Guerra no Irã elimina projeção de crescimento global e alimenta a inflação, diz OCDE
Publicado em: 26/03/2026 08:12
<br /> Contêineres de carga empilhados na Terminal Island, no porto de Los Angeles, Califórnia, EUA, em 24 de fevereiro de 2026
REUTERS/Mike Blake
O conflito no Oriente Médio já impacta a economia global e reduziu as perspectivas de crescimento, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (26) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
De acordo com a entidade, a guerra — que afeta o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz — aumentou o risco de alta da inflação e interrompeu uma trajetória de recuperação mais forte da economia mundial.
Antes da escalada do conflito com o Irã, a OCDE avaliava que o crescimento global poderia superar as expectativas. Esse cenário, no entanto, foi revertido.
A projeção agora é de desaceleração do PIB global, que deve passar de 3,3% em 2025 para 2,9% em 2026. Em 2027, a estimativa é de leve recuperação, para 3,0%.
Segundo o relatório, o aumento nos preços de energia e a incerteza em torno da guerra compensam fatores positivos, como investimentos em tecnologia e condições comerciais mais favoráveis.
As estimativas consideram que a pressão no mercado de energia deve diminuir gradualmente a partir de meados de 2026, com queda nos preços do petróleo, gás e fertilizantes.
Para o Brasil, a OCDE reduziu as projeções de crescimento em 0,2 ponto percentual para 2026 e em 0,1 ponto para 2027. A expectativa é de alta de 1,5% e 2,1% do PIB, respectivamente.
A inflação também deve subir. Nos países do G20, a previsão é de que fique em 4,0% em 2026 — 1,2 ponto percentual acima do estimado anteriormente — antes de recuar para 2,7% em 2027.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Impacto nos EUA
A guerra agrava um cenário já desafiador para o comércio internacional.
Nos Estados Unidos, a OCDE projeta desaceleração do crescimento econômico, de 2,0% em 2026 para 1,7% em 2027. O avanço dos investimentos em inteligência artificial deve perder força diante da redução da renda real e do consumo.
A inflação americana também deve ser maior que o previsto, chegando a 4,2% em 2026 — alta de 1,2 ponto percentual em relação à projeção anterior.
Cenário global
Na China, a previsão é de crescimento de 4,4% em 2026 e 4,3% em 2027, em linha com estimativas anteriores.
Já na zona do euro, a OCDE revisou para baixo as projeções. O crescimento deve ser de 0,8% em 2026 e 1,2% em 2027, pressionado pelos custos mais altos de energia.
No Japão, a expectativa é de crescimento de 0,9% em 2026 e 2027, sem mudanças, já que o aumento no custo das importações de energia compensa o investimento das empresas.
Diante do cenário, a OCDE recomenda que bancos centrais mantenham cautela e que governos adotem medidas de apoio focadas e temporárias para proteger as famílias dos impactos da inflação.
LEIA TAMBÉM:
Petróleo volta a atingir US$ 100 com guerra no Oriente Médio e derruba bolsas globais
REUTERS/Mike Blake
O conflito no Oriente Médio já impacta a economia global e reduziu as perspectivas de crescimento, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (26) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
De acordo com a entidade, a guerra — que afeta o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz — aumentou o risco de alta da inflação e interrompeu uma trajetória de recuperação mais forte da economia mundial.
Antes da escalada do conflito com o Irã, a OCDE avaliava que o crescimento global poderia superar as expectativas. Esse cenário, no entanto, foi revertido.
A projeção agora é de desaceleração do PIB global, que deve passar de 3,3% em 2025 para 2,9% em 2026. Em 2027, a estimativa é de leve recuperação, para 3,0%.
Segundo o relatório, o aumento nos preços de energia e a incerteza em torno da guerra compensam fatores positivos, como investimentos em tecnologia e condições comerciais mais favoráveis.
As estimativas consideram que a pressão no mercado de energia deve diminuir gradualmente a partir de meados de 2026, com queda nos preços do petróleo, gás e fertilizantes.
Para o Brasil, a OCDE reduziu as projeções de crescimento em 0,2 ponto percentual para 2026 e em 0,1 ponto para 2027. A expectativa é de alta de 1,5% e 2,1% do PIB, respectivamente.
A inflação também deve subir. Nos países do G20, a previsão é de que fique em 4,0% em 2026 — 1,2 ponto percentual acima do estimado anteriormente — antes de recuar para 2,7% em 2027.
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Impacto nos EUA
A guerra agrava um cenário já desafiador para o comércio internacional.
Nos Estados Unidos, a OCDE projeta desaceleração do crescimento econômico, de 2,0% em 2026 para 1,7% em 2027. O avanço dos investimentos em inteligência artificial deve perder força diante da redução da renda real e do consumo.
A inflação americana também deve ser maior que o previsto, chegando a 4,2% em 2026 — alta de 1,2 ponto percentual em relação à projeção anterior.
Cenário global
Na China, a previsão é de crescimento de 4,4% em 2026 e 4,3% em 2027, em linha com estimativas anteriores.
Já na zona do euro, a OCDE revisou para baixo as projeções. O crescimento deve ser de 0,8% em 2026 e 1,2% em 2027, pressionado pelos custos mais altos de energia.
No Japão, a expectativa é de crescimento de 0,9% em 2026 e 2027, sem mudanças, já que o aumento no custo das importações de energia compensa o investimento das empresas.
Diante do cenário, a OCDE recomenda que bancos centrais mantenham cautela e que governos adotem medidas de apoio focadas e temporárias para proteger as famílias dos impactos da inflação.
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