Vacina contra a dengue: estado de SP inicia campanha de vacinação com a Butantan-DV na segunda-feira em todos os municípios
Publicado em: 06/02/2026 06:15
<br /> SP inicia campanha de vacinação com a Butantan-DV
O governo de São Paulo inicia na segunda-feira (9) a campanha de vacinação contra a dengue com a Butantan-DV, em todos os 645 municípios paulistas.
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo aplicada em dose única e que induz proteção contra os quatro sorotipos da dengue.
O imunizante foi aprovado pela Anvisa para pessoas de 12 a 59 anos. Os estudos apontaram eficácia de quase 75% contra casos gerais da doença, mais de 91% contra casos graves e 100% contra hospitalizações.
Nesta primeira etapa, a imunização será destinada aos profissionais da Atenção Primária à Saúde, da rede municipal.
Para o início da campanha, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) enviou 99 mil doses ao estado. A estimativa é que cerca de 216 mil profissionais da atenção básica, entre médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e agentes de endemias, sejam imunizados ao longo da ação.
Aedes aegypti, transmissor da dengue.
MS/Divulgação
Até o dia 5 de fevereiro, o estado de São Paulo registrou 4.647 casos de dengue e um óbito, segundo o governo estadual. Em 2025, já foram confirmados 882.884 casos e 1.124 óbitos no território paulista.
A estratégia de começar a imunização pelos profissionais de saúde foi articulada com os Grupos de Vigilância Epidemiológica (GVEs) de todas as regiões do estado, o Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-SP) e o Ministério da Saúde.
A distribuição das doses foi coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde, com envio aos municípios de acordo com critérios técnicos e a capacidade operacional de cada região.
De acordo com o governo, a tecnologia da Butantan-DV representa um avanço ao permitir uma imunização mais rápida da população, além de reduzir custos e simplificar a logística de aplicação em campanhas de grande escala. Até então, só estava disponível uma vacina que era aplicada em duas doses.
Ampolas da vacina contra dengue desenvolvida pelo Butantan
Camilla Carvalho/Instituto Butantan
Butantan-DV em Botucatu
O governo paulista iniciou a vacinação com a Butantan-DV em Botucatu. A cidade foi selecionada pela estrutura da rede de saúde e pela experiência em campanhas de vacinação em larga escala, além da circulação recente do sorotipo DENV-3.
A ação integra a estratégia nacional de imunização e será acompanhada por monitoramento técnico e científico.
Produzida em São Paulo, a vacina é resultado de anos de pesquisa e inovação científica e tem potencial para impactar diretamente a redução de casos graves da doença.
Composto pelos quatro sorotipos do vírus da dengue, o imunizante se mostrou seguro e eficaz tanto em pessoas com infecção prévia como naquelas que nunca tiveram contato com o patógeno.
A maioria das reações foi leve a moderada, sendo as principais dor e vermelhidão no local da injeção, dor de cabeça e fadiga. Eventos adversos sérios relacionados à vacina foram raros e todas as pessoas se recuperaram.
Para ampliar o público autorizado a receber o imunizante, recentemente, o Instituto Butantan começou a recrutar voluntários de 60 a 79 anos para ensaios clínicos da Butantan-DV em quatro centros de pesquisa em Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul, e um em Curitiba, no Paraná.
Sintomas da dengue
arte/g1
Brasil ganha 1ª vacina de dose única contra a dengue; Anvisa aprova imunizante do Butantan
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O governo de São Paulo inicia na segunda-feira (9) a campanha de vacinação contra a dengue com a Butantan-DV, em todos os 645 municípios paulistas.
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo aplicada em dose única e que induz proteção contra os quatro sorotipos da dengue.
O imunizante foi aprovado pela Anvisa para pessoas de 12 a 59 anos. Os estudos apontaram eficácia de quase 75% contra casos gerais da doença, mais de 91% contra casos graves e 100% contra hospitalizações.
Nesta primeira etapa, a imunização será destinada aos profissionais da Atenção Primária à Saúde, da rede municipal.
Para o início da campanha, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) enviou 99 mil doses ao estado. A estimativa é que cerca de 216 mil profissionais da atenção básica, entre médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e agentes de endemias, sejam imunizados ao longo da ação.
Aedes aegypti, transmissor da dengue.
MS/Divulgação
Até o dia 5 de fevereiro, o estado de São Paulo registrou 4.647 casos de dengue e um óbito, segundo o governo estadual. Em 2025, já foram confirmados 882.884 casos e 1.124 óbitos no território paulista.
A estratégia de começar a imunização pelos profissionais de saúde foi articulada com os Grupos de Vigilância Epidemiológica (GVEs) de todas as regiões do estado, o Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-SP) e o Ministério da Saúde.
A distribuição das doses foi coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde, com envio aos municípios de acordo com critérios técnicos e a capacidade operacional de cada região.
De acordo com o governo, a tecnologia da Butantan-DV representa um avanço ao permitir uma imunização mais rápida da população, além de reduzir custos e simplificar a logística de aplicação em campanhas de grande escala. Até então, só estava disponível uma vacina que era aplicada em duas doses.
Ampolas da vacina contra dengue desenvolvida pelo Butantan
Camilla Carvalho/Instituto Butantan
Butantan-DV em Botucatu
O governo paulista iniciou a vacinação com a Butantan-DV em Botucatu. A cidade foi selecionada pela estrutura da rede de saúde e pela experiência em campanhas de vacinação em larga escala, além da circulação recente do sorotipo DENV-3.
A ação integra a estratégia nacional de imunização e será acompanhada por monitoramento técnico e científico.
Produzida em São Paulo, a vacina é resultado de anos de pesquisa e inovação científica e tem potencial para impactar diretamente a redução de casos graves da doença.
Composto pelos quatro sorotipos do vírus da dengue, o imunizante se mostrou seguro e eficaz tanto em pessoas com infecção prévia como naquelas que nunca tiveram contato com o patógeno.
A maioria das reações foi leve a moderada, sendo as principais dor e vermelhidão no local da injeção, dor de cabeça e fadiga. Eventos adversos sérios relacionados à vacina foram raros e todas as pessoas se recuperaram.
Para ampliar o público autorizado a receber o imunizante, recentemente, o Instituto Butantan começou a recrutar voluntários de 60 a 79 anos para ensaios clínicos da Butantan-DV em quatro centros de pesquisa em Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul, e um em Curitiba, no Paraná.
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arte/g1
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Palavras-chave:
tecnologia
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