Perfis falsos de mais de 100 advogados foram usados em golpes que somam prejuízo de R$ 500 mil
Publicado em: 04/03/2026 11:17
<br /> Golpistas se passavam por advogados em perfis falsos para abordar clientes
Cento e vinte advogados foram alvo de golpistas que usavam o nome deles para cobrar taxas inexistentes de clientes em quatro estados. A informação foi divulgada pela Polícia Civil do Piauí durante coletiva sobre a Operação Falso Advogado, realizada nesta quarta-feira (4).
Até a última atualização, 14 suspeitos tinham sido presos durante a ação deflagrada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do Piauí.
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Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, os suspeitos acessavam processos públicos para identificar advogados e buscar fotos deles. Com essas imagens, eles contatavam os clientes usando números de telefone diferentes.
"Eles diziam que a ação judicial dos clientes tinha sido julgada procedente e pediam o pagamento de, por exemplo, R$ 10 mil", explicou o delegado-geral.
Os golpistas não eram advogados nem servidores públicos, afirmou o delegado Humberto Mácola, coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Entre os suspeitos há pessoas procuradas por roubo e tráfico de drogas.
Uma das vítimas recebeu contato de um falso advogado, que a orientou a fazer uma videochamada com alguém que se passava por servidor do Tribunal de Justiça do Piauí. Esse segundo golpista conseguiu convencê-la a repassar o dinheiro.
"Os processos eram variados, desde a área cível até a trabalhista. Outra vítima tinha R$ 1 milhão para receber e perdeu R$ 70 mil. Jovens e idosos sofreram esses golpes", comentou o delegado Humberto.
A investigação apontou que os criminosos causaram um prejuízo de cerca de R$ 500 mil.
Sobre a operação
Suspeitos de criar perfis falsos de advogados e cobrar taxas de vítimas são presos
Divulgação/SSP-PI
A Operação Falso Advogado foi deflagrada nesta quarta (4) com o intuito de prender golpistas suspeitos de se passar por advogados e servidores da Justiça e cobrar taxas inexistentes a vítimas com processos judiciais.
O delegado Humberto Mácola, coordenador do DRCC, afirmou que pelo menos 50 vítimas foram feitas inicialmente — todas do Piauí.
Ao todo, a polícia procura prender 31 pessoas envolvidas no esquema, além de cumprir 31 mandados de busca e apreensão em Fortaleza (CE), Maracanaú (CE), Tauá (CE), Pacatuba (CE), Caucaia (CE) Aracoiaba (CE), Aparecida de Goiânia (GO), Manaus (AM), Borba (AM), Recife (PE) e Paulista (PE).
A operação contou com apoio das Polícias Civis do Ceará, Goiás, Pernambuco e Amazonas.
Informações privilegiadas de processos sigilosos
Segundo o delegado, os suspeitos tinham acesso a informações de processos sigilosos e usavam técnicas de engenharia social para enganar as vítimas.
"Eles criavam perfis falsos no WhatsApp e se passavam pelos advogados das vítimas. Diziam que os processos tinham tido ganhos de causas e solicitavam taxas inexistentes para liberar os alvarás", explicou o delegado ao g1.
"Assim, as vítimas, acreditando que estavam realmente falando com seus advogados, transferiam valores a esses criminosos. Inclusive, tinham chamadas de vídeo em que eles se passavam por servidores da Justiça para tentar dar mais credibilidade aos golpes", acrescentou.
Mácola alertou que advogados e tribunais não pedem pagamentos imediatos por Pix para liberar valores judiciais. Ele orientou que clientes sempre confirmem informações com o escritório por um número oficial já conhecido.
VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Cento e vinte advogados foram alvo de golpistas que usavam o nome deles para cobrar taxas inexistentes de clientes em quatro estados. A informação foi divulgada pela Polícia Civil do Piauí durante coletiva sobre a Operação Falso Advogado, realizada nesta quarta-feira (4).
Até a última atualização, 14 suspeitos tinham sido presos durante a ação deflagrada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do Piauí.
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Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, os suspeitos acessavam processos públicos para identificar advogados e buscar fotos deles. Com essas imagens, eles contatavam os clientes usando números de telefone diferentes.
"Eles diziam que a ação judicial dos clientes tinha sido julgada procedente e pediam o pagamento de, por exemplo, R$ 10 mil", explicou o delegado-geral.
Os golpistas não eram advogados nem servidores públicos, afirmou o delegado Humberto Mácola, coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Entre os suspeitos há pessoas procuradas por roubo e tráfico de drogas.
Uma das vítimas recebeu contato de um falso advogado, que a orientou a fazer uma videochamada com alguém que se passava por servidor do Tribunal de Justiça do Piauí. Esse segundo golpista conseguiu convencê-la a repassar o dinheiro.
"Os processos eram variados, desde a área cível até a trabalhista. Outra vítima tinha R$ 1 milhão para receber e perdeu R$ 70 mil. Jovens e idosos sofreram esses golpes", comentou o delegado Humberto.
A investigação apontou que os criminosos causaram um prejuízo de cerca de R$ 500 mil.
Sobre a operação
Suspeitos de criar perfis falsos de advogados e cobrar taxas de vítimas são presos
Divulgação/SSP-PI
A Operação Falso Advogado foi deflagrada nesta quarta (4) com o intuito de prender golpistas suspeitos de se passar por advogados e servidores da Justiça e cobrar taxas inexistentes a vítimas com processos judiciais.
O delegado Humberto Mácola, coordenador do DRCC, afirmou que pelo menos 50 vítimas foram feitas inicialmente — todas do Piauí.
Ao todo, a polícia procura prender 31 pessoas envolvidas no esquema, além de cumprir 31 mandados de busca e apreensão em Fortaleza (CE), Maracanaú (CE), Tauá (CE), Pacatuba (CE), Caucaia (CE) Aracoiaba (CE), Aparecida de Goiânia (GO), Manaus (AM), Borba (AM), Recife (PE) e Paulista (PE).
A operação contou com apoio das Polícias Civis do Ceará, Goiás, Pernambuco e Amazonas.
Informações privilegiadas de processos sigilosos
Segundo o delegado, os suspeitos tinham acesso a informações de processos sigilosos e usavam técnicas de engenharia social para enganar as vítimas.
"Eles criavam perfis falsos no WhatsApp e se passavam pelos advogados das vítimas. Diziam que os processos tinham tido ganhos de causas e solicitavam taxas inexistentes para liberar os alvarás", explicou o delegado ao g1.
"Assim, as vítimas, acreditando que estavam realmente falando com seus advogados, transferiam valores a esses criminosos. Inclusive, tinham chamadas de vídeo em que eles se passavam por servidores da Justiça para tentar dar mais credibilidade aos golpes", acrescentou.
Mácola alertou que advogados e tribunais não pedem pagamentos imediatos por Pix para liberar valores judiciais. Ele orientou que clientes sempre confirmem informações com o escritório por um número oficial já conhecido.
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Palavras-chave:
cibernético
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