FMI eleva projeção de crescimento do Brasil em 2026 e cita impacto positivo da guerra no Oriente Médio
Publicado em: 14/04/2026 10:38
<br /> Jornal Nacional/ Reprodução
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a perspectiva de crescimento do Brasil para este ano, citando um pequeno impacto positivo da guerra no Oriente Médio já que o Brasil é exportador de petróleo, mas piorou o cenário para 2027, mostrou o relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta terça-feira (14).
No documento, o FMI passou a ver uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 1,9% em 2026, um avanço de 0,3 ponto percentual em relação à projeção feita em janeiro, mas o mesmo ritmo estimado pelo Fundo em outubro do ano passado.
Ainda assim, o desempenho fica abaixo do avanço de 2,3% do PIB que o Brasil registrou em 2025, que foi o pior desde 2020, segundo dados do IBGE.
"A guerra deve ter um pequeno efeito positivo em 2026, já que o país é exportador de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual", apontou o FMI.
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➡️A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, e vem elevando os preços do combustível e provocando preocupações com a inflação.
A perspectiva do FMI para a economia brasileira é melhor do que a do Banco Central, de 1,6% e fica bem próximo das estimativas do mercado financeiro, de 1,85% segundo o Boletim Focus. O número, no entanto, ainda fica abaixo do projetado pelo Ministério da Fazenda (2,3%).
Já para o próximo ano, a projeção do FMI reduziu em 0,3 p.p. em relação à previsão de janeiro, para 2%. O corte reflete a perspectiva de desaceleração da demanda global, com custos mais altos de insumos e condições financeiras mais apertadas.
"Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grande colchão de liquidez do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a absorver o choque", ponderou o FMI.
As perspectivas do FMI para o Brasil neste ano e no próximo ficaram abaixo das projeções para a América Latina e Caribe, cujas expectativas de crescimento são de respectivamente 2,3% e 2,7%.
"O impacto do conflito no Oriente Médio dentro da região é heterogêneo, com as economias menores sendo afetadas de forma mais negativa", alertou.
As contas do Fundo para a economia brasileira também são piores do que as das Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, que o Fundo projetou em 3,9% e 4,2%.
Guerra reduz projeção de crescimento global
O FMI indicou, ainda, que o mundo caminha para um cenário econômico "adverso", principalmente em meio às constantes interrupções no fornecimento de energia por conta da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo o relatório, a projeção para o crescimento global ficou em 2,5% em 2026.
O Fundo ainda alertou que o conflito no Oriente Médio está aumentando os riscos à estabilidade financeira global por meio de pressões inflacionárias. Segundo o FMI, o aumento dos preços pode causar um aperto nos mercados de financiamento pelo mundo, potencialmente prejudicando instituições não bancárias, crédito privado e tomadores de empréstimos de inteligência artificial.
"Quanto mais tempo o conflito durar, maior será o risco de que as condições financeiras globais — que eram muito favoráveis antes da guerra — possam se tornar ainda mais restritivas e abruptas", alertou o Fundo.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a perspectiva de crescimento do Brasil para este ano, citando um pequeno impacto positivo da guerra no Oriente Médio já que o Brasil é exportador de petróleo, mas piorou o cenário para 2027, mostrou o relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta terça-feira (14).
No documento, o FMI passou a ver uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 1,9% em 2026, um avanço de 0,3 ponto percentual em relação à projeção feita em janeiro, mas o mesmo ritmo estimado pelo Fundo em outubro do ano passado.
Ainda assim, o desempenho fica abaixo do avanço de 2,3% do PIB que o Brasil registrou em 2025, que foi o pior desde 2020, segundo dados do IBGE.
"A guerra deve ter um pequeno efeito positivo em 2026, já que o país é exportador de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual", apontou o FMI.
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A perspectiva do FMI para a economia brasileira é melhor do que a do Banco Central, de 1,6% e fica bem próximo das estimativas do mercado financeiro, de 1,85% segundo o Boletim Focus. O número, no entanto, ainda fica abaixo do projetado pelo Ministério da Fazenda (2,3%).
Já para o próximo ano, a projeção do FMI reduziu em 0,3 p.p. em relação à previsão de janeiro, para 2%. O corte reflete a perspectiva de desaceleração da demanda global, com custos mais altos de insumos e condições financeiras mais apertadas.
"Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grande colchão de liquidez do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a absorver o choque", ponderou o FMI.
As perspectivas do FMI para o Brasil neste ano e no próximo ficaram abaixo das projeções para a América Latina e Caribe, cujas expectativas de crescimento são de respectivamente 2,3% e 2,7%.
"O impacto do conflito no Oriente Médio dentro da região é heterogêneo, com as economias menores sendo afetadas de forma mais negativa", alertou.
As contas do Fundo para a economia brasileira também são piores do que as das Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, que o Fundo projetou em 3,9% e 4,2%.
Guerra reduz projeção de crescimento global
O FMI indicou, ainda, que o mundo caminha para um cenário econômico "adverso", principalmente em meio às constantes interrupções no fornecimento de energia por conta da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo o relatório, a projeção para o crescimento global ficou em 2,5% em 2026.
O Fundo ainda alertou que o conflito no Oriente Médio está aumentando os riscos à estabilidade financeira global por meio de pressões inflacionárias. Segundo o FMI, o aumento dos preços pode causar um aperto nos mercados de financiamento pelo mundo, potencialmente prejudicando instituições não bancárias, crédito privado e tomadores de empréstimos de inteligência artificial.
"Quanto mais tempo o conflito durar, maior será o risco de que as condições financeiras globais — que eram muito favoráveis antes da guerra — possam se tornar ainda mais restritivas e abruptas", alertou o Fundo.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Palavras-chave:
inteligência artificial
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