Produtor rural cria 'engenhocas' para revolucionar plantio de abacaxi e leva inovação do agro até Taiwan
Publicado em: 22/02/2026 19:28
<br /> Ex-produtor inventa 'engenhocas' que facilitam a vida no campo
A paixão por plantar abacaxi levou o produtor rural Wagner Guidi, de Aparecida de Minas, distrito de Frutal, no Triângulo Mineiro, a transformar um problema em negócio. Diante da falta de mão de obra e da escassez de maquinário voltado para a cultura, ele decidiu criar as próprias soluções, e acabou desenvolvendo equipamentos que hoje são exportados até para Taiwan.
Wagner sempre teve uma grande paixão por plantar abacaxi e nunca cogitou desistir, mesmo diante das dificuldades. E foi essa persistência que o levou a criar sua primeira engenhoca: uma máquina capaz de pulverizar até um hectare por hora e aplicar o adubo bem próximo à planta.
Sem recursos para investir em tecnologia, ele aproveitou peças antigas que estavam guardadas em um barracão da fazenda, transformando criatividade e determinação em solução prática para melhorar a produção.
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“Eu fui pegando partes e emendando tudo. No final, deu certo o equipamento para pulverizar o abacaxi. O pessoal viu que eu estava economizando e começou a pedir que eu fizesse uma máquina para eles também”, lembra.
O segundo invento veio para atacar outro gargalo da produção: o plantio. Wagner criou uma plantadora de mudas de abacaxi, acoplada ao trator, na qual duas pessoas encaixam as mudas que caem diretamente na terra, já enfileiradas. Com ela, é possível plantar 3.600 mudas por hora, enquanto, no trabalho manual, um funcionário conseguia plantar cerca de 3 mil por dia.
Até chegar ao modelo atual, foram cinco anos de testes e cinco protótipos. “No dia que consegui colocar três mudas de abacaxi em pé com a máquina, eu concluí que tinha conseguido”, lembra o produtor.
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Além de agilizar o plantio, as máquinas aumentaram a precisão na aplicação de insumos e reduziram o desperdício de produtos. Segundo o produtor Júlio, que utiliza os equipamentos, a produtividade aumentou cerca de 20%.
“A eficiência está na agilidade, na uniformidade, na qualidade e na melhoria de vida para nós da agricultura”, destaca.
Com os resultados, Wagner transformou o antigo barracão em um pequeno polo de inovação agrícola. Hoje, produz cinco máquinas por mês, com peças pré-montadas, corte a laser e estrutura profissionalizada. “Agora mudou muito. Temos um capital maior e conseguimos avançar com os equipamentos”, diz.
A plantação de abacaxi foi o ponto de partida. Hoje, as engenhocas criadas por Wagner não apenas garantem o sustento da família, mas também atravessam fronteiras, levando inovação brasileira para o mundo.
De um barracão simples no interior de Minas, suas máquinas agora chegam a mercados internacionais, como o território asiático de Taiwan, levando consigo a força da inovação no agronegócio brasileiro. É a prova de que criatividade e persistência podem transformar sonhos em conquistas e colocar soluções desenvolvidas no campo no mapa global.
Máquina criada para facilitar o plantio de abacaxi
Reprodução/TV Integração
VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
A paixão por plantar abacaxi levou o produtor rural Wagner Guidi, de Aparecida de Minas, distrito de Frutal, no Triângulo Mineiro, a transformar um problema em negócio. Diante da falta de mão de obra e da escassez de maquinário voltado para a cultura, ele decidiu criar as próprias soluções, e acabou desenvolvendo equipamentos que hoje são exportados até para Taiwan.
Wagner sempre teve uma grande paixão por plantar abacaxi e nunca cogitou desistir, mesmo diante das dificuldades. E foi essa persistência que o levou a criar sua primeira engenhoca: uma máquina capaz de pulverizar até um hectare por hora e aplicar o adubo bem próximo à planta.
Sem recursos para investir em tecnologia, ele aproveitou peças antigas que estavam guardadas em um barracão da fazenda, transformando criatividade e determinação em solução prática para melhorar a produção.
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“Eu fui pegando partes e emendando tudo. No final, deu certo o equipamento para pulverizar o abacaxi. O pessoal viu que eu estava economizando e começou a pedir que eu fizesse uma máquina para eles também”, lembra.
O segundo invento veio para atacar outro gargalo da produção: o plantio. Wagner criou uma plantadora de mudas de abacaxi, acoplada ao trator, na qual duas pessoas encaixam as mudas que caem diretamente na terra, já enfileiradas. Com ela, é possível plantar 3.600 mudas por hora, enquanto, no trabalho manual, um funcionário conseguia plantar cerca de 3 mil por dia.
Até chegar ao modelo atual, foram cinco anos de testes e cinco protótipos. “No dia que consegui colocar três mudas de abacaxi em pé com a máquina, eu concluí que tinha conseguido”, lembra o produtor.
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Além de agilizar o plantio, as máquinas aumentaram a precisão na aplicação de insumos e reduziram o desperdício de produtos. Segundo o produtor Júlio, que utiliza os equipamentos, a produtividade aumentou cerca de 20%.
“A eficiência está na agilidade, na uniformidade, na qualidade e na melhoria de vida para nós da agricultura”, destaca.
Com os resultados, Wagner transformou o antigo barracão em um pequeno polo de inovação agrícola. Hoje, produz cinco máquinas por mês, com peças pré-montadas, corte a laser e estrutura profissionalizada. “Agora mudou muito. Temos um capital maior e conseguimos avançar com os equipamentos”, diz.
A plantação de abacaxi foi o ponto de partida. Hoje, as engenhocas criadas por Wagner não apenas garantem o sustento da família, mas também atravessam fronteiras, levando inovação brasileira para o mundo.
De um barracão simples no interior de Minas, suas máquinas agora chegam a mercados internacionais, como o território asiático de Taiwan, levando consigo a força da inovação no agronegócio brasileiro. É a prova de que criatividade e persistência podem transformar sonhos em conquistas e colocar soluções desenvolvidas no campo no mapa global.
Máquina criada para facilitar o plantio de abacaxi
Reprodução/TV Integração
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Palavras-chave:
tecnologia
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