Universalização do saneamento pode gerar mais de R$ 2,4 bilhões por ano ao Amazonas até 2040, mostra estudo
Publicado em: 16/09/2025 11:43
<br /> Manaus está entre as 20 piores cidades em saneamento básico
O Amazonas pode ter ganhos de R$ 2,4 bilhões por ano com a universalização do saneamento básico entre 2024 e 2040. O valor representa 12,8% de todos os benefícios previstos para a Amazônia Legal, segundo o estudo "Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento na Amazônia Legal", divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a EX ANTE Consultoria, nesta terça-feira (16).
🔎 No estudo, a universalização do saneamento é entendida como o acesso pleno da população à água potável e aos serviços de coleta e tratamento de esgoto, condição essencial para melhorar a saúde, gerar desenvolvimento econômico e preservar o meio ambiente.
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A pesquisa analisou os efeitos do saneamento nos 772 municípios que compõem a Amazônia Legal, região que abrange nove estados e abriga mais de 26 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE).
O objetivo foi avaliar os avanços já alcançados e projetar os impactos econômicos, sociais e ambientais da universalização do acesso à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto.
Entre 2005 e 2023, os ganhos acumulados na Amazônia Legal chegaram a R$ 176,5 bilhões, superando os custos sociais do período (R$ 85,6 bilhões) e gerando saldo positivo de R$ 90,8 bilhões.
Ganhos per capita da universalização
O levantamento também coloca o Amazonas entre os estados que mais vão se destacar no retorno econômico per capita, com média de R$ 817 por habitante ao ano até 2040.
Em Manaus, capital do estado, a média de retorno econômico estimada é de R$ 384,79 por habitante ao ano.
Apesar do potencial, o Amazonas ainda tem um grande desafio. Em 2022, dos 3,9 milhões de habitantes, 3,1 milhões têm acesso à água tratada, mas apenas 560 mil contam com coleta de esgoto. Isso significa que 20,4% da população não recebe água de qualidade e 85,8% está sem rede de esgoto.
A presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, afirma que os ganhos da universalização vão além do aspecto financeiro.
"O ganho de R$ 330 bilhões, advindo da universalização do saneamento, oferece a oportunidade de recuperar áreas degradadas pelo despejo irregular do esgoto e, principalmente, de melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos povos tradicionais e das populações em situação de vulnerabilidade que habitam na região, além de influenciar positivamente todo o ecossistema brasileiro", explicou.
A capital Manaus está entre as piores do país em questão de saneamento básico
Divulgação/ Agência Brasil
O Amazonas pode ter ganhos de R$ 2,4 bilhões por ano com a universalização do saneamento básico entre 2024 e 2040. O valor representa 12,8% de todos os benefícios previstos para a Amazônia Legal, segundo o estudo "Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento na Amazônia Legal", divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a EX ANTE Consultoria, nesta terça-feira (16).
🔎 No estudo, a universalização do saneamento é entendida como o acesso pleno da população à água potável e aos serviços de coleta e tratamento de esgoto, condição essencial para melhorar a saúde, gerar desenvolvimento econômico e preservar o meio ambiente.
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A pesquisa analisou os efeitos do saneamento nos 772 municípios que compõem a Amazônia Legal, região que abrange nove estados e abriga mais de 26 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE).
O objetivo foi avaliar os avanços já alcançados e projetar os impactos econômicos, sociais e ambientais da universalização do acesso à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto.
Entre 2005 e 2023, os ganhos acumulados na Amazônia Legal chegaram a R$ 176,5 bilhões, superando os custos sociais do período (R$ 85,6 bilhões) e gerando saldo positivo de R$ 90,8 bilhões.
Ganhos per capita da universalização
O levantamento também coloca o Amazonas entre os estados que mais vão se destacar no retorno econômico per capita, com média de R$ 817 por habitante ao ano até 2040.
Em Manaus, capital do estado, a média de retorno econômico estimada é de R$ 384,79 por habitante ao ano.
Apesar do potencial, o Amazonas ainda tem um grande desafio. Em 2022, dos 3,9 milhões de habitantes, 3,1 milhões têm acesso à água tratada, mas apenas 560 mil contam com coleta de esgoto. Isso significa que 20,4% da população não recebe água de qualidade e 85,8% está sem rede de esgoto.
A presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, afirma que os ganhos da universalização vão além do aspecto financeiro.
"O ganho de R$ 330 bilhões, advindo da universalização do saneamento, oferece a oportunidade de recuperar áreas degradadas pelo despejo irregular do esgoto e, principalmente, de melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos povos tradicionais e das populações em situação de vulnerabilidade que habitam na região, além de influenciar positivamente todo o ecossistema brasileiro", explicou.
A capital Manaus está entre as piores do país em questão de saneamento básico
Divulgação/ Agência Brasil
Palavras-chave:
vulnerabilidade
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