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Ex-modelo conta como Jeffrey Epstein usava falsas propostas de trabalho para atrair vítimas

Publicado em: 24/05/2026 03:01

A ex-modelo francesa Juliette posa durante uma sessão de fotos em Paris em 10 de março de 2026 Joël Saget / AFP Após a procuradora Laure Beccuau revelar à rádio RTL que novas potenciais vítimas de Jeffrey Epstein procuraram a promotoria de Paris, a ex‑modelo francesa Juliette, hoje com 43 anos, decidiu contar como escapou há mais de 20 anos. Seu relato surge enquanto duas investigações avançam na França sobre violência sexual e aspectos financeiros ligados à rede do milionário. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Guia do empreendedor: Menos opções, mais lucros Quatro meses após a divulgação dos “Epstein Files” pela justiça dos EUA, novos testemunhos continuam emergindo. Na França, ao menos dez potenciais vítimas se apresentaram à promotoria de Paris, segundo informou a procuradora Laure Beccuau, em entrevista à rádio RTL. Entre elas está Juliette, ex‑modelo francesa que, aos vinte e poucos anos, cruzou o caminho de Jeffrey Epstein – sem saber quem ele era – e conseguiu escapar antes de ser capturada pela engrenagem de exploração sexual que hoje é investigada em vários países. Juliette guardou quase tudo daquela época: o book, e‑mails, anotações e até a agenda onde escreveu à mão os contatos de Epstein e de Daniel Siad, um recrutador de modelos. Anos depois, descobriria que Siad era suspeito pelo FBI de identificar e recrutar jovens para o milionário. Foi ele quem a abordou em Paris, em 2004, entre dois castings, oferecendo “oportunidades” em Nova York. Sua agência confirmou que Siad era “confiável”. Juliette aceitou. Ela recebeu imediatamente uma passagem e instruções para solicitar apenas um visto de turista. “Me deram o endereço de um apartamento em Nova York. Não sabia se era ligado a uma agência. Não me deram detalhes, nem horários, nada. Presumi que era profissional. Se não me davam informações, era porque não havia perguntas a fazer.” O primeiro encontro: passaporte retido e mal‑estar  Ao chegar a Nova York, Juliette encontrou Epstein rapidamente. Ele não tinha “tempo para recebê‑la”, tomou seu passaporte e marcou para o dia seguinte. Sua mãe, desconfiada, ligou para alertá‑la sobre o risco de uma rede de tráfico sexual. Juliette hesitou, mas decidiu voltar: “Nada tinha acontecido. Eu tinha um objetivo: conseguir contrato.” Epstein tentou deixá‑la à vontade, mostrou o apartamento, apresentou um estúdio que não parecia profissional. Fotos de close de partes íntimas de mulheres cobriam paredes. “Olhei com curiosidade e pensei: que fascinação é essa? Achei inadequado. Comecei a me sentir mal.” Ele a conduziu por um corredor com quartos. Sentou‑se na cama e fez sinal para que ela se aproximasse. Juliette parou na porta: “Te aviso, não vou fazer nada.” Epstein recuou, disse que só queria “avaliar” se poderia apresentá‑la às agências. Ela entrou. Ele pediu que ficasse de roupa íntima – comum no meio – mas também que tirasse o sutiã, o que não era. Epstein a examinou, tocou suas coxas, quadris, nádegas. Disse que ela “não estava pronta”, que precisava perder peso e que levaria três meses até ser apresentada às agências. Ofereceu acesso a academias e “pequenos trabalhos” enquanto esperava: aeromoça em jato privado, acompanhante à noite. Foi aí que Juliette entendeu o risco. A fuga Juliette se vestiu, pediu o passaporte e disse que pensaria. Melania Trump nega amizade com Jeffrey Epstein “Acho que ele sentiu que eu não ia permitir, ou que eu tinha entendido como funcionava”, relembra a jovem. Ela ficou mais alguns dias em Nova York, fez castings, mas percebeu que estava “queimada” em todas as agências. “É uma loucura.” A vergonha a acompanhou por anos. “Vergonha se fosse uma oportunidade de trabalho que perdi. Vergonha se fosse uma rede criminosa, por ter acreditado que podia ser outra coisa.” Em 2019, ao ouvir o nome de Epstein no rádio, Juliette entrou em choque. Só então compreendeu o que havia escapado. Sua história, reconstruída com base nos documentos que guardou e no depoimento prestado à polícia francesa em 2019, revela como funcionava o processo de aliciamento do predador. (Entenda mais abaixo) Vítimas de Jeffrey Epstein processam governo dos EUA e a empresa de tecnologia Google Epstein já tinha sido condenado em 2008 por solicitação de prostituição e incitação de menores, cumprindo apenas 13 meses. Em 2019, foi preso novamente e encontrado morto na cela um mês depois. Juliette prestou depoimento à polícia francesa em 2019. Seu nome aparece nos “Epstein Files”, os três milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA em janeiro de 2026. Ela acredita que o milionário a expor a “níveis de submissão” para medir até onde iria em troca de trabalho. Rede em Paris: recrutadores, promessas e vulnerabilidade As investigações abertas na França – uma sobre violência sexual, outra sobre aspectos financeiros – buscam entender como funcionava a rede de Epstein em Paris, onde ele viveu por anos. Recrutadores identificavam jovens modelos, mas também algumas em fim de carreira, oferecendo contratos internacionais. A vulnerabilidade profissional era explorada como porta de entrada. Juliette reconhece hoje os sinais: a falta de informações, o visto inadequado, o apartamento sem vínculo com agência, o controle do passaporte, a pressão psicológica, a promessa de “oportunidades” nebulosas. “Ele testava limites. Era um processo.” Por muito tempo, Juliette não falou sobre o episódio. “Eu não sabia quem ele era. E tinha vergonha.” Hoje, aos 43 anos, ela tenta reconstruir a narrativa da própria vida. “Passei anos revendo a cena. Só em 2019 entendi de verdade.” Seu testemunho, agora público, ajuda a mapear o funcionamento da rede e a compreender como tantas jovens foram capturadas por um sistema que misturava glamour, poder e violência.

Palavras-chave: tecnologia

Ação social leva tecnologia e inovação para escola da Zona Rural de Gravatá

Publicado em: 23/05/2026 15:48

Alunos da rede pública de Gravatá recebem tablets em ação social Getúlio Cardoso Uma ação social realizada neste sábado (23) promove a entrega de 15 tablets para alunos de uma escola pública no Assentamento Santo Antônio, zona rural do município de Gravatá, no Agreste de Pernambuco. A iniciativa tem como objetivo democratizar o acesso a educação e promover o aprendizado através do uso de ferramentas tecnológicas. O projeto “Amar é Proteger” nasceu da percepção de Davi Cardoso, de 14 anos, que ao atuar como monitor de matemática na instituição, identifou a necessidade de ferramentas tecnológicas para personalizar o aprendizado dos estudantes, que tem entre 6 a 12 anos e estudam na mesma sala de aula. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp Agora no g1 Ao longo o dia, 15 tablets serão doados para instituição e serão fundamentais para introduzir plataformas educacionais que respeitem o ritmo e o nível de cada aluno. De acordo com Davi, a chegada dos equipamentos irá contribuir para o desenvolvimento de cada criança. “O projeto visa usar a tecnologia para que cada aluno possa aprender no seu próprio ritmo, por meio de plataformas e atividades pedagógicas adaptadas às suas necessidades individuais, contribuindo para um melhor aproveitamento da aprendizagem em sala de aula e no dia a dia”, conta Davi. Criado em 2022, o projeto Amar é Proteger teve sua origem no período crítico da pandemia, com o objetivo inicial de amparar famílias em situação de extrema vulnerabilidade social. A iniciativa social expandiu suas frentes de atuação de forma contínua, promovendo a distribuição de alimentos, cobertores durante os meses de inverno e até a oferta de exames oftalmológicos gratuitos, viabilizados em parceria com uma clínica oftalmológica de Caruaru. Estudantes de turma multisseriada tem entre 6 e 12 anos Getúlio Cardoso Projeto Amar é Proteger entrega tablets para estudantes Getúlio Cardoso Entrega de tablets na rede pública de Gravatá Reprodução

Palavras-chave: tecnologia

INSS confirma que informações de beneficiários foram expostas em vazamento

Publicado em: 21/05/2026 20:59

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) confirmou nesta quinta-feira (21) que dados de segurados do INSS vazaram após uma falha na segurança do sistema digital do instituto. Segundo o INSS, o incidente foi identificado há quase um mês, no dia 22 de abril, pela Dataprev, empresa estatal de tecnologia que gerencia dados de milhões de pessoas, inclusive de aposentados e pensionistas. Segundo técnicos, foram vazados dados de cerca de 2 milhões de segurados do INSS. Agora no g1 O vazamento foi noticiado pelo jornal "Folha de São Paulo" e confirmado pela TV Globo. Em nota, o INSS disse que foram adotadas as devidas providências e informou que a maioria dos dados que foram expostos eram de cidadãos falecidos. "De acordo com as informações preliminares, do total de CPFs acessados, 97% foram de cidadãos falecidos. A Dataprev apurou a ocorrência de aproximadamente 50 mil casos envolvendo indivíduos que não possuem registro de óbito – menos de 3% dos casos registrados. Os dados ainda estão sendo consolidados pela Dataprev", afirmou, em nota, o INSS. Falha de segurança O instituto afirmou que, apesar do vazamento dos dados, uma série de documentos e etapas são exigidos para que seja aprovada, por exemplo, a concessão de um empréstimo consignado. A pensão por óbito exige certidão de óbito, dentre outros documentos e procedimentos, completou o INSS. CPMI sobre desconto ilegal de benefícios quer ouvir dez ex-presidentes do INSS Reprodução/TV Globo “A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança à análise de seus benefícios”, diz a nota. Em 2024, o INSS também confirmou que outra vulnerabilidade no sistema deixou expostas informações sigilosas de pessoas com aposentadorias e benefícios sociais e assistenciais.

Palavras-chave: tecnologia

Falha crítica no Windows 11 permite burlar criptografia do BitLocker com um pen drive

Publicado em: 21/05/2026 17:30 Fonte: Tudocelular

A Microsoft divulgou medidas de mitigação de emergência para conter uma falha crítica de segurança global no ecossistema do Windows 11 e Windows Server. Isso aconteceu devido ao risco iminente de cibercriminosos anularem a criptografia do recurso BitLocker para acessar arquivos confidenciais. O que é a falha YellowKey no Windows 11 YellowKey foi o nome do exploit relacionado a essa vulnerabilidade, que recebeu o identificador CVE-2026-45585. O elemento foi divulgado pelo pesquisador Nightmare-Eclipse, também conhecido como CHaotic Eclipse. Como o exploit consegue contornar o BitLocker Para começar, o ataque exige acesso físico ao dispositivo e um pendrive preparado com arquivos específicos. a partir disso, a exploração acontece por meio do Windows Recovery Environment (WinRE), não diretamente pelo sistema operacional principal.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Wi-fi gerenciado x captive portal: qual o melhor para a sua empresa?

Publicado em: 21/05/2026 15:24

Em uma empresa, é comum surgir a dúvida entre investir em um Wi-Fi gerenciado ou em um captive portal. Embora eles cumpram papéis diferentes, normalmente funcionam de forma complementar pensando em infraestrutura de conexão, estratégias de marketing e segurança do visitante. Enquanto o Wi-Fi gerenciado garante a gestão centralizada da infraestrutura de rede, o captive portal estabelece uma camada de autenticação obrigatória para usuários externos. Essa integração entre as tecnologias não apenas protege a empresa contra vulnerabilidades de segurança, como também fornece dados estratégicos que permitem otimizar a performance operacional e entender melhor a base de clientes. O que é Wi-Fi gerenciado? Muitas organizações enfrentam problemas de lentidão e quedas de conexão quando o número de usuários conectados aumenta. O Wi-Fi gerenciado soluciona esses desafios ao oferecer equipamentos de alta performance integrados a um monitoramento em tempo real. Principais características: Monitoramento de link: detecção de falhas, sobrecargas e acessos indevidos Separação de redes para visitantes e colaboradores Gestão de banda: priorização de tráfego para setores críticos da empresa, por exemplo, ao definir que o setor administrativo tenha prioridade de velocidade sobre a rede de visitantes Segurança reforçada: uso de protocolos modernos (WPA3) e firewalls robustos que protegem a rede contra invasões externas Sua empresa oferece Wi-Fi grátis aos clientes? Saiba como segmentar sua rede corretamente O que é captive portal? Para melhor entender o captive portal é possível compará-lo a um controlador de tráfego em um cruzamento movimentado: antes de liberar a passagem, ele recepciona o usuário e exige uma identificação, garantindo que nenhum acesso seja anônimo e gerando informações para que a empresa possa melhorar a performance dos negócios. A tecnologia funciona através de 4 etapas principais: Quando o dispositivo se associa ao ponto de acesso, ele tenta carregar serviços em segundo plano ou páginas iniciais. Nesse instante, um gateway ou firewall identifica que o dispositivo ainda não possui credenciais válidas e intercepta a solicitação O sistema utiliza o redirecionamento via DNS para alterar o destino solicitado pelo dispositivo e o encaminhar obrigatoriamente para o endereço IP da página de login personalizada, garantindo que o primeiro ponto de contato do visitante seja a tela de autenticação da empresa O usuário realiza o check-in através de login social, formulários, aceite dos termos de uso ou preenchendo um cadastro com e-mail e WhatsApp Após a validação, o firewall libera o dispositivo e o usuário navega livremente enquanto a empresa fica com uma base de dados qualificada Blindando a conexão Wi-Fi Embora o captive portal funcione como uma barreira inicial contra acessos indevidos, ele não é suficiente para conter ataques cibernéticos mais complexos. Quando a página de acesso trabalha em conjunto com as ferramentas adicionais do Wi-Fi gerenciado, consegue reduzir riscos como o ataque de Man-in-the-Middle (MitM), ou "homem no meio", em que um invasor intercepta dados que trafegam em conexões não criptografadas, e ataque de gêmeo maligno (Evil Twin), em que o cibercriminoso cria uma rede Wi-Fi falsa com nome idêntico à oficial e faz o usuário fornecer credenciais e dados pessoais em um portal clonado. Para blindar o seu negócio contra essas e outras ameaças, é importante contar com recursos do Wi-Fi gerenciado como: Segmentação via VLAN: isolamento entre a rede de visitantes e a rede interna corporativa, impedindo que qualquer usuário externo visualize servidores ou documentos empresariais Modelo Zero Trust: filosofia de segurança em que nenhum dispositivo é confiável por padrão e serve para monitorar o comportamento de cada conexão continuamente Criptografia avançada: protocolos como WPA3-Enterprise ajudam a proteger o tráfego de dados do início ao fim da navegação Firewall e monitoramento de link: essa combinação permite filtrar acessos indevidos, identificar tentativas de invasão e bloquear comportamentos suspeitos em tempo real Alto desempenho e segurança para o seu negócio Não permita que a conexão oferecida ao seu público seja vulnerável ou um sinônimo de frustração para a sua equipe. Em vez de ter que optar por uma ou outra solução, o ideal é combinar Wi-Fi gerenciado e captive portal: enquanto o primeiro evita que a conexão seja um gargalo técnico, o segundo garante que cada acesso seja identificado, registrado e transformado em uma oportunidade de relacionamento. Conte com as soluções corporativas da Ligga Telecom para estruturar uma rede que una alta performance e blindagem contra ameaças.

Palavras-chave: cibernéticotecnologia

Suspeito de matar namorada na Savassi é servidor do Cefet e já tinha sido afastado por infração

Publicado em: 20/05/2026 12:18

Circuito de segurança mostra suspeito saindo do apartamento logo depois do crime Adalton Martins Gomes, de 45 anos, preso pela Polícia Civil por suspeita de assassinar a namorada em um apartamento na Savassi, em Belo Horizonte, é servidor público federal vinculado ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). O suspeito chegou a ser demitido da instituição após responder a um processo administrativo disciplinar (PAD) por infração, mas foi reintegrado ao cargo por decisão judicial em 2020. Em nota, a instituição informou que Adalton ingressou no CEFET-MG em 15 de janeiro de 2009, no cargo de técnico em Tecnologia da Informação. A investigação interna foi instaurada em 2017 e resultou na demissão do servidor em 2018. No entanto, em 2020, a 14ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Minas Gerais decidiu pela reintegração do servidor. A decisão foi alvo de recurso do CEFET-MG à segunda instância, onde o processo segue em tramitação. Atualmente, Adalton ocupa o cargo no campus Nova Gameleira, em Belo Horizonte, mas estava de licença médica até o dia 6 de maio. Em abril, a direção do campus solicitou uma avaliação da capacidade laboral do servidor, mas ele não compareceu à perícia agendada. O CEFET-MG não informou qual foi a infração atribuída ao servidor. O g1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça para esclarecer os motivos da reintegração e aguarda retorno. Fotos mostram Giovanna Neves, de 22 anos, morta em BH, e o homem preso suspeito de feminicídio Reprodução/ Polícia Civil Morte de jovem passou a ser investigada como feminicídio A morte da Giovanna Neves inicialmente era tratada como possível suicídio. Nesta terça-feira (19), a Polícia Civil divulgou que o caso passou a ser investigado como feminicídio. O namorado da vítima, Adalton Martins, foi preso preventivamente na última sexta-feira (15), suspeito de tentar forjar a cena do crime. Segundo as investigações, ele também teria interesse no patrimônio da jovem, que herdou um apartamento avaliado em cerca de R$ 900 mil. O corpo de Giovanna foi encontrado por uma amiga, que estranhou o fato de a jovem não responder mensagens nem comparecer a um almoço marcado. Ao chegar ao apartamento, a amiga encontrou a vítima sem sinais vitais e acionou o Samu. Relacionamento recente De acordo com a investigação, Giovanna e Adalton começaram a se relacionar em outubro de 2025 e estavam juntos havia cerca de quatro meses. A Polícia Civil informou que, pouco tempo após o início do relacionamento, o homem passou a morar no apartamento da jovem e chegou a transferir contas da residência para o próprio nome. Testemunhas disseram ainda que Giovanna mudou de comportamento após o início da relação. Amigos e familiares relataram afastamento social, mudanças na forma de se vestir e sinais de dependência psicológica e vulnerabilidade emocional. LEIA TAMBÉM Veja os vídeos mais vistos do g1 Minas:

Palavras-chave: tecnologia

Alerta! Falha grave na PSN permite que hackers invadam contas com facilidade

Publicado em: 20/05/2026 03:35 Fonte: Tudocelular

A PlayStation Network enfrenta um cenário alarmante envolvendo a segurança das contas de seus usuários. Uma vulnerabilidade crítica descoberta no sistema de atendimento ao cliente da Sony está permitindo que hackers invadam e assumam o controle total de perfis de jogadores. O grande problema é que a tática de engenharia social consegue driblar os principais mecanismos de defesa digital. O método utilizado pelos cibercriminosos inutiliza barreiras robustas como senhas complexas e até a autenticação em duas etapas (2FA). Mesmo que o proprietário legítimo tome todas as precauções recomendadas pela fabricante, o sequestro do perfil acontece por fora do ecossistema do console, diretamente através dos canais de suporte técnico da empresa.A brecha foi revelada pelo jornalista e podcaster Colin Moriarty, que se tornou alvo recente do ataque. O mecanismo consiste em explorar o elo mais fraco do atendimento. Munidos apenas do ID público da PSN da vítima e de um único dado de transação comercial, os golpistas conseguem enganar os atendentes da marca japonesa.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

Sistema prisional da PB registrou 13 tentativas de fuga com fraude em documentos e uso de IA desde o ano passado, diz secretário

Publicado em: 19/05/2026 20:18

Sistema prisional da PB registrou 13 tentativas de fuga com fraude em documentos e uso de IA desde o ano passado Reprodução / Governo da Paraíba O sistema prisional da Paraíba registrou pelo menos 13 tentativas de fuga por fraude em documentos e uso de Inteligência Artificial desde dezembro do ano passado, de acordo com o secretário de administração penitenciária do estado, Tércio Chaves, em entrevista para a TV Cabo Branco, nesta terça-feira (19). ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 PB no WhatsApp As declarações aconteceram após sete presos ligados a facções criminosas tentaram sair de uma unidade prisional de segurança máxima da Paraíba usando alvarás de soltura falsificados. Os presos cumprem pena na Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1 e PB2, em João Pessoa, e chegaram a ser chamados para assinar a liberação. "De dezembro para cá, foram 13 tentativas dessa natureza, e impressiona o nível de sofisticação que vem sendo utilizado e chega ao ponto de verificar pela similitude com documentos originais que até ferramentas de IA devem estar sendo usada nesse momento nessa tentativa de presos de alta periculosidade venham às ruas, mas com protocolos temos conseguido impedir", disse o secretário. O secretário disse também que as barreiras de checagem de documentos da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap-PB) atuaram em todos os casos e que, por isso, em nenhum dos casos houve liberação. "São alvarás, não é algo novo, o sistema prisional sempre se depara com essas circunstâncias, porém, a polícia penal detém mecanismos suficientes e protocolos fixos para identificação dessas vulnerabilidades e impedir o cumprimento de alvarás falsos" explicou. Secretário deu entrevista para a TV Cabo Branco sobre a situação dos alvarás de soltura falsos na PB TV Cabo Branco Inspeção encontrou inconsistências em documentos Uma inspeção da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) identificou os alvarás de soltura falsificados para soltar presos ligados a facções criminosas de uma unidade prisional de segurança máxima no estado. A informação foi confirmada pela secretaria ao g1 nesta terça-feira (19). De acordo com a Seap-PB, o sistema penitenciário gerido pelo órgão possui "protocolos rigorosos de análise, conferência e verificação documental", que são adotados para impedir "qualquer tentativa de fraude no cumprimento das determinações judiciais". Nenhum dos sete presos que tiveram os alvarás falsos expedidos foram soltos. Ainda conforme uma nota divulgada pela secretaria, de maneira geral, os alvarás e outros documentos correspondetes, passam por análise técnica e conferência processual. É nesse momento que, segundo a Seap-PB, em que "são identificados inconsistências, vícios e a origem inidônea das documentações apresentadas". Secretaria apura tentativa de beneficiar presos A secretaria também confirmou que abriu um procedimento interno de apuração para verefidar a responsabilidade dos presos que seriam beneficiários com os alvarás falsos. Caso exista algum tipo de comprovação de responsabilidade, isso pode repercutir, segundo a pasta, na seara disciplinar e na relação com o cumprimento da pena dos suspeitos. Em paralelo, a Seap-PB informou que encaminhou documentos à Polícia Civil, para que seja apurada a origem dos documentos ilícitos, identificação de autoria e atribuição das responsabilidades de natureza criminal. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil sobre o caso, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Os documentos falsos De acordo com os documentos que o g1 teve acesso, os alvarás apresentavam assinaturas falsas de magistrados da Vara de Execuções Penais. Ao serem consultados, a juíza Andrea Arcoverde Cavalcanti Vaz e o juiz Carlos Neves confirmaram que não haviam expedido nenhum documento autorizando a soltura. Ficaram prestes a sair com documentos manipulados, segundo investigadores, Clodoberto da Silva (Betinho); Diego Alexandro Dos Santos Ribeiro (Baiola); Samuel Mariano Da Silva (Samuka); João Batista Da Silva (Junior Pitoco); Celio Luis Marinho Soares (Celio Guará), Vinicius Barbosa de Lima (O Vini) e Francinaldo Barbosa de Oliveira (Vaqueirinho). O g1 não conseguiu contato com as defesas dos citados até a última atualização desta matéria. De acordo com documentos do sistema prisional, todos os presos que seriam beneficiados com os alvarás falsificados, têm papel definido em organizações criminosas. De acordo com os investigadores, na lista há um um chefe do Comando Vermelho na Paraíba, um chefe e fundador da facção Bonde do Cangaço, que atua principalmente na região do Conde, Alhandra, Mata Redonda, Pedras de Fogo, Pitimbu e Itambé-PE; um integrante da alta cúpula da Nova Okaida e principal conselheiro da facção; além de um integrante do Comando Vermelho no Rio Grande do Norte, na cidade de Nísia Floresta; e um chefe da facção Nova Okaida. Vídeos em alta no g1 A investigação inicial aponta que os alvarás falsos teriam sido enviados por meio do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça, um sistema utilizado para o envio de correspondências oficiais, fato que levantou a suspeita de uso indevido de credenciais de servidores federais. Pelo menos dois dos presos citados têm penas superiores a 27 anos de prisão. Outro foi condenado a 19 anos, por diferentes crimes. Após a confirmação da fraude, a juíza Andrea Arcoverde determinou a adoção de medidas imediatas. Nas decisões, afirmou que se trata de um “documento falso, elaborado com a finalidade de fraudar a Justiça e de acarretar a soltura indevida do sentenciado”. O Conselho Nacional de Justiça ainda não se pronunciou sobre o caso. O que diz o Tribunal de Justiça da Paraíba O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) confirmou que houve tentativas de uso de alvarás falsos para a liberação dos presos. Em nota, informou que nenhuma soltura foi realizada. “Foram integralmente bloqueadas pela eficiência dos sistemas técnicos e pela atuação humana do Tribunal, não havendo qualquer liberação indevida. Diante dos fatos, a Justiça determinou a expedição de ofício ao Exmo. Sr. Secretário de Segurança Pública, solicitando a instauração de inquérito policial e a designação de Delegado Especial para a apuração rigorosa dos fatos em toda a sua extensão”, informou o TJ. Segundo o tribunal, também foram comunicadas à Presidência do TJPB, às Comissões Permanentes de Segurança Institucional e de Segurança da Informação, além da Corregedoria-Geral de Justiça. A Justiça aguarda a conclusão da sindicância já instaurada pela direção da penitenciária, e o Ministério Público foi informado. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública da Paraíba, que disse que Seap-PB e Polícia Civil apuram os casos nas respectivas esferas de atuação das instituições. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: inteligência artificial

Campanha do Agasalho tem 300 pontos de coleta em Limeira; veja onde doar

Publicado em: 19/05/2026 07:37

Campanha do agasalho Prefeitura de Sorocaba/Divulgação O Fundo Social de Limeira lançou, nesta segunda-feira (18), a Campanha do Agasalho 2026 para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade durante o inverno. A campanha vai até 15 de julho e conta com 300 pontos de coleta espalhados pela cidade (veja lista abaixo). As arrecadações incluem roupas de inverno, cobertores, calçados e itens destinados a animais de estimação. Todo o material passará por triagem antes de ser encaminhado aos centros comunitários e serviços socioassistenciais do município. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram A presidente do Fundo Social, Carla Kalid, pediu que as doações sejam de peças em bom estado. Ela informou que ações de conscientização também estão sendo feitas nas escolas. Pontos de arrecadação Além das escolas municipais e estaduais e da sede da Prefeitura de Limeira, as doações podem ser entregues nos seguintes locais: Todas as escolas municipais AABB: R. Manoel David, 210 - Jd. N. Sra. Fátima Nosso Clube: Av. Ana Carolina de B. Levy, 325 - V. Paraíso Câmara Municipal: R. Clarino P. de Oliveira, 280 - Jd. Maria B. Modeneis Gran São João: R. Dr. Antonio Frederico Ozanan, 111 - Pq. Real ACIL: R. Santa Cruz, 647 - Centro Shopping Pátio: Rua Carlos Gomes, 1.321, Centro Limeira Shopping: Av. Carlos Kuntz Busch, 800 - Parque Egisto Ragazzo Prefeitura (recepção e gabinete do prefeito): Rua Prefeito Doutor Alberto Ferreira, 179 - Centro Condomínio Villaggio San Pietro: Via Romã, 97 - Bairro da Graminha RD2 Empreendimentos: Av. Rio Claro, 166 Igreja Luterana Boa Vista: R. Gustavo Teixeira, 500 - Boa Vista Academia SmartFit Covabra: Av. Campinas, 50 - Vila Cidade Jardim Residencial Florisa: Rua Aparecida de Lima Gonçalves, S/N Igreja Boa Morte: Largo da Boa Morte, 51 - Centro E. E. Brasil: Largo José Bonifácio, 150, Centro Greve Pejon Soc. de Advogados: R. José Cristóvão Cardoso, 463 - Vila Cláudia Academia Focus: R. Ten. Belizário, 367 - Centro Escola Maple Bear: AV. Guilherme Dibbern, 3740 - Jd. da Graminha Escola Márcia Silman: R. Waldemar Panaro, 750 - Pq. Res. Abílio Pedro Supermercado Savegnago: Av. Com. Agostinho Prada, 1737 - Vila San Marino E.E. Jardim Paineiras: R. João Bôsco Félix Serafim, 170 - Jd. Res. Graminha III Escola Tarsila do Amaral: R. Francisco Benedito Gonçalves de Oliveira, 107B VR Software: R. Narciso Gonçalves, 59 – Cidade Universitária CCS Tecnologia e Serviços S.A.: SP-330, Km 145 - s/n - Jd. Nova Policlínica: Av. Ana Carolina de Barros Levi - Centro Dia D No sábado (23), ocorre o “Dia D” de arrecadação, promovido pela EPTV, afiliada da TV Globo, em parceria com o Fundo Social. A mobilização será na Praça Toledo Barros, das 9h às 13h, para ampliar a coleta de agasalhos, roupas de frio e cobertores. Vídeos em alta no g1 Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

Palavras-chave: câmara municipaltecnologia

Greve na Unesp: estudantes paralisam aulas por mais verba e reajuste de bolsas no interior de SP

Publicado em: 16/05/2026 16:37

Estudantes da Unesp de Araraquara paralisam atividades durante greve das universidades estaduais Arthur Gimenes/Reprodução Os alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara e Rio Claro (SP) paralisaram as atividades em meio à greve estudantil que ocorre nas universidades estaduais paulistas. Eles pedem melhorias na permanência estudantil e estrutura das faculdades. De acordo com a universidade, não há registro de paralisação na unidade de São João da Boa Vista. A greve estudantil reúne estudantes da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Unesp. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Em Araraquara, os cursos de ciências sociais, farmácia, engenharia de bioprocessos e biotecnologia, administração pública, ciências econômicas, letras e pedagogia aderiram à greve. Já em Rio Claro, os cursos que aderiram ao movimento estudantil, até o momento, são: física, geografia, educação física, pedagogia, biologia, ecologia, computação e engenharia ambiental. Reivindicações dos estudantes Biblioteca da Unesp de Araraquara Divulgação/Unesp O diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unesp - Helenira Resende, Guilherme Nogueira, afirmou que o movimento estudantil luta por um repasse financeiro maior às universidades. Segundo ele, a Unesp recebe um valor insuficiente para os 24 campis. Entre as reivindicações, os estudantes pedem o reajuste da bolsa auxílio de R$ 800 para R$ 1.874 (salário mínimo paulista), além do aumento da quantidade de oferta desse benefício, para alcançar mais alunos da instituição. "Visto que hoje dobrou o número de estudantes de escolas públicas e de situação de vulnerabilidade socioeconômica", defendeu Nogueira. Os estudantes pedem a contratação de professores. De acordo com o diretor do DCE, os cursos de licenciatura estão com grande quantidade de docentes substitutos, que são contratados temporariamente por 6 ou, no máximo, 10 meses. A situação, segundo Nogueira, atrasa o início das aulas em uma semana e, em alguns casos, até um mês para que a contratação do professor temporário seja realizada. Ele pontua que a falta de docentes efetivos prejudica a produção da pesquisa e extensão universitária. "Visto que o professor substituto não consegue desenvolver esses dois pilares que são importantes para o pilar da universidade", explicou. Mais notícias da região: SÃO CARLOS: Padre que pedala desde os 20 anos lidera evento de ciclismo que virou tradição no interior de SP ARARAQUARA: Jovem desaparece após pedir demissão do emprego e abandonar apartamento no interior de SP ATRAÇÃO CULTURAL: São Carlos Matsuri tem comida japonesa, K-pop e cosplay sábado e domingo; veja programação Nogueira afirmou que os estudantes lutam pela aprovação das cotas trans e do vestibular indígena. A expectativa do DCE é que a greve se estenda para São João da Boa Vista, que ainda não aderiu ao movimento estudantil. O diretor da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEESP) e aluno da Unesp de Araraquara, Arthur Gimenes, afirmou que a melhoria dos restaurantes universitários também está entre as pautas do movimento estudantil. "Hoje, inclusive, a Unesp de Araraquara, sofre com uma precarização muito grande, [com alunos] encontrando objetos estranhos na alimentação, como pregos, plásticos e larvas", contou. O que diz a Unesp Na região do campus da Unesp em Rio Claro o clima também é de insegurança Reprodução/EPTV Procurada pelo g1, a Unesp informou que cabe a cada direção decidir se as aulas estão mantidas e como serão consideradas as ausências dos alunos em caso de comprometimento do calendário escolar. "A Unesp reconhece o direito de os alunos se manifestarem por meio de paralisações. Em relação às reivindicações discentes, há uma pauta geral que está sendo tratada no âmbito do Cruesp, o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas", disse a universidade. Situação dos servidores O Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp) informou que a categoria de servidores técnico-administrativos realizará assembleias nas unidades universitárias, no período de 15 a 21 de maio, a fim de deliberar sobre o indicativo de greve, decidido após reunião de negociação da data-base. "Portanto, apenas após a realização das assembleias, poderemos apresentar um panorama da mobilização da categoria em todos os 24 campus da universidade", disse o Sintunesp. Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp de Araraquara Unesp/Divulgação Situação na USP O g1 entrou em contato com a Universidade de São Paulo (USP) e com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP para verificar se os alunos de São Carlos e Pirassununga aderiram ao movimento, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp) também foi procurado pelo g1, mas não se posicionou até o momento. Vídeos em alta no g1 REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: tecnologia

Estudante identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil em MG

Publicado em: 16/05/2026 05:01

Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa Um estudante de Engenharia de Telecomunicações do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) identificou uma falha crítica na plataforma X, antigo Twitter, e foi recompensado pela descoberta. O erro, que atingia a parte financeira da rede social, foi comunicado à equipe de segurança da empresa no mês passado, passou por análises técnicas e já foi corrigido. Pelo trabalho, o aluno recebeu uma recompensa de 5 mil dólares. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O responsável pela descoberta é o estudante Nicolas Marquetti, que dedica cerca de 20 horas por semana à busca de brechas em sistemas de segurança digital de grandes empresas. O tempo é dividido entre o trabalho em casa e as atividades no laboratório de cibersegurança do Inatel. Segundo ele, o conhecimento adquirido na faculdade foi fundamental para encontrar a vulnerabilidade na plataforma do bilionário Elon Musk. “Eu descobri uma falha que atinge a parte financeira do Twitter. Eu não posso falar muito bem sobre a falha porque tem questões sigilosas e tudo mais, mas eu basicamente utilizei uma ferramenta que ajuda o pesquisador a entender um pouquinho sobre como funciona o tráfego da rede até o usuário final e modifiquei alguns parâmetros para conseguir extrair uma vantagem financeira em cima do Twitter”, explicou Nicolas. Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil Reprodução EPTV A plataforma utilizada pelo estudante é conhecida entre especialistas em cibersegurança. Empresas de tecnologia costumam incentivar estudantes e pesquisadores independentes a encontrar falhas nos sistemas, antes que elas sejam exploradas por criminosos. Como forma de incentivo, oferecem recompensas financeiras, prática conhecida como “bug bounty”. Com o valor recebido, Nicolas afirma que pretende investir no próprio futuro profissional. “Eu estou basicamente fundando uma empresa agora, então estou usando esse dinheiro para isso. E também para ajudar em equipamentos melhores e coisas para o meu computador, para ajudar e talvez tentar gerar mais dinheiro”, contou o estudante. Essa não foi a primeira vez que o aluno encontrou falhas em sistemas da plataforma. Em abril, Nicolas já havia identificado um erro relacionado a vazamento de dados da empresa. Além disso, um terceiro informe de vulnerabilidade foi comunicado recentemente e está em fase de análise. Caso seja confirmado, o estudante pode receber uma nova recompensa. Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil Reprodução EPTV Investimento em segurança Para o professor do Inatel, Guilherme Aquino, o caso mostra como a formação acadêmica aliada à prática contribui para a atuação de jovens talentos na área de segurança digital. “A gente promove, por exemplo, desde a iniciação científica, a iniciação tecnológica para o aluno que está na graduação, como também a participação de times de competição, de competições de cibersegurança, podendo também fazer estágio e trabalhar no Centro de Segurança Cibernética do Inatel, e até mesmo fazer suas pesquisas de alto nível no curso de mestrado e doutorado dentro do Inatel”, explicou. Segundo o professor, esse processo permite que o estudante evolua desde os conceitos básicos até a identificação de falhas complexas em grandes sistemas. “Desde ali do básico, entendendo as coisas básicas de criptografia, de segurança da informação, até mesmo a exploração de falhas que leva a encontrar esses problemas”, completou. Estudante do Inatel ganha cinco mil dólares após reportar falha no "X" Ainda de acordo com Guilherme Aquino, o investimento em cibersegurança tem se tornado cada vez mais necessário, tanto por parte das empresas quanto de pesquisadores independentes, diante do crescimento dos crimes digitais. “O cybercrime vem crescendo cada vez mais. Os criminosos vêm saindo daqueles crimes que eles cometem na rua e começam a cometer essas fraudes, esses golpes, esses crimes dentro da internet por causa daquela questão do falso anonimato. Então a gente tem que tomar muito cuidado, as empresas também, investir cada vez mais na prevenção e na correção desses erros da cibersegurança”, alertou. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

'A cultura me acolheu', diz Isabelle Nogueira ao receber Medalha de Ouro na Câmara Municipal de Manaus

Publicado em: 15/05/2026 13:56

Isabelle Nogueira e Boi Garantido durante sessão na CMM Lucas Macedo/g1 Amazonas A cunhã-poranga do Boi Garantido, Isabelle Nogueira, recebeu a Medalha de Ouro Rodolpho Valle nesta sexta-feira (15), durante sessão solene na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Em discurso emocionado, a dançarina e influenciadora relembrou a infância no bairro São Jorge, na Zona Oeste da capital, e afirmou que a cultura transformou sua vida. A homenagem foi proposta pelo vereador João Paulo Janjão (Agir) e aprovada por unanimidade pelos parlamentares. A medalha é a maior honraria concedida pela Casa Legislativa e reconhece pessoas que contribuem para a sociedade e para a valorização da cultura amazônica. Durante o pronunciamento, Isabelle falou sobre as dificuldades financeiras enfrentadas pela família e destacou a trajetória da mãe, que engravidou aos 13 anos. "Era uma criança a criar outra criança", pontuou. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A influenciadora contou que, enquanto a mãe trabalhava para sustentar a família, ela ajudava a cuidar do irmão e também auxiliava a avó na feira da Grande Circular, onde vendia roupas aos domingos. Isabelle também relembrou os anos em escolas públicas de Manaus. Vídeos em alta no g1 "Eu tive uma infância marcada por escassez, insegurança e muitos desafios. Tinha absolutamente tudo para dar errado, mas a cultura me alcançou a tempo", declarou. Antes de ganhar destaque no Festival de Parintins, Isabelle participou de grupos folclóricos como Boi Brilhante, Boi Garanhão e Ciranda Sensação. Segundo ela, os movimentos culturais de Manaus foram espaços de acolhimento. A cunhã-poranga também defendeu mais investimentos em cultura e afirmou que projetos culturais podem ajudar jovens em situação de vulnerabilidade. "Um jovem solitário será acolhido por algo: ou pela violência e pelas drogas, ou pela cultura e pelo desporto. A cultura salva vidas e eu sou testemunha disso", disse. A cerimônia no plenário Adriano Jorge reuniu familiares, representantes de bois-bumbás, cirandas e autoridades municipais. Ao final, Isabelle dedicou a homenagem à mãe e aos fãs. LEIA TAMBÉM Rede Amazônica anuncia transmissão da 2ª edição do Festival da Cunhã em Manaus Festival da Cunhã abre cadastro para pista solidária em Manaus nesta segunda (20); veja como participar Fã clube da Isabelle Nogueira esteve presente durante sessão Lucas Macedo/g1 Amazonas Isabelle Nogueira se emocionou durante a solenidade Lucas Macedo/g1 Amazonas

Palavras-chave: câmara municipal

O que é Acesso à Rede de Confiança Zero (ZTNA)?

Publicado em: 13/05/2026 11:16

O modelo tradicional de segurança corporativa, que confiava em qualquer usuário apenas por ele estar inserido na rede da empresa, já não atende às exigências atuais do mercado. Com o avanço do trabalho híbrido e remoto e o uso intenso da nuvem, infraestruturas como o Acesso à Rede de Confiança Zero (ZTNA) se tornaram cada vez mais importantes. Em vez de liberar toda a rede de uma vez, o ZTNA parte do princípio de que nada deve ser confiável por padrão. A ideia é simples: "nunca confiar, sempre verificar". Um relatório da Okta Inc. divulgado pelo Instituto Brasileiro de Cibersegurança (IBSEC) aponta que 55% das organizações já implementaram uma estratégia Zero Trust em seus fluxos de trabalho para garantir que o usuário acesse apenas o que é estritamente necessário para a execução das suas atividades, o que ajuda a criar uma camada de proteção que mantém os sistemas invisíveis para quem não tem autorização. Os pilares da Confiança Zero Diferente de sistemas que validam o acesso apenas no momento do login, o ZTNA trabalha com uma verificação dinâmica e constante através de uma combinação de tecnologias, entre elas: Acesso baseado em identidade para garantir que apenas pessoas autorizadas iniciem o processo Controle granular e privilégio mínimo para que o colaborador visualize e acesse apenas o aplicativo específico para a sua função em vez da infraestrutura inteira Micro segmentação de aplicações e divisão da rede em pequenos segmentos isolados para impedir que uma ameaça se espalhe lateralmente Verificação e avaliação contínua do dispositivo durante toda a sessão para monitorar possíveis mudanças de comportamento ou surgimento de vulnerabilidades, o que faz o acesso ser revogado imediatamente Conexão nativa em nuvem, permitindo fácil integração com softwares SaaS e data centers com baixa latência Perímetro Definido por Software (SDP) para que os recursos corporativos fiquem ocultos na internet pública. Sem um endereço IP visível para varreduras externas, a superfície de ataque diminui drasticamente Por que o ZTNA é a evolução natural da VPN? A VPN (Virtual Private Network, ou Rede Privada Virtual) funciona como uma extensão da rede da empresa. Ela estabelece uma conexão segura e criptografada para a transmissão dos dados, protegendo os usuários contra acessos e monitoramentos não autorizados, principalmente em redes Wi-Fi públicas. Por muito tempo, conceder acesso via VPN foi o padrão ideal, pois o escritório tinha um perímetro bem definido e os dados estavam centralizados em um único local. Porém, com o aumento expressivo do trabalho remoto e do uso da nuvem, o ZTNA surge como a evolução necessária dessa tecnologia. Como aumentar a segurança das suas equipes remotas Ao contrário da VPN, que foca em colocar o usuário dentro de uma rede segura, o ZTNA busca conectá-lo individualmente a cada serviço ou arquivo de que ele precisa ao assumir que nenhuma conexão é confiável por padrão. Para isso, ele verifica a identidade do usuário e as condições de segurança do dispositivo o tempo todo, liberando apenas o acesso estritamente necessário para cada tarefa e impedindo que ameaças se espalhem internamente. Por que a sua empresa precisa do ZTNA? Para as empresas, as vantagens do ZTNA vão além da proteção de dados e contribuem diretamente para a agilidade operacional: Defesa contra ameaças sofisticadas: Os modelos de segurança tradicionais, que concedem amplo acesso à rede para os colaboradores, são frágeis contra invasões sofisticadas, principalmente diante de credenciais roubadas. O ZTNA elimina a confiança implícita e reduz o risco de ataques que exploram a liberdade que dispositivos e usuários internos costumavam ter 10 dicas para melhorar o gerenciamento de senhas corporativas Maior segurança para trabalho híbrido e remoto e recursos baseados em nuvem: O ZTNA garante que as políticas de segurança sejam aplicadas com o mesmo rigor independentemente de o colaborador estar na sede da empresa, em casa ou em trânsito Bloqueio ao movimento lateral na rede: Diante de uma invasão, o maior perigo é o cibercriminoso se movimentar de um sistema simples para um banco de dados crítico. Como o ZTNA segmenta o acesso por aplicação e necessidade, ele cria barreiras que tornam quase impossível essa movimentação lateral Construindo um modelo Zero Trust na sua empresa Estimativas do Gartner apontam que, até 2027, empresas com políticas sólidas de Zero Trust reduzirão em até 80% os prejuízos causados por ataques cibernéticos. A equipe de especialistas da Ligga Telecom está preparada para apoiar a sua empresa no desenho de uma jornada de Confiança Zero. Conheça nossas soluções corporativas e conte com a gente para construir uma infraestrutura mais segura e resiliente para o seu negócio.

Palavras-chave: cibernéticotecnologia

30 anos de urna eletrônica: quem eram os engenheiros 'ninjas' e como foi a missão de digitalizar o voto no Brasil?

Publicado em: 13/05/2026 04:01

Conheça a história da urna eletrônica, que completa 30 anos em 2026 A urna eletrônica, principal símbolo das eleições brasileiras nas últimas décadas, completa 30 anos nesta quarta-feira (13). Foi em 1996 que o equipamento começou a ser usado oficialmente no país, mudando a forma de votar e apurar eleições no Brasil. Os engenheiros e pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da urna ficaram conhecidos como “ninjas” - leia mais abaixo. Criada para substituir as cédulas de papel e reduzir fraudes eleitorais, a urna eletrônica nasceu de um esforço conjunto entre especialistas da Justiça Eleitoral e técnicos de instituições de referência em tecnologia, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o então Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos. Desde então, o equipamento já foi utilizado em 15 eleições e se tornou peça central da democracia brasileira. Os ‘ninjas’ da tecnologia O grupo de 'ninjas' reunia profissionais do Inpe, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e da Aeronáutica, além de integrantes da Justiça Eleitoral. Entre eles estavam Paulo Nakaya, Mauro Hashioka, Antônio Ésio Salgado, o “Toné”, Oswaldo Catsumi e Giuseppe Janino, coordenados por Paulo Camarão. O desafio era criar um equipamento seguro, resistente e capaz de funcionar em qualquer região do país. “A gente tinha que propor um equipamento robusto, seguro e inviolável”, afirmou Toné. Imagem de arquivo - Comissão técnica que ficou conhecida como os 'ninjas' Divulgação/TSE Como surgiu a urna eletrônica A ideia de informatizar o voto começou a ganhar força no fim dos anos 1980, mas ganhou forma em 1995, durante a gestão do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Velloso. Segundo ele, a proposta surgiu em uma conversa informal com o técnico em informática Paulo Camarão, durante uma partida de tênis em Brasília. “Tudo começou com uma simples conversa”, relembrou Velloso em entrevista ao g1. A partir dali, o TSE criou grupos técnicos para desenvolver o projeto da urna eletrônica, reunindo especialistas em informática, segurança, logística e processo eleitoral. Infográfico: Veja a cronologia da urna eletrônica no Brasil Arte/g1 O que mudou nas eleições Antes da urna eletrônica, a votação era feita em papel e a contagem dos votos podia levar dias. Especialistas apontam que o antigo sistema era mais vulnerável a erros e fraudes durante a apuração manual. Com a informatização do voto, o resultado passou a sair em poucas horas e houve redução significativa de problemas ligados à contagem manual. O cientista político José Maurício Cardoso do Rego avalia que a urna ajudou a fortalecer a confiança no processo eleitoral. “Com a implantação das urnas eletrônicas, há uma inibição clara desse processo de fraude”, afirmou. Detalhe da urna eletrônica Reprodução/TV Globo Segurança e ataques Ao longo dos 30 anos, a segurança da urna eletrônica passou por atualizações. Atualmente, os equipamentos utilizam assinaturas digitais, criptografia e sistemas de verificação desenvolvidos pela Justiça Eleitoral. Além disso, o TSE realiza periodicamente o Teste Público de Segurança, em que especialistas tentam encontrar vulnerabilidades nos sistemas eleitorais. Segundo os criadores da urna, a preocupação com possíveis fraudes esteve presente desde o início do projeto. “Não dá para fraudar uma urna eletrônica sem descaracterizar completamente o sistema”, afirmou Toné. Imagem de arquivo - Primeira urna eletrônica desenvolvida Divulgação/TSE De 2 MB aos modelos atuais O primeiro modelo da urna, a UE96, tinha apenas 2 megabytes de memória e utilizava disquetes. Em 1996, cerca de 30% do eleitorado votou eletronicamente. Hoje, o sistema é usado em todas as cidades do país e serve de referência internacional. Ao menos 33 países já utilizaram algum modelo de votação eletrônica, segundo dados citados pelos pesquisadores envolvidos no projeto. Orgulho para os criadores Três décadas depois, os responsáveis pela criação da urna eletrônica dizem enxergar o projeto como uma contribuição histórica para a democracia brasileira. “É um sentimento de que realmente fiz alguma coisa útil”, resumiu Toné. Antonio Esio Salgado, o Toné um dos criadores da urna eletrônica Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: tecnologia

O 'xadrez do petróleo' com que Trump pressiona a China — e os limites dessa estratégia

Publicado em: 12/05/2026 07:16

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente chinês, Xi Jinping AFP via Getty Images/BBC Pressão sobre a Venezuela, bloqueio do petróleo iraniano no estreito de Ormuz , movimentações no entorno do estreito de Malaca. Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram sua atuação em pontos estratégicos das rotas globais de energia e comércio, ampliando sua presença em diferentes frentes da disputa geopolítica atual. Mas o que parecem ser, à primeira vista, crises distintas, com dinâmicas próprias, pode indicar um padrão observado em conjunto: o uso crescente do controle sobre gargalos marítimos, fornecedores de petróleo e corredores comerciais como instrumento de pressão na disputa estratégica com a China. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em 1º de maio que sua viagem a Pequim nesta semana, entre 13 e 15 de maio, será "incrível". Será a primeira viagem de um presidente americano à China em quase uma década. Em sua bagagem, porém, Trump levará mais do que uma agenda diplomática: a visita de Estado será, inevitavelmente, marcada por um cenário de tensões ampliadas que se estende do Oriente Médio à América Latina e ao Sudeste Asiático. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Após um primeiro ano de governo marcado por uma escalada da guerra comercial com Pequim, a primeira viagem de Trump à China desde seu retorno à Casa Branca tende a funcionar como um teste para a capacidade dos dois países de administrar tensões crescentes sem romper canais de diálogo. Na véspera das declarações de Trump, autoridades dos dois países já haviam sinalizado essa preocupação. Em 30 de abril, o chanceler chinês conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos sobre os preparativos da visita, além de discutir temas sensíveis como Taiwan e o Oriente Médio. O gesto foi interpretado como uma tentativa de manter a comunicação aberta em um momento de incerteza crescente e de evitar que crises paralelas contaminem diretamente a relação bilateral. O que conecta Venezuela, Ormuz e Malaca Segundo analistas ouvidos pela BBC News Brasil, esse contexto ajuda a entender por que os movimentos recentes dos Estados Unidos vão além de episódios isolados e incidem diretamente sobre um dos pontos mais sensíveis da economia chinesa: o abastecimento de energia. Antes da crise mais recente no Golfo Pérsico, cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã tinham como destino a China. Ao interferir nesse fluxo, os Estados Unidos não apenas pressionam Teerã, mas também ampliam a volatilidade em um mercado cujos efeitos são sentidos muito além da Ásia, com impacto sobre preços globais de energia, cadeias de abastecimento e inflação em diferentes regiões do mundo. A pressão sobre a Venezuela, em uma ofensiva que culminou na captura de Nicolás Maduro, segue lógica semelhante ao atingir outro fornecedor relevante de petróleo para Pequim, enquanto as movimentações no Sudeste Asiático ampliam a atenção sobre rotas marítimas críticas para o abastecimento chinês. A questão central é até que ponto essas ações refletem uma estratégia deliberada de pressão sobre a China ou se são, sobretudo, respostas a crises regionais que acabam produzindo efeitos colaterais globais. Para o cientista político Mauricio Santoro, as duas interpretações não são excludentes. Segundo ele, os Estados Unidos vivem há pelo menos uma década um período marcado por instabilidade política interna, polarização e decisões frequentemente erráticas. Ainda assim, há um elemento que atravessa governos e partidos: a percepção de que a ascensão da China representa uma ameaça estratégica. "Existe realmente um tema de política pública que une o Partido Democrata e o Partido Republicano: a preocupação com a China", afirma. "A ascensão chinesa é vista como uma ameaça aos interesses dos Estados Unidos, e isso tem levado a uma série de iniciativas para criar obstáculos ao desenvolvimento econômico da China." Nesse contexto, ações militares indiretas, sanções econômicas e pressões diplomáticas passam a ser mobilizadas de forma combinada. Ainda que não tenham a China como alvo imediato, acabam afetando diretamente seus interesses, afirma Santoro, colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha. "Eu não diria que a China é a motivação essencial dessas ações, mas ela é parte desse cálculo", diz Quando a disputa sai do comércio e vai para as rotas de energia Antes da crise mais recente no Golfo Pérsico, cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã tinham como destino a China. REUTERS/Evelyn Hockstein/File Photo via BBC Para o analista Lucas Leite, o cenário atual não corresponde exatamente a um plano único e coordenado. O que emerge, segundo ele, é um conjunto de decisões que convergem sobre as mesmas vulnerabilidades. Professor de Relações Internacionais da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Leite descreve esse movimento como uma forma de "pressão por fricção". "Essas ações, juntas, servem para pressionar a China em seu ponto de maior vulnerabilidade estrutural, que é o abastecimento de energia. Mas não está claro se isso é um plano deliberado, integrado ou é uma convergência de coisas distintas", afirma. Segundo ele, o ponto central não está na intenção declarada de Washington, mas no efeito acumulado dessas decisões, que, na prática, encarecem o acesso da China à energia e aumentam a incerteza sobre suas rotas de abastecimento. Esse deslocamento da disputa — do campo das tarifas e sanções econômicas para o controle de rotas marítimas, cadeias de abastecimento e pontos estratégicos do comércio global — reflete um desequilíbrio crescente entre as duas potências. De um lado, a China avança rapidamente em setores como comércio internacional, indústria e tecnologia de ponta. De outro, os Estados Unidos ainda mantêm uma vantagem significativa no campo militar, especialmente na capacidade de projetar poder global por meio de sua Marinha. "É muito nítido o quanto os Estados Unidos estão perdendo terreno para a China em áreas como comércio e tecnologia", afirma Santoro. "Fica muito grande essa tentação de usar o poder militar, de usar essa coerção, para tentar obter resultados econômicos." O 'dilema de Malaca' e a vulnerabilidade chinesa É nesse ponto que entram os chamados "chokepoints" — gargalos marítimos por onde passa uma parte significativa do comércio global de energia. Entre eles, os estreitos de Ormuz e Malaca ocupam posições centrais. Ormuz conecta os produtores de petróleo do Golfo aos mercados globais e responde por cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo transportado por via marítima. Já Malaca, localizado entre Malásia, Indonésia e Singapura, liga o Oceano Índico ao Mar do Sul da China e funciona como uma artéria vital para a economia chinesa: mais de 80% das importações de petróleo do país passam por esse corredor marítimo. Essa dependência ficou conhecida como o "Dilema de Malaca", expressão popularizada em 2003 pelo então presidente chinês, Hu Jintao, para descrever o temor de Pequim de que uma potência rival possa interromper o fluxo de energia nessa rota crítica. "A China sabe que há uma vulnerabilidade histórica no seu acesso ao mar", explica Santoro. "Embora tenha um litoral muito extenso, esse acesso depende de pontos de estrangulamento que podem ser explorados em um cenário de conflito." Esse temor voltou ao centro do debate estratégico nos últimos meses. Em abril, os Estados Unidos firmaram com a Indonésia uma parceria de cooperação de defesa e passaram a negociar maior acesso ao espaço aéreo do país, ampliando sua capacidade de vigilância sobre o estreito. Para analistas, o movimento não implica controle direto da rota, mas reforça a capacidade americana de monitorar e, em um cenário extremo, influenciar o fluxo marítimo. A aproximação entre Washington e Jacarta, porém, também expôs resistências internas na Indonésia, que historicamente adota uma política externa de neutralidade e evita se alinhar de forma explícita às disputas entre grandes potências. "O ponto não é fechar o estreito, mas mostrar que ele pode ser pressionado. Isso já é suficiente para gerar custo e incerteza", diz Leite. Pressão por fricção, não por estrangulamento A geografia reforça essa lógica. Em seu trecho mais estreito, o estreito de Malaca tem pouco mais de 2 km de largura, o que o torna particularmente sensível a interrupções. No entanto, essa vulnerabilidade não significa que a China esteja à beira de um colapso em caso de crise. Segundo Leite, a China desenvolveu mecanismos de resiliência que reduzem o impacto de crises externas. "A China tem reservas estratégicas muito grandes, uma frota de petroleiros paralela e vem acelerando a transição energética", afirma. Hoje, veículos elétricos e híbridos já representam mais da metade das vendas no país, reduzindo gradualmente a dependência de combustíveis fósseis. Na prática, isso significa que a pressão americana tende a gerar impacto, mas não necessariamente um colapso. "O que acontece é uma fricção. O petróleo fica mais caro, a logística mais complicada, mas não há um estrangulamento sistêmico." Os efeitos já são visíveis: aumento de preços, ajustes nas cadeias de importação e pressão sobre refinarias independentes, especialmente aquelas que dependem de petróleo sancionado. Mas, até agora, esses efeitos têm sido administrados. O contra-ataque chinês dos minerais críticos Ao mesmo tempo, a China dispõe de instrumentos próprios de pressão. Pequim domina cerca de 70% da extração e 90% do processamento global de minerais críticos, insumos essenciais para setores como tecnologia, defesa e energia limpa. Essa posição dominante oferece uma poderosa alavanca de negociação. "Essa dependência dos Estados Unidos em relação aos minerais chineses é, no curto prazo, mais difícil de contornar do que a dependência da China em relação ao petróleo", avalia Leite. Além disso, a China tem buscado reduzir sua exposição ao sistema financeiro internacional dominado pelos EUA, ampliando o uso do yuan em transações energéticas e mantendo relações comerciais com países sob sanção. Diante disso, cresce o risco de que a estratégia americana produza efeitos adversos. Para Santoro, o uso da força militar como instrumento econômico tende a aumentar a instabilidade global, ainda que não garanta ganhos estratégicos claros. "Será que isso vai dar resultado ou só vai criar um mundo mais instável, mais violento e mais imprevisível? Por enquanto, está criando simplesmente uma situação de caos." Entre pressão e negociação Nesse contexto, a visita de Trump a Pequim se torna um teste importante. De um lado, os Estados Unidos ampliam seus instrumentos de pressão. De outro, Pequim demonstra capacidade de absorver custos e se adaptar a um ambiente mais adverso. O encontro pode indicar até que ponto essa estratégia de pressão sobre as rotas energéticas será usada como ferramenta de negociação ou se tende a se consolidar como um fator permanente de tensão. No fim, a disputa entre Estados Unidos e China já não se limita a tarifas ou tecnologia. Ela passa também pelas rotas do petróleo, pelos gargalos marítimos e pela capacidade de transformar fluxos comerciais e energéticos em instrumentos de pressão. Mas, como mostram os eventos recentes, pressionar nem sempre significa controlar — e o custo dessa estratégia pode acabar sendo compartilhado por todos.

Palavras-chave: tecnologia