Qualificação no campo amplia oportunidades e fortalece o agro tocantinense
Publicado em: 24/02/2026 16:00
<br /> O avanço tecnológico nas lavouras do Tocantins elevou o nível de exigência dentro das propriedades rurais e ampliou a demanda por mão de obra qualificada. Máquinas com GPS, piloto automático, monitoramento de colheita e sistemas de agricultura de precisão já fazem parte da rotina da produção de soja e milho, exigindo operadores preparados para lidar com tecnologias cada vez mais sofisticadas.
Durante as capacitações do Senar Tocantins, alunos recebem orientação prática sobre regulagem, plantio e uso adequado dos equipamentos, reforçando a importância da qualificação técnica para garantir eficiência e produtividade no campo
Gibson Neres Rufo
Se antes a função era predominantemente operacional, hoje o profissional precisa compreender regulagens técnicas, interpretar dados embarcados nos equipamentos, realizar manutenção preventiva e atuar com segurança na aplicação de insumos. A qualificação passou a ser fator estratégico para garantir eficiência, reduzir perdas e manter a competitividade da produção.
A relevância do setor ajuda a dimensionar esse movimento. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o agronegócio responde por cerca de 29% do Produto Interno Bruto nacional. No segundo trimestre de 2025, foi o segmento que mais gerou empregos no país, com crescimento de 2,7% na ocupação, segundo a PNAD Contínua do IBGE, totalizando 206 mil novos postos de trabalho.
Para a Aprosoja Tocantins, esse cenário confirma que o crescimento da produção precisa caminhar lado a lado com o fortalecimento da qualificação profissional. O vice-presidente da entidade, Thiago Facco, ressalta que o avanço tecnológico nas propriedades exige preparo técnico constante.
“A produção tocantinense evoluiu significativamente em tecnologia. Para acompanhar esse ritmo, precisamos de profissionais capacitados, que atuem com eficiência e segurança dentro das propriedades. Investir em qualificação é fortalecer a competitividade do agro e ampliar oportunidades no campo”, afirma.
Na região sul do estado, o presidente do Sindicato Rural de Gurupi, João Victor Stival, destaca que a profissionalização deve envolver tanto o colaborador quanto o próprio produtor rural.
“A qualificação é fundamental para que o produtor compreenda as tecnologias disponíveis e utilize aquilo que realmente faz sentido para o seu sistema produtivo.
Muitas vezes não é a tecnologia que não funciona, mas a falta de conhecimento para aplicá-la corretamente”, observa.
Segundo ele, o Sindicato Rural de Gurupi, em parceria com a FAET, o Senar e a CNA, disponibiliza mais de 100 cursos gratuitos voltados a produtores, trabalhadores rurais e pessoas interessadas em ingressar no setor. Entre os mais procurados estão Operador de Máquinas Agrícolas, Operador de Drone e Classificador de Grãos. A instituição também mantém turmas do curso técnico em Zootecnia e do curso técnico em Segurança do Trabalho, com duração de dois anos.
“Ainda existe uma demanda importante por mão de obra qualificada. Ao ampliar as capacitações, aumentamos a produtividade e criamos novas oportunidades dentro das propriedades”, complementa.
No âmbito estadual, o Senar Tocantins mantém um portfólio diversificado de capacitações na área de mecanização, estruturado conforme as demandas apresentadas pelos sindicatos rurais e pelo próprio setor produtivo. São ofertados treinamentos em operação e manutenção de tratores, colhedoras, pulverizadores autopropelidos, semeadoras, implementos agrícolas, retroescavadeiras, pá-carregadeiras e escavadeiras hidráulicas, além de cursos em tecnologia de precisão e monitoramento de colheita.
Dentro da cabine, o operador assume papel estratégico na condução das operações agrícolas, unindo experiência prática e qualificação técnica no campo
Arquivo pessoal
Instrutor do Senar, Gibson Neres Rufo observa que o mercado tem se tornado mais seletivo e valorizado profissionais com formação técnica consistente. “O produtor busca um profissional que saiba operar, mas também interpretar as informações da máquina, realizar manutenção básica e cuidar do equipamento. Hoje, o operador é classificado por níveis, conforme as habilidades e a diversidade de máquinas que consegue operar com qualidade. Quanto maior a qualificação, maior a valorização no mercado”, explica.
Segundo ele, o bom profissional tem sido disputado no Tocantins, especialmente diante da expansão agrícola e da necessidade de equipes preparadas para atuar ao longo de todo o ciclo produtivo. Dados do Senar Tocantins indicam que, em 2025, a área de mecanização consolidou-se como o segundo segmento mais executado pela instituição no estado.
Segundo o Senar, a busca por novas tecnologias no campo pode ser exemplificada com a demanda pelo curso de Operação de Drone e Mapeamento Aéreo. Em 2025 foi destaque com a realização de 183 turmas em diversas regiões do estado e com
1.839 alunos capacitados, evidenciando o avanço das tecnologias digitais no campo e a crescente demanda por qualificação especializada.
Para o superintendente do Senar Tocantins, Rayley Luzza, o fortalecimento da qualificação profissional é condição essencial para sustentar o crescimento do agro tocantinense. “O Tocantins vive um momento de expansão agrícola e precisamos assegurar que esse crescimento seja acompanhado por formação técnica de qualidade. O Senar atua em diálogo permanente com sindicatos, produtores e empresas para identificar as demandas regionais e ofertar capacitações alinhadas às cadeias produtivas locais. Capacitar pessoas é investir na sustentabilidade e na competitividade do agro”, ressalta.
A formação inclui diagnóstico e manutenção preventiva, preparando profissionais para atuar com mais segurança e autonomia nas propriedades rurais
Gibson Neres Rufo
Na prática, a qualificação tem transformado trajetórias profissionais como a de Romildo Pereira, operador na Fazenda São Sebastião, na região de Araguacema. Filho de pequeno produtor rural, ele buscou capacitação para acompanhar a evolução das máquinas e realizou cursos de operação e manutenção de tratores, agricultura de precisão, uso de GPS e aplicação segura de defensivos.
“O que mais me chamou a atenção foi a agricultura de precisão. Hoje a máquina não é só dirigir, é preciso entender o que está fazendo”, afirma.
Segundo ele, a formação trouxe mais segurança e confiança na rotina de trabalho. Exemplos como o de Romildo mostram que investir em conhecimento amplia oportunidades e fortalece o desenvolvimento do agro tocantinense.
Durante as capacitações do Senar Tocantins, alunos recebem orientação prática sobre regulagem, plantio e uso adequado dos equipamentos, reforçando a importância da qualificação técnica para garantir eficiência e produtividade no campo
Gibson Neres Rufo
Se antes a função era predominantemente operacional, hoje o profissional precisa compreender regulagens técnicas, interpretar dados embarcados nos equipamentos, realizar manutenção preventiva e atuar com segurança na aplicação de insumos. A qualificação passou a ser fator estratégico para garantir eficiência, reduzir perdas e manter a competitividade da produção.
A relevância do setor ajuda a dimensionar esse movimento. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o agronegócio responde por cerca de 29% do Produto Interno Bruto nacional. No segundo trimestre de 2025, foi o segmento que mais gerou empregos no país, com crescimento de 2,7% na ocupação, segundo a PNAD Contínua do IBGE, totalizando 206 mil novos postos de trabalho.
Para a Aprosoja Tocantins, esse cenário confirma que o crescimento da produção precisa caminhar lado a lado com o fortalecimento da qualificação profissional. O vice-presidente da entidade, Thiago Facco, ressalta que o avanço tecnológico nas propriedades exige preparo técnico constante.
“A produção tocantinense evoluiu significativamente em tecnologia. Para acompanhar esse ritmo, precisamos de profissionais capacitados, que atuem com eficiência e segurança dentro das propriedades. Investir em qualificação é fortalecer a competitividade do agro e ampliar oportunidades no campo”, afirma.
Na região sul do estado, o presidente do Sindicato Rural de Gurupi, João Victor Stival, destaca que a profissionalização deve envolver tanto o colaborador quanto o próprio produtor rural.
“A qualificação é fundamental para que o produtor compreenda as tecnologias disponíveis e utilize aquilo que realmente faz sentido para o seu sistema produtivo.
Muitas vezes não é a tecnologia que não funciona, mas a falta de conhecimento para aplicá-la corretamente”, observa.
Segundo ele, o Sindicato Rural de Gurupi, em parceria com a FAET, o Senar e a CNA, disponibiliza mais de 100 cursos gratuitos voltados a produtores, trabalhadores rurais e pessoas interessadas em ingressar no setor. Entre os mais procurados estão Operador de Máquinas Agrícolas, Operador de Drone e Classificador de Grãos. A instituição também mantém turmas do curso técnico em Zootecnia e do curso técnico em Segurança do Trabalho, com duração de dois anos.
“Ainda existe uma demanda importante por mão de obra qualificada. Ao ampliar as capacitações, aumentamos a produtividade e criamos novas oportunidades dentro das propriedades”, complementa.
No âmbito estadual, o Senar Tocantins mantém um portfólio diversificado de capacitações na área de mecanização, estruturado conforme as demandas apresentadas pelos sindicatos rurais e pelo próprio setor produtivo. São ofertados treinamentos em operação e manutenção de tratores, colhedoras, pulverizadores autopropelidos, semeadoras, implementos agrícolas, retroescavadeiras, pá-carregadeiras e escavadeiras hidráulicas, além de cursos em tecnologia de precisão e monitoramento de colheita.
Dentro da cabine, o operador assume papel estratégico na condução das operações agrícolas, unindo experiência prática e qualificação técnica no campo
Arquivo pessoal
Instrutor do Senar, Gibson Neres Rufo observa que o mercado tem se tornado mais seletivo e valorizado profissionais com formação técnica consistente. “O produtor busca um profissional que saiba operar, mas também interpretar as informações da máquina, realizar manutenção básica e cuidar do equipamento. Hoje, o operador é classificado por níveis, conforme as habilidades e a diversidade de máquinas que consegue operar com qualidade. Quanto maior a qualificação, maior a valorização no mercado”, explica.
Segundo ele, o bom profissional tem sido disputado no Tocantins, especialmente diante da expansão agrícola e da necessidade de equipes preparadas para atuar ao longo de todo o ciclo produtivo. Dados do Senar Tocantins indicam que, em 2025, a área de mecanização consolidou-se como o segundo segmento mais executado pela instituição no estado.
Segundo o Senar, a busca por novas tecnologias no campo pode ser exemplificada com a demanda pelo curso de Operação de Drone e Mapeamento Aéreo. Em 2025 foi destaque com a realização de 183 turmas em diversas regiões do estado e com
1.839 alunos capacitados, evidenciando o avanço das tecnologias digitais no campo e a crescente demanda por qualificação especializada.
Para o superintendente do Senar Tocantins, Rayley Luzza, o fortalecimento da qualificação profissional é condição essencial para sustentar o crescimento do agro tocantinense. “O Tocantins vive um momento de expansão agrícola e precisamos assegurar que esse crescimento seja acompanhado por formação técnica de qualidade. O Senar atua em diálogo permanente com sindicatos, produtores e empresas para identificar as demandas regionais e ofertar capacitações alinhadas às cadeias produtivas locais. Capacitar pessoas é investir na sustentabilidade e na competitividade do agro”, ressalta.
A formação inclui diagnóstico e manutenção preventiva, preparando profissionais para atuar com mais segurança e autonomia nas propriedades rurais
Gibson Neres Rufo
Na prática, a qualificação tem transformado trajetórias profissionais como a de Romildo Pereira, operador na Fazenda São Sebastião, na região de Araguacema. Filho de pequeno produtor rural, ele buscou capacitação para acompanhar a evolução das máquinas e realizou cursos de operação e manutenção de tratores, agricultura de precisão, uso de GPS e aplicação segura de defensivos.
“O que mais me chamou a atenção foi a agricultura de precisão. Hoje a máquina não é só dirigir, é preciso entender o que está fazendo”, afirma.
Segundo ele, a formação trouxe mais segurança e confiança na rotina de trabalho. Exemplos como o de Romildo mostram que investir em conhecimento amplia oportunidades e fortalece o desenvolvimento do agro tocantinense.
Palavras-chave:
tecnologia
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