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Do campo à geladeira: por que há tanto desperdício de alimentos no Brasil, enquanto milhões passam fome

Publicado em: 04/06/2026 05:00

O que explica o desperdício de alimentos no Brasil, enquanto milhões passam fome Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o mundo desperdiça cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos ao ano. Em cada etapa da cadeia, há fatores que ajudam a explicar o problema. No campo, o desperdício pode ocorrer por falta de planejamento e de técnica. No varejo, por excesso de oferta. Já nas casas, por hábitos culturais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ Esta reportagem faz parte do sexto episódio da série "PF: Prato do Futuro", onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil. Ao mesmo tempo, quase 7 milhões de pessoas passam fome no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, quanto mais comida é desperdiçada, mais difícil pode ser o acesso aos alimentos. “Existe dentro do varejo um cálculo de perda já especificado no valor dos produtos. Então a gente paga por essa perda”, explica Daniela Teston, diretora de relações corporativas do WWF-Brasil. A especialista acredita que a redução do desperdício poderia tornar mais baratos os itens básicos de alimentação, o que favoreceria a população em situação de vulnerabilidade. “Apesar de ter saído da linha da pobreza, a gente ainda tem muita gente que não tem acesso à nutrição adequada todos os dias”, afirma. Também segundo o IBGE, 18,9 milhões de famílias ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar no país. Não bastasse a questão social, o desperdício também causa prejuízos ao meio ambiente. Ao se decompor, o alimento gera gases de efeito estufa, como o metano. Também produz chorume, que contamina o lençol freático. E não se pode ignorar a consequência mais óbvia: a perda financeira. Dados de 2020 do Banco Mundial mostram que US$ 1 trilhão em alimentos é desperdiçado anualmente. Leia também: Como a chegada da internet mudou a vida de agricultores em 4 anos Perdas no campo Não existem dados oficiais que mostrem o quanto é perdido nas lavouras, mas este é um problema real, aponta Gustavo Porpino, pesquisador da Embrapa Alimentos e Territórios. Ele também colabora com iniciativas da ONU. Segundo o pesquisador, existem vários fatores que causam essas perdas. ➡️ Falta de acesso dos agricultores a mercados: o Brasil tem cultivos de alimentos extremamente perecíveis, como alface, morango e banana. “No dia que o alimento está pronto para ser colhido, o produtor já tem que saber para onde ele vai comercializar, se não vai se perder muito rapidamente”, explica. ➡️ Mudanças climáticas: causam altas temperaturas, seca e excesso de chuva em períodos que são altamente prejudiciais para os cultivos. ➡️ Pragas e doenças: podem dizimar lavouras quando não são combatidas com o manejo adequado. ➡️ Falta de tecnologia: as inovações podem ajudar a conservar os alimentos por mais tempo, tornar a colheita mais eficiente e diminuir as perdas no campo. ➡️ Padrão estético: o mercado consumidor exige que os alimentos tenham determinados tamanhos e não apresentem manchas. Desse modo, quando o produto nasce fora desse padrão, o produtor dificilmente consegue vender para os mercados. ➡️ Picos de produção: quando a safra é muito boa, o alimento pode acabar sobrando na lavoura. Isso porque o produtor pode não ter conseguido clientes para toda a oferta ou porque o preço ficou muito baixo e não compensa os custos da colheita. ➡️ Logística: pode causar perdas quando feita de forma ineficiente, como no transporte de hortaliças fora de caminhões refrigerados. Além disso, as caixas e embalagens em que os produtos são transportados precisam ser adequadas. Por exemplo, caixas de madeira podem causar danos às frutas; o ideal são as plásticas. A maioria desses problemas pode ser resolvida com investimentos e técnicas de produção. O g1 foi até Santa Maria da Serra e Engenheiro Coelho, no interior de São Paulo, para ver como funciona uma citricultura com desperdício zero. (veja no vídeo abaixo) Da lavoura ao suco: como diminuir perdas no campo Sobra nas prateleiras O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estima que o varejo e os restaurantes são responsáveis pelo desperdício de 427 milhões de toneladas de alimentos. Porpino, pesquisador da Embrapa, explica que isso pode acontecer nos supermercados por causa da exigência estética dos consumidores, mas também da prática de venda consignada com os agricultores. 🔎 No esquema de consignação, o varejista compra as frutas, mas só remunera o agricultor se esses itens forem vendidos. “O varejista recebeu 500 caixinhas de morango, vendeu 300. Ele vai remunerar o produtor pelas 300. As outras 200 se estragaram na loja. Isso não vai significar prejuízo para o varejista, mas para o produtor”, explica. Assim, o mercado pode acabar comprando grandes volumes sem considerar o que será desperdiçado. Por isso, existem iniciativas voltadas à doação de alimentos que sobraram nos pontos de venda para instituições que os redistribuem a quem precisa. Essas instituições fazem uma triagem e coletam o que estiver em boas condições. O g1 foi até Campinas (SP) e São Paulo para ver como funcionam duas dessas instituições: o Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA) e o Sesc Mesa Brasil. (veja no vídeo abaixo) Como combater o desperdício de alimentos pode ajudar a reduzir fome O que te faz jogar comida fora A maior parte do desperdício ocorre dentro de casa. Em 2022, foram 631 milhões de toneladas, segundo o Pnuma. A culpa não é exclusiva do consumidor. Isso porque, após passar pela colheita e pelo transporte, o alimento pode chegar às prateleiras sem estar em suas melhores condições e estragar rapidamente em casa. “O consumidor de classe média mais baixa não vai comprar frutas e hortaliças nos supermercados mais caros, que vendem frutas e verduras de melhor qualidade. Ele vai comprar em um local mais barato”, explica Porpino. “Essas frutas e verduras, às vezes, já têm um tempo de vida muito curto, porque foram transportadas por longas distâncias ou porque são de segunda linha”, completa. Contudo, também existem fatores culturais que provocam o descarte de alimentos. Maria Siqueira, cofundadora e diretora-executiva do Pacto Contra a Fome, aponta dois: ➡️ o brasileiro gosta de fartura: isso significa que nem sempre há um planejamento das compras baseado no que realmente é consumido pela família, mas na expectativa do volume que deve ser servido. Dessa forma, sobra comida. ➡️ o hábito do estoque: devido ao histórico de inflação elevada e oscilação de preços no Brasil, muitas pessoas mantêm estoques em casa como forma de prevenção. “No fim das contas, você não precisava daquela comida. Ela foi uma comida de estoque e foi esquecida no fundo da geladeira, porque a demanda real não existia”, afirma. Usina verde transforma alimentos desperdiçados em adubo Saiba também: Pecuária que preserva, cacau que refloresta: como o dinheiro do clima chega ao campo Créditos deste episódio da série 'PF: prato do futuro' Coordenação editorial: Raphael Martins Edição e finalização de vídeos: Cadu Lando Narração: Vivian Souza Reportagem: Vivian Souza Produção: Vivian Souza Roteiro: Vivian Souza Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli Coordenação de arte: Julio Dubiella Ilustração e infografia: Bruna Azevedo Fotografia: Cadu Lando e Kaique Mattos Motion Design: Thalita Ferraz Mais vídeos da série "PF: prato do futuro" Como indígenas usam financiamento do governo para montar agroflorestas Sem técnicos, aplicativos servem de conselheiros para produtores rurais

Palavras-chave: tecnologia

O que acontece com a comida que sobra? Conheça projetos que reduzem desperdício, fome, poluição e prejuízos no agro

Publicado em: 04/06/2026 05:00

Como combater o desperdício de alimentos pode ajudar a reduzir fome Poluição, fome, aumento dos preços e prejuízos financeiros: o enorme desperdício de alimentos mundo afora causa impactos sobre a economia, o meio ambiente e a população. Cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas fora por ano, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na lavoura, falhas de planejamento e manejo podem fazer plantações se perderem e gerar excesso de oferta. Nos supermercados e feiras, muitos produtos acabam descartados porque não atendem ao padrão estético exigido pelos consumidores. Um pimentão muito pequeno, grande demais ou com manchas, por exemplo, pode ficar encalhado na prateleira até apodrecer. Para mitigar a questão, surgem iniciativas que buscam reduzir parte dessas perdas. Algumas apostam na doação de alimentos que sobrariam para pessoas em situação de vulnerabilidade. Outras difundem técnicas de manejo para ajudar produtores a aumentar a durabilidade e a qualidade das plantações. Até mesmo os resíduos orgânicos podem ganhar um novo destino. Projetos de compostagem permitem que alimentos estragados retornem à terra de forma sustentável, fechando um ciclo de reaproveitamento sem causar impactos ao meio ambiente. O g1 visitou quatro cidades de São Paulo para mostrar como essas soluções ajudam a combater o desperdício. ️➡️ Esta reportagem faz parte do sexto episódio da série "PF: Prato do Futuro", onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil. Combate ao desperdício e à fome Em meio aos altos índices de desperdício de alimentos, o Brasil tem quase 7 milhões de pessoas passando fome e 18,9 milhões de famílias ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São famílias que até conseguem acessar comida, mas muitas vezes não conseguem comprar alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras. Uma das soluções para mitigar os dois problemas são os bancos de alimentos. Neles, excedentes da produção e sobras do varejo são distribuídos a pessoas em situação de vulnerabilidade. Desde 2023, o governo investiu R$ 25 milhões na modernização desses bancos, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Esses bancos podem ser criados por empresas privadas, pela sociedade civil organizada ou por governos estaduais. Já o governo federal fica responsável por regulamentar o funcionamento deles, explica Patrícia Chaves Gentil, diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do ministério. Os bancos podem dar suporte a projetos como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e a entidades sociais, como cozinhas solidárias. Segundo o Pacto Contra a Fome, apenas 1% das pessoas em situação de insegurança alimentar recebem alimentos redistribuídos. “Isso não resolve a fome, mas é uma ferramenta muito importante de alívio emergencial de uma crise que nós vivemos todos os dias, de as pessoas não terem o que comer”, afirma Maria Siqueira, cofundadora e diretora-executiva do Pacto Contra a Fome. O g1 visitou dois bancos de alimentos e acompanhou o dia a dia de trabalho deles: o Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA), de Campinas (SP), e o Sesc Mesa Brasil, que atua em todo o país e é o maior banco de alimentos privado da América Latina. (confira no vídeo no início da reportagem). Tanto o ISA quanto o Sesc Mesa Brasil fazem parcerias com comerciantes. O primeiro funciona dentro da Ceasa de Campinas e é mantido pelos permissionários. Já o segundo faz também coleta em supermercados e até mesmo em lavouras. Em ambos os casos, os produtos passam por uma triagem antes da redistribuição, para garantir que apenas produtos de qualidade cheguem às ONGs. Além de distribuir alimentos, as instituições também oferecem cursos profissionalizantes em parceria com outras organizações. No caso do ISA, os alimentos que não servem para consumo humano, mas ainda não estão estragados, são doados para pequenas propriedades rurais alimentarem seus animais. Os alimentos estragados são enviados para a Usina Verde de Campinas, onde passam por compostagem. (saiba mais abaixo). Veja também: 'Não conhecia rúcula, salsa, couve': como a agricultura mudou vidas em um deserto alimentar do Brasil Como minimizar perdas Da lavoura ao suco: como diminuir perdas no campo Tudo aquilo que é descartado ao longo da produção, da lavoura ao comércio, é chamado de perda. Além do desperdício de alimentos, isso também gera prejuízo financeiro para os produtores. As perdas podem ser evitadas com técnicas adequadas. É o caso do produtor Emílio Cesar Favero, sócio e diretor da Alfacitrus, que cultiva cítricos como laranja, limão e tangerina. O g1 visitou a fazenda dele em Santa Maria da Serra (SP) e a indústria em Engenheiro Coelho (SP). (Veja no vídeo acima). Uma das técnicas usadas é a colheita manual com monitoramento para identificar o momento certo da retirada das frutas. Assim, é possível evitar que elas estraguem no pé. A colheita manual também previne danos às frutas e ajuda a aumentar sua durabilidade. Além disso, os produtos são transportados em caixas plásticas, que oferecem menos risco de contaminação do que as de madeira. Na indústria, a estratégia é aproveitar o máximo possível das frutas. As que atendem ao padrão para venda in natura são higienizadas e recebem uma camada de cera para aumentar a durabilidade. Já as que não têm o tamanho ideal ou apresentam manchas, mas estão em perfeitas condições de consumo, são enviadas para o preparo de suco. As frutas estragadas vão para a compostagem e depois retornam à lavoura como adubo. Essa triagem é feita em diversas etapas, com análise humana e também por inteligência artificial. O sistema tira cerca de 30 fotos de cada fruta para avaliar suas condições e definir seu destino.. Segundo Favero, os principais fatores que ainda causam perdas são pragas, doenças e problemas climáticos, como geadas e secas. Ele afirma que as pragas exigem manejo constante e que o clima pode surpreender os produtores. Saiba também: Como a chegada da internet mudou a vida de agricultores em 4 anos Reciclando os alimentos Usina verde transforma alimentos desperdiçados em adubo O desperdício causa prejuízos ao meio ambiente. Isso porque, ao se decompor, o alimento gera gases de efeito estufa, como o metano. Ele também produz chorume, que contamina o lençol freático. Estima-se que os alimentos descartados em aterros gerem entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo o Pnuma. Por isso, a compostagem pode ser uma solução ao transformar esses alimentos em adubo. O g1 visitou a Usina Verde de Campinas, que recebe todos os alimentos que estragam na Ceasa da cidade, diminuindo a necessidade de lixões. (veja no vídeo acima) O fertilizante produzido é usado em hortas urbanas, canteiros e parques da cidade, ajudando a reduzir esse tipo de custo de manutenção. Além dessas iniciativas, em 2025, foi lançada a Estratégia Intersetorial para Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos, instituída por meio de Resolução da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan). A iniciativa conta com parceria com instituições científicas, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e ainda está em fase de formulação. Leia também: Como calor e seca afetam alimentos e já deixam o café mais caro O que explica o desperdício de alimentos no Brasil, enquanto milhões passam fome Créditos deste episódio da série 'PF: prato do futuro' Coordenação editorial: Raphael Martins Edição e finalização de vídeos: Cadu Lando Narração: Vivian Souza Reportagem: Vivian Souza Produção: Vivian Souza Roteiro: Vivian Souza Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli Coordenação de arte: Julio Dubiella Ilustração e infografia: Bruna Azevedo Fotografia: Cadu Lando e Kaique Mattos Motion Design: Thalita Ferraz Mais vídeos da série "PF: prato do futuro" Cafezinho em risco: como sombra de árvores pode ser solução para aumento da temperatura Prato do Futuro: como o acesso à internet melhora a vida no campo

Palavras-chave: inteligência artificial

EcoAmazônia terá oficinas, palestras e atrações culturais gratuitas em Manaus; confira a programação

Publicado em: 03/06/2026 12:04

Programação da EcoAmazônia terá oficinas, palestras e atrações culturais gratuitas a partir desta quarta-feira Fotos: Diego Peres/Secom A EcoAmazônia 2026 inicia nesta quarta-feira (3) e segue até a próxima sexta-feira (5) com uma feira de produtos de bioeconomia, programação gratuita, de painéis, palestras e oficinas. O evento acontece no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques 2, na Avenida Pedro Teixeira, nº 167, bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus. Ao longo dos três dias de programação, serão realizados painéis sobre bionegócios, gestão ambiental, pesquisas desenvolvidas na Amazônia, mudanças climáticas, monitoramento ambiental, bioeconomia, manejo sustentável, entre diversos outros tópicos. Toda a programação é gratuita e não exige inscrição prévia para participação nas atividades, que terão certificado de horas complementares aos participantes. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp “A Eco Amazônia é um espaço para troca de experiências e para fortalecer o compromisso da sociedade com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável do Amazonas. Esse evento também cria oportunidades para valorizar quem gera renda de forma sustentável”, afirmou o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira. Agora no g1 As atividades contemplam ainda oficinas práticas voltadas à educação ambiental, pesca esportiva, desidratação de alimentos, reciclagem, além de rodas de conversa sobre juventude amazônida, empreendedorismo feminino, lideranças comunitárias e conservação da biodiversidade. Programação Oficinas Quarta-feira (3/06) 10h às 11h - Educação ambiental e comunidades escolares: construindo escolas sustentáveis (Espaço Saberes) 10h30 às 11h - Defesa Civil Alerta (Espaço Defesa Civil) 14h às 14h30 - Defesa Civil Alerta (Espaço Defesa Civil) Quinta-feira (4/06) 10h30 às 11h - Defesa Civil Alerta (Espaço Defesa Civil) 14h às 14h30 - Defesa Civil Alerta (Espaço Defesa Civil) 15h30 às 16h - Iniciação à Pesca Esportiva (Espaço Saberes) Sexta-feira (5/06) 10h30 às 11h - Defesa Civil Alerta (Espaço Defesa Civil) 14h às 14h30 - Defesa Civil Alerta (Espaço Defesa Civil) 14h às 14h30 - Oficina para desidratação de alimentos (Espaço Saberes) 16h30 às 18h - Oficina de papel reciclado (Espaço Saberes) Palestras Quarta-feira (3/06) 11h às 12h - Certificação FSC de áreas protegidas no Amazonas: reforçando a estratégia de bioeconomia em Unidades de Conservação (Palco ECO) Quinta-feira (4/06) 11h30 às 12h30 - Da Floresta ao Futuro – Turismo Sustentável e Empreendedorismo Verde - Instituto de Pesquisas Ecológicas - IPÊ (Palco ECO) 15h30 às 16h - Bionegócios como alternativa de Desenvolvimento Sustentável (Palco ECO) Sexta-feira (5/06) 14h30 às 15h - Gestão Ambiental na Rodovia BR-319 AM/RO (Palco ECO) 15h às 16h - Programas da Agência de Desenvolvimento Sustentável - ADS (Palco ECO) 16h às 16h30 - Tecnologias Sociais na Amazônia e Papel do INPA nas Pesquisas (Palco ECO) 16h30 às 17h30 - Cada macaco no seu galho: O que temos em comum com eles? (Palco ECO) Painéis Quarta-feira (3/06) 13h às 14h - Segurança Hídrica: práticas sustentáveis no cuidado da água (Palco ECO) 15h às 16h - O Amazonas diante das Mudanças Climáticas, riscos, vulnerabilidades e estratégias (Palco ECO) 16h às 17h - Turismo Responsável: Cuidados e Responsabilidades (Palco ECO) 17h às 18h - Saneamento ambiental e justiça social nas cidades amazônicas (Palco ECO) Quinta-feira (4/06) 10h às 11h30 - Gestão de Resíduos Sólidos: Economia circular e inclusão dos catadores na gestão urbana (Palco ECO) 14h às 15h50 - Tecnologia, inovação e monitoramento ambiental na Amazônia (Palco ECO) 16h às 17h30 - Bioeconomia e Fortalecimento do Manejo Sustentável (Palco ECO) Sexta-feira (5/06) 13h às 14h30 - O carbono e as oportunidades para as comunidades locais (Palco ECO) Rodas de Conversa Quarta-feira (3/06) 17h às 18h - Saberes Tradicionais e Juventude Amazônida (Espaço Saberes) Quinta-feira (04/06) 17h às 18h - Bioeconomia, Artesanato e Empoderamento Feminino (Espaço Saberes) Sexta-feira (5/06) 14h às 15h30 - Lideranças da Floresta: Vozes que Transformam (Aquário) 15h às 16h - Alfabetização Ambiental na Prática: o Clube de Ciências como Espaço de Formação e Sustentabilidade (Espaço Saberes) 16h30 às 17h30 - Abordagem do mundo das abelhas + exposição de materiais e produtos (Espaço Saberes) Atrações Culturais Quarta-feira (3/06) 18h às 20h - Cateto da Toada (Palco ECO) Sexta-feira (5/06) 18h às 20h - Kboclos (Palco ECO) Reuniões Quarta-feira (03/06) 14h às 16h30 - 67ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Amazonas - CERH/AM (Aquário)

Palavras-chave: tecnologia

Ultrahuman admite que foi invadida e hackers acessaram dados sensíveis de clientes

Publicado em: 03/06/2026 12:03 Fonte: Tudocelular

A Ultrahuman é mundialmente famosa pelos seus anéis inteligentes e outros produtos voltados à saúde, como o recém-anunciado Proton para terapia de luz vermelha. Porém, a empresa admitiu hoje que foi invadida por hackers e dados de seus clientes foram acessados pelos cibercriminosos.O incidente ocorreu em 27 de março de 2026, quando criminosos roubaram credenciais de um notebook infectado por malware e acessaram dados de 0,1% dos clientes da Ultrahuman com um sistema de análise interna. A empresa afirma que detectou prontamente a violação, desligou o sistema afetado e revogou todo o acesso para proteger os dados. "Nossos sistemas de alerta de segurança detectaram o incidente em poucas horas e fechamos a vulnerabilidade rapidamente", disse Mohit Kumar, CEO da Ultrahuman.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

Invasão pelo chatbot: Instagram notifica vítimas de roubo de perfis na rede social

Publicado em: 03/06/2026 08:58 Fonte: Tudocelular

O Instagram começou a notificar os usuários afetados pelos ataques que utilizaram o chatbot de inteligência artificial da Meta para roubar perfis. A companhia tenta garantir a segurança das contas alvos e alerta as vítimas sobre o problema para que recuperem os acessos.Apesar de o porta-voz da companhia, Andy Stone, ter declarado na segunda-feira, 1, que a falha estava corrigida, novas denúncias de perfis hackeados apareceram na terça, 2. Golpistas em canais do Telegram alertam que a vulnerabilidade segue ativa e anúncios de vendas de contas roubadas continuam disponíveis. A tática para invadir perfis no Instagram exige uma abordagem bastante simples na ferramenta de suporte oficial da própria Meta. Hackers entram em contato com a plataforma como se fossem os donos legítimos da conta alvo e pedem para vincular o perfil a um e-mail sob seu controle. A IA atende ao pedido automaticamente, sem grandes obstáculos, e com isso é possível mudar a senha e assumir a página totalmente.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

Karina Gama: produtora do 'Dark Horse' foi promotora de literatura cristã, fez campanha para Mário Frias e comanda contrato de Wi-Fi com a Prefeitura

Publicado em: 01/06/2026 15:43

A dona do Instituto Conhecer Brasil (ICB), Karina Ferreira Gama, e o deputado federal Mario Frias (PL), no dia da diplomação dele como deputado federal Reprodução/Redes Sociais Alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (1°), a empresária Karina Ferreira da Gama já foi promotora de literatura cristã, participou da campanha do deputado federal Mário Frias (PL) e hoje produz o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de manter contrato milionário com a Prefeitura de São Paulo. Em um prazo de apenas dois anos, a ONG fundada por ela – o Instituto Conhecer Brasil (ICB) – passou de uma pequena entidade que realizava eventos de literatura cristã com ajuda de emendas de vereadores evangélicos de São Paulo para dona de um contrato milionário de instalação de serviço de wi-fi gratuito na cidade de São Paulo. ONG da produtora de filme de Bolsonaro apresentou R$ 4 milhões em notas canceladas ou para si própria em contrato de wi-fi com Prefeitura de SP Criado em 1990, o ICB de Karina Gama começou a assinar seus primeiros contratos com a prefeitura em 2018. Um dos primeiros eventos foi o "Encontro Literário IDE", de escritores gospel, entre 27 e 30 de setembro daquele ano, que teve um contrato de R$ 2,5 milhões assinado com a Secretaria Municipal da Cultura. A realização do encontro teve ajuda dos vereadores da época, Souza Santos (Republicanos), Milton Leite (União Brasil), Noemi Nonato (Republicanos) e Atílio Francisco (Republicanos), que destinaram, respectivamente, emendas de R$ 1,33 milhão, R$ 500 mil, R$ 270 mil e R$ 400 mil para que o evento acontecesse no Auditório Elis Regina, no Anhembi, Zona Norte de São Paulo. Nos anos seguintes, os repasses da prefeitura para a ONG foram mais esparsos e, segundo o site da Transparência da Prefeitura de São Paulo, em 2023, o valor de pagamentos para a ONG foi de apenas R$ 500 mil. Polícia Civil faz buscas em ONG e na prefeitura de São Paulo Só que em junho de 2024, pouco meses antes da eleição municipal que reelegeu o prefeito Ricardo Nunes (MDB), a entidade de Karina foi a única empresa que apareceu para atender o chamamento público da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia para a instalação de 5 mil pontos de wi-fi nas periferias da cidade. Em vez de escolher uma empresa de internet especializada no assunto, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) optou por repassar o contrato de R$ 108 milhões para uma empresa que, até então, não tinha nenhuma experiência anterior nem com instalação desse tipo de tecnologia, tão pouco tinha contratos de inserção em projetos na periferia da capital paulista assinados com a gestão municipal. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que o chamamento ficou aberto por 30 dias (leia mais abaixo). Após vencer o certame de candidato único e abocanhar o contrato anual de R$ 108 milhões, a ONG terceirizou os serviços de instalação desses equipamentos e contratou várias pequenas empresas menores que costumam fornecer sinal de internet em favelas e áreas periféricas da cidade. Segundo o site da Transparência da Prefeitura de SP, no primeiro ano de vigência do contrato, 2024, a ONG recebeu pelo menos R$ 40 milhões da gestão Nunes. O contrato foi assinado no meio daquele ano. O acordo era que a empresa instalasse os 5 mil pontos de internet no período de, no máximo, 12 meses. Só que a empresa não conseguiu cumprir a meta e o contrato passou por três aditivos contratuais de data, que esticaram o prazo de instalação até 2029. O valor anual de R$ 108 milhões passou para R$ 157 milhões, segundo a Polícia Civil de São Paulo, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à Karina e sua ONG, além da Secretaria de Inovação e Tecnologia da gestão Nunes nesta segunda (1°). ONG da produtora de filme de Bolsonaro é alvo de operação da Polícia por desvio de recurso Até o momento, apenas 3.200 pontos foram instalados na cidade. A promessa é a de que a meta seja cumprida até o final deste ano. A investigação da Polícia Civil foi aberta a pedido do Ministério Público. No inquérito da operação desta segunda (1°), a promotora Marina Pedersolli diz que o contrato com a gestão Nunes tem indícios de "possível direcionamento do chamamento público, ausência de capacidade técnica da entidade contratada, suposto sobrepreço nos valores pagos pela Administração Municipal, antecipação de repasses públicos e pagamentos por serviços supostamente não executados". "A autoridade policial também menciona suspeitas de pulverização dos recursos públicos por meio de subcontratações com empresas privadas, além de possível utilização de valores oriundos do contrato público para financiamento de produção cinematográfica vinculada à investigada Karina Gama", escreveu Pedersolli. A ONG de Karina e a produtora do filme Dark Horse (Azarão, em português) - que fala da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro – funcionam no mesmo endereço na Avenida Paulista, Centro de SP. Os registros oficiais que indicam que a produtora do filme sobre Bolsonaro e a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) funcionam no mesmo endereço. Reprodução/Jucesp e Rede Sim/Receita Federal O local também é sede da empresa GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Ltda, que também pertence à Karina Gama. Campanha para Frias Em 2022, a GO7 ganhou R$ 54 mil para fazer a campanha do deputado federal Mário Frias (PL), segundo a prestação de contas dele na Justiça Eleitoral. Frias é o roteirista e produtor-executivo do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No ano de 2023, logo após tomar posse, Frias destinou R$ 2,5 milhões em emendas parlamentares de sua autoria para que a ONG de Karina Gama aplicasse os recursos federais em projetos sociais no interior de São Paulo. Karina da Gama aparece nas redes sociais fazendo campanha para o deputado Mário Frias (PL), em outubro de 2022. Reprodução/Redes Sociais O que disse o prefeito de SP Em entrevista nesta quinta-feira (1°), o prefeito Ricardo Nunes disse que o chamamento público para a escolha da ONG “ficou aberto durante trinta dias”. “Não é comum. Não é comum um chamamento ficar aberto durante trinta dias. Durante trinta dias não houve nenhum pedido de impugnação, nenhum questionamento, nenhuma outra entidade quis participar. Foi feito toda uma pesquisa de preço, desse terceiro processo que eu te falei, ficava muito mais alto, ficava dois mil e pouco cada ponto. Esse a gente tá pagando hoje R$ 1.270, R$ 1280, se não me engano”, afirmou o prefeito da capital. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Divulgação/Secom/PMSP O prefeito disse que uma ONG foi escolhida para prestar o serviço porque precisava de mapeamento das comunidades carentes da cidade. “A questão era mais ampla do que isso [do que escolher a Prodam ou uma empresa particular de tecnologia]. Era de você mapear as comunidades, fazer esse mapeamento, verificar a questão da falta de sinais daqueles locais, a vulnerabilidade daquela comunidade e instalar esses pontos de Wi-Fi nesses locais. Não é só instalar", declarou Nunes. O que diz a Prefeitura de SP Por meio de nota, a Secretaria de Inovação e Tecnologia disse que “colabora com investigações em andamento e segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações”. “Todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido disponibilizado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público, por meio da prestação de contas do município. A administração ressalta que o programa funciona normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real no link https://wifilivrecomunidades.org/sp”. Segundo a prefeitura, “não houve pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivo em questão é exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades periféricas da cidade”. “A prefeitura reforça que toda a prestação de contas, com documentos, notas fiscais, contratos e outras informações, está no sistema SEI, que é público. O processo passou também por acompanhamento do Tribunal de Contas do Município (TCM). A Prefeitura repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade”, disse a nota. “Vale lembrar que o chamamento público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme mencionado, e o processo cumpriu todas as exigências legais. Para 2026, o custo estimado na parceria com o instituto corresponde a R$ 1.280,80 por ponto/mês, significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022, de R$ 2.026,26 por ponto/mês e R$ 5.092,14 por ponto/mês”, declarou. O que diz Karina Em conversa com o g1 por telefone em 20 de maio, ela afirmou que desconhece as notas mencionadas nesta reportagem, "mas não tem controle se um fornecedor contratado anula uma nota. As notas fiscais do próprio instituto glosadas, fui eu mesma que apontei para a prefeitura os problemas, e eles estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. A dona da ONG informou, ainda, que o ICB e as três firmas que estão no nome dela funcionam no mesmo endereço para que possa “manter o controle sobre as empresas”.

Palavras-chave: tecnologia

Baixada Santista recebe mais de mil vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional; confira

Publicado em: 31/05/2026 20:00

Desde o lançamento, o Caminho da Capacitação vem promovendo geração de renda, empreendedorismo e oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Divulgação / Governo de São Paulo O Governo de São Paulo anunciou a chegada do programa Caminho da Capacitação à Baixada Santista. Pela primeira vez na região, a iniciativa oferecerá 1.173 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional nos nove municípios da região entre os dias 8 e 18 de junho. Segundo o governo estadual, as aulas serão realizadas em carretas móveis adaptadas, equipadas para atividades teóricas e práticas. As capacitações estarão disponíveis em Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. As formações abrangem diferentes áreas profissionais, como gastronomia, moda, beleza e bem-estar, tecnologia, mecânica, hospitalidade e cuidados com pets. Os cursos oferecidos variam de acordo com o município. De acordo com o Governo do Estado de São Paulo, com a chegada à Baixada Santista, o programa passa a atender oficialmente todas as 16 regiões administrativas do estado. A iniciativa é promovida pelo Fundo Social de São Paulo e integra o programa SuperAção SP, voltado à geração de renda e ampliação das oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Agora no g1 Inscrições As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do programa. Segundo o governo estadual, as vagas são limitadas e permanecerão abertas até o preenchimento das turmas ou até o segundo dia de aula, em 9 de junho. O programa é destinado prioritariamente a pessoas em situação de vulnerabilidade social, incluindo desempregados, beneficiários de programas sociais e mulheres responsáveis pelo sustento da família. A idade mínima para participação varia conforme o curso escolhido, podendo ser de 14, 16 ou 18 anos. Confira os cursos, endereços e horários: Bertioga Costura Criativa - Consertos e Ajustes: Endereço: Avenida São Gonçalo, 80, Chácaras. Período: manhã (8h às 12h). Costura Criativa - Corte e Costura: Endereço: Avenida São Gonçalo, 80, Chácaras. Período: noite (18h às 22h). Costura Criativa - Moda Inclusiva: Endereço: Avenida São Gonçalo, 80, Chácaras. Período: tarde (13h às 17h). Cuidador de Idosos: Endereço: Rua Luiz Pereira de Campos, 901, Centro. Períodos: manhã (8h às 12h), tarde (13h às 17h) ou noite (18h às 22h). Imagem Pessoal - Design de Sobrancelhas: Endereço: Avenida Henrique Arcuri, 99, Boraceia. Período: tarde (13h às 17h). Imagem Pessoal - Manicure e Pedicure: Endereço: Avenida Henrique Arcuri, 99, Boraceia. Período: manhã (8h às 12h). Imagem Pessoal - Maquiagem: Endereço: Avenida Henrique Arcuri, 99, Boraceia. Período: noite (18h às 22h). Cubatão Confecção Industrial - Corte e Costura: Endereço: Avenida Nove de Abril, s/n, Centro. Período: noite (18h às 22h). Confecção Industrial - Customização de roupas e acessórios: Endereço: Avenida Nove de Abril, s/n, Centro. Período: tarde (13h às 17h). Confecção Industrial - modelagem industrial: Endereço: Avenida Nove de Abril, s/n, Centro. Período: manhã (8h às 12h). Cuidador de Idosos: Endereço: Avenida Nove de Abril, s/n, Centro. Período: manhã (8h às 12h), tarde (13h às 17h) ou noite (18h às 22h). Imagem Pessoal - Barbeiro: Endereço: Avenida Nove de Abril, s/n, Centro. Período: noite (18h às 22h). Imagem Pessoal - Design de Sobrancelhas: Endereço: Avenida Nove de Abril, s/n, Centro. Período: tarde (13h às 17h). Imagem Pessoal - Manicure e Pedicure: Endereço: Avenida Nove de Abril, s/n, Centro. Período: manhã (8h às 12h). Guarujá Hospitalidade - Camareira: Endereço: Avenida Santos Dumont, 420, Sítio Paecara. Período: manhã (8h às 12h). Hospitalidade - Garçom: Endereço: Avenida Santos Dumont, 420, Sítio Paecara. Período: noite (18h às 22h). Hospitalidade - Governança: Endereço: Avenida Santos Dumont, 420, Sítio Paecara. Período tarde (13h às 17h). Manutenção de Motos - mecânica básica: Endereço: Avenida Santos Dumont, 420, Sítio Paecara. Períodos: manhã (8h às 12h), tarde (13h às 17h) ou noite (18h às 22h). Pet Banho e Tosa - Pequeno Porte: Endereço: Avenida Santos Dumont, 420, Sítio Paecara. Períodos: manhã (8h às 12h), tarde (13h às 17h) ou noite (18h às 22h). Itanhaém Gastronomia - Aproveitamento de alimentos: Endereço: Rua Urcezino Ferreira, 140, Parque Amazônia Paulista, Baixio. Período: manhã (8h às 12h), tarde (13h às 17h) ou noite (18h às 22h). Pet Banho e Tosa - Pequeno Porte: Endereço: Rua Urcezino Ferreira, 140, Parque Amazônia Paulista, Baixio. Período: manhã (8h às 12h), tarde (13h às 17h) ou noite (18h às 22h). Mongaguá Imagem Pessoal - Assistente de cabeleireiro: Endereço: Avenida Monteiro Lobato, 9712, Praça Ramiro Borges, Centro. Período: manhã (8h às 12h). Imagem Pessoal - Barbeiro: Endereço: Avenida Monteiro Lobato, 9712, Praça Ramiro Borges, Centro. Período: noite (18h às 22h). Imagem Pessoal - Manicure e Pedicure: Endereço: Avenida Monteiro Lobato, 9712, Praça Ramiro Borges, Centro. Período: tarde (13h às 17h). Manutenção de Motos - mecânica básica: Endereço: Avenida Monteiro Lobato, 9712, Praça Ramiro Borges, Centro. Período: manhã (8h às 12h), tarde (13h às 17h) ou noite (18h às 22h). Peruíbe Pet Banho e Tosa - Pequeno Porte: Endereço: Avenida Tota, s/n, Jardim dos Prados. Período: manhã (8h às 12h), tarde (13h às 17h) ou noite (18h às 22h). Tecnologia - Criação de jogos e aplicativos: Endereço: Avenida Tota, s/n, Jardim dos Prados. Período: manhã (8h às 12h), tarde (13h às 17h) ou noite (18h às 22h). Praia Grande Costura Criativa - Consertos e Ajustes: Endereço: Praça Dr. Roberto, s/n, Ocian. Período: manhã (8h às 12h). Costura Criativa - Customização de roupas e acessórios: Endereço: Praça Dr. Roberto, s/n, Ocian. Período: noite (18h às 22h). Costura Criativa - Modelagem: Técnicas iniciais: Endereço: Praça Dr. Roberto, s/n, Ocian. Período: tarde (13h às 17h). Panificação: Endereço: Praça Dr. Roberto, s/n, Ocian. Período: manhã (8h às 12h), tarde (13h às 17h) ou noite (18h às 22h). Santos Beleza e Estética - Assistente de cabeleireiro: Endereço: Avenida Afonso Schmidt, s/n, Castelo. Período: noite (18h às 22h). Beleza e Estética - Design de sobrancelhas: Endereço: Avenida Afonso Schmidt, s/n, Castelo. Período: tarde (13h às 17h). Beleza e Estética - Maquiagem: Técnicas profissionais: Endereço: Avenida Afonso Schmidt, s/n, Castelo. Período: manhã (8h às 12h). Panificação - Fabricação de Pizzas: Endereço: Avenida Afonso Schmidt, s/n, Castelo. Período: manhã (8h às 12h). Panificação: Endereço: Avenida Afonso Schmidt, s/n, Castelo. Período: manhã (8h às 12h) ou noite (18h às 22h). São Vicente Beleza e Estética - Assistente de cabeleireiro: Endereço: Praça Coronel José Lopes, s/n, Centro. Período: noite (18h às 22h). Beleza e Estética - Design de sobrancelhas: Endereço: Praça Coronel José Lopes, s/n, Centro. Período: manhã (8h às 12h). Beleza e Estética - Manicure e Pedicure: Endereço: Praça Coronel José Lopes, s/n, Centro. Período: tarde (13h às 17h). Tecnologia - Criação de jogos e aplicativos: Endereço: Avenida Dep. Ulisses Guimarães, 211, Jardim Rio Branco. Período: manhã (8h às 12h), tarde (13h às 17h) ou noite (18h às 22h). VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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O que é a 'pobreza de refrigeração', que torna o calor extremo mais perigoso para milhões de pessoas

Publicado em: 31/05/2026 03:00

Favela da Rocinha Reprodução/TV Globo Imagine caminhar pela praia de Ipanema numa tarde de verão. A areia é dourada, há uma brisa refrescante vinda do mar, a sombra de um guarda-sol e uma bebida gelada na mão. Agora olhe para cima. Agarrado à encosta a apenas algumas centenas de metros de distância está o Vidigal, uma das favelas do Rio de Janeiro. Aqui, milhares de pessoas vivem em uma ilha de calor, com telhados de metal, sem parques e sem redes formais de transporte público. Nos subúrbios que se estendem por toda parte em torno do Rio, famílias enfrentam as mesmas noites sufocantes, e as calçadas de concreto irradiam calor muito tempo depois do pôr do Sol. Se não há espaços públicos frescos para onde se refugiar, nem bebedouros ou fontes de água potável para garantir alívio, o calor extremo é inevitável. E a cidade do Rio de Janeiro está longe de ser a única a enfrentar este problema. No verão passado, a Europa sofreu com o calor. A Espanha registrou máximas de 46°C. Portugal chegou a 46,6°C. A França teve o segundo junho mais quente desde 1900. Nos EUA, mais de 150 milhões de pessoas enfrentaram alertas de calor extremo. No sul da Ásia, África Ocidental e no resto da América Latina, o calor extremo não é apenas sazonal. Quinze pessoas morrem na Europa por causas relacionadas à onda de calor Mas as consequências do calor extremo não são distribuídas uniformemente. Elas variam entre países, regiões e bairros. Diferenças demográficas, de infraestrutura e de capacidade de adaptação determinam o grau de impacto sobre as pessoas. Nosso novo estudo mostra que essa “pobreza sistêmica de refrigeração” é generalizada, mas desigual, em 28 países — predominantemente os em desenvolvimento. Entre as 3 bilhões de pessoas representadas pela nossa amostra, quase 600 milhões enfrentam níveis graves de pobreza sistêmica de refrigeração. Pessoas no sul da Ásia e na África Subsaariana suportam o fardo mais pesado. Ondas de calor atingem o centro de São Paulo, no Brasil Nelson Antoine/Shutterstock Mas países que enfrentam calor extremo semelhante podem apresentar resultados diferentes. A Indonésia e Bangladesh enfrentam a exposição a um calor úmido perigoso que afeta quase toda a sua população, mas a infraestrutura física e os serviços de saúde mais robustos da Indonésia se traduzem em níveis mais baixos de pobreza sistêmica de refrigeração. Nas cidades, a vulnerabilidade é moldada pela infraestrutura física (edifícios, ruas, tubulações e espaços verdes) e pela infraestrutura social (serviços, instituições e redes de apoio), ambas distribuídas de forma desigual. Moradores de áreas mais pobres geralmente têm menos acesso a ar-condicionado, ruas e parques com sombra de árvores e moradias com isolamento térmico. A capacidade de refrigeração não é apenas uma questão de tecnologia. Enquadrar o ar-condicionado como a resposta ao calor extremo é problemático. O acesso ao ar-condicionado é extremamente desigual entre os países e dentro deles – a maior parte da população mundial simplesmente não tem acesso a ele. O ar-condicionado também consome muita energia. Ele aumenta as contas anuais de eletricidade das famílias em mais de um terço, em média. Isso sobrecarrega as redes elétricas quando a demanda por energia atinge picos. O aumento da demanda por eletricidade acelera as mudanças climáticas, retroalimentando a crise do calor e elevando ainda mais as temperaturas externas. A produção e o descarte de aparelhos acarretam um custo ambiental próprio, com o risco de liberação de materiais perigosos no solo, na água e no ar. Os principais fatores que determinam se o calor se torna perigoso são as condições em que as pessoas nascem e vivem. Onde você mora, como seu bairro é construído, se há árvores ou água potável pública nas proximidades, quão bem ventilada é sua casa, se seu local de trabalho oferece proteção e se os serviços públicos respondem ao aumento das temperaturas — tudo isso influencia a sobrevivência. O mesmo vale para idade, saúde, renda, identidade e discriminação de gênero, que podem determinar quem tem o sofrimento reconhecido e quem ele permanece oculto. As respostas ao calor são moldadas pelos ambientes sociais e físicos em que as pessoas vivem. Em muitos lugares, o ar-condicionado substituiu o conhecimento ancestral e as práticas intergeracionais de convivência com o calor, incluindo formas de construir, se locomover, se alimentar e descansar desenvolvidas ao longo de séculos. A perda dessas práticas pode deixar as pessoas mais expostas e menos resilientes. Desde 2020, como parte do nosso projeto sobre a pobreza de refrigeração, entrevistamos 80 pessoas que vivem em subúrbios de baixa renda e favelas do Rio. Dezenove desses moradores mantiveram diários online sobre o calor: escrevendo registros, coletando fotos, desenhos, memes e notas de voz de seus encontros diários com o calor extremo. Cuidadores tiveram que mudar suas rotinas para que o trabalho doméstico pudesse ser realizado nas horas mais frescas do amanhecer e do entardecer. Vendedores ambulantes mudaram de local ou abandonaram certas rotas. Para um morador com deficiência motora, banhos frios, a estratégia de resfriamento mais imediata, não são possíveis: “Eu adoraria tomar quatro banhos frios por dia, mas tenho algumas dificuldades logísticas relacionadas à minha condição”. Como dependem do ar-condicionado, suas contas de luz triplicam no verão. Para outras pessoas, as praias e cachoeiras para onde algumas pessoas fogem ficam fora de alcance: “Eu adoraria ir, mas não posso por causa de problemas de acessibilidade”. Para as mulheres trans, a discriminação social fecha exatamente os espaços (parques, praças, lojas) onde outras pessoas encontram sombra ou um momento de frescor. E como os banheiros públicos significam correr o risco de sofrer assédio, muitas limitam o quanto bebem de água. O calor, para elas, torna-se um perigo físico sem saída segura. A pobreza sistêmica de refrigeração não se trata de se uma pessoa pode pagar por ar-condicionado, mas sim de como a infraestrutura, as instituições e o design do entorno expõem alguém ao calor prejudicial e, em seguida, falham em protegê-la do calor. Isso se estende além do lar, abrangendo locais de trabalho, escolas e sistemas de saúde, onde o calor pode ter sérias consequências para a saúde, a produtividade e o bem-estar. Alcança ainda mais as causas sistêmicas que determinam quem sofre mais: desigualdade, discriminação, patriarcado, capacitismo e racismo. A vulnerabilidade ao calor não é um resultado acidental. Decisões de planejamento urbano que eliminam áreas verdes, políticas habitacionais que permitem edifícios mal ventilados, leis trabalhistas que deixam trabalhadores ao ar livre desprotegidos e sistemas de saúde pública que falham com os mais expostos — tudo isso contribui para o problema. Justiça térmica Reformular a pobreza de refrigeração muda a forma como os pesquisadores pensam sobre soluções. Justiça térmica não significa apenas reduzir a exposição ao calor. Significa também fazê-lo de forma justa e responsabilizar as pessoas e instituições cujas políticas e decisões de planejamento tornaram alguns bairros mais quentes e algumas famílias menos capazes de se refrescar. Ao perguntar “quem projetou essas condições?”, podemos entender quem tem o poder de mudá-las. Respostas eficazes exigem ação coordenada entre planejamento urbano, saúde pública, habitação e regulamentação trabalhista: ampliar o acesso à água potável, reformar edifícios e plantar árvores, além de reduzir a discriminação. Mas as pessoas mais afetadas precisam ajudar a projetar as soluções. Suas experiências revelam como o calor realmente é sentido, dia após dia. Ao compreender e avaliar a pobreza térmica sistêmica, podemos identificar a melhor forma de alcançar a justiça térmica para aqueles que correm maior risco com o calor extremo.

Palavras-chave: tecnologia

Uiramutã: como vive a população do município apontado como pior do Brasil em qualidade de vida

Publicado em: 30/05/2026 04:00

Uiramutã: como vive população do município mais ao Norte do Brasil "Deixe nada além de pegadas, tire nada além de fotos, leve nada além de saudades", diz a placa na entrada de Uiramutã, em Roraima, sobre as riquezas naturais do município. É o mesmo lugar que, segundo o Índice de Progresso Social (IPS), do instituto Imazon, tem a pior qualidade de vida do país. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp 📊 Entenda: O IPS mede a qualidade de vida nos municípios com base em 57 indicadores sociais e ambientais reunidos em três áreas: Necessidades Básicas, Bem-Estar e Oportunidades. A nota vai de 0 a 100 e mostra como a população vive, e não somente o quanto a cidade produz ou recebe em investimentos. O Uiramutã tirou 42,44 e ficou no último lugar do país pelo terceiro ano seguido. O título incomoda moradores, que destacam o patrimônio cultural e ambiental do território, marcado por um abandono estrutural histórico. 🏡 Para entender a realidade por trás dos números e o que significa qualidade de vida em Uiramutã, onde 96,6% dos habitantes se autodeclaram indígenas, o g1 foi até a sede do município — principal ponto de acesso a serviços públicos da região, onde ficam a prefeitura, a Câmara Municipal, postos de saúde, comércios, pousadas e um posto da Polícia Militar. "Na minha opinião, essa declaração está errada. Você pode andar meia-noite pela rua e ninguém mexe com você. Diferente de outros lugares", diz Valdinar dos Santos, de 62 anos, um dos moradores ouvidos pela reportagem. Há quase três décadas ele saiu do Piauí e vive na região: "É tanto que eu nem pretendo voltar". "Aqui é sossegado, tem paz, tranquilidade, só precisa de pessoas para tomar conta do município", complementa a comerciante Cristiane Lima, de 47 anos. Ela acredita que embora o Uiramutã seja pacato, é necessário melhorar a gestão pública para progredir nos indicadores. INFOGRÁFICO: raio-x de Uiramutã, município mais ao Norte do Brasil Arte/g1 🗺️ Isolamento geográfico O desafio de viver no Uiramutã começa no trajeto. O município fica na tríplice fronteira do Brasil com a Guiana e a Venezuela, distante mais de 300 km de Boa Vista. Até a sede, a viagem dura mais de seis horas - cinco delas por estradas de terra precárias. Caminhonetes e veículos altos são recomendados para o percurso. O acesso ao Uiramutã parte da BR-174, único trecho asfaltado, e segue pela BR-433. No período de chuvas em Roraima, a estrada de terra fica tomada por lama, buracos e atoleiros. O trajeto piora na RR-171, rodovia estadual que corta a região de serras, onde fica a sede do município. Esse isolamento cobra um preço alto de quem vive na sede do município. No dia da visita, em 22 de maio, o litro da gasolina custava R$ 9,40 e o do diesel, R$ 9,50. É o combustível mais caro do estado. O comerciante Eduardo Lima, de 24 anos, avalia que a estrada é o grande gargalo da economia local. "A estrada nunca mudou", afirma. “Já aconteceu de ficarmos sem mercadoria por conta de alguma ponte que caiu ou quebrou alguma coisa. Os representantes públicos podem fazer alguma coisa, mas não fazem", diz Eduardo. 🚨 A vulnerabilidade descrita por ele reflete a atual crise do município. Nesta quinta-feira (28), a prefeitura de Uiramutã decretou estado de emergência após o transbordamento de rios e igarapés deixar mais de 8,7 mil pessoas (cerca de 56% da população local) isoladas e sem qualquer acesso terrestre. Agora, pelo menos 16 comunidades indígenas do município enfrentam escassez de água potável, perdas agrícolas e paralisação de serviços essenciais. O temporal afetou 10 dos 15 municípios de Roraima e mobilizou uma força-tarefa do governo estadual. Acesso ao Uiramutã passa por duas estradas precárias de terra, a BR-433 e a RR-171, que pioram com as chuvas. João Gabriel Leitão/g1 RR 'Melhor lugar de se viver' Embora o IPS tenha avaliado serviços essenciais, como saúde, saneamento e segurança, a régua de qualidade de vida parece não fazer sentido para quem vive a tranquilidade do Uiramutã, apesar das dificuldades. Nas ruas da vila, o sentimento de pertencimento é forte. Valdinar reforça que as falhas apontadas pelo estudo não anulam o apego de quem escolheu a região como casa. "Não tem como dizer que o Uiramutã é o pior lugar de se viver. Na minha opinião, é o melhor", contesta. Valdinar dos Santos, de 62 anos, mora em Uiramutã há quase três décadas. João Gabriel Leitão/g1 RR A comerciante Cristiane destaca o abandono do poder público em certas áreas, mas exalta a segurança. "Acho que é o único lugar em Roraima em que o seu filho brinca até duas horas da manhã numa praça sem ter assalto". No entanto, ela lamenta que o difícil acesso afasta os visitantes do potencial turístico rico em cachoeiras, corredeiras e áreas preservadas da região que concentra algumas das paisagens mais exuberantes do Norte do país. "As cachoeiras são lindas, mas quem em Boa Vista quer vir passear, não consegue, porque o acesso pela estrada não permite", diz Cristiane. A sensação de tranquilidade descrita pelos moradores da sede do município, no entanto, esconde uma vulnerabilidade que reflete nos indicadores. O município lidera os registros de violência sexual contra crianças e adolescentes indígenas na Amazônia Legal. Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta uma taxa de 443,5 casos por 100 mil habitantes, número muito acima da média regional, de 141,3. O levantamento foi divulgado em 2025, com dados coletados entre 2021 e 2023. O Conselho Tutelar aponta que a violência no município ocorre, em grande parte, no ambiente intrafamiliar e em comunidades de difícil acesso. As estradas precárias atrasam o resgate das vítimas e o trabalho de acompanhamento feito pelos únicos cinco conselheiros da cidade e órgãos especializados (entenda mais abaixo). 💧❌ Falta de água e torneiras secas Moradores de alguns bairros da sede do Uiramutã (RR) sofrem diariamente com má distribuição de água na vila. João Gabriel Leitão Ao caminhar pela sede do município, é possível ver obras em andamento, novas calçadas, casas e comércios em construção. A sede possui sinal de telefonia e internet móvel. No entanto, o crescimento esbarra, por exemplo, na falta de saneamento básico e água tratada. A vila possui oito bairros, com casas de alvenaria e de barro, além de ruas com e sem asfalto. No bairro Baixada, um dos mais novos, a falta de energia elétrica e a escassez de água viraram rotina. Moradores relatam passar até cinco dias sem uma gota nas torneiras e improvisam caixas d’água no chão. O vendedor Wilisson Cubilian, de 34 anos, que vive na Baixada com a esposa e dois filhos, estava sem água havia três dias durante a visita. Ao g1, ele contou que a população aguarda há oito anos pela perfuração de um novo poço artesiano. "A gente não tem mais nada a fazer, só esperar a solução deles e do governo. A gente está na serra e tem água nos arredores todinhos, mas aqui é difícil. A gente não paga água, mas precisa", pontua o pai de família. O professor Robson Nascimento, de 46 anos, precisou pagar R$ 50 a caminhões particulares, que extraem água de poços artesianos e vendem em galões de mil litros, para encher um reservatório improvisado em casa. "A gente liga para o responsável da Caer, e ele fala que a gente não paga água, então é por isso que sofre com isso. Eu, pelo menos, ainda posso comprar uma caixa d'água. Mas imagina as famílias mais humildes?", questiona. O vereador Rômulo Lima (PDT), que também mora na região da Baixada, afirma que as demandas foram repassadas ao governo do estado e à prefeitura. "É bastante complicada a situação. Principalmente no período de verão a gente tem muita dificuldade com a água nas comunidades indígenas, e mesmo no período de chuva falta água. Principalmente tratada", explica. O acesso à água foi avaliado no IPS, no quesito de Necessidades Humanas Básicas, que mede se a cidade atende às necessidades essenciais de sobrevivência da população. O Uiramutã ficou com a menor nota do país no quesito. Responsável pelo fornecimento de água, a Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer) informou que ampliou o sistema de abastecimento do município nos últimos anos com a construção de cinco poços artesianos, um reservatório e quatro mil metros de rede de distribuição. Para atender aos bairros Baixada e São Francisco, a companhia concluiu a licitação para perfurar mais dois poços e prevê a construção de um novo reservatório de 50 mil litros. 🏛️ Serviços públicos sobrecarregados Sede do Conselho Tutelar do Uiramutã (RR), que opera com apenas cinco conselheiros tutelares. João Gabriel Leitão/g1 RR O tamanho do território e o isolamento logístico sufocam os servidores, que se desdobram para atender as centenas de comunidades isoladas e para entregar serviços essenciais como saúde e proteção social. Em uma das unidades básicas de saúde, a José Júlio, a farmácia estava abastecida e visitas domiciliares eram realizadas por equipes multiprofissionais, segundo a diretora Luana de Carvalho. Contudo, atendimentos mais complexos exigem viagens exaustivas até Boa Vista. "O desafio mesmo é enfrentar a estrada", resume a diretora. Na área de assistência social e proteção às crianças, o cenário revela ainda mais sobrecarga. O município conta com cinco conselheiros tutelares para cobrir todo o território. Um deles é Fábio de Souza. Ele conta que as dificuldades logísticas para alcançar comunidades isoladas atrasam resgates e acompanhamentos. "Às vezes, na comunidade indígena, não é só uma criança dentro do grupo familiar, às vezes são várias. Tanto ela como essas outras crianças têm que ser acompanhadas", lamenta. A rede de apoio a vítimas praticamente não existe. O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) funciona com apenas uma assistente social e não conta com psicólogo, assim como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). A assistente social do Cras, Karlleide Pinho, de 38 anos, conta que a falta de profissionais afeta campanhas preventivas. "As maiores dificuldades que temos são por conta da parte geográfica, e também em relação a profissionais virem para cá", relata. Segundo ela, dois psicólogos e dois assistentes sociais aprovados em um processo seletivo realizado no ano passado desistiram de atuar no município. O que diz a prefeitura Serviços público tem dificuldade em acessar todas as 200 comunidades indígenas do Uiramutã (RR). João Gabriel Leitão/g1 RR Uiramutã não é um município com características comuns. Grande parte dos 13.751 habitantes vive nas 222 comunidades espalhadas pelo território, de mais de 8 mil km², inserido na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. A prefeitura, no entanto, pondera que medir o progresso social de comunidades indígenas com os mesmos critérios de áreas urbanizadas pode gerar distorções. A chefe de gabinete do prefeito Tuxaua Benísio (Rede), Eliane Cavalcante, de 40 anos, reconhece os problemas de saneamento e infraestrutura, mas defende que o modo de vida tradicional das comunidades indígenas tem formas próprias de compreender bem-estar e qualidade de vida. "Se a gente for a uma comunidade indígena, não necessariamente não ter sinal de internet ou não ter água encanada significa que seja um lugar ruim de se viver. É um modo cultural”, explica. “Não é só porque não tem sinal de internet nas comunidades [que a qualidade de vida é ruim], as pessoas foram criadas assim. É um município longe, com suas diversidades, suas especificidades. Mas não é um lugar ruim de se viver. Discordo dessa ideia totalmente", defende Eliane. Segundo a chefe de gabinete, no dia da visita, o prefeito estava ausente. Ela informou que a prefeitura busca parcerias para melhorar o cenário do município, mas a gestão lida com a falta de recursos e barreiras ambientais. A prefeitura de Uiramutã também defende que a oferta de serviços às comunidades indígenas também depende das decisões tomadas pelos próprios povos em cada localidade. Segundo o município, a implementação de serviços passa por assembleias comunitárias em que os moradores decidem coletivamente quais estruturas e atendimentos desejam receber. Além disso, a logística da região dificulta a oferta dos serviços. Eliane afirmou que o abastecimento de água é responsabilidade do governo estadual, por meio da Caer, enquanto o município atua na abertura de poços artesianos e busca recursos. Sobre as estradas, destacou que obras em áreas indígenas dependem de aprovações ambientais e das comunidades. "Há uma burocracia muito grande", resume. 🛣️ A responsabilidade pelas rodovias federais, como a BR-433, é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), enquanto as estaduais, são de responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura (Seinf). Em nota, o Dnit informou que realiza obras de melhoria na pista da BR-433 para facilitar o tráfego, mas ressaltou que não há contrato vigente para asfaltamento do trecho. Já a Seinf comunicou que a manutenção da RR-171 começa após o período chuvoso e que abriu processo para estudo de viabilidade de pavimentação da rodovia. Cultura não pode justificar abandono, alerta antropóloga A antropóloga Lêda Leitão Martins pondera que indicadores nacionais de qualidade de vida podem, em algum aspecto, não refletir completamente o que significa "viver bem" para povos indígenas, já que comunidades tradicionais possuem outras formas de compreender bem-estar, desenvolvimento e qualidade de vida. "Acho que agentes públicos, políticos usam um discurso cultural pra mascarar violências por parte do Estado brasileiro, ou de agentes do Estado ou de parte de políticas públicas que não são implementadas ou são implementadas de uma forma que traz mais prejuízos do que benefícios", diz. Ela alerta ainda que diferenças culturais não podem ser usadas para justificar ausência de políticas públicas e abandono estrutural dos responsáveis, como é o caso de Uiramutã. "Autonomia e respeito pela questão cultural não significam dizer: 'Os indígenas têm direito à sua cultura, então têm que ficar como sempre viveram e nada pode ser mudado'. Os povos indígenas têm uma capacidade enorme de absorver novas tecnologias, de criar uma inteligência e uma sensibilidade para lidar com conhecimentos novos sem perder quem são." Sede do Uiramutã, município mais ao Norte do Brasil, em Roraima Ronny Alcântara/Rede Amazônica Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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'Dia dos Legendários' pode virar data oficial em São José dos Campos; homens pagam até R$ 81 mil para subir montanha e melhorar casamento

Publicado em: 30/05/2026 01:01

Câmara Municipal de São José dos Campos e retiro 'Legendários'. Foto 1: Câmara de São José dos Campos. Foto 2: Fábio Tito/g1 São José dos Campos pode ter uma nova data oficial no calendário da cidade. É o “Dia dos Legendários”, uma espécie de retiro onde homens pagam até R$ 81 mil para subir montanhas e melhorar o casamento (veja vídeo abaixo). O Projeto de Lei 245/2026 foi aprovado nesta quinta-feira (29) pela Câmara de São José. A proposta, de autoria do vereador Cláudio Apolinário (PSD), prevê que a data seja celebrada anualmente na primeira terça-feira do mês de julho. O projeto ainda precisa ser sancionado. Na justificativa do texto, o vereador afirma que o movimento promove “iniciativas de formação pessoal, fortalecimento de vínculos, disciplina, serviço e compromisso com valores que repercutem positivamente no ambiente familiar e social”. Legendários: Por que homens pagam até R$ 81 mil para subir montanha e melhorar casamento? O Legendários foi fundado na Guatemala, pelo pastor Chepe Putzu, e chegou ao Brasil em 2017. O movimento reúne homens em experiências conhecidas como “TOPs”, retiros realizados em locais afastados, com provas físicas, desafios emocionais e restrições de contato externo. Participantes afirmam que os retiros ajudam a melhorar relações familiares e conjugais, enquanto críticos apontam excessos e questionam a dinâmica adotada pelo movimento. O retiro faz sucesso entre famosos como o ex-BBB Eliezer, Neymar pai, o influenciador Thiago Nigro e o humorista Tirulipa. O movimento é frequentemente associado a discursos sobre masculinidade, religiosidade e transformação pessoal, mas há quem questione o caráter secreto das atividades e a abordagem adotada nos retiros. Os participantes relatam regras consideradas extremas durante os eventos, como restrição do uso de celular, alimentação limitada e provas físicas intensas. Em junho do ano passado, um participante do grupo Legendários morreu após passar mal durante uma trilha em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Legendários não quer impor modelo obsoleto de masculinidade, diz fundador do movimento Data precisa ser sancionada Em São José dos Campos, o vereador autor do projeto, que ainda precisa ser sancionado, afirmou ao g1 que integrantes do movimento participarão da 4ª Marcha Pela Vida e Pela Família, com arrecadação de alimentos destinados ao Fundo Social do município. Ainda segundo a justificativa do projeto, o movimento contribui para o “fortalecimento da responsabilidade pessoal, da liderança, da vida familiar e da convivência comunitária”, além de promover ações sociais e apoio a famílias em situação de vulnerabilidade. Segundo a assessoria do vereador Cláudio Apolinário, o projeto foi aprovado em sessão única e ainda precisa ser sancionado pelo prefeito Anderson Farias (PSD). A Prefeitura de São José dos Campos foi procurada pelo g1 e disse que não comenta projetos de lei, somente após a sanção. *(Sob supervisão do g1) Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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'Higienização de dados': Secretaria da Saúde de Sorocaba vai retirar da fila de espera pacientes que não atualizarem cadastro

Publicado em: 29/05/2026 20:20

Secretário de Saúde apresenta prestação de contas do primeiro quadrimestre em Sorocaba Pacientes que aguardam na fila de espera da rede municipal de saúde de Sorocaba (SP) terão os nomes excluídos caso não atualizem seus dados cadastrais. A medida faz parte do processo de higienização do programa Atualiza Sorocaba. A informação foi confirmada pelo secretário de Saúde, João Pedro Arruda Fraletti Miguel, durante uma audiência pública na Câmara Municipal nesta sexta-feira (29). A ação é regulamentada por um decreto municipal assinado em 14 de maio deste ano. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Saúde de Sorocaba (SP) vai retirar da fila de espera pacientes que não atualizarem cadastro em processo de higienização de dados Reprodução/TV TEM O programa busca regularizar e unificar os cadastros dos usuários. O objetivo é corrigir dados desatualizados, como CPF e telefone, para permitir que a prefeitura avise sobre consultas, exames e campanhas de vacinação com mais eficiência, reduzindo a fila de espera. De acordo com o secretário, o programa é executado em fases. Após uma etapa inicial de conscientização, a ação agora ganha caráter obrigatório. "A segunda fase é justamente agora, com a publicação do decreto. Agora, num segundo momento, passado o momento da voluntariedade, a gente passa para uma medida mais coercitiva. E a terceira fase será a contratação, com a Serpo, do Serviço de Processamento de Dados Federal", afirmou. O secretário acrescentou que ainda não há um balanço de quantas pessoas já atualizaram os dados, pois as informações seguem em contabilização. LEIA MAIS Rio Tietê continua com espuma branca depois de duas semanas no interior de SP Itu sedia 1ª Olimpíada Sorocabana de Foguetes com estudantes da região neste sábado Luxo, igreja e carrossel: Porto Feliz terá shopping com lojas de marcas internacionais inéditas na América Latina Entenda o recadastramento O decreto com as regras para a atualização cadastral e a confirmação de interesse dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) foi publicado no dia 21 de maio. Segundo o documento, os moradores terão 60 dias para comparecer às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou aos locais indicados pela Secretaria de Saúde e confirmar se desejam permanecer na fila. Quem não fizer a atualização será considerado desistente e terá o nome automaticamente removido da lista. O decreto prevê alternativas para pessoas com dificuldades de locomoção, que poderão confirmar o interesse por telefone ou e-mail. Pacientes acamados ou em situação de vulnerabilidade poderão ser representados por familiares ou responsáveis legais. Entre os documentos exigidos estão: RG ou CIN; CPF; Cartão SUS; Comprovante de residência atualizado; Laudo médico, quando disponível. As UBSs terão a responsabilidade de orientar os pacientes, verificar documentos e registrar as confirmações nos sistemas de saúde. O decreto determina que a Secretaria Municipal de Saúde ficará encarregada de consolidar as informações e higienizar as filas. Pacientes que forem removidos poderão apresentar recurso administrativo em até 15 dias úteis. O decreto também determina a ampla divulgação das regras nos canais oficiais da prefeitura e nas próprias unidades de saúde. De acordo com o governo municipal, a medida busca reduzir o alto índice de desistência e absenteísmo em mutirões e programas especiais, além de garantir maior transparência e eficiência no acesso aos serviços públicos de saúde.. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Empreender para que políticas públicas funcionem: “Nosso propósito”

Publicado em: 29/05/2026 05:05

Há quem empreenda para vender mais. E há quem empreenda para que as políticas públicas funcionem melhor. Patricia Ianda, CEO do SUAS Fácil, pertence à segunda categoria. Sua empresa não vende produto para consumidor final. Vende capacidade para municípios brasileiros gerirem, com mais inteligência e profundidade, a assistência social de milhares de famílias. A trajetória da empreendedora parte de uma constatação simples, mas poderosa: políticas públicas bem desenhadas fracassam na execução. E o motivo, na maioria das vezes, não é falta de vontade - é falta de ferramentas adequadas. Gestores sobrecarregados, dados espalhados em papéis e planilhas, territórios inteiros invisíveis para quem deveria cuidar deles. Patrícia Ianda, CEO da SUAS Fácil Divulgação "Empreender é transformar realidades a partir de soluções que fazem sentido na vida das pessoas. É olhar para dores concretas e construir caminhos mais simples, acessíveis e eficientes", destacou Patricia. Foi desse diagnóstico que nasceu o SUAS Fácil: uma plataforma voltada para fortalecer o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em municípios de todo o Brasil. A proposta é clara - digitalizar a vigilância socioassistencial para que gestores deixem de apagar incêndios e passem a agir com estratégia. Por que dados são poder na assistência social Quando a vigilância socioassistencial não acontece, ou quando ela se dá de forma precária - em formulários físicos, planilhas desconexas, registros que se perdem - o efeito é devastador: o território fica invisível. Gestores tomam decisões no escuro. Famílias vulneráveis ficam sem atenção. Dados estruturados são, na visão de Patricia, a base para defender orçamento. Sem evidências concretas, a política pública perde força na hora de pleitear recursos. Com dados consolidados, o município ganha argumento e legitimidade para demonstrar demandas reais. "Sem informação estruturada, não existe planejamento eficaz. Sem planejamento, não existe política pública de verdade. E sem dados, não existe força para sustentar decisões, nem para ampliá-las", defende a empreendedora. Sobre CRAS e CREAS O CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) é a porta de entrada da Assistência Social. Ele atua de forma preventiva, fortalecendo vínculos familiares e comunitários, acompanhando famílias em situação de vulnerabilidade social e oferecendo serviços, orientações e atividades que ajudam a prevenir riscos e violações de direitos. Já o CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) atende situações mais complexas, quando direitos já foram violados. Seu trabalho é especializado e envolve acompanhamento de casos como violência, abuso, negligência, exploração, medidas socioeducativas, entre outros, sempre com foco na proteção, no cuidado e na reconstrução de vínculos. Em resumo: CRAS previne, orienta e fortalece. CREAS protege, acompanha e intervém. Patrícia Ianda, CEO da SUAS Fácil Divulgação Ambos são essenciais e trabalham de forma integrada para garantir dignidade, cuidado e direitos a quem mais precisa. Um novo olhar para políticas públicas O avanço de soluções que unem tecnologia e gestão mostra que o empreendedorismo também pode ser um aliado na construção de políticas públicas mais eficientes. No Blog SUAS Fácil, já foram destacadas reflexões sobre coletivizar possibilidades interventivas. Ao aproximar estratégia, dados e realidade social, iniciativas como essa ajudam a transformar não apenas processos — mas a vida de quem mais precisa. Num cenário em que o Brasil ainda busca equilibrar a dívida histórica com as populações mais vulneráveis, empreendedoras como Patricia mostram que tecnologia e propósito social não são opostos. Pelo contrário: quando bem combinados, são a forma mais eficiente de fazer o Estado chegar onde ele precisa chegar. Para saber mais Soluções tecnológicas para fortalecer a gestão da assistência social. Acesse o site para saber mais.

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Vulnerabilidade no 7-Zip coloca usuários em risco, mas quem tem PC ruim está “salvo”

Publicado em: 29/05/2026 05:03 Fonte: Tudocelular

Uma falha de segurança crítica foi descoberta no 7-Zip, um dos compactadores de arquivos mais utilizados no mundo. Classificada com pontuação CVSS de 8.8 — considerada grave —, a vulnerabilidade permite a execução de código malicioso simplesmente ao abrir um arquivo compactado comprometido, mesmo sem nem extrair o conteúdo. O problema afeta, praticamente, todas as versões anteriores à 26.01, lançada no final de abril, e está presente em PCs Windows, servidores Linux e ambientes em nuvem. A vulnerabilidade explora um bug na forma como o 7-Zip interpreta imagens de disco no formato NTFS e IMG. Clique aqui para ler mais

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Mais de mil vagas são oferecidas em cursos gratuitos na Baixada Santista; veja lista

Publicado em: 28/05/2026 20:00

Caminho da Capacitação oferece mais de mil vagas em cursos na Baixada Santista Pixabay O Governo de São Paulo abriu inscrições para o programa Caminho da Capacitação, que oferece 1.173 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional na Baixada Santista. As oportunidades são voltadas principalmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social. As inscrições podem ser feitas até 9 de junho pelo site oficial. As aulas acontecem entre 8 e 18 de junho, em carretas móveis adaptadas para atividades práticas e teóricas. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Os cursos abrangem áreas como cuidador, estética, gastronomia, costura e tecnologia, distribuídos pelas nove cidades da região (confira a lista abaixo). Agora no g1 Bertioga: Cuidador de Idosos, Imagem Pessoal e Costura Criativa Cubatão: Cuidador de Idosos, Imagem Pessoal e Confecção Industrial Guarujá: Pet, Hospitalidade, Manutenção de Motos Itanhaém: Pet e Gastronomia Mongaguá: Imagem Pessoal e Manutenção de Motos Peruíbe: Pet e Tecnologia Praia Grande: Costura Criativa Santos: Beleza e Estética e Panificação São Vicente: Tecnologia e Beleza e Estética VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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Casa da Criança: a continuidade de um legado em favor da infância

Publicado em: 28/05/2026 18:38

A Casa da Criança Armanda Malvina de Mendonça, fundada pelo empresário Oswaldo Ribeiro de Mendonça, atua há quase 50 anos na educação, acolhimento e proteção das crianças de Ipuã Crédito: Divulgação. A história da Casa da Criança Armanda Malvina de Mendonça, em Ipuã, começa com uma cena que revela uma urgência social. Em 1978, ao caminhar por uma região periférica da cidade, o empresário Oswaldo Ribeiro de Mendonça deparou-se com a realidade de mães trabalhadoras que não tinham com quem deixar seus filhos. Segundo relato institucional encaminhado pela organização da Mostra, uma criança pequena foi encontrada sozinha em casa, amarrada aos pés de uma mesa, com um prato de comida ao lado, enquanto a mãe precisava trabalhar. A situação, marcada pela vulnerabilidade e pela ausência de rede de apoio, mobilizou uma resposta concreta. Em 16 de março de 1978, Oswaldo Ribeiro de Mendonça entregou à comunidade a primeira creche de Ipuã, a Casa da Criança Armanda Malvina de Mendonça, criada para oferecer proteção, cuidado, alimentação, acesso ao brincar, convivência e educação a crianças pequenas, independentemente de sua condição social. A Casa da Criança nasceu da decisão de transformar indignação em cuidado. Quase cinco décadas depois, essa visão permanece como eixo da instituição. O que começou como uma resposta assistencial a uma necessidade urgente da comunidade tornou-se uma experiência consolidada de educação infantil, promoção de direitos e desenvolvimento integral. A continuidade desse legado passa pela atuação de Josimara Ribeiro de Mendonça, presidente da Casa da Criança. Atendendo 120 crianças, de diferentes realidades sociais, a instituição atua no desenvolvimento físico, mental, moral, cultural, social e educacional Crédito: Divulgação. A Casa da Criança foi fundada para ser um lugar seguro. No início, atendia crianças de 0 a 5 anos em situação de extrema pobreza, respondendo principalmente à necessidade das famílias trabalhadoras. Com o passar do tempo, porém, a instituição ampliou sua compreensão sobre a infância. Sem abandonar a proteção, passou a incorporar uma visão mais ampla, na qual cuidar também significa educar, escutar, observar, formar vínculos, apoiar famílias e criar condições para que a criança se desenvolva plenamente. Essa passagem da assistência para a educação integral é um dos pontos centrais da trajetória institucional. A própria Casa da Criança se define publicamente como um espaço de educação, cuidados e promoção de direitos, voltado ao desenvolvimento de crianças pequenas residentes em Ipuã. Atualmente, a instituição atende 120 crianças e afirma assegurar o desenvolvimento físico, mental, moral, cultural, social e educacional das crianças assistidas. Essa evolução não altera a origem da Casa. Ao contrário, atualiza a intenção de Oswaldo Ribeiro de Mendonça. Se, em 1978, a prioridade era garantir que as crianças tivessem um lugar seguro para ficar, hoje o compromisso se amplia para assegurar que esse lugar seja também um ambiente de aprendizagem, cultura, vínculo, proteção social e direitos. A trajetória recente da Casa da Criança está diretamente ligada à atuação de Josimara Ribeiro de Mendonça. Tendo assumido a presidência em 2002, conduziu um ciclo de investimentos em gestão, política pedagógica e capacitação. Esse período foi marcado por avanços estruturais e metodológicos. A Casa da Criança ampliou o número de crianças atendidas de 80 para 120, com a construção de uma nova sala de aula; reformou ambientes; fortaleceu a política didático-pedagógica; incentivou a formação de educadores; e estruturou uma equipe composta por profissionais de educação infantil, coordenação pedagógica e administrativa, nutrição, assistência social, fonoaudiologia e demais áreas de apoio. Em janeiro de 2024, Josimara voltou à presidência da Casa da Criança, reafirmando a ligação da Casa da Criança com a visão de seu fundador, em um momento em que a organização já não pode ser definida apenas por sua origem, mas por sua capacidade de planejamento, gestão, sustentabilidade, articulação de rede e qualificação pedagógica. A atuação de Josimara deve ser compreendida nesse ponto de equilíbrio. De um lado, ela carrega a memória familiar de uma obra criada por Oswaldo Ribeiro de Mendonça para responder a uma necessidade real da comunidade. De outro, atua como liderança que introduz parâmetros contemporâneos de gestão social: formação de equipe, mobilização de parceiros, sustentabilidade institucional, valorização dos ambientes, aproximação com referências pedagógicas e defesa da primeira infância como prioridade pública. Josimara Ribeiro de Mendonça, filha do fundador, segue o legado deixado por ele e tem atuação marcada por avanços estruturais, estratégicos e metodológicos | A atuação de Josimara Ribeiro de Mendonça evidencia que a ambição de Oswaldo Ribeiro de Mendonça segue viva, transformando a infância diante das demandas do nosso tempo Crédito: Divulgação. Essa combinação ajuda a explicar por que a Casa da Criança permanece ativa, reconhecida e socialmente necessária. “Crianças são nossa maior riqueza e temos que ter cuidado com o que oferecemos a elas. Formar um ser humano desde a infância consiste em decidir pelo outro no momento em que o outro não tem maturidade para decidir sozinho. Pais e mães são os primeiros responsáveis por essa criança e logo em seguida, a creche. É muita responsabilidade. Por isso, para uma boa gestão, contamos com o apoio de todos os funcionários e educadores desta Casa da Criança. Devemos cuidar para oferecer o melhor às crianças: as primeiras informações sobre o mundo, os afetos. Esse ambiente exige cuidado, responsabilidade de cada adulto para oferecer um mundo saudável, que estimule e coloque a tecnologia como ferramenta e não protagonista. Cuidar é uma experiência de amor, a autoridade se estabelece através de um vínculo forte. Temos que proteger nossas crianças. Essa continuará sendo a nossa meta”, destaca. Um legado em movimento A força da Casa da Criança está em não tratar seu legado como algo concluído. A obra de Oswaldo Ribeiro de Mendonça permanece viva porque continua sendo atualizada diante das necessidades da infância. A liderança de Josimara Ribeiro de Mendonça, filha de Oswaldo, evidencia essa continuidade. Ao longo de quase cinco décadas, a Casa da Criança tornou-se parte da memória afetiva e social de Ipuã. Mais de uma geração passou por seus espaços. Crianças atendidas no passado hoje são mães, pais, trabalhadores, cidadãos e, em alguns casos, famílias que confiam novamente seus filhos à instituição. Esse ciclo mostra que a Casa não é apenas um equipamento social. É uma construção comunitária. A continuidade está na permanência de um princípio: uma cidade que cuida de suas crianças investe em seu próprio futuro. A chegada da Mostra Mosaico a Ipuã integra esse movimento de ampliação cultural e pedagógica vivido pela instituição em articulação com a RedSOLARE Brasil.

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