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Pobreza Menstrual: escola oferece absorventes para adolescentes em situação de vulnerabilidade no interior de SP

Publicado em: 09/11/2025 08:00

Estudo revela que mulheres faltam da escola ou do trabalho quando estão menstruadas Uma escola estadual de São José do Rio Preto (SP) criou maneiras de falar sobre menstruação com mais naturalidade e empatia. Nas rodas de conversa, as alunas têm a oportunidade de tirar dúvidas com professores e profissionais da saúde, criando um espaço seguro para compartilhar experiências. Além das atividades educativas, em dois locais da escola, há estoque de absorventes, caso as alunas em situação de vulnerabilidade precisem. A pobreza menstrual interfere na liberdade de adolescentes e mulheres, podendo gerar prejuízo psicológico e problemas sérios de saúde física. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Durante os encontros, as estudantes são incentivadas a falar sobre o próprio corpo, entender o ciclo menstrual e desconstruir preconceitos que ainda cercam o assunto. A proposta é tratar a menstruação como um processo biológico comum e não como algo vergonhoso. Pobreza Menstrual: escola distribui gratuitamente absorventes para adolescentes do interior de São Paulo Reprodução/TV TEM Em entrevista à TV TEM, o diretor da escola, Denis Vander Rocha, comentou que o diálogo é o primeiro passo para quebrar tabus que atravessam gerações. “A falta de informação é um problema, e a falta do produto [absorvente] também é outro problema. Existem relatos de meninas que, nesse período, não vêm para a escola porque não têm o absorvente. Apesar da orientação de que é uma coisa fisiológica e comum a todas as mulheres, ainda há esse tabu, essa resistência, há a vergonha. Por isso, procuramos deixar onde há mulheres”, comenta. Pobreza Menstrual: escola distribui gratuitamente absorventes para adolescentes do interior de São Paulo Reprodução/TV TEM Aos dez anos, Rayssa Abraão Ignácio menstruou pela primeira vez. A infância marcada por dificuldades financeiras traz lembranças de situações que ela não gostaria de ter vivido. Mesmo que para muitas mulheres ter acesso ao produto seja algo corriqueiro, para a dona de casa fazia falta durante sua adolescência. À reportagem, ela explicou que ir para a escola sem ter o absorvente adequado era um desafio. "A minha família é muito humilde. Então, a gente não tinha dinheiro para comprar absorvente. Minha mãe usava pano velho e costurava atrás do papel de arroz, aí eu ia para a escola. Às vezes, quando não tinha pano, eu precisava faltar ou perguntava se alguma vizinha tinha para emprestar. Quando não, pegava jornal ou papel para usar. Eu ficava com medo de manchar a minha roupa, alguém olhar e falar alguma coisa ", relembra Rayssa. Pobreza Menstrual: escola distribui gratuitamente absorventes para adolescentes do interior de São Paulo Reprodução/TV TEM A médica ginecologista Vanessa Goulart alerta que a utilização de materiais inadequados ao longo do período menstrual pode trazer riscos à saúde da mulher. “O uso de materiais inadequados para o cuidado pode levar a infecções genitais. Algumas meninas usam pão, folhas e tecidos sujos. Nas escolas, não há acesso à água encanada para lavar as próprias mãos e para se higienizar caso haja um transbordamento de sangue desses materiais já inadequados. A gente vê um absenteísmo grande nas escolas e no trabalho também”, comenta a médica. Pobreza Menstrual: escola distribui gratuitamente absorventes para adolescentes do interior de São Paulo Reprodução/TV TEM Dificuldade comum no Brasil Essa é uma realidade presente em todo o país. Um estudo feito pela Unicef mostrou que seis a cada dez jovens brasileiras já deixaram de ir à escola ou ao trabalho porque estavam menstruadas. Das 2,2 mil entrevistadas na pesquisa, 19% alegaram não ter dinheiro para comprar absorventes e 37% têm dificuldades de acesso a itens de higiene em escolas ou locais públicos. Esses números caracterizam um problema socioeconômico que tem nome: "pobreza menstrual", ou seja, a falta de acesso a itens básicos de higiene durante a menstruação, por falta de poder aquisitivo ou de informação. Pobreza Menstrual: escola distribui gratuitamente absorventes para adolescentes do interior de São Paulo Reprodução/TV TEM Na pesquisa da Unicef, 77% das jovens disseram que já sentiram constrangimento em escolas ou lugares públicos por menstruarem e quase a metade nunca teve aulas ou palestras sobre o tema. Embora os números retratem o problema, a oficial de participação de adolescentes da Unicef Brasil, Gabriela Mora, explicou que existem poucas políticas públicas voltadas ao tema. “É preciso fornecer às meninas e mulheres todos os insumos necessários para garantir sua dignidade nesse período em que todas passam e que é natural. Para que possam ocupar espaços de liderança, praticar esportes, ir à praia e à piscina e também trabalhar sua própria educação sobre o tema, para que as escolas o abordem de maneira saudável, ajudando não só as meninas, mas os meninos também, a entender que isso não é motivo de vergonha. É preciso apoiar as meninas e mulheres nesse período menstrual para que elas não tenham seus direitos violados ou menos direitos que ninguém”, comenta Gabriela. Pobreza Menstrual: escola distribui gratuitamente absorventes para adolescentes do interior de São Paulo Reprodução/TV TEM Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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Brasil tem histórico de tornados, e o que destruiu cidade no Paraná pode ser um dos mais fortes já registrados

Publicado em: 09/11/2025 06:30

Entenda como se forma um tornado O tornado que devastou cidades da região Centro-Sul do Paraná nesta sexta-feira (7) – e atingiu o índice EF3 em uma escala que vai até 5 – pode estar entre os mais fortes já registrados no Brasil. A avaliação é do pesquisador Daniel Henrique Cândido, doutor em geografia pela Unicamp. Segundo ele, o país tem um histórico expressivo de tornados e ocupa uma posição de destaque no cenário mundial. “Continua sendo a segunda área de risco mais intenso de ocorrência de tornados no mundo. Ela só fica atrás do chamado corredor dos tornados nos Estados Unidos”. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Em 2012, Candido defendeu uma tese de doutorado em que catalogou 205 desses fenômenos ocorridos entre 1990 e 2011. Entre eles está um registro de maio de 1992, que atingiu Almirante Tamandaré (PR) e também chegou a EF3, com seis mortos. Para ele, o de sexta, que também deixou seis vítimas fatais e destruiu 90% do município de Rio Bonito do Iguaçu (PR), pode estar entre os 10 piores já registrados. A lista inclui, ainda, tornados Itu (SP), que deixou 15 mortos em 1991, e de Nova Laranjeiras (PR), com quatro em 1997. 🌪️ Os tornados são fenômenos atmosféricos menores, mas muito intensos. Eles surgem geralmente de tempestades severas em áreas com grandes variações de vento. Nesta reportagem, o g1 detalha a diferença entre tornados, ciclones e furacões. LEIA TAMBÉM: Saiba quem são as seis vítimas que morreram durante tornado no Paraná Por que o Brasil tem tantos tornados Imagens aéreas da destruição após passagem de tornado em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná Reuters/via Governo do Estado do Paraná O pesquisador explica que o alto número de tornados no país está diretamente ligado às condições geográficas e climáticas da América do Sul. “O motivo desse valor tão elevado na ocorrência de eventos está relacionado exatamente com a situação geográfica do país.” Entenda: O Centro-Sul do continente, incluindo Brasil, Paraguai e norte da Argentina, é uma área relativamente plana, com relevo que favorece o encontro de massas de ar; As massas de ar acabam sendo canalizadas pela presença da Cordilheira dos Andes, a oeste, e pela Serra do Mar, no litoral brasileiro; Isso cria um canal que facilita o escoamento dessas massas de ar, permitindo que avancem de forma mais rápida e intensa; Essas condições criam o ambiente ideal para a formação de ciclones e tempestades severas, de acordo com o pesquisador. “Essas áreas de baixa pressão aumentam a turbulência atmosférica, e quando o ar fica mais turbulento, você tende a ter intensificação de movimentos convectivos.” Somados, os fatores climáticos e geográficos tornam as regiões Sul e Sudeste mais propensas aos tornados, como demonstra o histórico destacado por Daniel em sua tese: em 28 de novembro de 1995, um tornado foi registrado entre Paulínia (SP) e Jaguariúna (SP); dez anos depois, em maio de 2005, foi a vez de Indaiatuba (SP) ser atingida por um tornado. Fábricas, prédios municipais e pelo menos 400 casas foram destruídos por ventos que atingiram cerca de 250 km/h; no Rio Grande do Sul, as áreas mais suscetíveis à ocorrência de tornados são a faixa litorânea e as imediações do lago Guaíba, com probabilidade em torno dos 25% ao ano; em Santa Catarina, as regiões mais propensas à formação do fenômeno estão localizadas também no litoral e no extremo sul do Estado, mais ou menos nos mesmos patamares. Daniel detalha que combinação entre o aquecimento do ar, a condensação da umidade e os ventos em altitude pode gerar tanto tornados quanto outros fenômenos destrutivos, como microexplosões atmosféricas, fenômeno que ocorreu no interior de São Paulo em 2016. Tornado no Paraná superou 250 km/h Com base nas imagens e nos danos observados na cidade paranaense, o geólogo avalia que o tornado foi excepcionalmente forte. Na tese de doutorado publicada em 2012, ele também defendia a criação de uma Escala Brasileira de Ventos (Ebrav), com níveis de 0 a 7, voltada às especificidades do país. O primeiro estágio equivale a ventos de até 50 km/h, intensidade que não apresenta potencial de danos. O último classifica ventos acima de 260 km/h, capazes de provocar destruição generalizada de instalações urbanas. Se fosse adotada, a Ebrav colocaria o desastre do Paraná no nível 6, devido ao potencial de: desabamento de casas de alvenaria; levantamento de automóveis com a força do vento; quebra de postes de cimento e derrubada de torres de alta tensão; quebra de vidros de janelas em edifícios altos pela força do vento. Cultura de prevenção ainda é desafio Embora não sejam tão recorrentes como na América do Norte, os tornados no Brasil têm gravidade importante, segundo o pesquisador. No entanto, os impactos tendem a ser notados de forma diferente devido a fatores como a densidade populacional das regiões afetadas, os padrões construtivos de cada país e a cultura de prevenção. “Nos Estados Unidos, as casas são predominantemente de madeira ou estruturas leves, o que as torna mais frágeis ao vento, mas mais fáceis de reconstruir.” Já no Brasil, segundo ele, “as habitações são construídas em material mais pesado, como concreto e tijolo. Elas resistem mais, mas quando desabam, o impacto é muito maior.” “Áreas mais pobres, mais periféricas, tendem a ter um grau de vulnerabilidade muito maior. No fim, a gravidade e a fatalidade não é nem tão vinculada à intensidade do evento, mas sim ao local onde ele foi registrado.” Para o especialista, o Brasil ainda está distante da cultura de prevenção presente em países como os Estados Unidos. “Lá, é comum ligar a TV e ver as condições do tempo logo pela manhã. As pessoas crescem aprendendo a acompanhar e confiar na meteorologia.” Ele aponta dois motivos principais para essa diferença: educação e infraestrutura. “Eles têm uma rede de radares muito mais adensada que a brasileira, com cobertura praticamente total e dados acessíveis ao público. No Brasil, a burocracia para acessar informações meteorológicas muitas vezes dificulta a criação dessa cultura.” Infográfico: tornado deixa rastro de destruição em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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Mais de 14 mil inscritos devem fazer o Enem 2025 em Roraima; veja horários da prova

Publicado em: 09/11/2025 06:01

As provas do Enem serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro de 2025. Paulo Pinto/Agência Brasil Em Roraima, 14.162 mil pessoas devem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 nesse domingo (9), segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). A segunda etapa da prova ocorre no próximo domingo (16). O município com o maior número de inscritos é Boa Vista, com 12.157 mil. Amajari teve o menor número, são 61 inscritos. As mulheres são a maioria das pessoas inscritas no exame: 8.456 mil, o que representa 59,71%. Os homens são 40,29%, equivalente a 5.706 das inscrições. Neste domingo, a prova será de linguagens e ciências humanas e no próximo de matemática e ciências da natureza. ⌚ Veja os horários de aplicação (no fuso de Roraima): Abertura dos portões: 11h Fechamento dos portões: 12h Início das provas: 12h30 Até que horário é possível fazer o Enem no primeiro dia: 18h Até que horário é possível fazer o Enem no segundo dia: 17h30 Quem pode sair com o caderno de questões? Os que ficarem até os últimos 30 minutos. Neste ano, Roraima teve 1.492 inscritos a mais do que em 2024, quando o estado registrou 12.670 mil pessoas. O percentual de inscrições de Roraima no Enem 2025 em relação ao total nacional é de cerca de 0,29%. Em todo o Brasil, foram registradas 4.811.338 inscrições. Dos participantes em Roraima, 8.653 são isentos da taxa de inscrição e 5.509 a pagaram. 4.943 mil confirmados são estudantes concluintes do ensino médio. A participação gratuita no Enem é prevista para pessoas que se enquadram em, pelo menos, um dos seguintes perfis: Matriculados na 3ª série do ensino médio (neste ano de 2023), em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar; Quem fez todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em escola privada; Pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica por serem membros de família de baixa renda – com registro no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico). 🗓️ Datas das provas 9 de novembro 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol); 45 questões de ciências humanas; redação. 16 de novembro 45 questões de matemática; e 45 questões de ciências da natureza. Pela primeira vez, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) permitirá o uso das notas das três edições mais recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — 2023, 2024 e 2025 — para seleção dos candidatos em universidades públicas. 🖋️ O que precisa levar para o Enem Documento: RG ou outra documentação oficial com foto (documentos digitais também são válidos); Caneta para Enem: a caneta deve ser esferográfica transparente com tinta na cor preta (leve pelo menos duas para o caso de uma falhar); Opcional: cartão de confirmação de inscrição; O que levar para comer: lanche, idealmente levar alimentos que deem energia, como chocolates, castanhas e barras de cereal, e água em garrafa transparente (a embalagem não deve ter rótulo). O lanche poderá ser vistoriado pelo fiscal de sala. Exemplos de documentos digitais de identificação que serão aceitos pelo Inep: e-Título; Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital; e RG Digital. Atenção: O candidato deve apresentar o aplicativo oficial ao fiscal --- capturas de tela não serão válidas. Após a entrada na sala de aula, o uso do celular continuará vetado. 🎒 Ah, e pode levar bolsa e mochila para o Enem, já que o edital não proíbe. Mas, uma vez dentro da sala de aplicação, a mochila deve ser colocada debaixo da cadeira e não pode ser manuseada. Então, tudo que for ser utilizado durante a prova, como canetas, água, lanche e máscaras, deve ficar fora da bolsa. As identificações físicas aceitas são: Cédula de Identidade expedida por secretarias de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Militar e Polícia Federal; Identidade expedida pelo Ministério da Justiça para estrangeiros, inclusive aqueles reconhecidos como refugiados, em consonância com a Lei n.º 9.474, de 22 de julho de 1997; Carteira de Registro Nacional Migratório, de que trata a Lei n.º 13.445, de 24 de maio de 2017; Documento Provisório de Registro Nacional Migratório, de que trata o Decreto n.º 9.277, de 5 de fevereiro de 2018; Identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que por lei tenha validade como documento de identidade; Passaporte; Carteira Nacional de Habilitação, na forma da Lei n.º 9.503, de 23 de setembro de 1997; Carteira de Trabalho (emitida após 27 de janeiro de 1997); Identidade funcional, em consonância com o Decreto n.º 5.703, de 15 de fevereiro de 2006 (crachá de servidor público municipal, distrital, estadual, federal e dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário). ❌ O que não pode levar para o Enem Telefones celulares, calculadoras ou qualquer equipamento eletrônico devem ser desligados e guardados no envelope porta-objetos antes de entrar na sala de provas. Caso algum som seja emitido dos aparelhos durante a prova, o candidato será eliminado; Qualquer dispositivo que receba imagens, vídeos ou mensagens; Óculos escuros, bonés, chapéus, viseiras ou gorros; Bebidas alcoólicas, cigarro e/ou drogas ilícitas. 🚨 Atenção: O envelope porta-objetos, lacrado e identificado, deve ser mantido debaixo da carteira desde o ingresso na sala de provas até a saída definitiva do local de provas. Fique Por Dentro: Confira dicas para se dar bem na redação do Enem

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Correios lançam campanha Papai Noel em MG; presentes podem ser adotados presencialmente ou online

Publicado em: 09/11/2025 05:01

Cartinhas da campanha Papai Noel dos Correios (ILUSTRATIVA) Ana Clara Pontes/g1 Estamos em novembro, mas o "bom velhinho" já está a postos para receber as cartinhas com os pedidos de presentes de Natal. A campanha Papai Noel dos Correios foi lançada, em cidades de Minas Gerais, nesta sexta-feira (7). Para realizar o sonho dos pequenos, basta pegar uma cartinha na agência de Correios Presidente Juscelino Kubitscheck, na Avenida Afonso Pena, 1.270, no Centro de BH, ou fazer uma adoção on-line, pelo site da Campanha. As cartinhas podem ser adotadas até o dia 15 de dezembro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A ação disponibiliza pedidos de crianças matriculadas em escolas da rede pública (do 1º ao 5º anos do ensino fundamental, independentemente da idade) e de instituições parceiras, como creches, abrigos e núcleos socioeducativos. Também são disponibilizadas para adoção cartinhas enviadas por crianças da sociedade, com até 10 anos, em situação de vulnerabilidade social. ✅Mande sua denúncia, reclamação ou sugestão para o g1 Minas e os telejornais da TV Globo Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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Violência contra pessoas em situação de rua cresce quase 50% em Minas Gerais

Publicado em: 09/11/2025 05:00

Minas Gerais é o terceiro estado com mais pessoas em situação de rua no país A violência contra pessoas em situação de rua aumentou de forma expressiva em Minas Gerais neste ano. Entre janeiro e setembro, 40 pessoas foram assassinadas no estado, o que representa alta de quase 50% em relação ao mesmo período de 2024. Em Belo Horizonte, o número de homicídios desse público cresceu 43%. Além dos assassinatos, os registros de agressão e lesão corporal também subiram. Somente na capital mineira, foram 56 casos de agressão e 155 de lesão corporal contra pessoas em situação de rua no período. Os dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania mostram que, no Brasil, o Disque 100 recebeu 724 denúncias de violações de direitos de pessoas em situação de rua entre janeiro e setembro de 2025. Em Belo Horizonte, foram 218 vítimas — casos que envolvem agressões físicas, negligência e outros tipos de violência. Para o pesquisador Cristiano Silva, do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua/UFMG), a falta de compreensão sobre a vulnerabilidade desse grupo agrava o problema. “Tem vários casos e relatos de violência, principalmente de agentes públicos, com relação à população em situação de rua, de uma não compreensão dessa situação de vulnerabilidade que essas pessoas estão”, afirmou. Em nota, o Governo de Minas informou que tem reforçado as ações de apoio à população em situação de rua, oferecendo capacitação aos municípios e repassando recursos por meio do Piso Mineiro de Assistência Social. Neste ano, o repasse chegou a quase R$ 131 milhões. Com esses recursos, o estado auxilia na manutenção de Centros Pop, abrigos, casas de passagem e repúblicas. Pessoas em situação de rua em Belo Horizonte. TV Globo 'Tem que ter muita coragem' As histórias se repetem entre pessoas que perderam o vínculo familiar por motivos econômicos, de saúde mental ou por rejeição após assumirem a orientação sexual. A chef de cozinha Rayssa Bittencourt, de 42 anos, mulher trans e desempregada, vive nas ruas de Belo Horizonte e relata o medo constante. “Pra viver na rua tem que ter muita coragem. Tem que ter a cabeça boa, porque se não tiver, você inverna na droga e se acaba. A rua tá muito perigosa. Qualquer coisa que a gente fala a gente é agredida, qualquer coisa que a gente olha a pessoa bate na gente sem ter feito nada”, contou. Levantamento do grupo Polos de Cidadania, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), aponta que o Brasil tem 358.553 pessoas em situação de rua. Cerca de 61% vivem na Região Sudeste. Minas Gerais aparece em terceiro lugar, com 32.685 sem-teto, atrás apenas de São Paulo (148.730) e Rio de Janeiro (33.081). Entre as capitais, Belo Horizonte também ocupa o terceiro lugar, com 15.359 pessoas vivendo nas ruas. Para tentar mudar essa realidade, entidades e projetos de acolhimento atuam em diferentes pontos da capital. A Pastoral de Rua da Arquidiocese de Belo Horizonte oferece refeições, apoio espiritual e, principalmente, escuta. “Nós somos uma porta aberta e acolhemos as pessoas da forma que elas chegam. Muitas vezes cansadas, e aqui acaba sendo um lugar que pode sentar, tomar uma água fresca, usar o sanitário, passar algumas horas de descanso, ser ouvida”, explicou a coordenadora Claudenice Rodrigues Lopes. Casos com final feliz Acolhido pela Pastoral há 15 anos, Rafael Roberto Fonseca da Silva viveu nas ruas por mais de uma década e hoje trabalha como agente social. “O grande diferencial pra eu poder mudar dessa situação foi a acolhida e a escuta. Minha mãe faleceu, a minha família desestruturou e eu fiquei em situação de rua”, lembrou. Graziele Soares da Silva, também agente social, chegou às ruas após sofrer violência doméstica. “Fiquei sofrendo violência doméstica durante 9 anos. Eu não estava suportando mais e um dia eu tomei uma atitude. Como eu não tinha pra onde ir, eu fui pra rua”, relatou. População em situação de rua em BH. TV Globo Vídeos mais assistidos do g1 MG

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Árvore Solidária 2025: campanha da TV TEM arrecada brinquedos no interior de SP; saiba como participar

Publicado em: 08/11/2025 11:47

Árvore Solidária: campanha da TV TEM arrecada brinquedos no interior de SP Júlia Martins/g1 A campanha Árvore Solidária da TV TEM arrecada brinquedos novos e usados até o dia 13 de dezembro em Itapetininga, Sorocaba, Jundiaí, Bauru e São José do Rio Preto (SP) Em sua terceira edição, a iniciativa, promovida pela emissora, destinará as doações a famílias e crianças em estado de vulnerabilidade social. No dia 13 de dezembro será realizado o "Dia D", que funciona como a última chamada para as doações. Toda a comunidade é convidada a participar. As doações devem ser entregues nos pontos de coleta dos parceiros comerciais (veja abaixo) ou na recepção das emissoras participantes, em dias úteis e durante o horário comercial, em Sorocaba, Bauru, São José do Rio Preto e Itapetininga (SP). Para que o movimento se concretize, o projeto conta com o apoio dos Correios para triagem, contagem e destinação das doações. A entrega será no dia 15 de dezembro. Os parceiros desta edição são: Anauger e USCS em Itapetininga; Proença e Kodilar, em São José do Rio Preto; Tauste, em Bauru; e Tauste, em Sorocaba. Pontos de arrecadação Itapetininga Anauger (em frente à TV TEM Itapetininga, no Itapê Shopping - Rua Doutor Coutinho, 733 - Centro). USCS - Av. Dr Ciro Albuquerque, 4.750 - Bairro-da 8h às 18h São José do Rio Preto TV TEM São José do Rio Preto (Av. Jornalista Roberto Marinho, 997 - Jardim Yolanda); Proença Loja 15 - Av. José da Silva Sé, 2.009 - Condomínio Res. Parque Da Liberdade I; Loja 8 - Av. Anísio Haddad, 6.889 - Jd. Palmeira; Loja 9 - Rua Pedro Amaral, 3.515 - Villa Ercília; Loja 11 - Av. Fortunato Ernesto Vetorazzo, 710 - Jardim Vetorazzo; Loja 19 - Av. Nossa Sra. da Paz, 1.441 - Jd.Bordon; (é possível doar em todas as lojas da rede) Kodilar (Casa Thales - R. Dr. Raul Silva, 1.523 - Nova Redentora). Bauru e Marília TV TEM Bauru (Rua Padre Anchieta, 9-41- Bela Vista); Tauste (confira as unidades) Av. Tiradentes, 1.131, Fragata - Marília; Loja República - Av. República, 2.355, Vila Mariana - Marília; Loja Rio Branco - Rua Rio Branco, 20-40, Vila América - Bauru; Loja Duque - Avenida Duque de Caxias, 22-42, Vila Cardia - Bauru. Sorocaba e Jundiaí TV TEM Sorocaba (Avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, 2.700 - Alto da Boa Vista); Tauste (confira as unidades) Avenida General Carneiro, 1.120, Vila Lucy - Sorocaba; Avenida Itavuvu, 2.005, Jd. Maria Antonia Prado - Sorocaba; Avenida Professora Izoraida Marques Peres, 600, Parque Campolim - Sorocaba; Avenida Antônio Segre, 79, Ponte de Campinas - Jundiaí. 'Árvore Solidária' da TV TEM: brinquedos arrecadados são entregues em Itapetininga Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Presa há 4 anos, ex-vereadora de Uberlândia, Pâmela Volp já soma mais de cinco décadas em penas por exploração sexual, tortura e lavagem de dinheiro

Publicado em: 08/11/2025 04:02

Pâmela Volp, ex-vereadora de Uberlândia CMU/Divulgação Por trás da imagem pública de ativismo em defesa dos direitos da população LGBT+, a ex-vereadora de Uberlândia, Pâmela Volp, escondia um dos esquemas criminosos mais complexos e duradouros já investigados na cidade, segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Condenada a mais de 50 anos de prisão em processos da Operação Libertas, Volp foi presa há exatamente 4 anos, em 8 de novembro de 2021, apontada como líder de uma rede de exploração sexual que atuou por mais de três décadas, atingindo principalmente travestis e mulheres trans em situação de vulnerabilidade. Segundo a Promotoria de Justiça de Uberlândia, Volp comandava o esquema mesmo após ser eleita vereadora em 2016 pelo Partido Progressista (PP), com 1.841 votos. Ela foi a primeira mulher transexual a se eleger em Uberlândia e também a primeira parlamentar de Minas Gerais a utilizar o nome social no diploma de eleita. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp O g1 entrou em contato com a defesa de Volp, representada pela advogada Fabiane Martins, para comentar as condenações e os detalhes dos processos citados na reportagem. Em nota, a defesa contestou a soma das penas informada pelo MPMG e esclareceu que a cliente só teve um dos processos concluído até o momento, justificando que não há pena definitiva a ser cumprida, tornando a ré uma "presa tecnicamente provisória". Saiba mais sobre a posição da defesa ao final da reportagem. Já o MP esclareceu que existem processos que a ré responde em liberdade, então as penas não foram unificadas, ou seja, no atestado de pena só constam os crimes com condenações em que há execução provisória da pena. Chefe de organização interestadual A Operação Libertas, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em agosto de 2021, revelou que Pâmela Volp comandava uma organização criminosa interestadual que mantinha controle sobre pontos de prostituição, impunha diárias abusivas, torturava as vítimas e promovia cirurgias clandestinas para colocação de próteses mamárias. Além disso, as denúncias apontam que a ex-parlamentar montou outro esquema paralelo, após ser presa pela força-tarefa, para cometer atos de violência, extorsões e fazer 'testes de orientação sexual' na ala LGBT+ da penitenciária, forçando presos a fazerem sexo entre si. Nesta reportagem especial, o g1 traz detalhes dos processos criminais que levaram à condenação da ex-vereadora Pâmela Volp. Ao longo das investigações, dezenas de vítimas foram ouvidas, revelando como o poder político e a influência social foram utilizados para perpetuar abusos e silenciar denúncias ao longo dos anos. Pâmela Volp foi eleita 1ª vereadora trans de Uberlândia em 2016 CMU/Divulgação Três décadas de crimes contra a população transexual O Ministério Público apontou que Pâmela chefiava a organização criminosa há mais de 30 anos. Em 2014, ela foi condenada pela Justiça Federal por tráfico internacional de pessoas e rufianismo. 🔎 Rufianismo é crime previsto no artigo 230 do Código Penal Brasileiro e ocorre quando alguém tira proveito financeiro da prostituição de outra pessoa, mesmo sem forçá-la a se prostituir. A lei prevê pena de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa. Quatro anos depois ela foi absolvida em segunda instância pelo tráfico, mas condenada por favorecimento à prostituição. A Promotoria de Justiça de Uberlândia, através do Gaeco, começou a investigá-la e ouviu dezenas de vítimas a quem Pâmela chamava de 'filhas' e as acolhia em alojamentos em Uberlândia e Criciúma (SC). Conforme as denúncias, as vítimas exploradas sexualmente no esquema chefiado pela ex-vereadora relataram episódios de tortura, extorsão, ameaças e até procedimentos cirúrgicos clandestinos. O que dizem as denúncias As vítimas relataram que eram obrigadas a pagar diárias para atuar nos pontos de prostituição controlados por Pâmela Volp. Quem se recusava, era ameaçada, coagida e até torturada. Uma das mulheres contou que Pâmela a forçava a integrar uma espécie de gangue, com a missão de agredir e extorquir outras trabalhadoras que ocupavam os pontos sem pagar as taxas exigidas. Nos alojamentos, câmeras de monitoramento foram instaladas para vigiar as vítimas. Além disso, um caderno com registros detalhados de pagamentos e despesas de cada mulher foi apreendido. A denúncia ainda rendeu uma investigação nas esferas trabalhista e federal, por trabalho análogo à escravidão. Segundo o Ministério Público, também havia um esquema clandestino e superfaturado para a colocação de próteses de silicone. As vítimas eram induzidas a contribuir com uma espécie de poupança para realizar os procedimentos em clínicas ilegais. O caso revelou ainda a participação de médicos e práticas sem anestesia ou em pós-operatório inadequado. Conversas obtidas pela investigação mostram um dos médicos negociando um “pacote de próteses” com Pâmela, a quem ele chega a chamar de “sócia”. Os médicos envolvidos firmaram acordos de colaboração e não foram denunciados. Veja galeria de fotos durante as fases da operação Libertas. Operação Libertas; FOTOS Anos de medo, ameaças e poder Para lavar o dinheiro obtido com a exploração sexual e extorsões, Pâmela Volp investiu em carros de luxo, imóveis, joias e até na construção de um mausoléu de alto padrão para a família, no cemitério de Tupaciguara, cidade a 69 quilômetros de Uberlândia. As investigações indicam que Pâmela Volp movimentava mais de R$ 20 mil por mês em cartões e mantinha um padrão de vida elevado. Esse foi um dos argumentos usados pelo Gaeco para apontar que a maior parte da renda dela vinha de atividades criminosas. O valor do patrimônio de Pâmela Volp não consta no processo, mas o g1 apurou junto aos investigadores da Operação Libertas que é de aproximadamente R$ 4 milhões. O dinheiro também era usado para impor medo às vítimas. Nos depoimentos prestados ao MP e à Justiça, elas relataram o clima de medo constante que viviam sob o comando de Pâmela Volp. "No último julgamento dela do tráfico internacional, ela arrotou para todo mundo que tinha mandado uma maleta de dinheiro para Brasília, que nunca ia ser condenada, que nunca ia ser presa, que nunca ia acontecer nada [...] para gente tipo ter medo, que ela tinha o poder. Ela tinha esse poder do dinheiro, ela sempre usou esse poder do dinheiro para ameaçar a gente", contou uma das vítimas. A vítima ainda relatou que só teve coragem de colaborar com as investigações por acreditar que, desta vez, a ex-vereadora responderia pelos crimes dentro da cadeia. "A cidade é dela, ela é dona da cidade. Era né. Porque foram anos, tipo, não sei se de judiciário, se polícia, o que foi, mas foram anos de várias pessoas sabendo dos crimes, várias pessoas convivendo com os crimes e ninguém nunca fez absolutamente nada. A gente sabe que rolava um dinheirinho, mas não sabemos para quem", finalizou a vítima. Os supostos pagamentos de propina não foram alvo de investigação. Condenações na operação Libertas Durante as sete fases da Operação Libertas, Pâmela Volp foi denunciada em mais de dez processos. Até o momento, foi condenada em oito deles. As penas apuradas pela reportagem junto ao Ministério Público já somam 52 anos, 3 meses e 3 dias de prisão, além de multa e indenizações às vítimas. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), alguns processos estão em segredo de justiça ou aguardam julgamento. O TJMG informou que Pâmela Volp, até o dia 31 de outubro, já havia cumprido 4 anos, 1 mês e 24 dias da pena. Ela continua presa no sistema prisional de Uberlândia. Roubo qualificado e extorsões A denúncia apontou que a organização criminosa comandava diversos pontos de prostituição em Uberlândia. As mulheres eram obrigadas a pagar diárias como forma de permissão para atuar nos pontos de prostituição. Quem não obedecia era ameaçada ou agredida. Por esse motivo, em março de 2018, Volp e duas comparsas agrediram violentamente uma travesti em um ponto de prostituição no Bairro Marta Helena. A vítima foi golpeada com barra de ferro na nuca e agredida com socos e chutes e teve o celular roubado. De acordo com o Gaeco, as agressões deixaram a vítima gravemente ferida. Pâmela foi inicialmente condenada a 10 anos de prisão. Após recurso da defesa, a pena foi reduzida para 5 anos e 4 meses de reclusão, além de 3 meses de detenção. Em dois episódios ocorridos em 2020, Pâmela Volp ameaçou mais uma vítima, desta vez no Bairro Osvaldo Rezende. No primeiro caso, exigiu que a vítima deixasse o local sob ameaça de agressão. No segundo, jogou o carro em direção à vítima e reafirmou as ameaças. A vítima abandonou o trabalho por meses após as ameaças. Pâmela foi reconhecida como autora e condenada a 4 anos e 8 meses de reclusão. Em novembro de 2021, outra vítima foi abordada em ponto de prostituição no Bairro Dona Zulmira. Armadas com revólver, faca e barra de ferro, Pâmela e mais duas comparsas ameaçaram a vítima de morte caso não pagasse uma “diária” de R$ 50 para trabalhar na região. A ex-vereadora teria se autoproclamado “dona da cidade” e afirmou que ninguém trabalharia [nos pontos de prostituição] sem pagar em Uberlândia. A vítima fugiu e denunciou o caso. Por esse crime, Pâmela foi condenada a 7 anos de reclusão. Garotas de programa eram torturadas e agredidas pela 'dona da cidade' O Gaeco também apurou que, na madrugada de 7 de novembro de 2021, Pâmela Volp agrediu uma garota de programa com chinelo e mangueira por ter chegado tarde do trabalho na rua. As agressões duraram cerca de 15 minutos. Depois, a vítima foi impedida de dormir, o que causou sofrimento físico e psicológico A mulher trans vivia sob controle rígido de Pâmela, que a usava como exemplo de submissão para outras travestis em seus alojamentos. A vítima só conseguiu sair do local após a prisão da agressora. Pâmela foi denunciada pelo crime de tortura e condenada a 2 anos e 3 meses de reclusão. Em outro caso, a vítima relatou ter sido agredida com golpes de canivete nos seios recém-operados. A travesti ainda foi sequestrada duas vezes, ameaçada de morte e forçada a fugir da cidade. Por esse crime de tortura, Pâmela Volp foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão. Rufianismo, organização criminosa e lavagem de dinheiro Pâmela também foi condenada por chefiar a organização criminosa e pelos crimes de rufianismo (exploração sexual) e lavagem de dinheiro. A organização com atuação interestadual, segundo o MPMG, estendeu as atividades criminosas em Santa Catarina. Consta na denúncia, que a chefe contava com a parceria de outras mulheres trans, para o gerenciamento da operação no Sul do país com o mesmo modelo de operação: cobrança de diárias e controle dos pontos de prostituição. Mesmo presa, a chefe do esquema continuava exercendo influência sobre a rede. Ainda conforme o MP, a estrutura era altamente lucrativa e explorava a vulnerabilidade das vítimas. Por esses crimes, Pâmela foi condenada no último mês a 14 anos, 6 meses e 28 dias de reclusão. Além disso, as rés foram condenadas a indenizar cada uma das vítimas em R$ 20 mil por danos morais. Ela também foi condenada por dano material e perdeu todos os bens. Apreensão de joias Em outro processo envolvendo lavagem de dinheiro, a ré foi condenada por manter um depósito de diversas joias e pedras preciosas, avaliado em mais de R$ 300 mil. De acordo com o MPMG, esses bens foram adquiridos com recursos obtidos direta ou indiretamente por meio de crimes como organização criminosa, sendo posteriormente convertidos em ativos de aparência lícita. As joias foram localizadas e apreendidas em Tupaciguara. A sentença em primeira instância ocorreu em junho deste ano, condenando a ex-vereadora a 4 anos e 6 meses de reclusão pelo crime em regime inicial aberto. Esquema de extorsão e violência no sistema prisional Ser presa não impediu que a ex-vereadora continuasse a exercer sua liderança. A Operação Libertas também investigou um esquema de extorsão e outros crimes praticados por Volp no sistema prisional de Uberlândia. Pâmela Volp, se tornou líder da ala LGBT+ da Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga, ordenou que cinco detentos espancassem seu companheiro de cela, por supostamente ter furtado 17 cigarros dela. A vítima, sob efeito de remédios, foi brutalmente agredida com chutes, socos e pisões na cabeça e no peito. Na denúncia consta que a morte só não ocorreu por intervenção de uma testemunha. Após o crime, Pâmela deu cigarros a dois agressores para que assumissem a culpa. Por esse crime, ela foi condenada a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. 'Teste de orientação sexual' Por fim, Volp também foi denunciada pelo Gaeco por lesão corporal sofrida por outro preso na penitenciária. A detenta é acusada de criar 'teste de orientação sexual' dentro do pavilhão LGBT+. Segundo o MP, Pâmela Volp obrigava novos presos da ala a manterem relações sexuais com outros detentos. Um interno que se recusou teria sido espancado por outros dois presos a mando dela. A denúncia aponta que a vítima perdeu dentes e sofreu deformidade facial. Com a apuração dos crimes, ela foi transferida para o Presídio Professor Jacy de Assis, também em Uberlândia, onde permanece cumprindo pena. Segundo a Promotoria, o processo tramita no Fórum de Uberlândia e não houve julgamento. A ré também aguarda julgamento pelos crimes de associação criminosa e extorsão praticados no sistema prisional. O que diz a defesa Em nota enviada ao g1, a advogada Fabiane Martins informou que Pâmela Volp se mantém firme e dedicada na missão de reverter as acusações injustas que lhe foram atribuídas. Sobre a suposta 'compra de policiais' citada na reportagem, a defesa esclareceu que o Ministério Público se baseou em depoimentos de testemunhas do sistema prisional. No entanto, essas declarações carecem de provas e não sustentaram uma denúncia formal por corrupção ativa, demonstrando a inconsistência das acusações. Por fim, alegou que a cliente acredita ser alvo de perseguição transfóbica e que a atual defesa busca corrigir os equívocos da representação anterior e reverter a situação processual da cliente. Initial plugin text ASSISTA: 6ª fase da operação Libertas teve como alvo travestis e transexuais de Uberlândia Trabalho de travestis e transexuais é alvo da 6ª fase da Operação Libertas em Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: vulnerabilidade

Segurança pública: oposição fez 48 projetos para anular medidas do governo; veja as divergências

Publicado em: 08/11/2025 04:01

Projeto antifacção chega à Câmara dos Deputados As divergências entre o governo e a oposição quanto ao combate à criminalidade não se restringem às discussões recentes sobre a PEC da Segurança e o projeto de lei que classifica facções como terroristas. 📅 Desde 2023, deputados apresentaram 48 propostas para anular medidas da gestão Lula na área da segurança pública, por discordarem delas. Saiba mais: veja principais pontos da PEC da Segurança Saiba mais: o que prevê o projeto que torna facções terroristas As propostas da oposição — projetos de decreto legislativo (PDL), que são capazes de sustar normas do governo se forem aprovados — envolvem medidas contra: lavagem de dinheiro; acesso a armas de fogo; câmeras nos uniformes de policiais; propagação de crimes em redes sociais; e crime organizado. Foto de drone mostra fila de corpos estendidos em praça no Complexo da Penha, no Rio. Reuters/Ricardo Moraes 👉🏽 A segurança pública deve ser um dos temas em destaque no debate político nas Eleições de 2026, com repercussão nacional e local. O assunto voltou à tona após a operação da polícia do Rio nas comunidades da Penha e do Alemão, em 28 de outubro, e a Operação Carbono Oculto, que mirou a lavagem de dinheiro da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), em 28 de agosto. Debate no Congresso Na esteira desses eventos, o governo Lula acelerou o envio ao Congresso Nacional do projeto de pei Antifacção, que aumenta as penas para organizações criminosas, e voltou a defender a sua PEC da Segurança, enviada à Câmara em abril deste ano. O projeto Antifacção, que eleva penas para até 30 anos de prisão, tem muitas semelhanças com propostas que já tramitavam no Congresso, inclusive de autoria de parlamentares da oposição, como mostrou o g1 em setembro. Já a PEC da Segurança, que aumenta a responsabilidade da União na segurança pública, enfrenta críticas da oposição e de governadores, que argumentam que o combate ao crime é atribuição dos estados. Mesmo assim, a proposta ganhou impulso no Congresso depois da operação que deixou 121 mortos no Rio. Ao mesmo tempo, a oposição tem promovido um projeto de lei que classifica as organizações criminosas como grupos terroristas, igualando o PCC e o Comando Vermelho (CV) ao Hezbollah e ao Estado Islâmico, por exemplo. A ideia é controversa porque, segundo integrantes do governo e alguns pesquisadores, pode abrir brecha para intervenções estrangeiras no Brasil. A análise desse tema foi adiada pela Câmara nesta quarta-feira (5). Veja abaixo outras divergências entre oposição e governo na área da segurança pública: Lavagem de dinheiro O PDL 663/2025 busca sustar duas resoluções do Banco Central do Brasil publicadas em setembro deste ano com o objetivo de reforçar a segurança do sistema financeiro. 🔎 O BC editou as normas depois que ataques hackers desviaram centenas de milhões de reais de instituições financeiras. Além disso, investigações como as da Carbono Oculto revelaram suspeitas de que fintechs — empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros — estão sendo usadas por facções criminosas para lavar dinheiro. Uma das resoluções do BC limitou a R$ 15 mil as transferências via Pix e TED para instituições de pagamento não autorizadas e para aquelas que se conectam ao sistema financeiro utilizando Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs). Autor do PDL contra essa medida, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) afirmou que ela fere a livre iniciativa. "Em vez de atacar os reais mecanismos utilizados pelo crime organizado — operações estruturadas e de grande porte, conduzidas em grandes corporações bancárias —, o Banco Central preferiu impor restrições generalizadas a cidadãos e pequenos empreendedores, que não guardam relação com ilícitos", justificou. Para o advogado Sérgio Rosenthal, que acompanha a tramitação de projetos sobre segurança pública no Congresso, a restrição recém-criada pelo Banco Central é bem-vinda no contexto atual. "É uma tentativa de se minimizar novos ataques. É preciso que se encontrem caminhos de defender o sistema a fim de que esse limite [de R$ 15 mil] possa ser revisto no futuro. Mas, diante da aparente vulnerabilidade existente hoje, é uma medida prudente", diz. O PDL 113/2025, da deputada Daniela Reinehr (PL-SC), visa cancelar uma outra resolução do BC, de março, que determinou a exclusão de chaves Pix de pessoas (CPFs) e de empresas (CNPJs) que estejam irregulares na Receita — por exemplo, de pessoas mortas. Uma das justificativas para a medida é dificultar golpes financeiros que usam contas falsas para movimentar dinheiro ilícito. A deputada afirma que a resolução pode atingir quem pode estar em situação irregular na Receita por questões burocráticas e sem gravidade. "[A medida] impõe severas restrições ao acesso ao sistema financeiro sem o devido debate legislativo e sem considerar os impactos negativos dessa medida sobre cidadãos e empresas", diz. Não há data para esses PDLs serem votados. Armas de fogo A oposição fez 38 projetos para reverter normas do governo que restringiram o acesso a armas e munição. Desses, nove PDLs foram contra um decreto assinado por Lula no primeiro dia do mandato para suspender o registro de armas de uso restrito para colecionadores, atiradores e caçadores, chamados de CACs. Outros 14 PDLs buscam derrubar um segundo decreto de Lula, de julho de 2023, que, entre outros pontos, tirou do Exército e passou para a Polícia Federal a função de registrar e fiscalizar armas de civis. Os projetos contra os decretos presidenciais de 2023 aguardam análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados estão sob relatoria do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP). 📊 As medidas anti-armamentistas do governo, que estão na mira da oposição, geraram resultado imediato: em 2023, primeiro ano de Lula, o registro de novas armas para civis caiu 82% em relação a 2022, último ano de Jair Bolsonaro (PL). Segundo dados do Sistema Nacional de Armas (Sinarm), foram cadastradas 20.822 novas armas de fogo para civis em 2023, contra 111.044 no ano anterior. "É um equívoco [flexibilizar o acesso a armas]. Armar a população não é solução para a criminalidade. Você vai ter gente despreparada, o que é temerário. O combate à criminalidade deve ser restrito às forças de segurança e a população não deve ser armada, até porque uma parte dessas armas vai parar na mão dos criminosos", avalia Rosenthal. Câmeras corporais Seis projetos de decreto legislativo visam sustar normas do Ministério da Justiça e da Segurança Pública sobre o uso de câmeras corporais nos uniformes dos policiais. Cinco deles querem derrubar a portaria 648/2024, que listou as situações que obrigatoriamente devem ser gravadas pelas câmeras dos policiais nas ruas. O ministério condicionou o repasse de recursos federais para os estados ao cumprimento das normas federais. 🔎 Para especialistas em segurança pública, o uso de câmeras pela polícia preserva direitos tanto da população, porque inibe abusos, como do próprio policial, porque pode gerar provas de que ele atuou dentro da lei nos casos em que uma operação resultar em morte. O PDL 295/2024, dos deputados Alberto Fraga (PL-DF) e Delegado Palumbo (MDB-SP), um dos projetos que são contra as normas do ministério sobre câmeras, sustenta que houve "extrapolação do poder regulamentador do Poder Executivo" ao abordar o tema por meio de portaria, sem um amplo debate legislativo. Os PDLs sobre esse assunto estão em tramitação e também não têm data para serem votados. PM inicia fase de testes para uso de câmeras corporais no Piauí Divulgação/SSP-PI Outras medidas O PDL 9/2025, do deputado Marcos Pollon (PL-MS), prevê derrubar uma portaria do Ministério da Justiça que criou o Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado, em janeiro deste ano. 🔎 Esse núcleo tem o objetivo de integrar os órgãos internos do Ministério da Justiça para traçar estratégias conjuntas de enfrentamento ao crime organizado, desde o mapeamento das facções do país até a criação de critérios para alocação de verbas da pasta. Para Pollon, a iniciativa "falha ao excluir dessas discussões órgãos centrais e fundamentais no Sistema de Segurança Pública, como a Polícia Militar, as Polícias Civis Estaduais, as Polícias Penais e as Forças Armadas", resultando em um "modelo incompleto, que não reflete a complexidade da questão". Outro texto que ataca uma norma do Ministério da Justiça é o PDL 122/2023, de deputados do Novo, do PL e do União Brasil. O objetivo é sustar uma portaria, de abril de 2023, que criou a possibilidade de se adotarem medidas administrativas contra redes sociais que disseminarem "conteúdos flagrantemente ilícitos, prejudiciais ou danosos". O ministério afirmou que a iniciativa, que pode levar a multa ou suspensão das plataformas, era para evitar novos casos de ataques a escolas. Na ocasião, um ataque tinha deixado quatro crianças mortas em uma creche em Blumenau (SC). Para os parlamentares, por outro lado, a medida parece bem intencionada, mas abriu espaço para o governo "cercear a liberdade de expressão e o pensamento contrário ao do poder dominante". Não há data para o PDL ser votado na Câmara.

'Máquina do tempo' na Amazônia: g1 entrou em megaestrutura criada por cientistas para simular clima de 2060

Publicado em: 08/11/2025 04:00

O g1 entrou na 'máquina do tempo' criada por cientistas na Amazônia O g1 entrou no AmazonFACE, a “máquina do tempo” construída por cientistas brasileiros no coração da Amazônia. O experimento busca prever como a floresta irá reagir ao clima de 2060. A cerca de 100 km de Manaus, a megaestrutura conta com 96 torres — maiores que a copa das árvores — para lançar gás carbônico (CO₂) com concentração 50% maior que a atual na vegetação, simulando o previsto para as próximas décadas. Nossa reportagem foi uma das primeiras do Brasil a entrar no experimento pronto. Dentro de uma gaiola, fomos içados a 35 metros de altura até o topo de uma das estruturas metálicas para mostrar como funcionará o sistema de aceleração de emissão de CO₂ naquela área e a interação entre a megaestrutura e a maior floresta tropical do mundo. 🔎 O AmazonFACE: FACE é acrônimo para free air CO₂ enrichment, em inglês, ou enriquecimento de CO₂ ao ar livre CO₂ é liberado por 96 torres que formam seis anéis de 30 metros de diâmetro Cada torre tem 35 metros de altura Seis tanques de armazenamento de gás carbônico de 25 toneladas O sistema de tubulação lança CO₂ em cerca de 300 árvores através de sensores Tudo isso para simular, em uma área de 4,2 mil m² de floresta (ou 16 quadras de tênis), a reação da Amazônia ao clima do futuro Previsto para começar a operar em 2026 📺 O conteúdo também será exibido na série “Amazônia - mãe da ciência”, que estreia dia 10 de novembro na EPTV, mesmo dia em que começa a COP30. Com cinco episódios, a série conta com uma entrevista da ministra Marina Silva e quem dá voz à floresta é a cantora Fafá de Belém. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Nesta reportagem, você vai ver: A expedição Objetivos do experimento a céu aberto Como as torres estão dispostas na floresta Como o CO₂ é transportado até o experimento O que a pesquisa deve descobrir sobre o futuro do clima Como os resultados alimentam os algoritmos Por que o experimento é destaque na COP30 ✈️A expedição Repórter Heitor Moreira e cinegrafista Jefferson Souza entrevistaram mais de 10 especialistas Reprodução/EPTV Voamos de Campinas à capital do Amazonas e, por mais de duas horas, percorremos sinuosas estradas de terra, em meio a árvores gigantes e inúmeros cantos de pássaros, até avistarmos torres de 35 metros de altura. Ao todo, são 96 torres. Por três dias e duas noites, estivemos ao lado de pesquisadores da Unicamp e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que conduzem o experimento a céu aberto, dormindo sob a noite estrelada da floresta e acordando com uma névoa úmida. As perguntas que desejávamos responder eram muitas: o experimento pode impactar o restante da floresta? Não valeria mais gastar R$ 120 milhões com reflorestamento? Vale a pena afetar uma pequena área da Amazônia para ter respostas pelo futuro? "Vale", a resposta é unânime entre todos os pesquisadores, que desde 2011 fazem estudos que atestam a importância da implementação do projeto. O motivo é nobre: o experimento também pode ajudar a entender, no presente, como a floresta irá reagir no futuro, podendo descobrir como preservar as florestas tropicais contra os efeitos negativos das mudanças climáticas e até nortear a formulação de políticas públicas. ➡️Para saber mais sobre os impactos do aumento do gás carbônico, leia: O que o aumento de gás carbônico na Amazônia significa para populações da região e do mundo Infográfico: 'Máquina do tempo' mede efeito do CO₂ na Amazônia Arte/g1 🎯Objetivos do experimento a céu aberto Imagem áerea do experimento AmazonFACE em meio à Amazônia Jefferson Souza Um dos maiores experimentos de mudanças climáticos a céu aberto do mundo é conduzido por pesquisadores da Unicamp, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e do governo britânico. “A gente quer tentar entender como esse aumento de CO₂ na atmosfera afeta o funcionamento da floresta amazônica. Aqui é o lugar de testar experimentalmente o que vai acontecer no futuro”, explica Carlos Alberto Quesada, um dos coordenadores científicos do AmazonFACE. 🎯O objetivo é avaliar como a floresta vai reagir ao aumento de 50% na concentração de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera esperado para os próximos 35 anos. Para isso, durante uma década, os pesquisadores vão aumentar artificialmente a concentração de CO₂ em uma área delimitada. Uma das perguntas feitas pelos pesquisadores é: como o aumento de CO₂ atmosférico afetará a resiliência da floresta Amazônica, da biodiversidade que ela abriga e dos serviços do ecossistema que ela provê? ➡️ Para tentar responder, uma equipe multidisciplinar definiu que seis componentes serão analisados: os fluxos e armazenamento de carbono; a ciclagem dos nutrientes; o fluxo de umidade da floresta para a atmosfera; a resposta de animais e plantas; os impactos para as populações da região Amazônica e do mundo; e modelos computacionais para formulação de hipóteses e projeções. Para saber mais sobre as seis linhas de pesquisa avaliadas pelos pesquisadores, leia: Entenda as 6 linhas de investigação do estudo que usa 'máquina do tempo' para desvendar futuro da Amazônia 🗼Como as torres foram dispostas na floresta Torre de alumínio de 35 metros e altura integra projeto AmazonFACE na Amazônia Jefferson Souza Ao pé das torres, é preciso inclinar bastante a cabeça para tentar enxergar o fim da estrutura de alumínio. Com capacete e outros equipamentos de segurança fica ainda mais difícil. Mas para ficar perto do experimento, é assim que tem que ser. As 96 torres de alumínio foram instaladas na floresta com "o mínimo impacto possível", explica David Lapola, coordenador científico do AmazonFACE pela Unicamp. Divididas em 6 círculos de 30 metros de diâmetro, com 16 torres cada, as estruturas metálicas possuem tubulações que lançam gás cabônico nas cerca de 50 árvores que ficam dentro de cada anel — veja o infográfico abaixo. Em três dos aneis, o gás carbônico liberado é enriquecido; Nos outros três aneis, o gás é lançado sem enriquecimento, apenas para controle. A vista de cima, no entanto, é outra história: a imensidão verde da copa das árvores contrasta com os pontos brancos das outras torres do projeto. ⬆️De dentro da gaiola Carlos Alberto Quesada, coordenador científico do AmazonFACE pelo Inpa, acompanha a reportagem em uma gaiola iaçada a 35 metros de altura Jefferson Souza Para subir até lá, é preciso deixar o nervosismo de lado e entrar em uma gaiola metálica içada por um imenso guindaste, controlado pelo gerente operacional Bruno Takeshi com um controle de mão que lembra um joystick. — Atenção, Bruno! Girar mais 30 metros — pediu Quesada pelo rádio. Dito e feito. Quesada já acostumado às subidas pelo guindaste, acompanhou nossa equipe até o topo de um dos aneis. — Balança muito? — perguntou o repórter. — Um pouco. Isso aqui é como um parque de diversões. A diferença é que é o único que existe na Amazônia — respondeu Quesada, empolgado. Um dos criadores da “máquina do tempo”, Quesada informa que o experimento é um dos maiores do mundo em termo de medir as mudanças climáticas a céu aberto. Ele também tranquiliza o repórter que questiona se a dispersão do gás carbônico irá prejudicar a floresta. Segundo os pesquisadores, uma área muito pequena da floresta Amazônica é usada no experimento, dentro de um ambiente controlado e sem prejuízos potenciais para fauna e flora. São cerca de 300 árvores, em uma área correspondente a 4,2 mil m², o mesmo que 16 quadras de tênis. Já as respostas que o estudo pode gerar são muito recompensadoras e podem influenciar como o mundo lida com as mudanças climáticas no presente. AmazonFACE, experimento, gás carbônico, Amazônia, Manaus Maria Clara Ferreira Guimarães/AmazonFACE 🚛Como o CO₂ é transportado até o experimento O gás carbônico que abastece as torres não chega gasoso na floresta, mas, sim, na forma líquida, por meio de caminhões. E para isso existe uma operação logística e tecnológica complexa, coordenada por Bruno Takeshi, gerente operacional. Na base do experimento, a 200 metros das torres, ficam seis tanques com capacidade para 25 toneladas cada, que armazenam um total de 150 toneladas de dióxido de carbono. “Esse gás passa por um vaporizador atmosférico, se transforma em gás e é liberado nas áreas de pesquisa por meio de tubulações controladas por sensores. O coração do sistema é o container de controle, que coordena tudo”, conta Takeshi. Dentro do container que fica ao lado das torres, em meio à floresta, a engenheira Maria Juliana Monte, do Inpa, monitora os dados. Tanque armazena até 25 toneladas gás carbônico líquido Jefferson Souza 🌿O que a pesquisa deve descobrir sobre o futuro do clima Previsto para começar em 2026, o estudo deve durar pelo menos dez anos. Mas já nos primeiros dias os cientistas terão resultados sobre a taxa de fotossíntese de algumas espécies, por exemplo. Já o processo de crescimento do tronco de uma árvore é mais lento e precisa de mais tempo para ser compreendido no novo cenário. Como o aumento do CO₂ não afeta todas as árvores da mesma forma, a pesquisadora Izabela Aleixo, do Inpa, estuda como as espécies vão responder ao novo cenário. “A minha parte é entender a resposta de diferentes espécies — quais crescem mais, armazenam mais carbono ou produzem mais frutos”, explica Aleixo. 🔎Vale lembrar que a Amazônia impacta muito além da região Norte. Segundo Quesada, entre 30% e 50% das chuvas que atingem o sul do Brasil têm origem ali na floresta. São as árvores que produzem essa umidade, liberando vapor d’água que sobe para a atmosfera e forma nuvens. As massas de ar úmido percorrem longas distâncias pelo continente, em um fenômeno conhecido como rios voadores. É essa água que mantém o equilíbrio do clima, abastece a agricultura, garante a produção de alimentos e sustenta a geração de energia em todo o país. Pesquisadora mete fotossíntese de plantas na Amazônia INPA/Unicamp Leia também: Cientistas constroem 'máquina do tempo' para entender efeitos de mudanças climáticas na Amazônia O que o aumento de gás carbônico na Amazônia significa para populações da região e do mundo 📊Resultados que alimentam algoritmos A partir do aumento de gás carbônico na atmosfera, os modelos atuais tendem a projetar um efeito de estimulação de produtividade de plantas, que neutralizaria os efeitos das temperaturas mais quentes e condições mais secas na floresta. No entanto, observações a longo prazo identificaram que o sumidouro de carbono da Amazônia está se enfraquecendo. A resposta das florestas tropicais às mudanças climáticas de longo prazo segue incerta. Se variamos os cenários modelados, é possível prever até mesmo um "ponto de não-retorno da floresta amazônica", em que áreas substanciais de floresta tropicais poderiam ser substituídas por florestas sazonais ou savanas. Um artigo publicado pela equipe AmazonFACE em 2018 estimou que, caso a floresta entre em colapso ou atinja o ponto de inflexão, o dano socioambiental ao longo de um período de 30 anos após esse momento crítico pode ficar entre U$ 957 bilhões e U$ 3,5 trilhões. Será mesmo possível que uma floresta maior que a União Europeira e capaz de abrigar 16 Franças dentro de si um dia deixará de existir? O diagnótisco atual de Quesada não é muito acalentador: "A floresta está na UTI". Reduzir essa incerteza é um ponto essencial crítico para conduzir o desenvolvimento futuro de políticas para a região Amazônica, bem como para as análises globais de vulnerabilidade do ecossistema às mudanças climáticas. E para tentar prever os impactos das mudanças climáticas no globo e ampliar os resultados do experimento, os cientistas trabalham com modelagem climática. “O estudo é localizado e vai durar dez anos. Para um ecossistema, isso é muito pouco. Por isso usamos modelos para extrapolar os resultados para toda a bacia amazônica e outras florestas tropicais”, explica David Lapola, coordenador científico do projeto pela Unicamp. Esses modelos ecossistêmicos, como são chamados os algoritmos que preveem a interação entre os organismos e o meio ambiente, ajudam a definir o que medir em campo e a aumentar a precisão das projeções. Pequisadora Maria Juliana Monte monitora os dados na cabine de controle Jefferson Souza 🌟Por que experimento é destaque na COP30 O AmazonFACE já chama atenção internacional e será um dos destaques da COP30, que acontece a partir de 10 de novembro, em Belém (PA). Em 2014, o AmazonFACE se tornou um programa oficial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), sob a execução do Inpa. Foram investidos até agora R$ 122 milhões, sendo R$ 68 milhões do Reino Unido e R$ 54 milhões do Brasil. O experimento reúne aproximadamente 130 pessoas, incluindo pesquisadores, estudantes e cientistas sociais de cerca de 40 instituições. Os primeiros testes começaram neste ano, e o funcionamento completo está previsto para o início de 2026. Segundo o coordenador da delegação da Unicamp na COP30, Roberto Donato, trata-se de um projeto estratégico “que mostra a capacidade do Brasil de contribuir significativamente para as discussões do núcleo da discussão climática”. Para os cientistas, entender como a Amazônia reage ao clima do futuro é também uma forma de proteger o presente — e garantir que os “rios voadores” continuem levando chuva, vida e equilíbrio para todo o país. Série "Amazônia - Mãe da Ciência" mostra como a floresta inspira descobertas científicas VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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Confira as atrações de Natal e as datas da chegada do Papai Noel nos shoppings do DF

Publicado em: 08/11/2025 02:00

Papai Noel chega ao JK Shopping Telmo Ximenes/Divulgação 🎄💫 As festividades natalinas estão chegando – e os shoppings do Distrito Federal já entraram no clima de Natal. Árvores iluminadas, decorações temáticas e espaços de interação prometem encantar o público e divertir a criançada. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do DF em tempo real e de graça. 🎅A programação especial se estende durante todo o mês, com várias atrações espalhadas pelos centros de compras da capital. É a oportunidade perfeita para garantir as compras de fim de ano, aproveitar as atividades gratuitas e, claro, registrar aquele momento especial ao lado do bom velhinho. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Confira as atrações espalhadas pelos shoppings da capital. 🎅🌟K Shopping Neste Natal, o shopping convida o público a atravessar os portais do Reino Encantado do Papai Noel, um universo mágico onde fadas, duendes, cavalos alados e cogumelos iluminados se unem para celebrar a beleza dos sonhos. Telmo Ximenes A temporada de Natal do JK Shopping começa neste domingo (9) com a tradicional Chegada do Papai Noel. A programação começa às 14h, com atividades gratuitas que espalham o espírito natalino: distribuição de pipoca, algodão doce, balões e pintura de rosto para toda a família. O momento mais aguardado acontece às 17h, quando o Papai Noel chega, acompanhado do acendimento das luzes de Natal. Das 17h30 às 20h, o bom velhinho receberá as crianças para sessões de fotos e abraços, eternizando lembranças que atravessam gerações. 🗓️ Quando: domingo (9) ⏰ Horário: das 14h às 20h 📍 Onde: Reino Encantado do Papai Noel – JK Shopping 🎫 Entrada gratuita 🎅✨ Park Shopping Papai Noel desembarca no Park Shopping com atrações especiais Reprodução Neste ano, a celebração "Natal nas Alturas" do Park Shopping começou no último sábado (1°) e se estende até 2 de janeiro – sempre durante o horário de funcionamento do shopping. Entre as atrações, destaque para o Aviãozinho Solidário e o Simulador de Voo de Balão, que unem diversão e solidariedade. A cada ingresso (R$ 10 por pessoa ou R$ 15 no combo com os dois brinquedos), o público contribui com o Instituto Santo Aníbal de Assistência Social, que atende crianças e famílias em situação de vulnerabilidade no Guará. A visita ao Papai Noel pode ser agendada pelo app Multi, em fila virtual gratuita. 🗓️ Quando: até 2 de janeiro ⏰ Horário: todos os dias, durante o funcionamento do shopping 📍 Onde: Park Shopping 🎫 Entrada gratuita 🌟🎁Terraço Shopping Natal no terraço Shopping Reprodução/Terraço Shopping Com uma proposta cheia de magia, neste ano, o shopping convida o público a viver “O Natal da Fábrica de Estrelas”. O grande destaque da decoração é o Telescópio dos Sonhos, um portal mágico que leva os visitantes a uma imersão no mundo encantado da Fábrica de Estrelas. A abertura oficial do “Natal da Fábrica de Estrelas” acontecerá no sábado (8), a partir das 14h, com a chegada do Papai Noel, que estará no 2º piso do shopping, aguardando as crianças e o momento de receber suas cartinhas e tirar uma foto. Após a chegada, o bom velhinho ficará à disposição para conversar com os pequenos e receber as cartinhas até o dia 24 de dezembro. 🗓️ Quando: de sábado (8) até 24 de dezembro ⏰ Horário: das 14h às 18h 📍 Onde: Terraço Shopping 🎫 Entrada gratuita 🎈✨ Venâncio Shopping "Sabadinho Especial de Natal no Venâncio Shopping" Telmo Ximenes Durante o mês de novembro, o tradicional "Sabadinho Divertido" do Venâncio Shopping ganha uma edição especial de Natal. Sempre aos sábados, a partir das 14h, o público é convidado a embarcar em encantadoras histórias natalinas dramatizadas pela Mamãe Noel. As apresentações incluem trilha sonora e aparições de personagens e contações de histórias. Além disso, o Papai Noel guarda as crianças e suas cartinhas. A acessibilidade está garantida. Noel domina a Língua Brasileira de Sinais (Libras), tornando o momento inclusivo. Os pets também são bem-vindos: foi montado um "Trono Pet" para que os visitantes possam registrar fotos com seus amigos peludinhos. 🗓️ Quando: a visita ao papai e mamãe Noel acontecem durante todos os sábados de novembro; os espaços ficam disponíveis todos os dias ⏰ Horário: visitas acontecem a partir de 12h todos os sábados do mês 📍 Onde: Venâncio Shopping 🎫 Entrada gratuita 🎅Taguatinga Shopping Taguatinga Shopping celebra 25 anos com atrações especiais de Natal. Reprodução Neste sábado (8), o Taguatinga Shopping abre oficialmente a temporada de Natal com atrações gratuitas para toda família, dentre elas, a tão aguardada chegada do Papai Noel. O evento, além de celebrar a data comemorativa, marca os 25 anos do shopping com atrações gratuitas, show de luzes e uma vasta decoração A programação começa às 14h, no Estacionamento H, com a Animação Infantil do Tio Biel, seguida de um show de mágica com Tio André, às 15h, e o espetáculo “Um encanto de 25 natais”, às 16h. O Papai Noel receberá as crianças e suas famílias na Praça de Vidro (Piso 3) até o dia 23 de dezembro, todos os dias: de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 12h às 20h. No dia 24, véspera de Natal, ele estará disponível das 10h às 17h. 🗓️ Quando: até 24 de dezembro ⏰ Horário: 14h às 20h 📍 Onde: Taguatinga Shopping 🎫 Entrada gratuita 🎅🌟 Conjunto Nacional Papai Noel no Conjunto Nacional Reprodução O Shopping Conjunto Nacional Brasília celebra um Natal mágico e inclusivo, em parceria com a Brasal Refrigerantes, engarrafadora oficial da Coca-Cola no Distrito Federal. A tradicional Chegada do Papai Noel acontece neste sábado (8), na Praça Central do Conjunto Nacional. A magia do Natal continua durante todos os fins de semana com atrações gratuitas: cortejo encantado pelos corredores do shopping, sempre às 15h, com personagens natalinos, trilha sonora temática e alegorias que encantam o público. oficina “Natal para Todos – Brincar, Sentir e Criar” (14h às 19h): atividades de pintura e montagem de enfeites natalinos com monitores capacitados para atender crianças com TEA, mobilidade reduzida e deficiência auditiva. 🗓️ Quando: sábado (8) ⏰ Horário: a partir das 13h 📍 Onde: Conjunto Nacional 🎫 Entrada gratuita 🎄🎅 Brasília Shopping Papai Noel chega à Vila dos Ursos Guardiões e dá início ao Natal do Brasília Shopping Reprodução O Brasília Shopping celebra o Natal de 2025 com a inauguração da Vila dos Ursos Guardiões, programação gratuita com pocket shows, oficinas infantis, encontro com o Papai Noel e promoções especiais para o público. O Papai Noel desembarca na Vila neste domingo (9), em clima de grande festa. A programação tem início às 14h, com estações de pipoca, algodão doce, pintura de rosto e oficinas infantis que preparam o cenário de diversão — pensado em cada detalhe para a chegada do Bom Velhinho. Às 16h, o Papai Noel desembarca na praça sul do shopping. Em novembro, o bom velhinho estará disponível de segunda a sábado, das 12h às 20h (com intervalos das 14h30 às 15h e das 18h às 18h30); e aos domingos, das 13h às 19h (com intervalos das 15h45 às 16h15). Para completar a experiência, uma estação de brinquedos e uma oficina de cartinhas para o Papai Noel convidam os pequenos a brincar, sonhar e registrar seus pedidos. 🗓️ Quando: a partir de domingo (9) ⏰ Horário: a partir das 14h 📍 Onde: Brasília Shopping 🎫 Entrada gratuita 🎄🎁 Iguatemi Shopping Iguatemi Shopping abre as portas para um Natal de encantos e surpresas. Reprodução A tradicional decoração temática e a presença do Papai Noel no empreendimento dão início às ações natalinas a partir deste sábado (8). A chegada do Papai Noel acontece às 16h. A decoração contará com árvores iluminadas, o famoso ursão, marca registrada do Natal na Iguatemi S.A, e soldadinhos de chumbo. O Trono, na Praça Central do Piso Térreo, será o ponto de encontro do bom velhinho com a criançada e seus pedidos de Natal a partir deste sábado e vai até 14 de dezembro, de segunda à sábado, das 12h às 21h, e domingo, das 12h às 21h. Entre segunda, 15/12, e terça, 23/12, os atendimentos serão em novos horários: das 11h às 21h, de segunda à sábado, e das 11h às 22h, aos domingos. Em 24/12, quarta-feira, último dia da presença do Papai Noel, o encontro será em horário reduzindo, das 10h às 18h. 🗓️ Quando: sábado (8) ⏰ Horário: a partir de 12h 📍 Onde: Brasília Shopping 🎫 Entrada gratuita 🎅💫DF Plaza DF Plaza abre a temporada de Natal neste domingo (9) Reprodução No domingo (9), o DF Plaza Shopping em Águas Claras dá início oficialmente à sua programação de fim de ano com a tradicional chegada do Papai Noel. O bom velhinho fará sua entrada triunfal em um cortejo natalino conduzido pelos personagens da Cia Néia & Nando. O evento acontece a partir das 15h, na Praça Central (piso térreo), com entrada gratuita. Após o cortejo, o Papai Noel receberá as famílias para visitas e fotos, que ocorrerão ao longo do mês de novembro nos dias 9, 15, 16, 20, 21, 22, 23, 28, 29 e 30, sempre das 14h às 20h, também na Praça Central. 🗓️ Quando: domingo (9) ⏰ Horário: a partir das 15h 📍 Onde: DF Plaza, Águas Claras 🎫 Entrada gratuita LEIA TAMBÉM: FIM DE SEMANA: Tim Bernardes, Danilo Caymmi, stand-up com Murilo Couto e música eletrônica são atrações do fim de semana no DF RECONHECIMENTO: UnB torna Lélia Gonzalez doutora honoris causa e dá o nome da escritora e ativista ao Centro de Convivência Negra Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Enem 2025: RJ é o estado com mais inscritos acima de 60 anos

Publicado em: 08/11/2025 00:00

Enem 2025: RJ é o estado com mais inscritos acima de 60 anos O Rio de Janeiro é o estado brasileiro com o maior número de candidatos acima de 60 anos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. São 3.087 pessoas, quase o dobro do registrado em 2023 (1.588), segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação. As provas serão aplicadas nos próximos dois domingos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Entre esses candidatos está Wanda Santos, de 68 anos, moradora de Santa Cruz, na Zona Oeste. Depois de uma vida dedicada à família e ao trabalho, ela decidiu tentar uma vaga no ensino superior. “Eu quero me tornar uma psicóloga pra ajudar pessoas (...). O mundo ta um pouco estressante e pessoas precisam desestressar. Tudo na vida é bom, é uma boa conversa sara uma ferida”, disse Wanda. Enem 2025: RJ é o estado com mais inscritos acima de 60 anos Reprodução TV Globo Wanda estuda em uma sala improvisada nos fundos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, onde funciona um pré-vestibular social que oferece aulas gratuitas para jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social. Todo o trabalho é realizado por voluntários. No mesmo projeto, o sapateiro Domingos Moraes, de 64 anos, tenta realizar o sonho de cursar Geografia. “Devido a saúde e acidente que tive, a idade chegou e eu ainda procurava a buscar estudar, mas ficava naquela dúvida: 'Será q vai dar certo'. Mas os professores foram me animando”, contou. “Já consigo ver o futuro, me sinto uma pessoa preparada pro futuro”. O estudante disse ter um cuidado maior com a rotina de estudos às vésperas do exame, mas não diminui a intensidade. “Até domingo vou me segurar em casa e estudar. Vou refletir um pouco daquilo que estudei e vou partir pra prova”, afirmou Domingos. Para muitos candidatos mais velhos, a experiência de vida ajuda a lidar com a ansiedade. "Nós já passamos por ansiedade (...) então a gente já sabe conciliar. Fingir que tá tudo bem e vai dar tudo certo”, disse Wanda. Ela também aproveita a sua caminhada para incentivar os mais jovens. “Nunca parem de estudar. Mesmo se você terminou, continue”, orientou Wanda.

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Papai Noel dos Correios: cartinhas podem ser adotadas em 18 cidades da Paraíba; veja como fazer

Publicado em: 07/11/2025 18:41

Campanha Papai Noel dos Correios é iniciada em todo o país A campanha Papai Noel dos Correios teve início nesta sexta-feira (7) na Paraíba. A Campanha disponibiliza cartas com pedidos de crianças matriculadas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental de escolas públicas e também cartas enviadas por crianças da sociedade com até 10 anos de idade e em situação de vulnerabilidade social. Esse ano, as cartas estão disponíveis em agências de 18 municípios do estado : João Pessoa, Campina Grande Patos, Sousa Guarabira Solânea, Caaporã Sapé Areia, Soledade São José de Piranhas Cajazeiras Pombal Santa Luzia Itaporanga Pedras de Fogo Bayeux Aroeiras Detalhe de desenho de criança enviado para a campanha Papai Noel dos Correios. Reprodução/ TV Globo Os interessados em adotar também podem ter acesso às cartinhas pelo site dos Correios. O prazo para adotar uma cartinha pelo site é até o dia 27 de novembro, já presencialmente nas agências é até o dia 15 de dezembro. Quem se comprometer a deixar o Natal de uma criança mais feliz terá até o dia 22 de dezembro para fazer a entrega dos brinquedos de forma presencial nas agências. Até o momento, a campanha já recebeu mais de 130 mil cartas para adoção, somadas as cartas físicas, disponíveis nas agências participantes, e as digitais, acessíveis no Blog do Noel. Os Correios alertam que não distribuem cartas para adoção diretamente à população, em suas residências. As cartinhas do Papai Noel dos Correios ficam disponíveis apenas nos locais indicados no blog. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Padre Júlio Lancelotti critica decreto que prevê a internação involuntária de dependentes químicos em Sorocaba

Publicado em: 07/11/2025 13:25

Em Sorocaba (SP), padre Júlio Lancelotti critica internação compulsória e desigualdade social Marcel Scinocca/g1 O padre Júlio Lancelotti, conhecido por sua atuação em defesa da população em situação de vulnerabilidade social, criticou a política de internação compulsória de pessoas em situação de rua, previsto em decreto assinado pelo prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), antes do afastamento determinado pela Justiça Federal. A declaração foi dada durante uma visita do sacerdote a Sorocaba (SP) na quinta-feira (6). O religioso questionou a eficácia da medida e cobrou que o poder público apresente dados concretos sobre os resultados obtidos. Lancelotti afirmou que a desigualdade social é a mesma em todo o país, já que, conforme ele, todas as cidades estão submetidas ao mesmo regime socioeconômico e político. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Sobre esse tipo de internação, medida prevista em decreto e considerada por ele como ilegal em algumas situações, o padre fez uma série de questionamentos ao poder público. "Quantos já foram internados compulsoriamente? Por quanto tempo? Qual foi o efeito dessa internação? Após a internação compulsória, eles não são mais moradores de rua, nem usuários? O que foi que aconteceu?", indagou. Segundo Lancelotti, essas são perguntas que deveriam ser respondidas pelo executivo e pelas universidades da região. O religioso repetiu os questionamentos, cobrando resultado sobre a política. "Quantos já foram internados compulsoriamente? Aonde eles estão? O que está acontecendo com eles? Mudou a vida deles? Ou será que isso é só uma bandeira política para ser falada e discutida, mas sem nenhuma efetividade?" Para ele, falta evidências e competência na implementação da medida, pois é necessário saber se o tratamento está sendo eficaz. Lancelotti questionou ainda o destino das pessoas após a internação compulsória. "A pessoa que foi internada compulsoriamente, hoje, onde ela está? Na universidade? Está já trabalhando? Já conseguiu uma casa para morar? Já tem um salário suficiente para sobreviver? Então, a gente precisa ter essas respostas", afirmou. Segundo o padre, essas informações são fundamentais para avaliar se a política tem alcançado os resultados esperados. Questionado sobre as diferenças entre o tratamento dado às pessoas em situação de rua na capital e no interior do estado, o padre foi categórico. "A desigualdade é a mesma, porque todas as cidades estão submetidas ao mesmo regime socioeconômico e político", afirmou. Segundo ele, o que se percebe nas cidades que não são capitais é uma tentativa de eliminar os mais pobres, os diferentes ou os insignificantes. O religioso ironizou as campanhas contra a doação de esmolas, comuns em cidades do sudeste brasileiro. Para Lancelotti, essas placas com a mensagem "não dê esmola" deveriam ser colocadas na frente das prefeituras e dos executivos municipais. "Os orçamentos sociais é que são uma verdadeira esmola. O orçamento da saúde, da educação, da moradia, aí é que está a esmola", declarou. Cidadão sorocabano Júlio Lancelotti esteve na cidade para receber o título de cidadão sorocabano. A honraria foi oferecida pelo vereador Izídio de Brito (PT). O evento ocorreu durante a noite, na Câmara de Sorocaba. “Reconhecer o Padre Júlio é celebrar todos aqueles que, com fé e coragem, lutam contra a fome e pela dignidade humana. Vivemos em uma cidade onde mais de 70 mil famílias enfrentam dificuldades diárias para se alimentar. O trabalho do Padre Júlio é um exemplo de compromisso com o Evangelho e com o povo, e inspira ações concretas de solidariedade também aqui em Sorocaba", afirmou o vereador. Em Sorocaba (SP), padre Júlio Lancelotti critica internação compulsória e desigualdade social Marcel Scinocca/g1 Padre Júlio Lancelotti recebe título de cidadão sorocabano, em Sorocaba (SP) Luciano Quirino/Divulgação Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Prefeitura anuncia 258 novos apartamentos populares; veja quem pode se inscrever

Publicado em: 07/11/2025 12:24

Prefeitura anuncia 258 novas unidades habitacionais em Campo Grande Prefeitura de Campo Grande A Prefeitura de Campo Grande divulgou nesta quinta-feira (6) as datas de inscrição para 258 novas unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida. O anúncio foi feito pela Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha), por meio do Diário Oficial nº 8.117. As inscrições estarão abertas entre os dias 10 e 26 de novembro. As moradias são voltadas as famílias com renda mensal de até R$ 2.850 e fazem parte de três novos residenciais de interesse social. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Os empreendimentos estão localizados em diferentes regiões da cidade: Residencial Jorge Amado, na Região Urbana do Lagoa, com 96 unidades; Residencial Manoel de Barros, na Região Urbana do Anhanduizinho, com 82 unidades; Residencial Nova Bahia, na Região Urbana do Prosa, com 80 unidades. As inscrições podem ser feitas online, pelo site emhadigital.campogrande.ms.gov.br, até as 23h59 do dia 26 de novembro. Também é possível se inscrever presencialmente na unidade de atendimento da Emha, no Pátio Central Shopping (Rua Marechal Rondon, 1380 – Centro). O atendimento ocorre no 2º piso, das 8h às 13h, e no térreo, das 13h às 19h, até o fim do prazo. 🏠 Quem pode participar Podem se inscrever famílias que: • Morem em Campo Grande há pelo menos dois anos; • Tenham renda bruta mensal de até R$ 2.850; • Possuam cadastro atualizado no CadÚnico; • Não tenham outro imóvel residencial nem tenham sido beneficiadas por programas habitacionais do Governo Federal, Estadual ou Municipal. Critérios de prioridade A seleção segue regras que priorizam famílias em situação de maior vulnerabilidade social. Entre os critérios considerados estão: • Mulher como responsável familiar; • Pessoa negra, idosa ou com deficiência na composição familiar; • Presença de criança ou adolescente na família; • Pessoa com câncer ou doença crônica; • Mulher vítima de violência doméstica; • Famílias que vivem em áreas de risco, aluguel social ou situação de rua. Há também reservas de vagas específicas: 50% para famílias em vulnerabilidade social; 10% para pessoas com deficiência; 5% para idosos; 3% para pessoas em situação de rua. Os editais completos, com todos os critérios, documentos necessários e demais orientações, estão disponíveis no site oficial da Emha, na aba “Seleção de Famílias”. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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Homem investigado por violência doméstica tem oito armas e quase 3 mil munições apreendidas em Cuiabá

Publicado em: 07/11/2025 12:15

Arsenal apreendido pela polícia PJMT Um homem de 49 anos, em Cuiabá, teve apreendido na casa dele pela Polícia Civil oito armas de fogo e 2.957 munições , nesta quarta-feira (5). Ele é investigado por violência doméstica contra a ex-companheira, de 35 anos, que o denunciou no início de outubro. De acordo com a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), as investigações começaram após a vítima procurar a polícia e relatar ter sido ameaçada, empurrada, ofendida e sofrer alienação parental em relação à filha do casal. O relacionamento durou oito anos, e o suspeito havia deixado a casa há cerca de um mês. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Durante as investigações, a polícia constatou que o homem é CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador) e possuía um arsenal em casa, o que, segundo a vítima, gerava intenso medo e sensação de vulnerabilidade. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Diante da gravidade do caso, a delegada Liliane Diogo representou pela busca e apreensão das armas. O pedido foi deferido pelo Poder Judiciário, e a ação resultou na apreensão de oito armas e quase três mil munições de diversos calibres.

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