Indígena Zo'é é resgatado após ser atingido por flecha durante caçada no interior da Amazônia
Publicado em: 01/04/2026 15:17
<br /> Indígena Zo’é é resgatado após ser atingido por flecha durante caçada no interior do PA
Um indígena do povo Zo’é foi resgatado após ser atingido acidentalmente por uma flecha durante uma caçada na manhã de terça-feira (31) na região de Óbidos, no oeste do Pará. O caso foi divulgado nas redes sociais pelo médico neurocirurgião Erik Jennings, que realiza há mais de duas décadas o atendimento de saúde na área indígena.
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De acordo com o relato do médico, o acidente ocorreu durante uma caçada de macaco, quando a flecha atingiu a região do abdômen do indígena. Diante da gravidade, equipes de saúde e membros da comunidade iniciaram um deslocamento pela mata fechada para encontrar o paciente ainda no trajeto entre aldeias.
A operação de resgate enfrentou dificuldades impostas pelo terreno acidentado e pelas fortes chuvas. Segundo Jennings, o território é composto por morros e trilhas sinuosas. O transporte do paciente foi feito com técnicas tradicionais utilizadas pelos próprios indígenas, adaptadas às condições da floresta - eles amarraram uma rede em um pedaço de pau.
“Não é precariedade, mas sim uma tecnologia da floresta”, destacou o médico.
Indígena Zo’é é resgatado após ser atingido por flecha
Redes Sociais
O grupo conseguiu chegar a uma base de apoio por volta das 23h40. No local, o paciente foi avaliado e apresentava quadro estável. No entanto, há suspeita de que a flecha tenha atingido a região de transição entre o tórax e o abdômen, o que pode indicar comprometimento de órgãos internos.
Diante da incerteza, a equipe médica decidiu pela necessidade de transferência para realização de exames mais detalhados, como tomografia de tórax e abdômen.
Segundo Jennings, situações como essa exigem atenção especial, mesmo quando o paciente aparenta estabilidade.
"É um paciente potencialmente grave, então precisamos investigar melhor”, explicou.
O atendimento contou com a atuação conjunta de profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), além do apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas e integrantes da própria comunidade Zo’é.
O médico também destacou o papel da coletividade no cuidado com o paciente. “Essa é uma rotina de cuidado de um povo com cada um de seus membros”, afirmou.
O indígena segue sob cuidados médicos e aguarda transferência para unidade com estrutura adequada para exames de maior complexidade.
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Um indígena do povo Zo’é foi resgatado após ser atingido acidentalmente por uma flecha durante uma caçada na manhã de terça-feira (31) na região de Óbidos, no oeste do Pará. O caso foi divulgado nas redes sociais pelo médico neurocirurgião Erik Jennings, que realiza há mais de duas décadas o atendimento de saúde na área indígena.
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De acordo com o relato do médico, o acidente ocorreu durante uma caçada de macaco, quando a flecha atingiu a região do abdômen do indígena. Diante da gravidade, equipes de saúde e membros da comunidade iniciaram um deslocamento pela mata fechada para encontrar o paciente ainda no trajeto entre aldeias.
A operação de resgate enfrentou dificuldades impostas pelo terreno acidentado e pelas fortes chuvas. Segundo Jennings, o território é composto por morros e trilhas sinuosas. O transporte do paciente foi feito com técnicas tradicionais utilizadas pelos próprios indígenas, adaptadas às condições da floresta - eles amarraram uma rede em um pedaço de pau.
“Não é precariedade, mas sim uma tecnologia da floresta”, destacou o médico.
Indígena Zo’é é resgatado após ser atingido por flecha
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O grupo conseguiu chegar a uma base de apoio por volta das 23h40. No local, o paciente foi avaliado e apresentava quadro estável. No entanto, há suspeita de que a flecha tenha atingido a região de transição entre o tórax e o abdômen, o que pode indicar comprometimento de órgãos internos.
Diante da incerteza, a equipe médica decidiu pela necessidade de transferência para realização de exames mais detalhados, como tomografia de tórax e abdômen.
Segundo Jennings, situações como essa exigem atenção especial, mesmo quando o paciente aparenta estabilidade.
"É um paciente potencialmente grave, então precisamos investigar melhor”, explicou.
O atendimento contou com a atuação conjunta de profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), além do apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas e integrantes da própria comunidade Zo’é.
O médico também destacou o papel da coletividade no cuidado com o paciente. “Essa é uma rotina de cuidado de um povo com cada um de seus membros”, afirmou.
O indígena segue sob cuidados médicos e aguarda transferência para unidade com estrutura adequada para exames de maior complexidade.
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Palavras-chave:
tecnologia
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