'Amor ao primeiro toque': pais com deficiência visual acompanham gestação com impressão 3D no Rio
Publicado em: 27/01/2026 14:51
<br /> Amor ao primeiro toque
Pais com deficiência visual agora podem “ver” o rosto do filho ainda durante a gestação. Um projeto desenvolvido no Rio de Janeiro transforma imagens de ultrassonografia em moldes impressos em 3D, permitindo que o bebê seja conhecido pelo toque antes mesmo do nascimento.
É o caso de Vanderson, que perdeu a visão aos 11 meses de vida. Pela primeira vez, ele conseguiu acompanhar de forma mais concreta o pré-natal da esposa, Mariana, ao tocar o molde do rosto do bebê.
“O nariz não tem como… é total meu”, brinca ele ao reconhecer traços familiares do filho Vinicius na impressão.
Vanderson e a reprodução em 3D do rosto do filho
Edilson Santos/TV Globo
Para famílias como a dele, as mãos substituem os olhos nesse primeiro contato com o filho que ainda está na barriga. O projeto é realizado a partir de exames de imagem convencionais e busca ampliar a inclusão no acompanhamento da gravidez.
Segundo o ginecologista Heron Werner, da Dasa, a experiência vai além da descrição verbal feita durante o exame.
“Quando você narra para um paciente com deficiência visual, ele reconstrói na cabeça. Mas, no momento em que ele toca, fica diferente”, explica.
Reprodução do corpo inteiro
Vanderson sente o filho reproduzido por impressão 3D
Edilson Santos/TV Globo
Além do rosto do bebê, o projeto também possibilita a reconstrução de todo o corpo do bebê, reconstituído na posição em que estava no exame. Para isso, a grávida passa por um exame de ressonância magnética.
Depois, o resultado do exame é trabalhado em laboratório, em um programa de computador.
"Nós usamos uma sequência que a gente chama sequência 3d, que me dá todos os cortes do bebê, trazemos esse arquivo para o laboratório, nós fazemos a reconstrução, ou seja, a segmentação da imagem e colocamos na impressora 3d. Posso fazer uma fusão dessas imagens, em alguns contextos, e gerar um modelo único", diz Werner.
O pai conta o que sentiu:
"Tá com a mão fechada [o bebê]. Experiência ímpar. É indescritível. A tecnologia a serviço das pessoas que precisam. Todos que precisam deveriam ter essa oportunidade, porque é singular".
Bebê foi impresso em impressora 3D após exame de pré-natal
Edilson Santos/TV Globo
Parceria com a PUC-Rio
A iniciativa também envolve pesquisadores da PUC-Rio. Para o reitor da universidade, padre Anderson Antonio Pedroso, o projeto exemplifica como a pesquisa acadêmica pode ter impacto direto na vida das pessoas.
“Tudo o que a gente pesquisa precisa ser colocado a serviço da sociedade. Esse projeto realiza isso de maneira profunda, porque permite visualizar a vida e o cuidado com a vida”, afirma.
Pais com deficiência visual agora podem “ver” o rosto do filho ainda durante a gestação. Um projeto desenvolvido no Rio de Janeiro transforma imagens de ultrassonografia em moldes impressos em 3D, permitindo que o bebê seja conhecido pelo toque antes mesmo do nascimento.
É o caso de Vanderson, que perdeu a visão aos 11 meses de vida. Pela primeira vez, ele conseguiu acompanhar de forma mais concreta o pré-natal da esposa, Mariana, ao tocar o molde do rosto do bebê.
“O nariz não tem como… é total meu”, brinca ele ao reconhecer traços familiares do filho Vinicius na impressão.
Vanderson e a reprodução em 3D do rosto do filho
Edilson Santos/TV Globo
Para famílias como a dele, as mãos substituem os olhos nesse primeiro contato com o filho que ainda está na barriga. O projeto é realizado a partir de exames de imagem convencionais e busca ampliar a inclusão no acompanhamento da gravidez.
Segundo o ginecologista Heron Werner, da Dasa, a experiência vai além da descrição verbal feita durante o exame.
“Quando você narra para um paciente com deficiência visual, ele reconstrói na cabeça. Mas, no momento em que ele toca, fica diferente”, explica.
Reprodução do corpo inteiro
Vanderson sente o filho reproduzido por impressão 3D
Edilson Santos/TV Globo
Além do rosto do bebê, o projeto também possibilita a reconstrução de todo o corpo do bebê, reconstituído na posição em que estava no exame. Para isso, a grávida passa por um exame de ressonância magnética.
Depois, o resultado do exame é trabalhado em laboratório, em um programa de computador.
"Nós usamos uma sequência que a gente chama sequência 3d, que me dá todos os cortes do bebê, trazemos esse arquivo para o laboratório, nós fazemos a reconstrução, ou seja, a segmentação da imagem e colocamos na impressora 3d. Posso fazer uma fusão dessas imagens, em alguns contextos, e gerar um modelo único", diz Werner.
O pai conta o que sentiu:
"Tá com a mão fechada [o bebê]. Experiência ímpar. É indescritível. A tecnologia a serviço das pessoas que precisam. Todos que precisam deveriam ter essa oportunidade, porque é singular".
Bebê foi impresso em impressora 3D após exame de pré-natal
Edilson Santos/TV Globo
Parceria com a PUC-Rio
A iniciativa também envolve pesquisadores da PUC-Rio. Para o reitor da universidade, padre Anderson Antonio Pedroso, o projeto exemplifica como a pesquisa acadêmica pode ter impacto direto na vida das pessoas.
“Tudo o que a gente pesquisa precisa ser colocado a serviço da sociedade. Esse projeto realiza isso de maneira profunda, porque permite visualizar a vida e o cuidado com a vida”, afirma.
Palavras-chave:
tecnologia
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