Justiça condena vereador de Sumaré a 8 anos de prisão por corrupção passiva e determina perda do mandato
Publicado em: 04/02/2026 06:54
<br /> Vereador Welington da Farmácia (MDB), ex-secretário de Planejamento de Sumaré (SP)
Câmara de Sumaré/Divulgação
A Justiça condenou a 8 anos e três meses de prisão em regime fechado, por corrupção passiva, o vereador Welington da Farmácia (MDB), ex-secretário de Planejamento de Sumaré (SP) e pai do atual vice-prefeito, André da Farmácia (MDB). O parlamentar vai recorrer da sentença em liberdade.
A decisão do juiz da 2ª Vara Criminal de Sumaré, proferida nesta terça-feira (3), determinou ainda a perda do mandato do vereador, eleito em 2024, e de valores apreendidos, uma vez que "sua origem lícita não foi demonstrada nos autos" - entre eles, cerca de R$ 100 mil escondidos em uma mochila escolar.
Na sentença, o magistrado absolveu Welington da Farmácia da denúncia de corrupção passiva contra uma das vítimas, mas o condenou pelo mesmo crime contra outra vítima.
Além da pena privativa de liberdade, determinou o pagamento de 170 dias-multa, sendo cada qual no valor de 3 salários-mínimos vigentes à época do fato.
O advogado Ralph Tórtima Filho, que defende o vereador, destacou que a sentença "andou bem ao absolvê-lo de uma das acusações", e que no que se refere à condenação, "garante que no curso da ação penal foram evidenciadas inúmeras nulidades, que somadas a um contexto probatório de extrema fragilidade, justificariam a absolvição de Welington".
"Sob esse aspecto, a defesa informa que irá recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo", disse Tórtima Filho.
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Procurada para comentar a decisão sobre a perda do mandado do vereador, a Câmara Municipal de Sumaré informou que, até o presente momento, "não foi formalmente comunicada pelo Poder Judiciário acerca da referida decisão".
Welington da Farmácia foi eleito vereador em 2024, com 2.249 votos, tornando-se o sexto candidato mais votado da cidade naquele ano.
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Entenda o caso
Segundo as investigações, o político teria solicitado apartamentos em troca da liberação de alvarás para a construção de empreendimentos na cidade.
Na época da denúncia, o promotor Rodrigo Lopes informou que ao menos dois casos foram identificados. Em ambos, o secretário seria o responsável por cobrar a vantagem indevida. Os episódios teriam ocorrido em 2018 e 2019.
O esquema foi alvo de duas investigações paralelas: uma conduzida pela Promotoria de Justiça de Sumaré e outra pelo Gaeco de Campinas. Depois, a Promotoria de Sumaré encaminhou os autos ao grupo especial, que passou a concentrar toda a apuração.
A Justiça autorizou o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, dois deles na prefeitura, sendo um na secretaria chefiada por Welington da Farmácia e outro na de Obras. Nesses locais, nada foi apreendido.
Na casa e na farmácia do investigado, porém, policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), que deram apoio à operação, encontraram R$ 157 mil - R$ 95 mil na residência e o restante no comércio.
Durante o cumprimento do mandado, o Ministério Público relatou que o secretário tentou esconder pacotes de dinheiro dentro das mochilas das crianças que se preparavam para ir à escola.
Além da quantia em espécie, os agentes apreenderam documentos, computadores e pen drives.
Assista, abaixo, à reportagem sobre o caso exibida na EPTV em outubro de 2022:
Ex-secretário de Sumaré é denunciado à Justiça pelo MP por suspeita de corrupção passiva
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Câmara de Sumaré/Divulgação
A Justiça condenou a 8 anos e três meses de prisão em regime fechado, por corrupção passiva, o vereador Welington da Farmácia (MDB), ex-secretário de Planejamento de Sumaré (SP) e pai do atual vice-prefeito, André da Farmácia (MDB). O parlamentar vai recorrer da sentença em liberdade.
A decisão do juiz da 2ª Vara Criminal de Sumaré, proferida nesta terça-feira (3), determinou ainda a perda do mandato do vereador, eleito em 2024, e de valores apreendidos, uma vez que "sua origem lícita não foi demonstrada nos autos" - entre eles, cerca de R$ 100 mil escondidos em uma mochila escolar.
Na sentença, o magistrado absolveu Welington da Farmácia da denúncia de corrupção passiva contra uma das vítimas, mas o condenou pelo mesmo crime contra outra vítima.
Além da pena privativa de liberdade, determinou o pagamento de 170 dias-multa, sendo cada qual no valor de 3 salários-mínimos vigentes à época do fato.
O advogado Ralph Tórtima Filho, que defende o vereador, destacou que a sentença "andou bem ao absolvê-lo de uma das acusações", e que no que se refere à condenação, "garante que no curso da ação penal foram evidenciadas inúmeras nulidades, que somadas a um contexto probatório de extrema fragilidade, justificariam a absolvição de Welington".
"Sob esse aspecto, a defesa informa que irá recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo", disse Tórtima Filho.
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Procurada para comentar a decisão sobre a perda do mandado do vereador, a Câmara Municipal de Sumaré informou que, até o presente momento, "não foi formalmente comunicada pelo Poder Judiciário acerca da referida decisão".
Welington da Farmácia foi eleito vereador em 2024, com 2.249 votos, tornando-se o sexto candidato mais votado da cidade naquele ano.
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Entenda o caso
Segundo as investigações, o político teria solicitado apartamentos em troca da liberação de alvarás para a construção de empreendimentos na cidade.
Na época da denúncia, o promotor Rodrigo Lopes informou que ao menos dois casos foram identificados. Em ambos, o secretário seria o responsável por cobrar a vantagem indevida. Os episódios teriam ocorrido em 2018 e 2019.
O esquema foi alvo de duas investigações paralelas: uma conduzida pela Promotoria de Justiça de Sumaré e outra pelo Gaeco de Campinas. Depois, a Promotoria de Sumaré encaminhou os autos ao grupo especial, que passou a concentrar toda a apuração.
A Justiça autorizou o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, dois deles na prefeitura, sendo um na secretaria chefiada por Welington da Farmácia e outro na de Obras. Nesses locais, nada foi apreendido.
Na casa e na farmácia do investigado, porém, policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), que deram apoio à operação, encontraram R$ 157 mil - R$ 95 mil na residência e o restante no comércio.
Durante o cumprimento do mandado, o Ministério Público relatou que o secretário tentou esconder pacotes de dinheiro dentro das mochilas das crianças que se preparavam para ir à escola.
Além da quantia em espécie, os agentes apreenderam documentos, computadores e pen drives.
Assista, abaixo, à reportagem sobre o caso exibida na EPTV em outubro de 2022:
Ex-secretário de Sumaré é denunciado à Justiça pelo MP por suspeita de corrupção passiva
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