'Robô', natação e busca por polilaminina: veja rotina de recuperação de estudante que ficou paraplégica após acidente com viatura da polícia
Publicado em: 16/04/2026 08:24
<br /> Veja rotina de recuperação de estudante que ficou paraplégica após acidente com viatura
A estudante Ana Caroliny Siqueira Mendes, de 18 anos, que ficou paraplégica após um acidente com uma viatura da Polícia Civil, entre Leopoldo de Bulhões e Silvânia, na região sudeste de Goiás, compartilha vídeos na internet sobre sua rotina de recuperação (veja o vídeo acima). Segundo Shirlley Siqueira, tia da jovem, o novo tratamento com um "robô" dá esperança para a família, que busca na Justiça a aplicação de polilaminina.
O acidente aconteceu na GO-330, em julho do ano passado. O carro em que eles estavam capotou após desviar de um caminhão que invadiu a pista contrária (veja o vídeo abaixo). Além de Ana Caroliny, o delegado Leonardo Sanches também sobreviveu ao acidente, mas ficou tetraplégico. Outras duas pessoas morreram.
Câmera registra acidente com viatura que causou morte de estagiária e agente na GO-330
Nas redes sociais, a família publicou um vídeo da jovem em diversas terapias para tentar retomar o movimento das pernas. Natação terapêutica, fisioterapia, ecoterapia e terapias complementares com ventosa são alguns dos tratamentos feitos por Ana Caroliny.
Ao g1, Shirlley relata que a rotina da jovem não é fácil e exige tratamento intenso, com várias terapias ao longo da semana. Segundo a tia, quarta-feira é o dia mais cansativo da semana.
Ana Caroliny faz diversos tratamentos para tentar recuperar os movimentos após acidente em Goiás
Reprodução/Instagram de Shirlley Siqueira
Neste dia, ela faz terapia ocupacional, hidroterapia e a reabilitação robótica que é feita com uma estrutura robótica, um dispositivo externo aplicado ao corpo para dar apoio e alinhar articulações e ossos.
"É um robô de tecnologia avançada, [...] um tratamento robótico, um dos melhores e de maior valor. Cada sessão custa R$ 400. [...] É uma rotina cansativa, intensa… mas cheia de esperança", desabafou.
Segundo Shirlley, a família enfrenta um momento delicado em relação à continuidade do tratamento. Atualmente, Ana é acompanhada pelo Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) e complementa as terapias na rede particular.
"O tratamento na rede particular acaba sendo indispensável em vários momentos, porém os custos são muito altos e nossa condição financeira já não consegue acompanhar", disse.
Atualmente, a prefeitura ajuda com o transporte de Silvânia para Goiânia e com uma refeição, mas os gastos continuam altos em razão das despesas com medicações e fisioterapias. Além disso, a família conta que o contrato com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) foi suspenso.
Fisioterapia é fundamental para a recuperação da jovem
Reprodução/Instagram de Shirlley Siqueira
A esperança da polilaminina
A família de Ana Caroliny está buscando na Justiça o direito de receber uma aplicação de polilaminina, composto que tem potencial para regenerar lesões medulares e é utilizado em uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Recentemente, duas pessoas em Goiás conseguiram o direito à aplicação na Justiça, sendo que uma delas é o delegado Leonardo Sanches, que estava na mesma viatura que Ana Caroliny. Segundo a família, o processo ainda encontra "dificuldades de aceitação".
"Hoje, também seguimos com o coração voltado para a possibilidade do tratamento com a polilaminina, que representa uma grande esperança para a recuperação da Carol. Porém, infelizmente, o processo judicial tem caminhado de forma desfavorável até o momento, o que traz ainda mais angústia e incerteza", desabafou a tia.
Ana Caroliny ficou paraplégica após sofrer um acidente em julho de 2025
Arquivo pessoal/Ana Paula Siqueira
Apesar disso, a jovem segue firme, superando as dores e os limites. "Seguimos firmes, sem desistir, mas reconhecemos que, sozinhos, está cada vez mais difícil continuar. Toda ajuda faz a diferença nesse momento", disse.
O que é a polilaminina?
Segundo apuração da editoria de saúde do g1, a polilamina é um composto criado em laboratório utilizado em uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O estudo é liderado pela cientista Tatiana Sampaio e busca tratar pacientes com lesões medulares recentes, que provocaram a perda dos movimentos.
A substância é criada a partir da laminina, uma proteína produzida pelo corpo humano com papel importante no desenvolvimento embrionário e crescimento celular. A pesquisa mostrou indícios de que ela pode ajudar na regeneração dessas lesões.
Entenda como funciona a polilaminina.
Arte/g1
Apesar da empolgação em torno da pesquisa, Tatiana explica que a polilaminina ainda é uma promessa. A cientista conseguiu bons resultados em animais e em um pequeno grupo de pessoas, mas é necessário que a pesquisa continue e cumpra o processo exigido para provar eficácia e segurança.
No dia 5 de janeiro, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), anunciaram o início do estudo clínico fase 1 para avaliar os resultados da pesquisa.
A estudante Ana Caroliny Siqueira Mendes, de 18 anos, que ficou paraplégica após um acidente com uma viatura da Polícia Civil, entre Leopoldo de Bulhões e Silvânia, na região sudeste de Goiás, compartilha vídeos na internet sobre sua rotina de recuperação (veja o vídeo acima). Segundo Shirlley Siqueira, tia da jovem, o novo tratamento com um "robô" dá esperança para a família, que busca na Justiça a aplicação de polilaminina.
O acidente aconteceu na GO-330, em julho do ano passado. O carro em que eles estavam capotou após desviar de um caminhão que invadiu a pista contrária (veja o vídeo abaixo). Além de Ana Caroliny, o delegado Leonardo Sanches também sobreviveu ao acidente, mas ficou tetraplégico. Outras duas pessoas morreram.
Câmera registra acidente com viatura que causou morte de estagiária e agente na GO-330
Nas redes sociais, a família publicou um vídeo da jovem em diversas terapias para tentar retomar o movimento das pernas. Natação terapêutica, fisioterapia, ecoterapia e terapias complementares com ventosa são alguns dos tratamentos feitos por Ana Caroliny.
Ao g1, Shirlley relata que a rotina da jovem não é fácil e exige tratamento intenso, com várias terapias ao longo da semana. Segundo a tia, quarta-feira é o dia mais cansativo da semana.
Ana Caroliny faz diversos tratamentos para tentar recuperar os movimentos após acidente em Goiás
Reprodução/Instagram de Shirlley Siqueira
Neste dia, ela faz terapia ocupacional, hidroterapia e a reabilitação robótica que é feita com uma estrutura robótica, um dispositivo externo aplicado ao corpo para dar apoio e alinhar articulações e ossos.
"É um robô de tecnologia avançada, [...] um tratamento robótico, um dos melhores e de maior valor. Cada sessão custa R$ 400. [...] É uma rotina cansativa, intensa… mas cheia de esperança", desabafou.
Segundo Shirlley, a família enfrenta um momento delicado em relação à continuidade do tratamento. Atualmente, Ana é acompanhada pelo Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) e complementa as terapias na rede particular.
"O tratamento na rede particular acaba sendo indispensável em vários momentos, porém os custos são muito altos e nossa condição financeira já não consegue acompanhar", disse.
Atualmente, a prefeitura ajuda com o transporte de Silvânia para Goiânia e com uma refeição, mas os gastos continuam altos em razão das despesas com medicações e fisioterapias. Além disso, a família conta que o contrato com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) foi suspenso.
Fisioterapia é fundamental para a recuperação da jovem
Reprodução/Instagram de Shirlley Siqueira
A esperança da polilaminina
A família de Ana Caroliny está buscando na Justiça o direito de receber uma aplicação de polilaminina, composto que tem potencial para regenerar lesões medulares e é utilizado em uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Recentemente, duas pessoas em Goiás conseguiram o direito à aplicação na Justiça, sendo que uma delas é o delegado Leonardo Sanches, que estava na mesma viatura que Ana Caroliny. Segundo a família, o processo ainda encontra "dificuldades de aceitação".
"Hoje, também seguimos com o coração voltado para a possibilidade do tratamento com a polilaminina, que representa uma grande esperança para a recuperação da Carol. Porém, infelizmente, o processo judicial tem caminhado de forma desfavorável até o momento, o que traz ainda mais angústia e incerteza", desabafou a tia.
Ana Caroliny ficou paraplégica após sofrer um acidente em julho de 2025
Arquivo pessoal/Ana Paula Siqueira
Apesar disso, a jovem segue firme, superando as dores e os limites. "Seguimos firmes, sem desistir, mas reconhecemos que, sozinhos, está cada vez mais difícil continuar. Toda ajuda faz a diferença nesse momento", disse.
O que é a polilaminina?
Segundo apuração da editoria de saúde do g1, a polilamina é um composto criado em laboratório utilizado em uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O estudo é liderado pela cientista Tatiana Sampaio e busca tratar pacientes com lesões medulares recentes, que provocaram a perda dos movimentos.
A substância é criada a partir da laminina, uma proteína produzida pelo corpo humano com papel importante no desenvolvimento embrionário e crescimento celular. A pesquisa mostrou indícios de que ela pode ajudar na regeneração dessas lesões.
Entenda como funciona a polilaminina.
Arte/g1
Apesar da empolgação em torno da pesquisa, Tatiana explica que a polilaminina ainda é uma promessa. A cientista conseguiu bons resultados em animais e em um pequeno grupo de pessoas, mas é necessário que a pesquisa continue e cumpra o processo exigido para provar eficácia e segurança.
No dia 5 de janeiro, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), anunciaram o início do estudo clínico fase 1 para avaliar os resultados da pesquisa.
Palavras-chave:
tecnologia
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