Mosquitos 'antidengue' serão soltos no DF nesta terça; veja regiões e entenda como funcionam
Publicado em: 09/09/2025 07:39
<br /> Mosquitos Aedes aegypti "antidengue" vão ser liberados no Distrito Federal.
Prefeitura de Joinville/Divulgação
Mosquitos Aedes aegypti "antidengue" vão começar a ser liberados no Distrito Federal a partir desta terça-feira (8).
O método, desenvolvido em parceria entre um laboratório particular, o Ministério da Saúde e a Fiocruz, busca combater a transmissão da dengue, do zika vírus e da chikungunya. 🦟
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🔎 Os mosquitos são inoculados com a bactéria Wolbachia, o que os torna "imunes" ao contágio por esses vírus que causam doenças. Com isso, deixam de oferecer risco aos humanos. 🦠
🔎 Conhecidos como Wolbito, os insetos podem até picar os seres humanos, mas não vão transmitir as doenças. A bactéria Wolbachia, que eles carregam, é inofensiva para nós.
"Liberando mosquitos com a [bactéria] Wolbachia em campo, a Wolbachia passa na reprodução desses insetos. A gente troca a população de mosquitos por uma população que tem Wolbachia e, portanto, é incapaz de transmitir doenças", explica o gerente de implementação da Wolbito, Gabriel Sylvestre.
As regiões onde os insetos serão liberados são:
Brazlândia
Sobradinho II
São Sebastião
Fercal
Estrutural
Varjão
Arapoanga
Paranoá
Planaltina
Itapoã
Em julho, a Secretaria de Saúde do DF informou que a liberação dos mosquitos deve ocorrer até janeiro de 2026.
Um núcleo regional foi preparado para a produção dos mosquitos inoculados com a Wolbachia. A bactéria está presente naturalmente em mais de 50% dos insetos na natureza.
Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 2024, o Distrito Federal teve a maior incidência da dengue – ou seja, o maior número de casos por cada 100 mil habitantes. A capital federal teve mais casos, em proporção, que estados como Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Goiás.
Como funciona a estratégia com os mosquistos "antidengue"? 🦟
O método Wolbachia, criado nos anos 1980, é uma das principais tecnologias no combate à dengue e outras arboviroses.
Em 2024, completou dez anos de existência no Brasil e foi implementado em 11 municípios brasileiros, segundo a Secretaria de Saúde do DF. O Rio de Janeiro recebeu a primeira leva no país, em 2014.
A estratégia funciona da seguinte forma:
liberação de Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais
ao longo do tempo, ocorre a substituição da população de mosquitos, todos com a bactéria Wolbachia
Qual é o impacto?
Mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti
Freepik
Segundo a Secretaria de Saúde do DF:
Na Indonésia, na região de Yogyakarta, um estudo padrão-ouro indicou até 77% na redução dos casos de dengue.
No Brasil, em Niterói, um estudo publicado indicou que houve redução de 70% no número de casos da doença.
📽️ Veja vídeo sobre vacinação da dengue:
Ministro da Saúde destaca efeitos positivos da vacinação contra a dengue no Brasil
LEIA TAMBÉM:
MORTE POR DENGUE: Josias Silva, ator e iluminador cênico do DF, morre por complicações de dengue hemorrágica
DENGUE: casos de dengue aumentam quase 600% no DF; foram 440 mortes em 2024
Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
Prefeitura de Joinville/Divulgação
Mosquitos Aedes aegypti "antidengue" vão começar a ser liberados no Distrito Federal a partir desta terça-feira (8).
O método, desenvolvido em parceria entre um laboratório particular, o Ministério da Saúde e a Fiocruz, busca combater a transmissão da dengue, do zika vírus e da chikungunya. 🦟
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🔎 Os mosquitos são inoculados com a bactéria Wolbachia, o que os torna "imunes" ao contágio por esses vírus que causam doenças. Com isso, deixam de oferecer risco aos humanos. 🦠
🔎 Conhecidos como Wolbito, os insetos podem até picar os seres humanos, mas não vão transmitir as doenças. A bactéria Wolbachia, que eles carregam, é inofensiva para nós.
"Liberando mosquitos com a [bactéria] Wolbachia em campo, a Wolbachia passa na reprodução desses insetos. A gente troca a população de mosquitos por uma população que tem Wolbachia e, portanto, é incapaz de transmitir doenças", explica o gerente de implementação da Wolbito, Gabriel Sylvestre.
As regiões onde os insetos serão liberados são:
Brazlândia
Sobradinho II
São Sebastião
Fercal
Estrutural
Varjão
Arapoanga
Paranoá
Planaltina
Itapoã
Em julho, a Secretaria de Saúde do DF informou que a liberação dos mosquitos deve ocorrer até janeiro de 2026.
Um núcleo regional foi preparado para a produção dos mosquitos inoculados com a Wolbachia. A bactéria está presente naturalmente em mais de 50% dos insetos na natureza.
Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 2024, o Distrito Federal teve a maior incidência da dengue – ou seja, o maior número de casos por cada 100 mil habitantes. A capital federal teve mais casos, em proporção, que estados como Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Goiás.
Como funciona a estratégia com os mosquistos "antidengue"? 🦟
O método Wolbachia, criado nos anos 1980, é uma das principais tecnologias no combate à dengue e outras arboviroses.
Em 2024, completou dez anos de existência no Brasil e foi implementado em 11 municípios brasileiros, segundo a Secretaria de Saúde do DF. O Rio de Janeiro recebeu a primeira leva no país, em 2014.
A estratégia funciona da seguinte forma:
liberação de Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais
ao longo do tempo, ocorre a substituição da população de mosquitos, todos com a bactéria Wolbachia
Qual é o impacto?
Mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti
Freepik
Segundo a Secretaria de Saúde do DF:
Na Indonésia, na região de Yogyakarta, um estudo padrão-ouro indicou até 77% na redução dos casos de dengue.
No Brasil, em Niterói, um estudo publicado indicou que houve redução de 70% no número de casos da doença.
📽️ Veja vídeo sobre vacinação da dengue:
Ministro da Saúde destaca efeitos positivos da vacinação contra a dengue no Brasil
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Palavras-chave:
tecnologia
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