são obrigados a cumprir a exigência de idade mínima nas redes sociais", explicou ela.
"Como tenho dito há algum tempo, nosso foco na conformidade continuará sendo nas plataformas com o maior número de usuários australianos", disse a comissária.
Gigantes da tecnologia como Meta, TikTok e YouTube bloquearam 4,7 milhões de perfis em suas plataformas, em conformidade com a proibição ao uso de redes sociais por menores de 16 anos em vigor na Austrália. Os resultados de cortes de acessos a esses serviços foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo órgão regulador de segurança online do país.
A Austrália tem sido pioneira ao exigir que as principais plataformas de internet, como Meta, TikTok e YouTube, impeçam crianças e adolescentes de criarem contas. A medida faz parte de uma legislação inovadora que entrou em vigor em 10 de dezembro.
De acordo com a comissária australiana de Segurança Online, Julie Inman Grant, os dados iniciais mostram que as empresas de mídia social tomaram medidas significativas para restringir o acesso aos usuários menores de 16 anos.
"É evidente que as diretrizes regulatórias sobre segurança online e nossa colaboração com as plataformas já estão produzindo resultados significativos", afirmou em um comunicado.
De acordo com a nova legislação, as empresas podem ser multadas em até US$ 33 milhões australianos caso não tomem as “medidas razoáveis” para cumprir a lei.
Contas removidas
Adolescente utilizando o telefone celular
Liam Shaw/Unsplash
A Meta, empresa do bilionário Mark Zuckerberg, afirmou na semana passada que removeu 331 mil contas de menores do Instagram, 173 mil do Facebook e 40 mil do Threads nos dias que antecederam 11 de dezembro.
No entanto, a empresa reiterou seu apelo para que as lojas de aplicativos sejam obrigadas a verificar a idade dos usuários e obter o consentimento dos pais antes que qualquer pessoa menor de 16 anos possa baixar uma de suas plataformas.
Essa é a única maneira de impedir que adolescentes migrem para novos aplicativos com o objetivo de burlar a proibição, acrescentou a Meta.
A Comissão Australiana de Segurança Eletrônica observou que a verificação precisa da idade leva tempo, mas espera que as plataformas melhorem seu desempenho. "Também é responsabilidade do setor evitar fraudes, conforme descrito nas diretrizes do setor de segurança eletrônica", afirmou o órgão regulador.
Redução de danos Inman Grant disse que é muito cedo para afirmar se as empresas de tecnologia estão cumprindo integralmente suas obrigações, mas que os sinais iniciais são encorajadores.
"Embora algumas crianças possam encontrar maneiras inventivas de permanecer nas redes sociais, é importante lembrar que, assim como outras leis de segurança na sociedade, o sucesso é medido pela redução de danos e pela restauração das normas culturais", explicou ela.
Os downloads de plataformas menos conhecidas, como BlueSky e Lemon8, aumentaram consideravelmente antes da implementação da proibição para adolescentes.
No entanto, ambas as plataformas de mídia social reconheceram que estavam sujeitas à legislação e estão cooperando com o órgão regulador australiano, afirmou Grant.
"Dado o grande número de serviços online e a rápida evolução do setor de tecnologia, é impossível listar todos os serviços que atendem aos requisitos e são obrigados a cumprir a exigência de idade mínima nas redes sociais", explicou ela.
"Como tenho dito há algum tempo, nosso foco na conformidade continuará sendo nas plataformas com o maior número de usuários australianos", disse a comissária.
Palavras-chave:
tecnologia
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