Arquivo de Notícias Resultados para: "vulnerabilidade"

Prato Cheio 2025: Rede Clube lança campanha, veja como participar

Publicado em: 06/10/2025 12:25

Prato Cheio 2025: inscrições para as instituições vão até o dia 15 deste mês A Rede Clube lança, nesta segunda-feira (6), a sexta edição da campanha Prato Cheio 2025. A iniciativa arrecada alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social e, neste ano, conta com o apoio do Armazém Paraíba e do Teresina Shopping. A campanha terá seis pontos de coleta de doações no Piauí: três em Teresina, um em Picos, um em Floriano e outro em Parnaíba. Empresas interessadas em participar podem se inscrever a partir desta segunda até 15 de outubro por meio de formulário online. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O diretor de jornalismo da TV Clube, Claudinei Moreira, afirma que a campanha é uma ponte entre quem quer ajudar e quem precisa de ajuda. "As pessoas têm vontade de fazer algo para ajudar quem vive em situação de extrema pobreza, mas não conhecem uma instituição em que confiem para fazer isso. Essa campanha tem esse papel. E neste ano cresceu, com o apoio do Teresina Shopping e do Armazém Paraíba, a expectativa é arrecadar ainda mais alimentos e ajudar mais pessoas a ter um Natal mais farto", afirma o diretor. A população poderá doar alimentos entre os dias 1º e 12 de dezembro, no ponto de coleta do Teresina Shopping, localizado no bairro Noivos, Zona Leste da capital. Confira o cronograma completo da campanha abaixo: Inscrições: 06 a 15 de outubro Divulgação das entidades selecionadas: 27 de outubro Exibição dos vídeos das entidades: 24 a 29 de novembro Recebimento das doações no Teresina Shopping: 1º a 12 de dezembro Dia D da campanha: 12 de dezembro Para mais informações, o edital da campanha pode ser consultado aqui. Sexta edição da campanha Prato Cheio é lançada; veja cronograma Reprodução *Estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: vulnerabilidade

Bebida ilegal: Brasil fechou uma fábrica a cada 5 dias em dois anos

Publicado em: 06/10/2025 08:25

Sobe para 225 o número de casos suspeitos de intoxicação por metanol no Brasil Entre 2022 e 2024, o Brasil fechou em média uma fábrica clandestina de bebida falsificada a cada cinco dias, segundo dados citados em reportagem exibida pelo Fantástico. O número chama atenção em meio ao avanço dos casos de intoxicação por metanol — substância tóxica encontrada irregularmente em bebidas e que já provocou mortes e internações graves em vários estados. (Veja no vídeo acima.) As investigações apontam que o problema não está em grandes fabricantes, mas em pequenos esquemas ilegais de adulteração. “Certamente é um caso de adulteração, porque, de maneira controlada e fiscalizada, não há quantidades de metanol suficientes para oferecer risco ao consumo humano”, explicou Bruna Pratto, professora de Engenharia Química. O setor legal de bebidas tenta reforçar a confiança do consumidor. “O produto legal é confiável. As empresas sérias seguem padrões rígidos e o consumidor pode consumir tranquilamente”, disse Cristiana Foja, presidente da Associação Brasileira de Bebidas. O metanol é um tipo de álcool que, quando ingerido, pode causar cegueira, insuficiência respiratória e até a morte. Ele é incolor e praticamente impossível de detectar a olho nu, o que torna o consumo de bebidas adulteradas ainda mais perigoso. Nos últimos meses, laboratórios como o CIATox de Campinas vêm analisando amostras de sangue de pacientes com suspeita de intoxicação. Segundo os pesquisadores, os quadros mais graves ocorrem quando o metanol é usado em altas concentrações — algo comum em bebidas falsificadas. Enquanto o Ministério da Saúde reforça o estoque do antídoto fomepisol, importado às pressas do Japão, a Polícia Civil e a Receita Federal ampliam as operações para identificar e desmontar laboratórios clandestinos. LEIA TAMBÉM: Metanol em bebidas: saiba como estabelecimentos devem agir Gin, uísque e vodca: veja em quais bebidas metanol foi detectado, segundo investigações 'Era um bar em uma região nobre, não boteco de esquina', diz mulher que ficou cega após ingerir metanol Não é a primeira vez que o Brasil vive uma onda de preocupação como esta. Em julho de 1990, 18 pessoas morreram na Bahia depois de uma festa onde tinham bebido pinga feita com metanol. Em dezembro de 1992, dezenas de pessoas foram internadas na madrugada do dia 26, em Diadema. Todas tinham ido a um sambão e tomado “bombeirinho”, uma bebida feita de vodca, groselha e limão. Três jovens morreram naquela mesma semana. O maior surto de intoxicações por metanol dos últimos anos aconteceu mais recentemente, entre 2016 e 2023. Foram 11 mortes de homens pobres, em situação de rua e vulnerabilidade, dependentes químicos. O surto deixou os pesquisadores em alerta, mas não teve repercussão. Como o metanol age no corpo O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATOX) de Campinas é um dos laboratórios que analisam amostras de sangue de pacientes com suspeita de intoxicação pelo metanol na bebida. O metanol é incolor. Apesar de ter um cheiro diferente do etanol (o álcool das bebidas), não é fácil de detectar quando há uma mistura entre eles. Em até 24 horas, surgem sintomas que podem ser confundidos com os de uma ressaca: Náusea, cólica e dores abdominais. A visão fica turva. A pessoa sente tontura e pode ter alterações de consciência. O sangue fica mais ácido. O fígado é atingido , e também a medula e o cérebro. O metanol ainda afeta os pulmões, causando insuficiência respiratória. Além disso, o nervo óptico é danificado , levando, em alguns casos, à cegueira. Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano. Arte/g1 O Antídoto: etanol O tratamento pode parecer estranho, mas é semelhante ao que foi usado pelos médicos nos casos de trinta anos atrás. Os médicos usaram cachaça como antídoto. O repórter Álvaro Pereira Júnior, que também é químico, explica em detalhes: o metanol em si não é tão tóxico. O problema é que, quando entra no corpo, ele é transformado, no fígado, em outras substâncias, e essas sim é que fazem muito mal. É preciso então recorrer aos antídotos. O principal se chama fomepizol. Quem faz a transformação do metanol em substâncias mais tóxicas são proteínas especiais, as enzimas. Quando o paciente recebe o fomepizol, esse antídoto vai lá e gruda nessas enzimas do fígado. Assim, o metanol não consegue se ligar às enzimas e não é transformado em substâncias mais tóxicas. Ele fica circulando e acaba eliminado pelos rins, na urina. Quando o fomepizol não está disponível, os médicos apelam para o etanol, o álcool que existe nas bebidas. O mecanismo é parecido: o paciente recebe uma dose de etanol, calculada pelos médicos, que pode até ser dada na veia. As enzimas do fígado gostam mais do etanol do que do metanol. Assim, o etanol entra e vai logo ocupando as enzimas do fígado. O metanol não consegue mais "colar" nessas enzimas, porque já está tudo dominado pelo etanol. O metanol não é transformado em substâncias mais tóxicas e acaba sendo eliminado na urina. Uma ressalva muito importante: os antídotos, seja o fomepizol, seja o etanol, só podem ser administrados sob rigorosa supervisão médica. O principal antídoto, o fomepizol, não estava disponível no Brasil. Esta semana, o ministro da saúde, Alexandre Padilha, anunciou a importação de um fornecedor do Japão. O ministro afirmou: “conseguimos fechar junto com a Organização Panamericana de Saúde a compra e a entrega de 2,5 mil tratamentos do Fomepizol”. Infográfico explica ação dos antídotos em casos de intoxicação por metanol Arte/g1 Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida. BICHOS NA ESCUTA O podcast 'Bichos Na Escuta' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Homem condenado com esposa por assassinar personal trainer tem diagnóstico de 'folie à deux'; especialistas explicam transtorno raro

Publicado em: 06/10/2025 07:27

Casal acusado de matar personal trainer com mais de 30 facadas é condenado a 84 anos Um transtorno raro marcado pela dependência emocional e pela perda do senso da realidade. É assim que é descrita a síndrome do homem condenado a 42 anos de prisão pelo assassinato da personal trainer Andressa Serantoni, com mais de 30 facadas. Joel Fernandes Santos e Sidileide Normanha da Paixão Santos foram condenados na quarta-feira (30) em regime fechado, cada um, a pena de 30 anos de prisão por homicídio e a 12 anos por tentativa de homicídio. Cabe recurso. O g1 tenta contato com a defesa da ambos. Os jurados reconheceram os crimes e afastaram o laudo atestando insanidade relacionado a Sidileide. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Andressa Serantoni foi esfaqueada pelo casal em agosto de 2020. O crime ocorreu depois que a personal reclamou porque percebeu que estava sendo filmada pela mulher. A vítima morreu no local. Relembre o crime abaixo. Conforme consta na denúncia do Ministério Público, Joel foi diagnosticado pelo psicólogo perito do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (IMESC) com folie à deux, conhecido como transtorno delirante induzido, como um "delírio infeccioso". O tema inclusive já foi explorado em produções cinematográficas. Lançado em julho deste ano, “Coringa: Folie à Deux" levou para as telas um dos transtornos mais raros e intrigantes da psiquiatria: o folie à deux, expressão francesa que significa "loucura a dois". A sequência do longa premiado de 2019 mergulha na relação entre Arthur Fleck, o Coringa (Joaquin Phoenix), e Arlequina (Lady Gaga), marcada pela fusão entre delírio, dependência emocional e perda de contato com a realidade. Da mesma forma como no filme, na companhia de Sidileide, Joel compartilha de sintomas psicóticos. Fora do convívio da esposa, segundo o laudo, ele não continua com os delírios e mantém a memória. A prova é, de acordo com o perito que o avaliou, a ausência de delírios na cadeia. Nesse caso, a Justiça considera que Joel tem a capacidade de entender o caráter criminoso do homicídio. De acordo com o médico psiquiatra Gerardo Maria de Araújo Filho, professor do Departamento de Ciências Neurológicas, Psiquiatria e Psicologia Médica da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), o transtorno é incomum. Dados apresentados pelo médico indicam que o transtorno varia de 0,03% a 0,2% na população. Inclusive, é mais raro do que quadros de esquizofrenia, que atingem cerca de 0,7% da população. De acordo com Geraldo, no folie à deux, geralmente há uma relação de hierarquia entre duas pessoas próximas, como casais ou familiares. Esse vínculo é marcado por forte dependência afetiva e psicológica, o que dificulta que o dominado perceba a vulnerabilidade e manipulação. “Geralmente, você tem essa relação na qual um é o dominante, o outro é o dominado. O dominante começa a adoecer mentalmente e o dominado acredita naqueles delírios que não fazem parte da realidade”, detalha o médico. Segundo o especialista, o dominado não consegue distinguir a realidade da fantasia na presença do dominante. Apenas após a separação e com a recuperação do quadro clínico do dominante, ele recobra a noção. "Naquele momento, a pessoa não consegue distinguir a realidade da fantasia. Depois, com a separação, ela consegue recobrar toda essa noção de realidade", pontua o médico. Por isso, o foco do tratamento está no indivíduo dominante, que apresenta o transtorno mental primário. O dominado, na maioria dos casos, não precisa de medicação. Joel Fernandes Santos e Sidleide Normanha da Paixão Santos de Rio Preto (SP) foram condenados a 42 anos de prisão cada um por matarem uma personal trainer Reprodução Médico psiquiatra Gerardo Maria de Araújo Filho, de São José do Rio Preto (SP) Famerp/Divulgação Tratamentos Andressa morreu após ser esfaqueada em bairro de Rio Preto Reprodução/Instagram Em entrevista à reportagem, a psicanalista Silvia Helena Vertoni Homsi, de 63 anos, explicou sobre a dinâmica de influência e como isso é percebido. Conforme a terapeuta, um dos envolvidos exerce maior influência devido à personalidade dominadora ou pelo outro ser mais vulnerável emocionalmente. O folie à deux se caracteriza pelo compartilhamento de crenças delirantes, resultando em uma validação de ideias distorcidas, segundo a psicanalista. O transtorno inclui sinais de isolamento social, a submissão às decisões do outro, mudanças drásticas de comportamento, além da adoção de crenças ou medos do parceiro como próprios. Silvia ainda explicou como funciona o tratamento. "O afastamento é crucial para romper o ciclo de dependência emocional, permitindo que cada indivíduo recupere sua autonomia. O tratamento é majoritariamente voltado para psicoterapia, mas pode incluir medicamentos, como antidepressivos ou ansiolíticos, se houver sintomas associados", salienta Silvia. Psicanalista de Rio Preto (SP), Silvia Helena Vertoni Homsi de 63 anos Arquivo pessoal Laudo de Sidileide No processo, a defesa de Sidileide pediu a absolvição, a impronúncia ou afastamento das qualificadoras após um exame comprovar a insanidade mental da mulher. O diagnóstico foi baseado na versão apresentada por Sidileide, aliado à consulta dos autos, contexto criminal, depoimentos de testemunhas e à evolução clínica. Mas, segundo o juiz Luis Guilherme Pião, há elementos e provas que comprovam o fato, além da confissão de ambos. A Justiça, então, considerou que não é possível a exatidão diagnóstica pela ausência de acompanhamento médico e documentação. LEIA MAIS Mãe de personal trainer assassinada desabafa após condenação de casal a 84 anos de prisão em penas somadas: 'Nada que conforte minha dor' Acusado de matar jovem e cobrir corpo com cimento no interior de SP é condenado a 28 anos de prisão Crime Casal acusado de matar personal trainer com mais de 30 facadas é condenado em Rio Preto (SP) João Selare/TV TEM Sidileide e Joel foram presos em flagrante e confessaram o assassinato. A investigação apontou que a criminosa segurou a vítima pelo braço e disse para o marido buscar as facas no carro. Eles atacaram Andressa ao mesmo tempo. A personal trainer foi esfaqueada no pescoço, tórax, coxas, braços e mãos. Joel e Sidileide foram denunciados em setembro de 2020. Os dois também foram condenados por tentativa de homicídio uma vez que outro vizinho presenciou a cena e tentou intervir. Ele também foi agredido, mas conseguiu escapar. Os réus foram presos em flagrante no dia do crime, sendo que a prisão foi convertida em preventiva no dia 13 de agosto daquele ano. Segundo a denúncia do MP, Joel e Sidileide eram conhecidos por causarem problemas na vizinhança onde moravam. Sidileide tinha o hábito de, com o celular em mãos, filmar vizinhos sem autorização, gerando desentendimentos, conforme relatado no inquérito. *Colaborou sob supervisão de Henrique Souza Casal foi preso em flagrante pela morte da personal Andressa Serantoni Reprodução/TV TEM Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da região

Palavras-chave: vulnerabilidade

Como professora ajudou a revolucionar escola no interior de SP e se tornou finalista de um dos principais prêmios da educação

Publicado em: 06/10/2025 05:01

Professora de Franca, SP, é finalista do Prêmio Educador Nota 10 A professora Priscila Terencio, da Escola Estadual Ângelo Scarabucci, em Franca (SP), está entre os nove finalistas da 27ª edição do Prêmio Educador Nota 10, considerado o maior reconhecimento da educação básica no Brasil. O anúncio dos vencedores será feito no dia 28 de outubro, em cerimônia na Pinacoteca de São Paulo. O projeto inscrito por Priscila, chamado “Chegadas e partidas: Histórias que se conectam!”, nasceu após a troca de metade da equipe docente da escola em 2024. Diante do desafio de integrar professores novos e veteranos, a educadora decidiu transformar o momento em oportunidade para fortalecer o sentimento de pertencimento e valorizar a memória da instituição e do bairro Vila Scarabucci, região de classe média marcada pela cultura mas, também, por algumas vulnerabilidades sociais. "Quando nós iniciamos o ano, nós trocamos metade da equipe de professores. Então, a gente fez um resgate de histórias da comunidade, em que todo mundo também pôde somar com as suas histórias, com as suas experiências e trazer esse pertencimento", comentou Priscila ao g1. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Durante o trabalho, os professores foram organizados em duplas pedagógicas para favorecer a troca de experiências. "A gente começou a trabalhar dessa forma, valorizando o que cada pessoa sabe, o que eles (novos professores) traziam e também a troca de conhecimento, né? Eu acho que isso, quando a gente troca um com o outro, a gente consegue chegar num resultado melhor." Ao todo, mais de 400 alunos, do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, participaram de atividades que incluíram pesquisas históricas de Franca e da escola, entrevistas com moradores do bairro e ex-alunos, tudo com o objetivo da produção de conteúdos midiáticos e um documentário. "A gente teve a ideia inicial, dentro do nosso primeiro planejamento, de fazer um documentário com essas pessoas, porque quando a memória não funciona, sobram as imagens e os registros que a gente tem", relatou. A professora Priscila Terencio, da Escola Estadual Ângelo Scarabucci, em Franca (SP), está entre os nove finalistas da 27ª edição do Prêmio Educador Nota 10 Divulgação Projeto colocado em prática E foi de forma simples, com gravações caseiras, que a comunidade compartilhou memórias que surpreenderam até os próprios alunos. Um estudante, por exemplo, revelou não saber que o pai, ex-aluno da unidade, havia sido presidente da escola de samba do bairro. "O aluno me falou: 'mas eu não sabia que meu pai era tão importante'. Então, foi assim que a gente foi descobrindo histórias. E, na verdade, se a gente não conhece o passado, a gente não sabe projetar o futuro." As atividades foram realizadas ao longo de todo o ano letivo de 2024, com aulas dedicadas para a execução das pesquisas e produções. O processo de edição e organização foi feito coletivamente por professores e alunos que atuaram no projeto. O material resultou ainda em um almanaque virtual acessível por QR Codes que, por sugestão de um aluno, foram distribuídos em diferentes pontos da comunidade. "Um dos alunos deu a ideia de fazer um QR Code para socializar com a comunidade, de fato, tudo aquilo que estava acontecendo na escola. Então, de uma maneira simples, a gente conseguiu ter essa conversa com todos do bairro." Alunos distribuíram diversos QR Codes em diferentes pontos e comércios da comunidade Arquivo pessoal De 'Carandiru' à transformação Priscila leciona há 20 anos na rede estadual, sendo dez deles na Escola Ângelo Scarabucci. Ela conta que tenta participar do prêmio desde 2020 e que já foi pré-finalista duas vezes. "Eu já fui pré-finalista duas vezes, sempre foi um sonho. A primeira vez, o processo era diferente. Eu fiquei entre os 50 finalistas. A gente fez uma revista de boas práticas durante a pandemia, foi um desafio. Depois, fizemos um outro projeto, uma atividade de recomposição de aprendizagem, porque a escola aqui não tem um estigma muito legal." A unidade, fundada em 1958, já enfrentou momentos difíceis. Em 2015, esteve entre as dez piores escolas de Franca em desempenho e ganhou a fama de “Carandiru”, devido à violência nos arredores e ao baixo rendimento escolar. "A escola aqui não tinha um estigma muito legal, todo mundo conhecia o Scarabucci por Carandiru, chamava a escola de depósito de bandidos", relembrou Priscila. A virada de chave só veio com a adesão ao Programa de Ensino Integral (PEI) e a criação de projetos de valorização e pertencimento. Com esses fatores, atualmente, a escola se tornou uma das 50 melhores escolas do estado, com crescimento no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), alcançando nota 6,5 no Ensino Fundamental e 6, no Ensino Médio em 2023. “Com esse trabalho que a gente vem fazendo no dia a dia, hoje tem fila para fazer matrícula na escola. Aqui tem jovem que entra na faculdade, que sempre estudou aqui, e tira 960 numa redação de Enem. Eu acho que a gente precisa mostrar isso para muita gente, e o prêmio é uma oportunidade para isso. Eu fiz a inscrição esse ano como um sonho profissional e um sonho de elevar o nome dessa escola para a comunidade do Brasil." Priscila tem o sonho de elevar o nome dessa escola para a comunidade do Brasil Arquivo pessoal O prêmio Criado em 1998, o Prêmio Educador Nota 10 já reconheceu 279 educadores. Só em 2025 foram inscritos mais de 4 mil projetos. As iniciativas são avaliadas em três eixos: Direitos Humanos, Sustentabilidade e Inovação e Tecnologia. Priscila concorre na categoria de tecnologia, destacando-se pelo uso criativo de ferramentas digitais acessíveis para aproximar escola e comunidade. Para concorrer à premiação deste ano, os profissionais deveriam inscrever projetos transformadores e de impacto em suas comunidades que estivessem alinhados aos 17 objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2023 da Organização das Nações Unidas (ONU). Os vencedores de cada categoria receberão prêmios de até R$ 25 mil, bolsas integrais de pós-graduação e acesso a cursos de formação continuada. Além disso, os projetos que conquistarem o primeiro lugar concorrem ao título de Educador do Ano, que garante ainda uma doação extra de R$ 25 mil para a escola. *Sob supervisão de Helio Carvalho Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: tecnologiavulnerabilidade

Intoxicação por metanol: onde estão os casos em São Paulo e mais 7 pontos que você precisa saber

Publicado em: 06/10/2025 00:01

Intoxicação por metanol: médico alerta para sintomas e necessidade de atendimento rápido Jornal Nacional/ Reprodução O número de notificações pelo país de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica só tem subido — e o estado de São Paulo concentra os casos. 🔍 O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos, é altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até morte. Também pode provocar insuficiência pulmonar e renal. Abaixo, veja oito pontos essenciais sobre as intoxicações no estado de São Paulo: 1 - Casos de intoxicação por metanol O número de notificações subiu para 225 no Brasil, segundo novo balanço do Ministério da Saúde divulgado neste domingo (5). As notificações incluem casos confirmados e suspeitos, além de mortes. São 16 casos confirmados e 209 em investigação. O estado de São Paulo lidera com 192 notificações, o que corresponde a 85% dos números de todo o país. 2 - Onde estão os casos de intoxicação no estado de SP As cidades que já tiveram notificação sobre suspeita de intoxicação por metanol são: Araçatuba Cajuru Carapicuíba Cubatão Diadema Embu Embu das Artes Ferraz de Vasconcelos Guarulhos Itapecerica da Serra Itaquaquecetuba Jacareí Jundiaí Limeira Mauá Osasco Ribeirão Preto Rio Claro Santo André Santos São Bernardo do Campo São José dos Campos São Paulo São Vicente Taboão da Serra Vinhedo As cidades de Barrinha e Itu tiveram notificações, mas os casos foram descartados após análise. 3 - Quais bebidas estão sendo 'batizadas' com metanol? Os casos de intoxicação por metanol identificados até agora envolvem bebidas destiladas, como vodca e gin. No entanto, especialistas reforçam que, neste momento, nenhuma bebida pode ser considerada totalmente segura. O risco maior, porém, está nos destilados, especialmente os incolores. De acordo com médicos ouvidos pelo g1, cerveja, vinho e chope apresentam menor vulnerabilidade à adulteração com metanol, principalmente pela forma de produção e envase. A cerveja em lata é apontada como a opção de menor risco, já que o recipiente é mais difícil de ser adulterado. É seguro beber cerveja, vinho ou chope? Saiba como consumir com mais segurança 4 - Como identificar metanol na bebida? Não é possível identificar a presença do metanol apenas olhando, cheirando ou provando a bebida. Ele não altera cor, odor ou sabor, e só pode ser detectado por testes laboratoriais. Por isso, especialistas o chamam de “substância traiçoeira”. Autoridades recomendam que consumidores fiquem atentos a embalagens suspeitas (como lacres tortos ou rótulos mal impressos), desconfiem de preços muito baixos e sempre exijam nota fiscal. A Abrasel, entidade que representa bares e restaurantes, orienta que garrafas vazias sejam inutilizadas para evitar que falsificadores as reutilizem. Autoridades orientam a população a: Desconfiar de preços muito baixos; Comprar apenas em locais conhecidos; Verificar se as garrafas têm lacre e selo fiscal. Em caso de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediato e informar a origem da bebida para ajudar na investigação. 5 - Sintomas nas primeiras horas Nas primeiras horas, a intoxicação pode ser confundida com uma ressaca comum: náusea, tontura e dor de cabeça. Mas o fígado logo transforma o metanol em substâncias tóxicas, como formaldeído e ácido fórmico, que atacam principalmente olhos e sistema nervoso. Entre 12 e 24 horas, surgem sintomas mais graves, como visão borrada e respiração acelerada. Em até 48 horas, há risco de cegueira irreversível, falência de órgãos e morte. O tratamento imediato é fundamental, pois cada hora de atraso reduz as chances de recuperação. Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano. Arte/g1 6 - Existem antídotos para o metanol? Sim. O antídoto considerado padrão-ouro é o fomepizol, que não tinha registro no país e precisou ser importado de forma emergencial. O Brasil comprou 2,5 mil unidades de fomepizol, que devem estar disponíveis até o fim da próxima semana. O medicamento bloqueia a transformação do metanol em metabólitos tóxicos e aumenta as chances de sobrevivência sem sequelas. Já o etanol farmacêutico é usado como alternativa —ele compete com o metanol no fígado e retarda seus efeitos, embora não seja tão eficaz. Ele é feito por laboratórios e farmácias de manipulação, e o governo também adquiriu novos lotes para aumentar os estoques no SUS. 🔍O etanol farmacêutico age como antídoto, pois impede que o metanol seja convertido em ácido fórmico, uma substância ainda mais perigosa. Entenda como funcionam os antídotos para intoxicação de etanol 7 - Qual é a principal linha de investigação? A principal linha de investigação da Polícia Civil é que fábricas clandestinas estariam usando metanol para higienizar garrafas falsificadas antes de envasá-las. A substância, que não está disponível legalmente no Brasil, teria sido contrabandeada e aplicada em recipientes reutilizados. Mais de mil garrafas já foram apreendidas em operações conjuntas entre polícia e Vigilância Sanitária. O Instituto de Criminalística analisa os lotes suspeitos em duas etapas: primeiro a autenticidade da embalagem (selo, rótulo e lacre) e depois o líquido em laboratório. Até agora, parte das amostras já testou positivo para metanol. 8 - Como descartar garrafas de destilados para evitar falsificação? A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) recomenda que consumidores adotem cuidados extras no descarte de garrafas de destilados, para dificultar a ação de falsificadores. Isso porque embalagens originais são muitas vezes reutilizadas em bebidas adulteradas, como as envolvidas nos casos de intoxicação por metanol em São Paulo. As orientações são: Nunca descartar a tampa junto com a garrafa (coloque em lixos diferentes); Rasgar ou retirar o rótulo antes de jogar fora; Encaminhar a embalagem a pontos de coleta de vidro ou locais de reciclagem autorizados; Evitar descartar no lixo comum, o que facilita o reaproveitamento. Segundo o diretor da Abrasel, Gabriel Pinheiro, há até um mercado paralelo de compra dessas garrafas. Ele defende fiscalização mais rigorosa contra falsificadores e destilarias ilegais. O tema também deve chegar ao Congresso, com um projeto de lei para tornar obrigatória a destruição das embalagens após o consumo. Veja também: Brasil compra mais de 2 mil ampolas de antídoto pra intoxicação por metanol

Palavras-chave: vulnerabilidade

Intoxicações por metanol: conheça o antídoto usado pelos médicos

Publicado em: 05/10/2025 20:49

Causas da contaminação por metanol ainda são desconhecidas Reprodução Ao longo da semana, os números de possíveis intoxicações por metanol em bebidas destiladas dispararam. Começaram em São Paulo e alcançaram outros estados do Brasil. Confira a reportagem completa no Fantástico. O último balanço do Ministério da Saúde divulgado no domingo (5) aponta 225 casos notificados de intoxicação por metanol. Desses, 16 foram confirmados e 209 estão em investigação. A maioria no estado de São Paulo. Treze mortes são investigadas, e duas foram comprovadamente causadas pela contaminação. As duas mortes confirmadas foram de homens que beberam no mesmo lugar. De acordo com os boletins de ocorrência, Marcos Antonio Jorge Junior e Ricardo Lopes Mira estiveram em um bar na Mooca, Zona Leste de São Paulo, que foi fechado nesta semana. Metanol em bebidas: saiba como estabelecimentos devem agir Gin, uísque e vodca: veja em quais bebidas metanol foi detectado, segundo investigações 'Era um bar em uma região nobre, não boteco de esquina', diz mulher que ficou cega após ingerir metanol Não é a primeira vez que o Brasil vive uma onda de preocupação como esta. Em julho de 1990, 18 pessoas morreram na Bahia depois de uma festa onde tinham bebido pinga feita com metanol. Em dezembro de 1992, dezenas de pessoas foram internadas na madrugada do dia 26, em Diadema. Todas tinham ido a um sambão e tomado “bombeirinho”, uma bebida feita de vodca, groselha e limão. Três jovens morreram naquela mesma semana. O maior surto de intoxicações por metanol dos últimos anos aconteceu mais recentemente, entre 2016 e 2023. Foram 11 mortes de homens pobres, em situação de rua e vulnerabilidade, dependentes químicos. O surto deixou os pesquisadores em alerta, mas não teve repercussão. Como o metanol age no corpo O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATOX) de Campinas é um dos laboratórios que analisam amostras de sangue de pacientes com suspeita de intoxicação pelo metanol na bebida. O metanol é incolor. Apesar de ter um cheiro diferente do etanol (o álcool das bebidas), não é fácil de detectar quando há uma mistura entre eles. Em até 24 horas, surgem sintomas que podem ser confundidos com os de uma ressaca: Náusea, cólica e dores abdominais. A visão fica turva. A pessoa sente tontura e pode ter alterações de consciência. O sangue fica mais ácido. O fígado é atingido , e também a medula e o cérebro. O metanol ainda afeta os pulmões, causando insuficiência respiratória. Além disso, o nervo óptico é danificado , levando, em alguns casos, à cegueira. Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano. Arte/g1 O Antídoto: Etanol O tratamento pode parecer estranho, mas é semelhante ao que foi usado pelos médicos nos casos de trinta anos atrás. Os médicos usaram cachaça como antídoto. O repórter Álvaro Pereira Júnior, que também é químico, explica em detalhes: o metanol em si não é tão tóxico. O problema é que, quando entra no corpo, ele é transformado, no fígado, em outras substâncias, e essas sim é que fazem muito mal. É preciso então recorrer aos antídotos. O principal se chama fomepizol. Quem faz a transformação do metanol em substâncias mais tóxicas são proteínas especiais, as enzimas. Quando o paciente recebe o fomepizol, esse antídoto vai lá e gruda nessas enzimas do fígado. Assim, o metanol não consegue se ligar às enzimas e não é transformado em substâncias mais tóxicas. Ele fica circulando e acaba eliminado pelos rins, na urina. Quando o fomepizol não está disponível, os médicos apelam para o etanol, o álcool que existe nas bebidas. O mecanismo é parecido: o paciente recebe uma dose de etanol, calculada pelos médicos, que pode até ser dada na veia. As enzimas do fígado gostam mais do etanol do que do metanol. Assim, o etanol entra e vai logo ocupando as enzimas do fígado. O metanol não consegue mais "colar" nessas enzimas, porque já está tudo dominado pelo etanol. O metanol não é transformado em substâncias mais tóxicas e acaba sendo eliminado na urina. Uma ressalva muito importante: os antídotos, seja o fomepizol, seja o etanol, só podem ser administrados sob rigorosa supervisão médica. O principal antídoto, o fomepizol, não estava disponível no Brasil. Esta semana, o ministro da saúde, Alexandre Padilha, anunciou a importação de um fornecedor do Japão. O ministro afirmou: “conseguimos fechar junto com a Organização Panamericana de Saúde a compra e a entrega de 2,5 mil tratamentos do Fomepizol”. Infográfico explica ação dos antídotos em casos de intoxicação por metanol Arte/g1 Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida. BICHOS NA ESCUTA O podcast 'Bichos Na Escuta' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Em média, 20 bebês nascem sem reconhecimento de paternidade todo mês em Uberlândia

Publicado em: 05/10/2025 12:25

Mutirão Direito de Ter Pai tem inscrições abertas em Uberlândia Entre janeiro e agosto deste ano, 163 crianças nasceram em Uberlândia sem o nome do pai registrado na certidão de nascimento. Os dados são do Portal da Transparência do Registro Civil e representam uma média de pouco mais de 20 casos por mês. Apesar do número expressivo, houve uma queda de 31% em relação ao mesmo período de 2024. A ausência de reconhecimento de paternidade é uma realidade que mobiliza ações da Defensoria Pública de Minas Gerais. Em Uberlândia, a expectativa é de que cerca de 500 pessoas sejam atendidas até o fim de 2025 por meio do projeto Mutirão Direito a Ter Pai, que oferece gratuitamente serviços como exame de DNA, mediação, conciliação e orientação jurídica. As inscrições para a 13ª edição do projeto estão abertas e podem ser feitas até o dia 17 de outubro, na Defensoria Pública Estadual de Uberlândia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Têm direito ao atendimento gratuito famílias com renda mensal de até três salários mínimos. Além do reconhecimento da paternidade, o mutirão também trata de questões como guarda e convivência familiar. O defensor público Fernando Orlan destaca a importância da iniciativa, especialmente para mães em situação de vulnerabilidade social. "Nós vamos emitir uma notificação para que esse pai compareça à Defensoria Pública e, por meio de mediação e de conciliação, possamos efetuar o reconhecimento da paternidade," explicou. Ao discutir o papel da Defensoria, Fernando esclareceu que o objetivo não é somente o reconhecimento, mas também a responsabilidade do genitor sobre a criança. "A Defensoria Pública não quer só colocar o nome do pai na criança. E sim, trazer a responsabilidade paternal. Nós fazemos um referendo com a homologação da guarda, das visitas e da pensão alimentícia", lembra o defensor. Durante o mutirão, serão oferecidos serviços gratuitos como exame de DNA, reconhecimento de paternidade ou maternidade, definição de pensão alimentícia, guarda, regulamentação da convivência familiar e investigação de vínculo parental. Documentos necessários para o Mutirão Direito a Ter Pai Certidão de nascimento daquele que pretende ser reconhecido, sem nome do pai ou da mãe; Nome completo, número de telefone e endereço do suposto pai, CPF e e-mail; Documento pessoal com foto; Comprovante de endereço; Comprovante de renda; Documento pessoal do represente legal. Atendimentos: 📅 Quando: até dia 17 de outubro; ⏲️ Horário: das 8h às 10h; 📍 Local: Avenida Fernando Vilela n° 1.313 - Bairro Martins. LEIA TAMBÉM: Uberlândia deve avançar rumo às regiões leste e sul; serviços e inovação puxam mapa de crescimento Uberlândia Clube: O edifício símbolo da 'high society' uberlandense Integração na Universidade: MG2 apresenta projeto da UFU que ajuda mulheres a empreender através da costura Em média, cerca de 20 crianças ficaram sem registro neste ano em Uberlândia Divulgação/Anoreg-PR VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: vulnerabilidade

Saiba como receber auxílio estudantil da Universidade Federal de Rondônia

Publicado em: 05/10/2025 11:48

Auxílios estudantis da Unir A Universidade Federal de Rondônia (UNIR) está com inscrições abertas para o processo seletivo de concessão de auxílio estudantil. O benefício é destinado a alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de outubro, por meio de um formulário. Confira o edital Clique para se inscrever Podem participar estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação presenciais nos campi de Ariquemes, Cacoal, Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Porto Velho, Presidente Médici, Rolim de Moura e Vilhena. Para concorrer, é necessário ter o Cadastro Único à Concessão de Auxílios (CUCA) validado e comprovar a situação de vulnerabilidade socioeconômica. Auxílios disponíveis A quantidade de auxílios será distribuída proporcionalmente entre os campi. Cada estudante pode receber até três auxílios, conforme critérios do edital. Confira as modalidades: Auxílio Acadêmico: R$ 700 (350 vagas) – não pode ser acumulado com Alimentação, Moradia, Permanência e Bolsa Permanência MEC. Auxílio Alimentação: R$ 200 (200 vagas) – exclusivo para campi do interior sem Restaurante Universitário. Auxílio Creche: R$ 300 (100 vagas) – destinado a discentes com filhos ou tutela de crianças de até 5 anos e 11 meses. Auxílio Moradia: R$ 350 (200 vagas) – condicionado à apresentação de contrato de aluguel. Auxílio Transporte: R$ 100 (400 vagas) – distribuído por campus conforme número de inscritos. De acordo com o edital, o resultado preliminar será divulgado no dia 22 de outubro. Universidade Federal de Rondônia, Unir Jaíne Quele Cruz/g1

Palavras-chave: vulnerabilidade

‘Devolve o Sorriso Delas’: projeto oferece atendimento odontológico gratuito a mulheres vítimas de violência doméstica

Publicado em: 05/10/2025 06:01

Projeto oferece atendimento odontológico gratuito a mulheres vítimas de violência O projeto “Devolve o Sorriso Delas”, promovido pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP-Unicamp), oferece atendimento gratuito a mulheres vítimas de violência doméstica. Para garantir uma atenção humanizada, a iniciativa também realiza capacitação de profissionais da área. De acordo com Luciane Miranda Guerra, docente do Departamento de Saúde Coletiva, Odontopediatria e Ortodontia da FOP-Unicamp, o dentista é um dos profissionais mais procurados pelas vítimas porque as lesões, nesses casos, são na boca e no rosto. “E essas lesões não são nessa região por acaso. As lesões são na região de cabeça e pescoço porque, em geral, o agressor tem a intencionalidade de destruir a identidade”, afirma. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram A pesquisadora explica que o atendimento a populações vulneráveis não se resume à técnica aprendida na graduação, e que exige acolhimento, criação de vínculo, encaminhamento na rede de saúde e notificação do caso. Como surgiu a iniciativa? 🦷 A coordenadora do atendimento, Adriana de Jesus Soares, conta que a iniciativa surgiu no pós-pandemia, quando os casos de violência doméstica se tornaram mais frequentes. Foi necessário desmembrar esse atendimento do Serviço de Atendimento aos Traumatismos Dentários (SATD). Ela relembra que a proposta partiu dos alunos Rodolfo Figueiredo de Almeida e Yanna Omena Soares. Rodolfo contou ao g1 que o projeto, criado em 2021, se inspirou na “Turma do Bem”, que atende crianças em situação de vulnerabilidade, e em seu desdobramento, o “Apolônias do Bem”. “Dentro da ‘Turma do Bem’, alguns dentistas começaram a ver essa parte da violência doméstica e surgiu o projeto chamado ‘Apolônias do Bem’. [...] A Santa Apolônia é a padroeira dos dentistas”. Hoje, o projeto conta com apoio de alunas da graduação e da pós-graduação. FOP-Unicamp oferece atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica Acervo Pessoal/Adriana de Jesus Soares Como é o atendimento? 💉 O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) de Piracicaba é responsável por encaminhar as pacientes. Adriana estima que cerca de 35 a 40 mulheres já passaram por triagem na FOP. Os filhos podem ser levados pelas vítimas no primeiro atendimento. Coordenadora do Cram, Fabiana Menegon informa que não há necessidade de comprovar a violência para ser atendida. Basta que a vítima procure o serviço, seja de forma espontânea ou pelo encaminhamento a partir da detecção da situação de violência. "Não há necessariamente a obrigatoriedade ou a necessidade de vir com um encaminhamento ou, de repente, ter um boletim de ocorrência, uma medida protetiva. Isto independe para o atendimento do Cram", explica. Apenas estudantes do sexo feminino realizam os atendimentos, que acontecem às quartas-feiras à tarde, na FOP. “Normalmente, a gente faz dois agendamentos por período. Por quê? Porque esses atendimentos são atendimentos mais longos, né? Principalmente na primeira consulta, que é feita toda essa coleta de dados. Então, a gente deixa sempre uma para a primeira consulta e outra de atendimento para procedimento”. Antes dos procedimentos, é feita uma anamnese específica, que é uma entrevista para coleta de dados e informações sobre a qualidade de vida da paciente. Além de uma avaliação física, com análises intraorais (condição bucal) e extraorais (face). “Algumas vezes, a paciente não relata essa agressão inicialmente, nas primeiras consultas, mesmo a gente sabendo que teve um histórico. Normalmente, elas relatam com mais segurança na segunda consulta”, afirma a docente. O que é feminicídio? Procedimentos 📋 Exodontia (extração dos dentes) Tratamento periodontal (gengiva) Tratamento de canal Tratamento de prótese O doutorando Rodolfo Figueiredo de Almeida afirma que o projeto proporciona experiências valiosas às estudantes envolvidas nos atendimentos. “Traz esse olhar um pouco mais sensível, de ver o ser humano ali como um ser humano que está fragilizado, que precisa de um apoio maior, que muitas vezes não é só a restauração ou o dente que a gente vai repor, mas também entender que é uma pessoa que precisa ser acolhida com bastante empatia”, conta. 🎓 Formar para acolher Luciane Miranda Guerra coordena frentes de pesquisa ligadas às mulheres e aos profissionais que as atendem, como dentistas, assistentes sociais, psicólogos e médicos. Júlia Vitório Octaviani iniciou sua pesquisa sobre os impactos da violência doméstica na saúde bucal durante o mestrado. Ela realizou um mapeamento das áreas mais vulneráveis ao serviço público. No doutorado, aprofundou a análise no Cram, investigando tanto o significado da violência para as atendentes quanto os impactos odontológicos nas vítimas. “A gente descobriu uma fragilidade no sentido de que as mulheres que trabalham no Cram também sofrem pela violência sofrida e atendida por elas. Isso foi uma das partes da minha tese. A outra parte foi descobrir diretamente qual era o impacto odontológico que a violência contra a mulher causava na boca das vítimas”, conta. Os impactos podem ser diretos, na perda de dentes, cortes nos lábios, fratura. Ou indiretos, como depressão, que reduz a frequência de escovação e aumenta o consumo de açúcar. Os problemas bucais provocados pela agressão também afetam os filhos das vítimas. Durante o penúltimo ano de seu doutorado, a Unicamp lançou um edital para a criação de um curso de capacitação e, junto com a sua orientadora, Luciane Miranda Guerra desenvolveu um projeto para capacitação de profissionais sobre violência contra mulheres, crianças e populações vulneráveis. Outra motivação para a criação do curso foi que o tema não é abordado durante a graduação, de acordo com Octaviani. “Hoje sou professora de universidade também e tento mudar essa realidade. Eu converso bastante com os meus alunos sobre violência. Mas é um assunto que, até então, é novo”, diz. Júlia Vitório Octaviani em curso capacitação para dentistas sobre o atendimento de vítimas de violência doméstica Acervo Pessoal/Júlia Vitório Octaviani O curso começou com foco em dentistas da rede pública de Piracicaba, formando 17 profissionais na primeira edição presencial. Com a alta demanda, tornou-se online. A segunda turma abriu 50 vagas e, até agora, 67 dentistas já foram capacitados. A próxima edição, com 100 vagas, abre inscrições em outubro e começa em fevereiro. “A gente tem que oferecer além da capacitação técnica, o dentista precisa de mais. Então, nós buscamos oferecer outros conteúdos”, afirma Luciane. Abaixo, veja os conteúdos abordados no curso: Diretos humanos Marcadores sociais Interseccionalidades História do movimento feminista Notificação da violência Rede de atenção às mulheres vítimas de violência Acolhimento Curso capacitação de dentistas para o atendimento de vítimas de violência doméstica desenvolvido pela FOP-Unicamp Acervo Pessoal/Júlia Vitório Octaviani Um guia para quem cuida 📒 Para consolidar o conteúdo do curso, foi criada em 2024 a cartilha “A Equipe de Saúde Bucal e o Enfrentamento das Violências”, em parceria com a Universidade Estadual do Piauí e a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, a pedido do Ministério da Saúde. O material gratuito orienta equipes do SUS com dados teóricos e recomendações práticas. “Todos os profissionais que atuam na atenção primária, nas equipes de saúde da família, todos os profissionais de saúde bucal recebem essas cartilhas para poder apoiá-los no atendimento a essas mulheres”. Lei 15.116 ⚖️ Em 2 de abril de 2025, foi promulgada a Lei n.º 15.116, que institui o Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica no SUS. A tese de doutorado de Júlia e seus produtos integraram os documentos que ajudaram a embasar a lei, que garante serviços odontológicos para reconstrução e reparação dentária. Duas frentes, um só propósito 🫱🏻‍🫲🏻 Enquanto o projeto “Devolve o Sorriso Delas” transforma a autoestima de mulheres na clínica, a capacitação multiplica esse cuidado. Os profissionais envolvidos nos atendimentos às pacientes também fizeram o curso. “Uma das coisas que a gente pediu para as alunas que iam participar com a gente, foi para que elas se inscrevessem no curso da professora Luciane para ter também essa base e esse olhar diferenciado, para trazer isso para o nosso atendimento”, conta Rodolfo, que junto de Adriana, integrou a primeira turma do curso de capacitação, buscando por contribuições para o atendimento. Existem outros projetos da faculdade que atende outras vítimas de violência, como crianças, idosos e população LGBTQIA+. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região = Veja outras notícias sobre a região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: vulnerabilidade

Pecuária cresce 85% em Roraima em sete anos, aponta Agência de Defesa Agropecuária

Publicado em: 05/10/2025 06:01

Pecuária cresce 85% em Roraima em sete anos. Naamã Mourão/Rede Amazônica A pecuária cresceu 85,7% em Roraima nos últimos sete anos e, em 2025, o estado atingiu um rebanho de 1,3 milhão de cabeças de gado, segundo a Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr). O assunto foi um dos destaques do Amazônia Agro deste domingo (5). No primeiro semestre de 2025, foram abatidos 105.301 bois no estado. A previsão é atingir 180.515 abates até o fim do ano, o que representa desempenho histórico para o setor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Entre os municípios, Mucajaí lidera o ranking com 19.876 abates, seguido por Rorainópolis (13.064) e Caracaraí (11.923). Na sequência aparecem: Iracema: 11.496; Cantá: 10.645; Alto Alegre: 10.420; Caroebe: 9.412; Bonfim: 8.310; São Luiz do Anauá: 3.236; Amajari: 2.883; São João da Baliza: 2.820; Boa Vista: 1.216. Gado criado em Roraima. Naamã Mourão/Rede Amazônica LEIA TAMBÉM: Cavalgada reúne vaqueiros e produtores rurais em encontro tradicional no interior de Roraima Agronegócio, produção rural: tudo sobre o Amazônia Agro Produtor rural aposta no cultivo de arroz sequeiro em Roraima Exportações ganham força Com o aumento da produção, o setor se prepara para exportar carne bovina. Em Iracema, a 93 km da capital Boa Vista, uma fazenda mantém cerca de 7 mil bois destinados ao abate, com foco no mercado de outros estados. O pecuarista Chrystiano Ricardo, que chegou a Roraima há 15 anos, acompanha de perto o crescimento da pecuária no estado. “Estamos aqui desde 2001, e a gente conseguiu já mudar muito na área tecnológica da fazenda, com inseminações, com a própria recria do gado. Nós temos Goiânia, temos Manaus, que somando esses dois, a gente pode escoar mais ou menos 2 mil a 3 mil animais por mês", disse. "Isso é muito bom, com o estado que era pequeno, que não tinha essa saída de gado, hoje a gente está crescendo, a gente vê uma luz no fundo do túnel”, ressaltou. Para ele, exportar parte da produção ajuda a valorizar o produto e fortalece o setor. Ele explicou que, para exportar, é necessário ter rastreabilidade animal desde o nascimento até o abate. "Com a ajuda do frigorífico, conseguimos agregar valor ao produto e trabalhar com volume. Antigamente, a gente ficava pensando: como vou vender? Para quem? Hoje, não", contou Chrystiano. Caribe é oportunidade de expansão Pecuaristas de Roraima miram exportação para o Caribe. Naamã/Rede Amazônica O zootecnista Diógenes Fernando Cardoso avalia que a abertura do mercado para a Comunidade do Caribe (Caricom), bloco que reúne países da região, representa uma grande oportunidade para Roraima. “Nós temos 11 milhões de habitantes e 40 milhões de turistas. Se você pensar nesse mercado, é algo extraordinário. Você tem infinitas possibilidades de crescer. Não dá mais para pensar em abrir novas áreas. O segredo agora é aproveitar o que já existe, aumentar a produtividade e fazer isso de forma sustentável", afirmou Diógenes Fernando. Para o especialista, o segredo está está na intensificação produtiva, com investimento em tecnologia, genética, manejo e nutrição para aumentar a produção em menos espaço. Com o mercado em expansão, a pecuária deve seguir como um dos principais motores da economia roraimense nos próximos anos, segundo o especialista. A meta dos produtores é manter o ritmo de crescimento. Em Iracema, por exemplo, a fazenda de Chrystiano projeta chegar a 6 mil vacas até 2026. “A gente procura dobrar o número de vacas. Toda propriedade que pensa em crescer tem que ter a sua própria recria, sem depender de compras externas. A nossa meta aqui é chegar nesse número até o ano que vem”, disse. Evento discute futuro da pecuária O crescimento da pecuária será discutido no Roraima Beef Summit 2025, que acontece no dia 21 de outubro. O evento vai reunir produtores, especialistas e pesquisadores para debater inovação, manejo e oportunidades de mercado. Toda a renda do evento será doada ao Hospital de Amor, destinado ao tratamento de pacientes com câncer no estado, O evento também arrecada alimentos para o Programa Mesa Brasil, do Sesc, que distribui doações a famílias em situação de vulnerabilidade. Outros destaques do Amazônia Agro: Cavalgada reúne vaqueiros e produtores na região do Paredão em Alto Alegre Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: tecnologiavulnerabilidade

Observatório, parques e meta de carbono: como Fortaleza tenta reagir ao aquecimento global

Publicado em: 05/10/2025 05:04

Entenda as medidas da Prefeitura para enfrentar crise climática em Fortaleza De 1961 a 2023, a temperatura no Ceará aumentou em 1,8°C, segundo dados da Funceme. O aumento é superior à média global de 2024, evidenciando que o estado está sendo mais afetado pelo aquecimento climático do que outras áreas do planeta. Em resposta a esse cenário, Fortaleza tem adotado uma série de ações para mitigar os impactos da crise climática. A Prefeitura anunciou a criação de novos Parques Urbanos; a Política Municipal de Mudança do Clima, que prevê inventários de emissões de gases de efeito estufa e metas para neutralidade de carbono até 2050; e o Observatório dos Riscos Climáticos, que vai reunir dados sobre temperatura, chuvas e ilhas de calor para orientar políticas públicas e preparar a cidade para eventos extremos. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Apesar das medidas, especialistas apontam um descompasso entre o discurso e a prática. A seguir, entenda como essas iniciativas podem contribuir para a adaptação de Fortaleza às mudanças climáticas e quais são os principais desafios e contradições apontados por especialistas. Como Fortaleza está enfrentando o aquecimento global O que é o aquecimento global? Durante a conferência "Diálogos Rumo à COP 30", realizada no dia 10 de setembro, o prefeito Evandro Leitão anunciou uma série de medidas para enfrentar a crise climática na capital cearense. Confira abaixo como as iniciativas funcionam na prática. Parques urbanos 🌳 O Plano Diretor Participativo da cidade de Fortaleza, documento que visa ordenar o planejamento urbano e o desenvolvimento sustentável, estabelece que a cidade deve ampliar, conservar, fiscalizar, monitorar, manejar e promover a gestão democrática dos sistemas ambientais, das áreas verdes, das unidades de conservação e dos espaços públicos. O texto orienta a criação de parques urbanos como ação estratégica para o fortalecimento das áreas verdes do município. O que são parques urbanos? São áreas verdes urbanas, consideradas áreas de proteção especial, com predomínio da vegetação e preservação de características naturais. Esses espaços desempenham um papel essencial na melhoria da qualidade de vida nas cidades, ao oferecerem locais de lazer, contato com a natureza e incentivo à prática de atividades físicas. Lago Jacarey é um dos parques urbanos de Fortaleza. Kid Junior/SVM No contexto do Plano Diretor Participativo de Fortaleza 2019–2029, essas áreas verdes estão inseridas dentro da Macrozona de Proteção Ambiental. Os parques urbanos que possuem recursos hídricos em sua composição são classificados como Zonas de Proteção Ambiental (ZPA), correspondendo à Faixa de Preservação Permanente dos Recursos Hídricos. Já os parques sem recursos hídricos são enquadrados como Zonas Ambientais de Desenvolvimento Sustentável. O prefeito Evandro Leitão assinou no dia 10 de setembro um decreto que oficializa a criação de cinco novos parques urbanos em Fortaleza, elevando para 30 o total de unidades desse tipo na cidade. Os novos parques são: Lagoa do Aracapé; Lagoa do Urubu; Zeza-Olho D’água; Zoobotânico do Passaré; Lagoa da Paupina. [Mapa] João Vicente, titular da Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), explica que, ao serem transformados em parques urbanos, os espaços passam a seguir diretrizes de manejo mais específicas, com maior rigor técnico e foco na sustentabilidade. “A ideia é tornar os usos mais sustentáveis, recuperando áreas degradadas, construindo o ideal da mobilidade ativa e do convívio com a natureza por meio de conectores verdes ecológicos. Então, de modo generalista, cada território protegido tem um objetivo específico de proteção, no entanto, de modo comum, todos eles visam uma integração dos usos públicos já existentes, mas garantindo que os serviços ecossistêmicos mantenham-se preservados”, explica. A Seuma informou que ainda não há estudo técnico sobre os usos de cada novo parque, mas destaca que a criação de parques urbanos abre espaço para ações sociais, culturais e esportivas, integradas à natureza e alinhadas ao desenvolvimento sustentável. Política Municipal de Mudança do Clima 📋 A nova Política Municipal de Mudança do Clima define diretrizes inéditas voltadas à adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. A Seuma informou que a implementação da política ocorrerá por meio dos seguintes instrumentos: Inventários de emissões de gases de efeito estufa: ajudam a entender de onde vêm as emissões e a definir metas para reduzi-las. Plano de Ação Climática (PAC): é o principal guia com metas e ações para reduzir os impactos das mudanças climáticas e se adaptar a elas. Observatório de Riscos Climáticos e Plano de Contingência: vão monitorar os riscos e preparar respostas rápidas a desastres como enchentes, secas e ondas de calor. De acordo com o secretário João Vicente, a nova política tem como meta alcançar a neutralidade de carbono até 2050. As metas específicas de mitigação serão definidas no Plano de Ação Climática (PAC), que atualmente está em processo de revisão. “Para chegar lá, serão incentivadas medidas como eficiência energética em edifícios, incentivo à energia renovável, fortalecimento da reciclagem e da mobilidade sustentável. O progresso será monitorado por Inventários Municipais de Emissões de GEE, atualizados bianualmente, e a governança será coordenada pelo Gabinete de Governança Climática (GGC), com resultados publicados periodicamente para garantir transparência”, detalha. A política também prevê a implementação de incentivos fiscais para promover práticas sustentáveis. Entre as medidas, estão possíveis descontos em tributos municipais, como o IPTU Verde, voltado para imóveis que adotem soluções ambientais, como energia solar, reuso de água e telhados verdes. Imóveis com energia solar poderão ter descontos em tributos municipais. Thiago Gadelha/SVM Além disso, estão previstos estímulos como linhas de crédito com condições especiais, redução de taxas e o fortalecimento de certificações ambientais já existentes, como o Selo Empresa Amiga do Meio Ambiente, que reconhece empresas engajadas em ações sustentáveis. Na área da construção civil, o destaque é o Fator Verde, voltado para empreendimentos que adotem critérios de sustentabilidade. O projeto incentiva práticas como eficiência energética, uso racional da água e integração de áreas verdes aos projetos. A política cria condições para que cidadãos e empresas vejam vantagens concretas em adotar soluções que aproximem Fortaleza de um modelo urbano mais resiliente e de baixo carbono. A política também contempla ações educativas voltadas à sociedade, por meio do Programa Municipal de Educação para Riscos Climáticos, que será regulamentado por decreto. O objetivo é ampliar o acesso da população a informações sobre os impactos das mudanças climáticas, promovendo a participação social e incentivando hábitos mais sustentáveis no dia a dia da cidade. Observatório dos Riscos Climáticos 🌤️ Outra novidade é a criação do Observatório dos Riscos Climáticos, que está sob a gestão do Instituto de Planejamento (Ipplan). Para entender melhor o funcionamento dessa nova ferramenta, o g1 conversou com Artur Bruno, presidente do Ipplan. O observatório começará suas atividades como uma plataforma integrada, que reunirá e analisará dados históricos de eventos registrados pela Defesa Civil entre 2012 e julho de 2025. Além disso, o recurso contará com informações sobre a limpeza e manutenção de canais e lagoas a partir de janeiro de 2024. Como parte das ações do Observatório, foram instaladas dez estações meteorológicas em pontos estratégicos da cidade durante o mês de setembro. O objetivo é coletar dados climáticos em tempo real, o que possibilitará o monitoramento da temperatura urbana, a identificação das ilhas de calor e o registro da pluviometria. ➡️ Entenda como funcionará: As informações serão organizadas em mapas, séries temporais e indicadores, permitindo identificar áreas de risco, monitorar padrões climáticos e apoiar ações preventivas e de adaptação da cidade aos impactos das mudanças climáticas. Uma das estações foi instalada na Defesa Civil de Fortaleza. Ipplan/Divulgação Dados produzem informação. As informações têm alto potencial de gerar conteúdos valiosos para nortear políticas públicas e estas, sim, é que podem ajudar na mitigação dos impactos climáticos na cidade. Atualmente, o Observatório já está em operação como uma ferramenta interna de análise para a Prefeitura de Fortaleza. De acordo com o Artur Bruno, a plataforma será disponibilizada para o público em geral a partir de outubro. O presidente acredita que, por meio da análise dos dados, será possível identificar padrões de vulnerabilidade e áreas críticas, além de orientar o planejamento de obras de drenagem, manutenção preventiva e contenção de encostas, priorizando investimentos com maior impacto. Além de apoiar a gestão pública, o Ipplan também vê o Observatório como uma ferramenta essencial na disseminação de conhecimento. “Os dados reunidos são inéditos e estarão disponíveis para a sociedade e para a comunidade acadêmica, estimulando pesquisas, análises e o desenvolvimento de novas soluções para os desafios climáticos de Fortaleza”, pontua. Desafios e contradições Apesar das novas medidas, o professor Jeovah Meireles, do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC) alerta para um descompasso entre o discurso oficial e as práticas cotidianas de gestão socioambiental em Fortaleza. As ações planejadas pela gestão municipal já estão presentes há décadas nos diversos programas de enfrentamento à emergência climática. (...) Entretanto, a gestão pública vem cometendo graves crimes ambientais, especialmente com licenças emitidas para o desmatamento das florestas e a impermeabilização do solo da cidade de Fortaleza. O pesquisador avalia que a flexibilização das áreas de preservação permanente, somada à fragilidade da fiscalização ambiental, tem resultado na degradação de ecossistemas fundamentais. Entre os impactos apontados estão: O desmatamento de bosques ribeirinhos; A extinção de riachos e lagoas; A redução de áreas da Mata Atlântica, como restingas, dunas fixas e manguezais. Esses territórios estão cada vez mais visados pela especulação imobiliária e pelo setor da construção civil. O professor alerta que a perda desses espaços agrava os efeitos das mudanças climáticas já perceptíveis em Fortaleza. Um dos casos mais recentes que expõem essa contradição é a flexibilização da proteção da Zona de Interesse Ambiental (ZIA) da Sabiaguaba. Sancionada pelo prefeito Evandro Leitão em setembro, a lei complementar alterou os parâmetros urbanos e a adequação de usos, permitindo maior ocupação urbana na região. Evandro Leitão sancionou redução da área verde da Sabiaguaba. Kid Junior/SVM Para Jeovah, a mudança compromete ecossistemas estratégicos, como dunas, mangues e áreas de recarga de aquíferos, que atuam como reservas de água doce e barreiras naturais contra a erosão costeira e a salinização. “Os ecossistemas urbanos são integrados às bacias hidrográficas e à planície litorânea e estão em avançado colapso ambiental: ao desmatar uma área, os danos ambientais já afetam o conjunto de ecossistemas urbanos”, explica. O desmatamento nas imediações do Aeroporto Pinto Martins é outro capítulo polêmico da crise ambiental em Fortaleza. De acordo com o Ministério Público do Ceará, 46 hectares de vegetação foram desmatados em setembro para a construção de um Centro Logístico ligado à Aerotrópolis Empreendimentos. Initial plugin text Após denúncias de intervenção em Área de Preservação Permanente (APP), supressão além dos limites autorizados e manejo inadequado da fauna, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) anunciaram a suspensão da licença concedida à empresa responsável. “A Superintendência ressalta que todo o processo de licenciamento havia seguido a legislação ambiental vigente, com anuência do Município desde 2023, levantamento de dados na plataforma SOS Mata Atlântica, vistoria de campo e inventário florestal. A atuação da empresa não seguiu o autorizado, o que resultou na medida atual de suspensão de referida licença", diz a nota. A Aerotrópolis afirma ter seguido rigorosamente a legislação ambiental, com estudos de viabilidade, plano de compensação, manejo e monitoramento de fauna. Em coletiva de imprensa, o prefeito Evandro Leitão destacou que a área do aeroporto é de responsabilidade do Governo do Estado e que o Plano Diretor prevê a ampliação das áreas verdes de Fortaleza. Sobre a redução da área verde na Sabiaguaba, ele pontuou que uma emenda à lei limita a aplicação da norma, preservando dunas e comunidades tradicionais. Para o professor Jeovah, recuperar áreas verdes é crucial para restabelecer serviços ecológicos essenciais, como a recarga dos aquíferos, a preservação da biodiversidade e a manutenção do microclima litorâneo. “Reflorestar esses espaços é essencial para retomar serviços vitais, como o equilíbrio térmico e a melhoria da saúde coletiva”, defende. A principal medida administrativa é institucionalizar o desmatamento zero e ampliar a fiscalização. E, sobre a área desmatada, proceder o reflorestamento. As medidas compensatórias não deverão mais ser utilizadas para justificar desmatamentos dos bosques e florestas urbanas: a destruição sistêmica, perdulária e programada dos serviços ecológicos promoverá o incremento das cheias e inundações, consolidação das ilhas de calor e interferirá progressivamente na saúde pública e na qualidade de vida de todas as espécies. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: vulnerabilidade

Sobrevivente de abuso na infância, cearense se torna ativista e lança livro sobre o tema: 'Literatura é instrumento poderoso'

Publicado em: 05/10/2025 05:02

“Menino Bernardo”: literatura como escudo contra a violência sexual infantil "Acho que o que faço agora é o que não pude fazer na infância", escreveu Manoel de Barros (1916-2024) no poema 'Manoel por Manoel'. E essa frase tem guiado a vida e os escritos de Mônica Mota, cearense que sobreviveu aos abusos sexuais sofridos dos seis aos 12 anos e resolveu se tornar ativista da causa. Agora, Mônica lança o livro "Menino Bernardo", que aborda a violência contra crianças com deficiência. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A obra foi lançada na Casa de Saberes Cego Aderaldo, em Quixadá, e é inspirada em uma conversa entre a escritora e o pequeno Vinícius, filho de amigos dela. Diagnosticado com uma má formação da medula, o menino abriu os olhos da escritora para uma realidade cruel: pessoas com deficiência estão mais suscetíveis à violência do que aquelas sem essa característica. LEIA TAMBÉM: Empresário e político Tasso Jereissati é contemplado com o Troféu Sereia de Ouro 2025 Vídeo: Bebê cearense é escolhida para encontro com Papa Leão XIV no Vaticano "Eu faço agora o que não tive na infância: eu não tive um adulto que protegesse meus direitos, eu não tive um adulto que cuidasse de mim. Eu tento hoje fazer o contrário e espero que eu esteja conseguindo fazer", explica a escritora. ➡️ Atenção: esta matéria apresenta conteúdo sensível sobre violência sexual contra crianças e adolescentes, o que pode despertar gatilhos. Para denunciar casos semelhantes, entre em contato com o Disque 100. No fim da reportagem, confira mais detalhes sobre como realizar denúncias. Literatura como ferramenta de proteção Mônica Mota, escritora cearense e assistente social, sobreviveu a abusos sexuais na infância e transformou sua dor em ação literária para proteger outras crianças. Divulgação O livro conta a história de uma criança com deficiência física que, ao ser abordada por um adulto com más intenções, consegue denunciar e pedir ajuda da escola e de sua família. De maneira lúdica, com ilustrações e linguagem acessível, a obra também se torna um guia sobre como adultos devem agir para prevenir casos de abuso sexual: "O Bernardo, na história, já sabe que ninguém pode tocar no seu corpinho, ninguém pode fotografar ele sem roupa ou filmar; ninguém pode tocar em suas partes íntimas. Porém, mesmo assim, chega um adulto querendo tocar no seu corpinho. E por mais que o Bernardo diga que em seu corpo ninguém toca porque é um crime, fica o alerta de que sozinho ele não consegue sair (da situação). E é então que chega toda a sociedade, representada pela escola, pela família e pela comunidade para proteger o Bernardo". O personagem simboliza um cenário difícil enfrentado pelo Brasil. De acordo com dados do Atlas da Violência divulgado neste ano, quase 2,4 mil crianças e adolescentes com deficiência sofreram violência sexual no país em 2023. "Estudos indicam que esse grupo enfrenta taxas desproporcionalmente altas de vitimização, evidenciando a necessidade de abordagens específicas para sua proteção. Fatores como dependência de terceiros para atividades cotidianas, isolamento social e estigma contribuem para essa vulnerabilidade. Além disso, os agressores costumam ser pessoas do convívio próximo, como familiares, parceiros ou amigos, o que torna a identificação e a denúncia dos casos ainda mais difíceis", descreve o estudo. A obra, lançada em Quixadá, aborda de forma lúdica e educativa a violência sexual contra crianças com deficiência, ensinando sobre autoproteção e a importância do apoio da sociedade. Divulgação Foi o que ocorreu com a escritora Mônica Mota. Ela revela que dos seis aos 12 anos de idade sofreu abuso sexual de um adulto de sua família. "Foram seis anos seguidos de violência. A gente tem uma inversão de valores: quem deveria proteger está na verdade violando direitos. Acho que consegui transformar um tema muito difícil em uma ferramenta leve com o objetivo único e absoluto de proteger infâncias". Além de escritora, Mônica atua também como assistente social no Instituto da Primeira Infância (Iprede), onde trabalha com o público de crianças com deficiências, crianças com autismo, entre outras. “Tom, Elis e Chico” é seu primeiro livro e foi lançado em 2019 na XII Edição da Bienal Internacional do Livro. Junto com "Menino Bernardo", as histórias fazem um alerta urgente: "A literatura é um instrumento poderoso para prevenir violências, como a sexual. Apesar de ser um tema muito pesado, consegui transformar essa história trazendo as ilustrações como uma outra ferramenta. Muitas vezes essa criança ainda não sabe ler (...) Através das ilustrações e das palavras, a criança vai conseguindo criar repertório e ferramentas de autoproteção", comenta ao g1. É preciso ficar de olho nos sinais Abusos sexuais no Marajó inspiram 'Manas' No filme brasileiro "Manas", da diretora Marianna Brennand e com Dira Paes no elenco, a personagem Tielle (Jamilli Correa), de 13 anos, sobre abusos e assédios de seu pai. O longa foi baseado nos casos de exploração sexual infantil da Ilha do Marajó (PA), mas evidencia a violência intrafamiliar que afeta diversas meninas e meninos no Brasil. Como mostra o Atlas da Violência, a vulnerabilidade é ainda maior entre crianças com deficiências, "que têm quase quatro vezes mais probabilidade de serem vítimas de violência do que aquelas sem deficiência". "Especificamente, o risco é 3,7 vezes maior para qualquer tipo de violência, 3,6 vezes maior para violência física e 2,9 vezes maior para violência sexual. Crianças com deficiências mentais ou intelectuais são as mais expostas, com um risco 4,6 vezes maior de sofrer violência sexual", aponta a pesquisa. 💡 A violência sexual é definida como qualquer ação na qual uma pessoa, valendo-se de sua posição de poder e fazendo uso de força física, coerção, intimidação ou influência psicológica, obriga outra pessoa, de qualquer sexo e idade, a ter, presenciar ou participar de interações sexuais. Cena do filme 'Manas' Divulgação Para a escritora e assistente social Mônica Mota, a educação sexual é uma das principais formas de prevenir esses casos e ficar de olho no comportamento das crianças também ajuda a evitar o pior. No "Manas", a pequena Tielle passa a apresentar dificuldade na escola e até sintomas físicos depois que os abusos começam. "Essa criança pode não verbalizar de forma imediata, mas ela vai dar sinais no comportamento. É preciso observar os desenhos feitos por essa criança ou as brincadeiras dela. Se era uma criança comunicativa, que tinha uma boa interação social, mas que está mais retraída ou se tornou mais agressiva, por exemplo. E, sobretudo, ouvir a criança, acolher, deixar a criança falar exatamente o que ela quer falar", sinaliza Mônica. Dados do Atlas da Violência mostram que em 2023, cerca de 2,4 mil crianças e adolescentes com deficiência sofreram violência sexual no Brasil, evidenciando a vulnerabilidade desse grupo. Arte g1 Onde denunciar Polícia Miliar - 190: quando a criança está correndo risco imediato Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres Qualquer delegacia de polícia Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa Conselho tutelar Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia. WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008 Ministério Público Onde e como denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: vulnerabilidade

Piracicaba chega a sete anos sem novas moradias populares, e comunidades cobram reserva de verba em orçamento

Publicado em: 04/10/2025 18:52

Manifestações de comunidades em frente à Câmara Municipal de Piracicaba, na última quinta-feira (2) Caio Garcia Em 2025, Piracicaba (SP) chega a sete anos sem novas moradias populares. Comunidades da cidade cobram a destinação de verba no orçamento de 2026 para desapropriações e construção de conjuntos habitacionais de interesse social. Atualmente, o único projeto em andamento prevê 150 novos imóveis. O déficit habitacional da cidade é de 10.880 unidades. Famílias das comunidades Lago Negro, Renascer e Canaã realizaram uma manifestação em frente à Câmara Municipal na última quinta-feira (2) e programam outros atos ao longo do mês. Parte dessas áreas ocupadas pelas comunidades é alvo de processos de reintegração de posse, movidos pelos donos dos terrenos. No caso da Renascer, já há determinação de desocupação de parte da área. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram "As comunidades reivindicam a destinação de verbas do orçamento do PPA (plano plurianual) para habitação, com fins de seu uso para desapropriações e construção de habitações populares, no próximo ano", explicou o advogado popular Caio Garcia, que representa os moradores em processos judiciais. Ao longo do mês de outubro, ocorrerá a apresentação de emendas ao PPA, e o grupo pressiona pela inclusão de, no mínimo, R$ 20 milhões desse orçamento para as moradias populares. Na manifestação da quinta-feira, Caio afirma que estiveram presentes cerca de 120 pessoas. "Ocorrerão mobilizações de massa ao longo de todo o mês de outubro, considerando que as votações da emenda será a partir do dia 21/10", finalizou. O orçamento de 2026 da cidade tem previsão de R$ 1 milhão para desapropriações. Moradores de três comunidades participaram do ato Caio Garcia O que é o PPA? O PPA funciona como um plano estratégico que estabelece objetivos e metas para as diversas áreas da prefeitura nos próximos quatro anos, como saúde, educação, saneamento, transportes, entre outras. Ele faz a ligação entre o planejamento do governo e os orçamentos de cada ano, que são definidos pelas Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pelas Leis Orçamentárias Anuais (LOA). O plano abrange os três anos finais do mandato do atual prefeito e o primeiro ano do próximo governo. O projeto do PPA de Piracicaba para o próximo quadriênio apresenta um orçamento global estimado em R$ 15,1 bilhões. Uma audiência pública, onde a população poderá se manifestar a respeito do PPA, está agendada para 21 de outubro, às 19h, no plenário da Câmara Municipal de Piracicaba. Vista aérea da comunidade Portelinha em Piracicaba (SP) Prefeitura de Piracicaba/Divulgação Um projeto em andamento Em nota, a Prefeitura de Piracicaba (SP) afirmou que a gestão do prefeito Helinho Zanatta (PSD) tem como prioridade a implantação de políticas públicas voltadas à habitação e à regularização fundiária. "Atualmente, além das 150 moradias anunciadas em maio para atender às famílias da Comunidade Frederico, não existem outros projetos de moradias populares em andamento. Essa realidade decorre da ausência de novas parcerias firmadas nos últimos anos, que inviabilizou a disponibilização de unidades habitacionais de interesse social em curto prazo", informou. Os últimos empreendimentos habitacionais da cidade, entregues em 2018, foram os conjuntos habitacionais Vida Nova 1 a 4, com 1.200 apartamentos, viabilizado por meio de parceria do governo federal com a então Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba (Emdhap). Regularizações fundiárias Apesar desse cenário, a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária afirmou que tem avançado na regularização fundiária. Atualmente, Piracicaba conta com 77 núcleos informais de interesse social, dos quais 67 são passíveis de regularização. "Dois núcleos já tiveram a REURB-S concluída, com a entrega de 388 matrículas, enquanto outros 30 núcleos encontram-se em processo de regularização, contemplando 2.841 famílias. Ainda, 30 núcleos terão os serviços licitados em breve, beneficiando mais 1.650 famílias, e o processo de regularização do Conjunto Habitacional Jardim Gilda abrange 951 residências, totalizando 5.830 matrículas/famílias atendidas, o maior programa de regularização fundiária da história de Piracicaba", detalhou a pasta. Como funciona a destinação de moradias? Segundo a prefeitura, interessados em comprar um imóvel por meio de programa de moradias populares precisam preencher um formulário de "cadastro de demanda" disponibilizado pela secretaria. Também conforme o governo municipal, o nível de vulnerabilidade da família é levado em consideração. "Cada inscrito recebe pontuação baseada em critérios de vulnerabilidade socioeconômica e é ranqueado em ordem decrescente, mas é importante destacar que o cadastro não garante automaticamente a obtenção de uma moradia, sendo necessária a inscrição em cada novo empreendimento lançado, seguindo os critérios definidos em edital", orientou. Veja também Justiça dá 90 dias para que famílias desocupem parte de área em comunidade em Piracicaba Justiça dá 90 dias para que famílias desocupem parte de área em comunidade em Piracicaba VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias no g1 Piracicaba

Prefeito de cidade do AC contrata Joelma por R$ 650 mil para show apenas em 2026

Publicado em: 04/10/2025 15:30

Joelma canta 'Voando pro Pará' no Amazônia Live A cantora Joelma foi contratada para se apresentar no XIII Circuito Country e Feira de Agronegócio de Epitaciolândia, interior do Acre, previsto para 2026. O contrato, no valor de R$ 650 mil, foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) da última quarta-feira (1º). A oficialização foi assinada pelo prefeito Sérgio Lopes (PL) e gerou repercussão porque a contratação foi divulgada, segundo a gestão municipal, com um ano de antecedência do evento. No entanto, o g1 apurou que, habitualmente, o Circuito Country ocorre entre os meses de abril e maio na cidade. A reportagem entrou em contato com o gestor para questionar sobre a possível data do show, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A publicação detalha ainda que a execução do contrato será vinculada ao programa “Apoio às Promoções Artísticas Populares e Culturais”, ação que financia eventos como festas típicas, festivais e feiras no município. Após a repercussão do contrato, a Secretaria de Planejamento de Epitaciolândia (Seplan) publicou um vídeo nas redes sociais, na última quinta (2), onde a secretária da pasta, Marinete Mesquita, contextualizou a contratação e os recursos públicos destinados ao show da cantora. LEIA MAIS: Festival da Banana tem rodeio e escolha de rainha da festa no interior do Acre; VEJA programação Contratação da Banda Djavú em festival no AC gera polêmica envolvendo disputa pelo nome Festival da Macaxeira: 2ª edição ocorre em novo local em Rio Branco; VEJA programação Com shows que custaram mais de R$ 1,1 milhão, Festa do Trabalhador reúne mais de 40 mil pessoas no AC Circuito Country em Epitaciolândia, no interior do estado Eldson Júnior/Divulgação No vídeo, ela citou ainda a emenda da deputada federal Antônia Lúcia (Republicanos) como fonte de parte do financiamento das ações culturais mencionadas. "Emenda especial não é recurso próprio. A emenda destinada ao município pela deputada Antônia Lúcia é no valor de R$ 1,5 milhão, com o objeto 'apoio a evento cultural, festas típicas, festivais e feiras'. O evento acontecerá em 2026'', destacou. Initial plugin text Ainda de acordo com a secretária, toda contratação precisa ser publicada no Diário Oficial do Estado. A Seplan também disse que, na 12ª edição do Circuito Country, que ocorreu no início deste ano, o município arrecadou mais de 40 toneladas de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade. Para 2026, além do show de Joelma, há previsão de mais contratações artísticas. "Nós teremos três outras atrações nacionais e temos recursos destinados para essa ação", complementou. VÍDEOS: g1

Palavras-chave: vulnerabilidade

Pai é preso suspeito de dopar e estuprar três filhos com transtornos mentais no Ceará

Publicado em: 04/10/2025 15:18

Pai preso suspeito de estuprar três filhos em Guaraciaba do Norte Um pai de 51 anos foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (4), em Guaraciaba do Norte, no Ceará, suspeito de estuprar as três filhas, que são diagnosticadas com transtornos mentais. De acordo com a Polícia Civil, o homem também é suspeito de dopar e espancar as vítimas. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp As investigações, que tiveram início a partir de uma denúncia do Conselho Tutelar, apontam que os crimes sexuais ocorrem há pelo menos três anos, desde 2022. As vítimas são duas meninas e um menino. Conforme documentos do Conselho Tutelar obtidos pela polícia, a esposa do suspeito também tem transtornos mentais, o que, segundo as autoridades, pode ter dificultado as denúncias por parte da família, que vivia em situação de medo e vulnerabilidade. Dopagem e tentativas de defesa As investigações revelam que, quando as vítimas reagiam aos abusos, eram espancadas pelo pai. Além disso, ele as dopava para facilitar os crimes. Em um dos depoimentos colhidos pela Polícia Civil, consta que uma das filhas, de 14 anos, passou a se vestir com roupas masculinas na tentativa de evitar os estupros. A estratégia, no entanto, não impediu que os abusos continuassem. Suspeita de gravidez e boletins de ocorrência falsos Há a suspeita ainda de que o homem tenha engravidado uma de suas filhas. Um exame de DNA será realizado para confirmar ou descartar a paternidade. A investigação também descobriu que o suspeito registrou dois boletins de ocorrência há alguns anos, alegando que os filhos haviam sido vítimas de estupro por outra pessoa. A polícia acredita que a intenção era tentar se afastar das suspeitas e desviar o foco das investigações. O caso é apurado pela Polícia Civil de Guaraciaba do Norte. A identidade do suspeito não foi divulgada para preservar as vítimas. Pai é preso suspeito de estuprar três filhos com transtornos mentais TV Verdes Mares/Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: vulnerabilidade