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Polícia Civil doa roupas falsificadas que foram apreendidas para prefeitura de Itu

Publicado em: 10/09/2025 16:40

Polícia Civil doa roupas falsificadas que foram apreendidas para prefeitura em Itu A Polícia Civil doou roupas falsificadas, apreendidas durante investigação, para a Prefeitura de Itu (SP) na terça-feira (9). O material é avaliado em R$ 500 mil. Segundo a corporação, 18.570 itens entre bermudas, bonés, camisetas e moletons foram levados para a Secretaria de Promoção Social da Prefeitura do município. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp As roupas haviam sido apreendidas em 2024 durante investigação realizada por policiais do 4º Distrito Policial. Na época, três caminhões que transportavam as peças com indícios de violação de direitos autorais foram abordados. A Polícia Civil, junto ao Poder Judiciário, definiu que as peças poderiam beneficiar pessoas em situação de vulnerabilidade na cidade. A doação foi feita após autorização da Justiça diante do Ministério Público. Roupas falsificadas avaliadas em R$ 500 mil foram doadas para a Prefeitura de Itu (SP) Polícia Civil/Divulgação Mais de 18 mil peças de roupas apreendidas pela Polícia Civil foram doadas para a Prefeitura de Itu (SP) Polícia Civil/Divulgação Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Praia Grande abre inscrições para bolsa de R$ 350 a estudantes da rede municipal; veja como participar

Publicado em: 10/09/2025 15:43

Praia Grande está com inscrições abertas para programa municipal de bolsa a estudantes do Ensino Médio Fred Casagrande/Prefeitura de Praia Grande A Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo, abriu inscrições para o 'PG – Bolsa Estudante'. O programa oferece auxílio mensal de R$ 350 para estudantes da rede pública em período integral. Os candidatos precisam ter até 21 anos. Os cadastros devem ser realizados até 2 de novembro no site da prefeitura ou na sede da Secretaria de Assuntos Institucionais (Seai), na Avenida Ministro Marcos Freire, 6.650, no bairro Quietude. O programa municipal foi criado em 2023 e incentiva a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica nas escolas, aumentando a taxa de conclusão dos estudos e reduzindo as desigualdades sociais. Confira os documentos necessários: ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. RG e CPF: apresentar cópia simples dos documentos de identificação do estudante; Comprovante de residência: levar contas de consumo ou declaração oficial que comprove residência contínua em Praia Grande; Comprovante de matrícula do ensino médio integral: declaração da escola confirmando matrícula em período integral; Boletim escolar digital: documento dos últimos dois semestres; Estudante de escola pública: comprovante de estudo dos últimos dois anos; Estudante bolsista: deve apresentar declaração de beneficiado por bolsa de estudo integral; Cópia dos comprovantes de renda: apresentar documentos que comprovem a renda mensal de cada integrante da família, como holerites, extratos ou declarações; Documentos de familiares: para comprovar o número de pessoas na família deve-se apresentar certidões de nascimento ou RGs de todos os membros; Situação habitacional: cópia do contrato de aluguel, declaração da Secretaria de Habitação (Sehab), comprovante de financiamento do imóvel, declaração de cessão, escritura ou contrato de compra e venda; Comprovante de inscrição no Cras: apresentar documento oficial que comprove o cadastro ativo; Comprovante no CadÚnico: comprovante atualizado de inscrição; Dados bancários do estudante bolsista: nome do banco, tipo de conta, número da agência e da conta; Dados do representante legal: nome completo do representante, CPF e RG, além do nome do banco, tipo de conta, número da agência e da conta. Programa Em 2023, os vereadores de Praia Grande aprovaram o projeto de lei que criava o programa. Relembre como foi: Praia Grande oferecerá auxílio de R$ 350 para 900 alunos do Ensino Médio da rede pública VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Palavras-chave: vulnerabilidade

Projeto que cria rede de atendimento de saúde mental com canal telefônico 24h é aprovado em Rio Branco

Publicado em: 10/09/2025 11:14

O projeto (RMAV), ainda irá implementar núcleos de apoio emocional nas escolas públicas Um projeto de lei (PL) que estabelece a Rede Municipal de Apoio à Vida (RMAV) em Rio Branco foi aprovado pela Câmara Municipal por unanimidade durante sessão no último dia 2. O PL tem a finalidade de prevenir o suicídio, promover a saúde mental e oferecer suporte psicossocial à população, especialmente às pessoas em situação de vulnerabilidade social. O texto prevê que o serviço será ofertado em parceria com o Centro de Apoio à Vida (CAVs), contando com psicólogos, assistentes sociais e equipe multidisciplinar para acolhimento de casos de risco iminente. A rede também deverá contar com canal telefônico 24h para atendimento e orientação. Os serviços serão vinculados à Secretaria Municipal de Saúde. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O projeto, de autoria de Éber Machado (MDB), ainda irá implementar núcleos de apoio emocional nas escolas da rede pública municipal. O texto aprovado segue para sanção ou veto do prefeito Tião Bocalom (PL). Outra medida prevista pelo projeto é a de convênios com universidades, organizações não governamentais (ONGs), e instituições religiosas para execução dessas ações complementares de conscientização e valorização da vida. LEIA MAIS: Setembro Amarelo: campanha da Defensoria do AC debate preconceito e suicídio entre população LGBTI+ Projeto de lei que cria CNH Social para mulheres vítimas de violência doméstica é aprovado no AC: ‘autonomia e empoderamento’ Setembro Amarelo: Pronto Socorro de Rio Branco fala sobre núcleo de atendimento "Fica autorizada a celebração de convênios com universidades, organizações não governamentais, instituições religiosas e outras entidades da sociedade civil para execução de ações complementares", acrescenta o texto. Uso de celular por crianças pode afetar saúde mental Lei Ofélia Contreiras O PL foi nomeado em homenagem a Ofélia Alves Contreiras, que, após tragédias familiares, se formou em psicologia e passou a atuar pela conscientização em torno da saúde mental e valorização da vida. Em 2019, o g1 contou a história dela. À época, Ofélia corria contra o tempo para conseguir arrecadar dinheiro e pagar uma dívida de mais de R$ 16 mil referente às mensalidades atrasadas do curso. Ofélia começou a faculdade de psicologia após o único filho cometer suicídio três anos antes. Após a tragédia e o luto, ela decidiu ajudar outras pessoas que precisassem de atendimento por meio da psicologia. Ela conta que os dois primeiros anos conseguiu manter as mensalidades em dia. Porém, perdeu o emprego que tinha em uma creche e não conseguiu mais pagar a faculdade. Setembro Amarelo A campanha de conscientização pela vida ganha força com a chegada do Setembro Amarelo. O dia 10 é lembrado como Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Atendimento psicossocial será realizado através do projeto Reprodução A data foi criada pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e endossada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo é chamar a atenção dos governos e da sociedade civil para a importância de falar sobre o assunto. A campanha do Setembro Amarelo foi inspirada na história de Mike Emme, que cometeu suicídio, aos 17 anos, em setembro de 1994, nos Estados Unidos. Ele tinha um carro amarelo e, no dia do seu velório, os pais e amigos distribuíram cartões com fitas amarelas e frases motivacionais para pessoas que pudessem estar enfrentando transtornos mentais e emocionais. As fitas amarelas se tornaram o símbolo da campanha, que foi adotada em 2015 no Brasil pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O médico Leonardo Rodrigues da Cruz explica que a campanha é importante para reduzir preconceitos e conscientizar a população sobre os cuidados com a saúde mental – além de proporcionar a redução do estigma "por meio da informação responsável". Reveja os telejornais do Acre

Ilhas brasileiras concentram espécies que não existem em nenhum outro lugar do planeta, mostra estudo

Publicado em: 10/09/2025 05:08

Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Daniel Venturini As ilhas oceânicas brasileiras abrigam uma biodiversidade muito mais singular do que se imaginava. É isso o que mostra um estudo internacional publicado nesta quarta-feira (10) na revista científica "Peer Community Journal", que analisou mais de 7 mil espécies de peixes recifais em 87 ilhas e arquipélagos ao redor do planeta. O trabalho conclui que locais como Fernando de Noronha, Trindade e o arquipélago de São Pedro e São Paulo estão entre os mais importantes do mundo em termos de endemismo, ou seja, na presença de espécies que não existem em nenhum outro lugar. 🐠 ENTENDA: Essas espécies exclusivas são resultado de processos evolutivos locais e, por estarem limitadas a um território, tornam-se mais frágeis diante de ameaças como perda de habitat, mudanças climáticas ou espécies invasoras. “[Essas ilhas] quase não eram citadas quando se falava em endemismo, mas nossos dados e novas interpretações mostram que são verdadeiros laboratórios naturais da evolução das espécies”, afirma Hudson Pinheiro, pesquisador do CEBIMar/USP e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN). Ainda de acordo com o estudo, que teve apoio da Fundação Grupo Boticário, muitas das espécies encontradas nessas regiões não estão limitadas a uma única ilha, mas também não chegam a ocupar áreas do continente. Com isso, elas vivem apenas em um pequeno conjunto de ilhas da mesma região. E foi a partir dessa constatação que os pesquisadores propuseram o conceito de “endemismo insular-provincial”. “Algumas espécies endêmicas de Fernando de Noronha, por exemplo, ocorrem também no Atol das Rocas ou na Ilha de São Pedro e São Paulo, e vice -versa. Mas são espécies que não colonizaram a região costeira. Portanto, como são ilhas que estão relativamente próximas, as espécies que ocorrem por lá são consideradas endêmicas pelo critério que propomos”, acrescenta Pinheiro. Choranthias salmopunctatus, também conhecido como peixe-jóia salpicado, uma espécie de peixe marinho endémica do Brasil, encontrada no Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Luiz A. Rocha Segundo os dados da pesquisa, cerca de 40% das espécies endêmicas se enquadram nessa categoria. Ao mesmo tempo, isso também significa que a área de ocorrência desses animais é extremamente restrita, o que aumenta a vulnerabilidade a ameaças como degradação ambiental, mudanças climáticas e atividades humanas. O levantamento apontou ainda que 12% de toda a biodiversidade global de peixes recifais está concentrada em ilhas. Em alguns casos, os resultados chamam a atenção: ilhas separadas por grandes distâncias podem apresentar espécies geneticamente mais próximas entre si do que de áreas continentais localizadas bem mais perto. É o que ocorre, por exemplo, entre Santa Helena e Ascensão, no Atlântico Sul, e entre Galápagos e Rapa Nui, no Pacífico. "Dimensionar corretamente o tamanho e a vulnerabilidade das populações da fauna de um determinado ambiente é fundamental para as estratégias de proteção marinha. Se o conhecimento é limitado ou restrito, as políticas de conservação tendem a ser limitadas também. O endemismo é uma das características que devem ser consideradas para definir as áreas prioritárias para a conservação”, alerta Pinheiro. LEIA TAMBÉM: Como a mudança climática afeta o preço da comida? Municípios do Pará recebem equipamentos para reforçar o combate a desmatamento e incêndios COP30: hotel em Belém que mudou de nome e elevou diária de R$ 70 para R$ 6,3 mil não fecha nenhuma reserva COP30 - O que é Justiça Climática?

Palavras-chave: vulnerabilidade

Série de reportagens da TV Bahia denuncia esquema de tráfico de cobre por trás de furtos em Salvador

Publicado em: 09/09/2025 20:08

Mercado de furtos de cobre revela uma dura realidade social A indústria de ferros-velhos, o tráfico de cobre e o que há por trás dos roubos e furtos de fios em Salvador são tema da nova série de reportagens "Vil Metal", que estreou nesta terça-feira (9), na TV Bahia. As matérias serão exibidas ao longo desta semana no BATV. Assinada pelos jornalistas Alexandre Lyrio e Adriana Oliveira, a série terá quatro reportagens especiais. A produção apresentará as diferentes camadas da situação — dos pequenos delitos do dia a dia até o tráfico internacional do cobre. No primeiro episódio, a série apresentou a rotina de pequenos furtos de fios na capital baiana e o impacto social desses delitos. Além disso, a reportagem destacou as circunstâncias do crime, normalmente cometido por dependentes químicos e pessoas em vulnerabilidade social. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Para o titular da delegacia de Furtos e Roubos de Salvador, Jean Fiuza, a população em situação de rua não deve ser culpabilizada. A série mostra que eles representam apenas uma parte do esquema ilegal de tráfico desse material. De janeiro a julho de 2025, a rede elétrica municipal foi alvo de 570 ocorrências de furtos, o que representa um aumento de mais de 80% em comparação com o mesmo período do ano passado. No total, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) estima um prejuízo acima de R$ 1 milhão. Série de reportagens da TV Bahia denuncia esquema de tráfico de cobre por trás de furtos em Salvador Reprodução/TV Bahia LEIA TAMBÉM: Suspeito de estuprar menino de 10 anos é preso na Bahia; homem era amigo da família da vítima Tenente-coronel da Polícia Militar investigado por encobrir ações de milícia na Bahia é solto Homem é preso suspeito de agredir e manter companheira presa dentro de casa na Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻 o

Palavras-chave: vulnerabilidade

Corte de luz por dívida antiga é barrado pela Justiça após ação da Defensoria do Amapá

Publicado em: 09/09/2025 18:52

Com bandeira vermelha 2, conta de energia fica mais cara em setembro A Justiça do Amapá determinou que a CEA Equatorial está proibida de cortar o fornecimento de energia elétrica por dívidas antigas. Em nota, a empresa informou que ainda não foi oficialmente notificada sobre a decisão (Veja a nota da CEA Equatorial na íntegra ao final da reportagem). A decisão foi tomada na quarta-feira (3), após uma Ação Civil Pública movida pela Defensoria Pública do Estado (DPE-AP), e beneficia diretamente famílias em situação de vulnerabilidade. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça A CEA afirmou que segue a legislação federal e as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e que está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. Segundo o defensor público Arthur Pessoa, a ação foi motivada por uma série de denúncias de consumidores sobre cortes considerados indevidos, cobranças contestadas e dificuldades para negociar acordos. “Como a energia é um serviço essencial, falhas graves atingem diretamente a dignidade das famílias e o funcionamento de serviços básicos”, afirmou. A medida obriga a concessionária a religar imediatamente os imóveis que tiveram o serviço suspenso por contas vencidas há mais de 90 dias. Também proíbe que esses débitos sejam incluídos nas faturas atuais ou que o pagamento seja exigido como condição para religação. Os valores devem ser cobrados em boletos separados. Justiça proíbe CEA equatorial de cortar energia por dívidas antigas Divulgação/DPE-AP A defensoria argumentou que a prática da empresa criava um ciclo de inadimplência. Ao tentar renegociar dívidas acumuladas ao longo dos anos, os consumidores viam os valores somados à conta mensal, o que dificultava o pagamento e levava ao corte do serviço. A conduta, segundo o órgão, é ilegal e já foi condenada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão judicial reforça o entendimento e estabelece multa de R$ 1 mil por infração, limitada a R$ 200 mil, em caso de descumprimento. A CEA Equatorial tem 15 dias para apresentar defesa. Veja a nota da CEA Equatorial na íntegra A CEA Equatorial informa que ainda não foi formalmente intimada acerca da decisão judicial mencionada e, portanto, aguarda a comunicação oficial para se manifestar nos autos do processo. Independentemente disso, a companhia reforça que todas as suas ações observam estritamente a legislação federal e a Resolução Normativa nº 1.000/2021 da Aneel, reafirmando seu compromisso com a transparência, a legalidade e a adequada prestação de serviços aos consumidores. A CEA Equatorial permanece à disposição dos órgãos de controle e da Justiça para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: vulnerabilidade

Sorteio de 180 apartamentos na Santa Amélia, em Maceió: veja lista de contemplados

Publicado em: 09/09/2025 18:48

Residenciais na Santa Amélia, em Maceió, somam 1.180 apartamentos Secom Maceió O sorteio de 180 apartamentos do Residencial Diana Simon Duarte, no bairro Santa Amélia, em Maceió, ocorreu nesta terça-feira (9). A CAIXA e pela Prefeitura divulgaram a lista de sorteados (veja mais abaixo). O residencial faz parte do Programa Minha Casa, Minha Vida (faixa 1), e foi destinado a famílias de baixa renda e residentes em áreas de risco na capital. Cada apartamento tem 45,70 m² de área construída. São dois quartos, um banheiro, uma sala, e uma cozinha junto com a área de serviço. Além disso, o residencial conta com quadra de esporte, playground e salão de festas. VEJA A LISTA COMPLETA ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 AL no WhatsApp Na Santa Amélia, três residenciais somam 1.180 apartamentos: Diana Simon Duarte, com 180 unidades; Pedro Teixeira Duarte I, com 500 unidades, e Pedro Teixeira Duarte II, com 500 apartamentos. As unidades habitacionais serão destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social, previamente cadastradas nos programas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Habitacional (Semhab). Assista aos vídeos mais recentes do g1 AL Veja mais notícias da região no g1 AL

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Após patrulha, policiais do Amapá fazem ação solidária para família vulnerável com 8 filhos

Publicado em: 09/09/2025 16:14

Policiais do Amapá se mobilizam para doar alimentos a família carente com 8 crianças Policiais do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amapá fizeram uma ação solidária no sábado (6), em Macapá, após encontrarem uma família em situação de vulnerabilidade. O grupo, que tem oito crianças, recebeu doações de alimentos, roupas e dinheiro. A ajuda veio depois de uma ocorrência no bairro do Coração, na Zona Oeste da capital. As crianças estavam comendo em um local inadequado, perto da linha do trem. Com apoio de um vizinho, os policiais conseguiram encontrar a casa da família, que ficava a cerca de um quilômetro dali. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp A casa feita com madeira improvisada abriga dez pessoas em situação de vulnerabilidade, entre elas um bebê de dois meses. Segundo a mãe, que prestou depoimento à polícia, o marido está em tratamento contra o câncer e a família vive apenas com o auxílio do programa Bolsa Família. Casa fica localizada na Zona oeste e abriga pai, mãe e oito filhos Batalhão Ambiental/Divulgação A sargento Marília Fonseca, que conversou com a família, contou que ficou surpresa com as condições em que viviam. “Ela disse que o Bolsa Família não era suficiente para alimentar as crianças e que o marido estava com câncer. Então falei com a guarnição e com o subtenente: ‘Vamos ajudar?’. Em vez de tirar essas crianças da mãe, decidimos apoiar. Abrigo não é lugar de criança”, relembrou. A policial destacou que o objetivo da ação era fortalecer os laços com a comunidade, uma das missões da corporação. “Foi a união de vários militares. Às vezes, quando pedimos ajuda, pensam que é para se promover. Mas não é isso. Queríamos apenas ajudar”, afirmou. Entre os itens arrecadados estão cinco cestas básicas e roupas para o bebê. A doação foi recebida com emoção pela família. O trabalho do Batalhão Ambiental O Batalhão Ambiental atua no policiamento ostensivo fardado, na preservação da ordem pública e na proteção do meio ambiente, em parceria com órgãos e entidades. A equipe é formada por profissionais de diversas áreas, como geografia, biologia, engenharia florestal, de pesca e ambiental. Todos da área militar. Após patrulha, policiais do Amapá fazem ação solidária para família vulnerável com 8 filhos Batalhão Ambiental/Divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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Abertura da Festa de Flores e Morangos reúne diversas autoridades

Publicado em: 09/09/2025 15:10

O primeiro final de semana da 43ª edição da Festa de Flores e Morangos de Atibaia foi um sucesso! Na sexta-feira, dia 5, teve cerimônia de abertura com a presença de diversas autoridades, grande público e ampla cobertura dos veículos de imprensa. No sábado, dia 6, o evento recebeu a visita da deputada federal Tabata Amaral e no domingo, dia 7, o secretário estadual de Turismo do Estado de São Paulo, Roberto de Lucena, fez questão de ir à festa, pois não conseguiu comparecer na cerimônia de abertura. Sem falar do grande público, que prestigiou em peso os três primeiros dias do evento mais importante de Atibaia e um dos mais importantes do Estado e do país. Festa de Flores e Morangos Divulgação Cerimônia de abertura Entre as autoridades presentes estão Nelson Takao Yoshida, presidente da Associação Hortolândia de Atibaia; a vice-cônsul do Japão, Yuka Nogami, representando o governo do Japão; Roberto Nishio, presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social - Bunkyo; Carlos Roza, presidente da Japan House; Eduardo Abe, presidente da Associação Cultural Esportiva Nipo Brasileira de Atibaia (ACENBRA); Dirceu Hashimoto, presidente do Sindicato Rural de Atibaia; Carlos Shinkawa, vice-presidente da Pró-Flor; Osvaldo Maziero, presidente da Associação de Produtores de Morango e Hortifrutigranjeiros de Atibaia, Jarinu e Região; Rômulo Kobori, presidente do Conselho Municipal de Desenvovimento Rural de Atibaia; José Carlos Ferreira, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Atibaia (ACIA); o presidente da Câmara Municipal de Atibaia, Júlio Mendes, e demais vereadores; o prefeito Daniel Martini, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Camille Donnabella Martini, e diversos secretários municipais; o deputado federal Saulo Pedroso; Mário Biral, diretor superintendente do Senar/SP; Diógenes Kassaoka, subsecretário de Abastecimento e Segurança Alimentar do Estado de SP; e Estanislau Stek, superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo, representando o governo federal. Festa de Flores e Morangos Divulgação Em sua fala, Nelson Takao Yoshida, presidente da Associação Hortolândia de Atibaia, destacou o legado dos fundadores da instituição, o objetivo desta tradicional festa e a mudança de local. “É com grande satisfação que a Hortolândia realiza pela segunda vez esse evento em nossa casa própria, aqui no Parque Ecológico de Atibaia. Neste momento, não podemos deixar também de enaltecer o trabalho dos fundadores de nossa entidade, que deixaram um legado valioso para as próximas gerações. A associação segue firme com seu propósito, que é valorizar e promover os produtores rurais de Atibaia e região, destacando todo potencial agrícola, cultural e turístico, além de gerar oportunidade para muitos. Aproveitem cada momento, pois tudo foi feito com muita dedicação e carinho”, enfatiza. Pavilhão de decoração Após a fala das autoridades, foi realizado o corte da fita do pavilhão de decoração de flores, abrindo oficialmente a visita dos turistas a uma das mais esperadas atrações do evento. Com o tema “Hana no Toki – Tempo de Flores” e mais de um milhão de pétalas utilizados na decoração, os visitantes podem acompanhar a magia do universo japonês que será representado pelas quatro estações do ano com diversificados arranjos florais japoneses, os tradicionais ikebanas. A primavera virá com a cor rosa, por conta da Cerejeira, tradicional árvore que floreia na estação. O verão será representado pela cor azul em razão dos diversos festivais típicos da cultura japonesa. A cor laranja ficará para a estação outono, pois as folhas de todas as árvores ficam alaranjadas na estação que antecede o frio. Já o inverno tem a cor gelo, em razão da neve que cai no país nesta época do ano. Festa de Flores e Morangos Divulgação A beleza das orquídeas, rosas e girassóis também darão um toque mais que especial e colorido para a decoração do pavilhão. Sem falar do morango gigante, que tem mão e um leque com a palavra matsuri (festival), perfeito para fazer as mais variadas fotos com a fruta anfitriã da festa. Outra incrível atração do pavilhão é o Ninja Jiraiya, personagem de uma famosa série japonesa lançada no Brasil no final da década de 80. Visitas políticas No sábado, dia 6, a festa recebeu a deputada federal Tabata Amaral e no domingo teve a visita do secretário estadual de Turismo do Estado de São Paulo, Roberto de Lucena. Ambos conheceram todo o evento e se reuniram com o Nelson Takao Yoshida, presidente da Associação Hortolândia de Atibaia. Foi apresentado a eles um projeto de ampliação do Parque Ecológico e outro sobre incentivo à agricultura familiar. Entrada gratuita e ingresso solidário A gratuidade exclusiva para funcionários públicos municipais de Atibaia e alunos da rede municipal de Educação (1º ao 5º ano) acompanhados de seus responsáveis acontece às sextas e aos sábados, como forma de reconhecimento e incentivo à participação da comunidade. Já no dia 19 de setembro, a iniciativa da Entrada Solidária permite a troca de ingresso pela doação de 1 kg de alimento não perecível, em parceria com o Fundo Social de Solidariedade de Atibaia e demais entidades, beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade. Festa de Flores e Morangos Divulgação Inclusão Pensando no bem-estar e no acolhimento das crianças, a festa de Flores e Morangos, em parceria com a APAE Atibaia e Ensolar Energia Solar Fotovoltaica, organizou uma sala multissensorial. Um espaço de autorregulação montado com muito carinho. Além disso, o evento também é “pet friendly”, em que animais de estimação são bem-vindos e têm acesso a toda a estrutura do evento. O objetivo é tornar a experiência dos visitantes ainda mais inclusiva e divertida. Realização da festa A Festa de Flores e Morangos de Atibaia é uma realização da Associação Hortolândia de Atibaia, com apoio da Prefeitura Municipal de Atibaia, patrocínio do Lago Azul, Sakata, Hospital Leonardo da Vinci, Aticare, Sicredi, Bioplugs e Ball, e colaboração da Acenbra Atibaia, Associação dos Produtores de Morangos de Atibaia e Região, Pró-Flor e Sindicato Rural de Atibaia. Festa de Flores e Morangos Divulgação Serviço 43ª Festa de Flores e Morangos de Atibaia Data: de 05 a 28 de setembro Às sextas, sábados e domingos Horários: das 9h às 18h Local: Parque Ecológico de Atibaia, Av. Nobuyuki Hiranaka, 566, acesso pela Rodovia Dom Pedro I. No sentido Atibaia/Campinas, acesse a entrada antes do primeiro pedágio (saída 79 - km 79). Já no sentido Campinas/Atibaia, pegue a saída para B. Pires/V. D. Pedro I (antes do km 79). Telefone – 0800-055-5979 Ingressos: inteira R$ 60,00 e meia R$ 30,00 – Todas as sextas o valor do ingresso será de meia entrada (R$ 30,00). Estacionamento (administrado pela empresa Estapar): R$ 50,00 carros, R$ 180,00 ônibus, R$ 100,00 vans e micro-ônibus, R$ 25,00 motos. Site: www.floresemorangos.com.br

Moraes vê gravidade em conversa entre Ramagem e Bolsonaro e diz: 'Não é mensagem de um delinquente do PCC para outro'

Publicado em: 09/09/2025 10:29

'Não é uma mensagem de um delinquente do PCC para outro', diz Moraes sobre conversa entre Ramagem e Bolsonaro O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou nesta terça-feira (9) uma troca de mensagens, que considera grave, entre o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes fez a observação durante leitura do seu voto no julgamento de Bolsonaro, Ramagem e outros seis réus por tentativa de golpe de Estado. Nesta terça, a Primeira Turma retomou a análise das condutas do chamado núcleo crucial da trama golpista. O ministro leu trechos de mensagens atribuídas a Ramagem, que atualmente é deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro. Em um dos textos, conforme as investigações, o então diretor da Abin afirma: "Por tudo que tenho pesquisado, mantenho total certeza de que houve fraude nas eleições de 2018, com vitória do senhor [Jair Bolsonaro] no 1º turno [...]. Entendo que argumento de anulação de votos não seja uma boa linha de ataque às urnas. [...] A prova da vulnerabilidade já foi feita em 2018, antes das eleições. Resta somente trazê-la novamente e constantemente. [...] Deve-se dar continuidade àqueles argumentos, com devida e constante publicidade [...]. Essas questões que devem ser massificadas. A credibilidade da urna já se esvaiu, assim como a reputação de ministros do STF". Segundo Moraes, o conteúdo dessas conversas foi explorado por Bolsonaro durante live feita em 2021, na qual o ex-presidente fez com ataques às urnas. Para o magistrado, nesse momento a organização criminosa golpista, liderada por Bolsonaro, já iniciava "atos executórios" a fim de se manter no poder. "Isso não é uma mensagem de um delinquente do PCC para outro. Isso é uma mensagem do diretor da Abin para o então presidente da República. A organização criminosa já iniciava os atos executórios para se manter no poder independente de qualquer coisa e para afastar o controle judicial previsto constitucionalmente. E, ainda, com ofensas à lisura e integridade de ministros do Supremo", declarou Moraes. 'Não é conversa de bar', diz ministro O ministro Alexandre de Moraes durante julgamento de Bolsonaro e outros 7 na Primeira Turma do STF Evaristo Sá/AFP Posteriormente, Moraes cita discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro em atos do dia 7 de Setembro de 2021, data em que é comemorada a Independência do Brasil. Em discursos, na avaliação de Moraes, Bolsonaro incitou ataques ao Supremo Tribunal Federal. Ele mencionou fala do ex-presidente sobre não mais cumprir ordens judiciais proferidas pelo ministro da Corte. "Isso não é conversa de bar alguém no clube conversando com um amigo. É um presidente da República, no 7 de Setembro, instigando milhares de pessoas contra o STF, contra o poder judiciário e contra um ministro do STF", concluiu Moraes.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Estuprador em série é preso no DF suspeito de praticar crimes há 40 anos; vítimas tinham entre 10 e 13 anos

Publicado em: 09/09/2025 08:42

James Deon Vale de Oliveira preso por estupro em série Divulgação/PCDF A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um estuprador em série no Riacho Fundo nesta segunda-feira (8). James Deon Vale de Oliveira tem 55 anos e foi preso preventivamente. Ele é acusado de praticar estupros contra crianças com idade entre 10 e 13 anos. Ainda segundo a polícia, os crimes aconteciam há cerca de 40 anos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O criminoso é morador do Riacho Fundo e tinha um modus operandi padrão para se aproximar das vítimas. De maneira passiva e através do assédio, ele se aproveitava da vulnerabilidade dos menores para manter uma aproximação e cometer os abusos. Segundo as investigações, após cometer os crimes, ele usava sua condição de adulto para intimidar as vítimas. Entre as ameaças relatadas, a de matar o menor e seus familiares caso fosse denunciado. De acordo com a polícia, alguns crimes teriam sido cometidos há cerca de 40 anos e, em tese, já teriam prescrevido. Apesar disso, esses casos seguem sendo investigados. Relacionamento com criança de 12 anos A polícia também investiga a suspeita de que o homem mantinha um relacionamento com uma criança de 12 anos. O caso é investigado pela 29ª Delegacia de Polícia do Riacho Fundo. O celular do suspeito também foi apreendido e encaminhado para a perícia sob a suspeita de armazenar material pornográfico. Violência e abuso sexual infantil: saiba como denunciar LEIA TAMBÉM: JULGAMENTO DO GOLPE: governo do DF vê segurança dentro do esperado e deve repetir ações; veja o que pode mudar ACIDENTE: homem morre após ser atropelado por 2 carros na Epia Sul, em Brasília Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Brasil não tem 'soberania monetária' para enfrentar sanções de Trump, alerta especialista

Publicado em: 09/09/2025 07:07

Entenda o que é a Lei Magnitsky Em meio à crise diplomática entre Estados Unidos e Brasil, os bancos brasileiros ficaram no centro de um fogo cruzado. De um lado, instituições como Itaú, Bradesco, Santander, BTG Pactual e Banco do Brasil vivem o dilema de cumprir as sanções do governo de Donald Trump contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Por outro, seguir a decisão do ministro Flávio Dino — que diz que a aplicação no Brasil de sentenças judiciais e leis estrangeiras precisam ser validadas por acordos internacionais ou referendadas pela Justiça brasileira. No dia 2 de setembro, o primeiro dia de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF, estes cinco grandes bancos receberam uma carta do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos com questionamentos sobre a aplicação da Lei Magnitsky. O comunicado do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, da sigla em inglês), que pertence ao Tesouro americano, questionou quais ações foram ou estão sendo tomadas pelas instituições para cumprir a sanção aplicada a Moraes. A jurista Camila Villard, especialista em direito econômico e regulação do mercado monetário, avalia que o sistema financeiro do Brasil possui mecanismos robustos para enfrentar as sanções americanas, mas que a dependência do dólar impõe limites à soberania monetária do país. "No caso do Brasil, isso significa depender de recursos em dólar e de captação de moeda internacional para aplicações e relações externas. Assim, nossa soberania monetária se reduz, pois, embora o real seja plenamente exercido no território nacional, fora dele o país está sujeito às amarras do sistema financeiro global", diz a especialista. Villard é professora associada de direito da ESSCA School of Management, na França, e fundadora do Instituto Mulheres na Regulação. Na avaliação da especialista, o desafio de médio e longo prazo é reduzir essa vulnerabilidade. "É urgente que se construa uma política mais robusta, com recursos humanos e financeiros, para desenvolver alternativas. A necessidade desse plano ficou ainda mais evidente no cenário pós-eleição de Trump", questiona. Para ela, o país deu passos importantes, como a implementação do Pix. "Recentemente, o Banco Central Europeu começou a defender o euro digital com o mesmo argumento: a necessidade de assegurar soberania monetária, sem depender de entidades privadas submetidas à lei americana", pontua. "Ou seja, o que a Europa está começando a discutir agora, o Brasil já implementou com o Pix. Essa vanguarda nos garante até mesmo uma blindagem parcial contra eventuais sanções externas que poderiam afetar o sistema interno." Mas, para dar mais passos adiante, ela alerta que é preciso trabalhar em cooperação internacional. "Mas precisamos, no médio e longo prazo, pensar em mecanismos cooperativos que permitam enfrentar crises internacionais de forma menos dependente dos Estados Unidos." Confira a entrevista completa abaixo. Camila Villard, professora associada de direito da ESSCA School of Management, na França, e fundadora do Instituto Mulheres na Regulação. International Studies Association BBC News Brasil - Por que a Lei Magnitsky, uma lei americana, pode ter efeitos práticos e obrigatórios para bancos em outros países? Qual é o mecanismo que garante essa "extraterritorialidade", na prática? Camila Villard - A Magnitsky faz parte de um conjunto de leis criadas pelos Estados Unidos que atribuem sanções a um grupo de países ou a pessoas incluídas na Specially Designated List, ou lista de pessoas designadas. Hoje, essa lei tem mais de 600 nomes nessa lista. Inicialmente, ela foi criada para combater corrupção e violações de direitos humanos internacionalmente. Mas ela não deixa de ser, claro, uma medida unilateral. Nos relatórios de prestação de contas do uso dessa lei pelo Poder Executivo americano, especialmente durante a gestão de Joe Biden, há uma preocupação em, apesar de ser um ato unilateral, mostrar multilateralismo, cooperação com países na definição dos agentes incluídos nessa lista. O que observo, porém, é o uso desse poder pelo governo Trump com uma motivação claramente política por trás, o julgamento do ataque à democracia brasileira. Ainda que com a justificativa discursiva de que a inclusão do ministro Alexandre de Moraes teria relação com violação de direitos humanos e liberdade de expressão de cidadãos americanos. A regra do direito é que as leis se aplicam na jurisdição de cada país. Mas leis sancionatórias americanas, das quais a Magnitsky é uma, atingem entidades que usam o sistema financeiro internacional. Na prática, o mecanismo é puramente financeiro: toda entidade que usa o dólar como moeda internacional e a infraestrutura do mercado financeiro americano para transações internacionais fica sujeita a essa lei. Esse é o caso dos bancos brasileiros. Eles, de fato, precisam obedecer à legislação americana. Ainda que, do ponto de vista jurídico, não haja um processo de internalização dessa norma no Brasil — seja por meio de lei nacional ou por cooperação judiciária —, o que existe é a aplicação de fato, pelo poder monetário que os Estados Unidos exercem internacionalmente. BBC News Brasil - Então, esse poder da Magnitsky tem a ver com a centralidade do dólar e do sistema financeiro americano. Villard - Exatamente. O mecanismo que permite a aplicação extraterritorial de decisões jurídicas americanas é o poder do dólar. Hoje, se olharmos para os bancos brasileiros, eles dependem de correspondentes bancários nos Estados Unidos para transações internacionais ou têm subsidiárias no país. O próprio Bradesco, por exemplo, tem quatro entidades do grupo econômico baseadas nos EUA, entre Nova York e Flórida. Então, a capacidade dessa lei, do ponto de vista jurídico, de alcançar efeitos extraterritoriais se deve exatamente ao poder internacional do dólar. Apesar de ser uma moeda nacional, ela é usada por diferentes agentes econômicos no mundo, e os bancos brasileiros dependem desse fluxo de crédito internacional denominado em dólar, sustentado por entidades submetidas à jurisdição americana. Os bancos correspondentes, situados em território americano, devem obedecer às ordens dos EUA e, nos contratos com os bancos brasileiros, precisam considerar a obediência às normas americanas. Além disso, as próprias subsidiárias dos bancos brasileiros nos EUA devem cumprir a legislação local. Essa é a complexidade do caso que enfrentamos hoje. Manifestantes se reúnem em ato em favor da soberania brasileira e contra a anistia a bolsonaristas Sebastiao Moreira/EPA/Shutterstock via BBC BBC News Brasil - E como o Swift entra nessa equação? Bancos russos já foram sancionados, qual é a chance de o Brasil sofrer um tipo de sanção parecida em relação ao sistema? Villard - O Swift é um sistema de mensagens financeiras. Quando dois bancos, um no Brasil e outro na Europa ou nos Estados Unidos, realizam transações, as informações do envio, como pagamento de importações ou recebimento de exportações, circulam pelo Swift. Essas mensagens identificam o valor, quem envia, quem recebe. Ele é, portanto, apenas um mensageiro. Depois da mensagem, ocorre o fluxo da moeda propriamente dita, que quase sempre passa pelo dólar como moeda intermediária. O Swift é uma entidade sediada na Bélgica, submetida às regras da União Europeia, mas da qual participam centenas de bancos — se não me engano, mais de 200 instituições financeiras. Ele deve obedecer à legislação europeia, mas grande parte dos membros são instituições financeiras norte-americanas ou europeias que têm depósitos em dólar (eurodólares). Assim, mesmo na jurisdição da União Europeia, essas operações também envolvem dólares. A China chegou a trabalhar em um sistema paralelo, mas ele não tem alcance equivalente. O acesso ao Swift é essencial, mas não é o único pilar. Existem outras entidades que sustentam a infraestrutura de pagamentos e transações financeiras internacionais. Uma delas é a Clearing House de Nova York, com o sistema chamado Chips, do qual, inclusive, o Santander é membro. O Chips, submetido à legislação norte-americana, faz clearing (compensação) de diferentes transações internacionais. Hoje, 95% dessas operações têm ao menos uma ponta fora dos Estados Unidos. Não podemos chamá-la apenas de Clearing House americana; é internacional, mas sob jurisdição dos EUA. Essas entidades são fundamentais para o funcionamento do mercado financeiro global. Para os bancos brasileiros, o risco é enorme: não só para pagamentos internacionais de exportações e importações, mas também para operações de crédito e captação de recursos. Fundos captados por meio de emissão de títulos no exterior, por exemplo, passam por essas infraestruturas em Nova York, especialmente pelo Chips. Ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino Getty Images via BBC BBC News Brasil - Uma decisão do Flávio Dino colocou os bancos, de certa forma, nesse fogo cruzado. Gostaria que você explicasse: se os bancos obedecem à lei americana, quais são os riscos? E, se desobedecem à decisão do STF, quais são as consequências? Villard - Essa decisão do Flávio Dino, é importante dizer, não se refere a esse caso específico da aplicação da Lei Magnitsky e da inclusão do ministro Alexandre de Moraes na lista. Na verdade, foi usada como um recado institucional para os bancos. Tratava-se de um caso distinto, relacionado à aplicação extraterritorial de decisões internacionais de outras cortes. O relevante é que o ministro Flávio Dino, apesar de discordar do conteúdo daquela decisão específica, se valeu desse processo, que tratava de um tema jurídico correlato, para vocalizar a posição do STF e mandar um recado institucional. A mensagem foi: uma decisão internacional só pode ser integrada ao sistema jurídico brasileiro se seguir os procedimentos definidos pela Constituição. Essa decisão foi, inclusive, encaminhada a bancos e à Febraban. Foi, portanto, um movimento de posicionamento institucional — um recado, digamos, "diplomático" do STF aos bancos. Embora não tivesse vínculo direto com o caso Magnitsky, antecipou o que seria uma eventual decisão da Corte caso os bancos resolvessem aplicar essa norma americana sem o devido processo de internalização. O que isso mostra é o risco legal dentro da jurisdição brasileira: em tese, os bancos não deveriam aplicar a lei americana sem um processo formal de internalização no sistema jurídico nacional — algo que, evidentemente, não ocorrerá. De fato, os bancos estão em uma encruzilhada: precisam obedecer à lei americana para garantir o acesso ao sistema financeiro internacional, mas também enfrentam uma possível futura decisão do STF, que já sinalizou que essa norma não poderia ser usada como motivação jurídica para excluir o ministro Alexandre de Moraes do sistema financeiro nacional. Esse dilema revela a complexidade do problema, que não é apenas jurídico, nem só econômico ou político, mas uma combinação dos três. Não podemos reduzi-lo a uma questão puramente dogmática ou a um embate entre o STF e a elite política da extrema-direita. No curto prazo, o STF — que não é apenas uma corte judiciária, mas também política, pela forma como foi estruturado na Constituição — tende a considerar não apenas os argumentos jurídicos, mas também os impactos sociais e econômicos de suas decisões. Isso já ocorreu em outros momentos: no julgamento dos planos de estabilização econômica, na criação do Fundo Garantidor de Crédito, entre outros casos em que a Corte ponderou o efeito sistêmico sobre a inflação, o sistema financeiro e a estabilidade institucional. Por isso, acredito que, se o STF tiver de se pronunciar sobre a Magnitsky, levará em conta essa contextualização econômica e institucional: o que significaria, de fato, para os bancos brasileiros, considerando a posição periférica do Brasil no sistema financeiro internacional, desobedecer à lei americana. Num segundo passo, pensando em médio e longo prazo, a questão é: qual é a política do Estado brasileiro para construir alternativas? O que o Executivo, o Ministério da Fazenda, o presidente Lula estão desenhando para reduzir a dependência dessa infraestrutura dominada pelo dólar? É preciso começar agora a pensar em alternativas que possam estar maduras em cinco, dez, vinte anos. Como construir um sistema financeiro internacional que não dependa exclusivamente da moeda americana? Esse é um projeto de longo prazo, que deve ser articulado com parceiros da América Latina, do Brics e de outros blocos. A China já vem desenvolvendo esse tipo de infraestrutura há pelo menos 20 anos, ainda que dependente do yuan. O Brasil, no passado, teve experiências embrionárias, como o Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) com Argentina e Uruguai, mas são iniciativas incipientes. É urgente que se construa uma política mais robusta, com recursos humanos e financeiros, para desenvolver alternativas. A necessidade desse plano ficou ainda mais evidente no cenário pós-eleição de Trump. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump JIM LO SCALZO/POOL/EPA/Shutterstock via BBC BBC News Brasil - Depois desse recado institucional do ministro Dino, o Ofac enviou um comunicado para cinco grandes bancos brasileiros. O que significa essa notificação, na prática? Qual é a situação hoje dos bancos? Villard - Uma vez que o presidente Trump, por ordem executiva, inclui o ministro Alexandre de Moraes na lista do Ofac, essa entidade, que integra o Tesouro americano, passa a ser responsável por supervisionar o cumprimento da decisão. O Ofac pode enviar cartas pedindo informações: quais medidas de compliance foram adotadas, quais procedimentos os bancos construíram para efetivar a regra. O Ofac tem essa competência institucional de acompanhar a aplicação da norma. Os bancos, por sua vez, precisam criar procedimentos específicos para verificar se existe alguma transação envolvendo a pessoa física ou jurídica incluída na lista, ou mesmo sociedades nas quais essa pessoa detenha mais de 50% das ações. Esta é a complexidade: é preciso ter certeza de que nenhuma transação está sendo feita direta ou indiretamente com o alvo da sanção. Esse é o primeiro passo para a aplicação de uma eventual sanção ou multa, caso o OFAC não esteja satisfeito com as respostas dos bancos. BBC News Brasil - E se o Ofac não estiver satisfeito? Se os bancos disserem que não conseguem aplicar a sanção porque o STF se pronunciou, que medidas mais duras podem ser aplicadas? Pensando que estamos no contexto do julgamento do Bolsonaro. Villard - O primeiro passo pode ser a aplicação de uma multa, geralmente proporcional às transações. Já vimos isso em casos como o da Binance, que acreditava não estar submetida à Magnitsky por ser uma exchange de moeda virtual, mas tinha várias contas de russos incluídos na lista. Foram milhares de contas e a multa aplicada foi milionária. No caso do ministro Alexandre de Moraes, a sanção se concentraria em uma única pessoa, então a multa seria proporcionalmente menor. Tenho ouvido que, para bancos do porte dos brasileiros, uma multa de US$ 1 milhão, por exemplo, não seria significativa. Mas há um ponto distinto nesse momento: o governo Trump tem usado esses mecanismos para fazer pressão política. A aplicação da lei depende do Executivo americano, que presta contas ao Congresso, mas com ampla margem de discricionariedade. Portanto, o risco não está só na multa, mas no contexto geopolítico. O Ofac poderia, em último caso, excluir os bancos do acesso ao sistema financeiro americano — e isso, sim, teria impacto devastador, pois significaria cortar o acesso ao sistema financeiro internacional. Esse é o cuidado que precisamos ter: o contexto hoje é muito diferente das gestões anteriores nos EUA. Vemos um uso político do poder jurídico concedido ao Executivo. Desde a interferência de Trump no Banco Central americano até a aplicação da Magnitsky nesse caso, há um objetivo político, como influir o julgamento conduzido pelo Judiciário brasileiro. Trata-se de um ataque frontal à soberania nacional. BBC News Brasil - O André Esteves, do BTG Pactual, deu uma entrevista dizendo que sanções não são novidade e que os bancos estariam preparados, numa visão mais pragmática. Os bancos realmente têm mecanismos para navegar essa crise sem grandes turbulências ou existe um risco que está sendo subestimado? O que faz esse caso diferente? Villard - O contexto geopolítico é muito especial nesse momento. Ele é bastante distinto das gestões anteriores do Tesouro norte-americano. Isso, para mim, é algo que precisa entrar na avaliação do risco jurídico que a aplicação dessa lei hoje impõe ao sistema financeiro nacional. Isso também demanda dos bancos não só um trabalho do departamento jurídico, de análise de risco e de identificação das possíveis sanções, mas também um trabalho diplomático no âmbito nacional. Há, por exemplo, diálogo com a Corte Suprema brasileira e algumas tentativas de oferecer soluções financeiras para que não haja a desbancarização de um ministro do Supremo. Quais alternativas os bancos podem propor a esses ministros? O primeiro deles é o Alexandre de Moraes. Não podemos esquecer que pode haver uma extensão dessa lista. Então, quais mecanismos financeiros podem ser propostos? Existe uma discussão sobre a criação de contas em cooperativas de crédito que não estejam conectadas ao sistema financeiro nacional. Do ponto de vista pragmático, essa é a solução que temos hoje para atravessar essa encruzilhada sem a capitulação do Poder Judiciário: criar mecanismos que aliviem os efeitos sobre a pessoa física desses ministros. É o que podemos fazer no curto prazo. Não consigo imaginar outra solução que não provoque tanto impacto na economia brasileira. Fora de pauta, na minha visão, deveria estar a exclusão de bancos do sistema financeiro. A aplicação de sanções não é novidade: o uso de diferentes legislações sancionatórias pelo governo americano já mostrou que essas multas podem ser exorbitantes. Isso, em parte, pode ser tratado pelos bancos. Mas o contexto de disputa, inclusive nacional, somado ao recado institucional enviado pelo ministro Flávio Dino, não favorece a economia do país — pelo contrário, impacta negativamente. Talvez aqui uma ação diplomática com instituições brasileiras seja extremamente importante: como construir alternativas sem impactar ainda mais a economia, que já vem sofrendo desde o tarifaço. Movimentos de esquerda fazem protesto contra a anistia SEBASTIAO MOREIRA/EPA/Shutterstock via BBC BBC News Brasil - O governo Lula tem se apoiado no discurso da soberania nacional, que foi a principal pauta do ato de 7 de setembro. Mas você descreveu que o Brasil está na periferia do sistema financeiro internacional. O que significa dizer que o Brasil não tem soberania monetária e que estamos na periferia desse sistema? Villard - O direito internacional público, ao menos desde os anos 1930, com uma decisão da Corte Permanente de Justiça, reconhece que todo país soberano tem soberania monetária. Ela faz parte da soberania nacional: é o poder de um Estado emitir sua própria moeda, definir a unidade monetária, a política monetária e a política cambial. É claro que esse poder pode ser restringido por meio de acordos internacionais. Quando o Brasil adere ao FMI, depois de 1945, ao sistema de Bretton Woods, restringe voluntariamente sua capacidade de gerir a moeda internacionalmente. O mesmo ocorre com Estados europeus que adotaram o euro. Isso mostra que a soberania monetária é, antes de tudo, um poder estatal que pode ser limitado por escolha. O problema é que, desde a intensificação da globalização financeira, mesmo sem abdicar formalmente desse poder, os Estados se veem submetidos a forças econômicas que impõem restrições à soberania. Uma delas é o papel do dólar como moeda internacional. Países que não conseguem emitir uma moeda aceita e usada globalmente, e que dependem da infraestrutura de outros países para realizar transações de comércio ou de crédito, acabam com a soberania monetária restringida involuntariamente — não por escolha, mas por estarem integrados à globalização financeira. No caso do Brasil, isso significa depender de recursos em dólar e de captação de moeda internacional para aplicações e relações externas. Assim, nossa soberania monetária se reduz, pois, embora o real seja plenamente exercido no território nacional, fora dele o país está sujeito às amarras do sistema financeiro global. BBC News Brasil - O tarifaço veio em meio a uma reunião dos Brics, após Trump criticar propostas de criação de moedas alternativas ao dólar para comércio entre países do grupo. Até que ponto é viável enfrentar esse sistema dolarizado? E como tem sido a reação dos Estados Unidos a essas iniciativas do Sul global? Villard - É uma excelente pergunta, porque mostra a conexão entre o debate da lei Magnitsky e várias declarações do Trump contra iniciativas de diferentes países para restringir o uso do dólar e da infraestrutura financeira norte-americana internacionalmente. Os Brics fazem parte desse movimento. A China, por exemplo, com o yuan digital, desenvolveu projetos no âmbito do BIS (Banco de Compensações Internacionais), o banco central dos bancos centrais, com sede na Suíça. Um deles foi o mBridge, liderado por China, Hong Kong, Tailândia e Emirados Árabes. A ideia era permitir transações diretas entre moedas locais, sem passar pelo dólar, usando o blockchain. Em outubro de 2024, o BIS anunciou a saída do projeto, dizendo que estava maduro e que os bancos centrais poderiam levá-lo adiante sozinhos. Nos bastidores, o problema foi que a Rússia passou a chamar seu sistema de pagamentos alternativos de "Brics Bridge", usando o mesmo nome. Isso gerou ruído diplomático. Esse episódio mostra que alternativas estão sendo construídas. Países como China e Rússia investem seriamente em plataformas que permitam contornar o dólar. A novidade é que usam tecnologias originalmente associadas a criptoativos privados, como o blockchain, para criar moedas digitais soberanas. O Brasil, por sua vez, tem o projeto Drex, a versão digital do real. O Pix também ilustra esse debate. Inicialmente não usou blockchain, por decisão técnica do Banco Central, mas é um arranjo de pagamentos baseado numa infraestrutura pública — o SPI, Sistema de Pagamentos Instantâneos. Hoje funciona nacionalmente, mas há projetos internacionais. O BIS, por exemplo, lidera a iniciativa Nexus, que conecta sistemas de pagamentos instantâneos como o UPI da Índia e o Pix brasileiro, permitindo transações internacionais sem passar por redes privadas americanas como Visa e Mastercard. Isso mostra duas coisas: primeiro, que o Banco Central brasileiro está investindo em infraestrutura pública para garantir soberania; e segundo, que o Brasil saiu na frente nesse debate. Tanto que, recentemente, o Banco Central Europeu começou a defender o euro digital com o mesmo argumento: a necessidade de assegurar soberania monetária, sem depender de entidades privadas submetidas à lei americana. Ou seja, o que a Europa está começando a discutir agora, o Brasil já implementou com o Pix. Essa vanguarda nos garante até mesmo uma blindagem parcial contra eventuais sanções externas que poderiam afetar o sistema interno. BBC News Brasil - Para finalizar: em relação ao Banco do Brasil, circularam fake news como que era preciso tirar o dinheiro do banco por causa das sanções. Existe algum efeito real para o dia a dia do brasileiro em relação a crédito, juros, deixar o dinheiro na conta? Villard - O que é muito importante destacar é que o Banco Central do Brasil é reconhecido internacionalmente como uma das autoridades reguladoras com atuação exemplar na supervisão do mercado financeiro. Temos mecanismos de estabilidade extremamente poderosos, como o seguro depósito e o Fundo Garantidor de Crédito, que assegura valores em caso de quebra de instituição financeira. Construímos instituições e mecanismos regulatórios que fortalecem a estabilidade do sistema financeiro nacional. Desde o Plano Real, quando essa arquitetura começou a ser consolidada, o Brasil vem sendo reconhecido internacionalmente como modelo de regulação. Ou seja, temos instrumentos para nos proteger de crises internacionais. Mas a lei Magnitsky revela algo importante: a resiliência interna é fundamental, mas precisamos também de cooperação internacional. Quando os dólares ficam escassos no mercado global, nosso sistema financeiro, que depende de conexões internacionais, também é afetado. Quais mecanismos temos? Durante as crises de 2008 e 2020, o Brasil teve acesso a swaps com o Federal Reserve, o banco central americano. Pouquíssimos países emergentes tiveram essa cooperação direta. O risco que vejo é que, numa próxima crise, esse apoio não se repita, considerando a influência que o governo Trump tenta exercer sobre o Federal Reserve, que supostamente tem autonomia. Do ponto de vista da estabilidade do sistema financeiro nacional, temos instituições e mecanismos jurídicos para lidar com problemas. Não vejo risco imediato. Mas precisamos, no médio e longo prazo, pensar em mecanismos cooperativos que permitam enfrentar crises internacionais de forma menos dependente dos Estados Unidos. Nosso sistema tem mecanismos para lidar com esse tipo de crise. Brasil não tem 'soberania monetária' para enfrentar sanções de Trump, alerta especialista REUTERS/Marx Vasconcelos

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Universitários com hábitos pouco saudáveis têm 3 vezes mais risco de depressão, diz pesquisa da UFSC

Publicado em: 09/09/2025 03:00

Professor Thiago Matias explica resultados preliminares de estudo sobre universitários Metade dos universitários brasileiros apresenta sinais de depressão, e um fator em comum pode estar ligado aos hábitos diários. É o que aponta uma pesquisa inédita feita com mais de 6 mil calouros de 12 universidades do país capitaneada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O estudo revela que hábitos diários, ligados à alimentação, ao sono e à prática de exercícios, podem influenciar de forma decisiva a saúde mental dos jovens. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O responsável pelo estudo em Santa Catarina é o professor Thiago Matias, coordenador do Grupo de Pesquisa em Motivação e Movimento Humano (Motus). A iniciativa para a colaboração partiu do professor Felipe Barreto Schuch, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). “Estilos de vida são aspectos que envolvam comportamentos de saúde. O quanto se pratica de atividade física, o que se come, como se dorme, como se relaciona, o tempo que se passa em frente às telas. E aí a gente tem observado que essas alterações, positivas ou negativas, podem de alguma forma se relacionar com a saúde mental deles”, diz o professor. A pesquisa faz parte de um levantamento global que acompanha estudantes de 60 instituições em 20 países, o projeto "Unilife-M". No Brasil, a amostra foi composta por 6.371 universitários, com idades entre 16 e 35 anos, que responderam a questionários sobre hábitos de vida e saúde mental. Os dados chamam atenção: 54,4% dos estudantes apresentaram sintomas de depressão; Entre os que têm hábitos menos saudáveis, o risco é três vezes maior; Foram identificados três perfis: 42,3% com estilo de vida positivo, 44% com perfil de risco e 13,7% com hábitos mistos. Entre os fatores analisados estão: alimentação atividade física qualidade do sono uso de substâncias gerenciamento do estresse apoio social comportamento sedentário. Já no questionário sobre sintomas, os estudantes responderam sobre assuntos como: depressão, ansiedade, mania, distúrbios no sono, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), falta de atenção, hiperatividade e risco de suicídio. “O estudante que dorme mal, alimenta-se de forma inadequada e não se exercita tem mais chances de desenvolver sintomas de ansiedade e depressão”, reforça Matias. O professor explica que esses alunos, todos os anos, vão novamente responder a esses formulários, completando o ciclo de formação, o que caracteriza um estudo longitudinal. O grupo de estudos na UFSC também criou um manual para ajudar os estudantes a encontrar uma rede de apoio na universidade. "Esse cenário epidemiológico, com essas prevalências que são muito altas, pode até assustar a população. Justamente os alunos já carregam alguns desses sintomas na entrada da universidade, e a universidade tenta criar formas e faz pesquisa para tentar entender essa situação, e ajudá-los a encontrar locais de apoio", explica o professor. Estudantes correm durante olimpíada estudantil na UFSC em 2023 Leticia Schlemper/Agecom/UFSC Fase vulnerável Para os especialistas, a entrada na universidade é um momento de vulnerabilidade. A psiquiatra Deisy Porto diz que a transição entre a escola e a graduação traz muitos desafios à saúde mental, por envolver escolhas importantes como a profissão e um vestibular concorrido, por exemplo. "Fora todas as mudanças que podem vir, como o afastamento dos amigos e família, novas responsabilidades, cobrança por desempenho e pressão financeira. A adolescência e início da vida adulta são períodos de maior vulnerabilidades para o início de transtornos mentais, como depressão, ansiedade ou até quadros psicóticos, por todos esses fatores ambientais, associados às vulnerabilidades genéticas e individuais", explicou. O consumo de bebidas alcoólicas também pode afetar a saúde mental de estudantes universitários, já que é frequentemente normalizado nessa faixa etária e pode aumentar os riscos de acidentes e episódios de violência. "O consumo de álcool é um fator de risco importante para adoecimento psiquiátrico. Ele pode agravar quadros de ansiedade e depressão, favorecer condutas impulsivas. Além disso, quando usado como forma de lidar com sofrimento emocional, o álcool mascara os sintomas e atrasa a busca por ajuda adequada". Virada de chave Universitária Ingridy Della Betta comenta importância dos exercícios físicos Quem sentiu na pele a diferença que um estilo de vida saudável pode fazer foi a estudante Ingridy Della Betta, de 28 anos. Durante a graduação, no Paraná, ela enfrentou uma rotina exaustiva e deixou os exercícios de lado. A pandemia agravou o quadro: Ingridy desenvolveu ansiedade. Depois que o pior da Covid-19 passou, ela resolveu fazer mudanças na vida. Porém, novamente não conseguiu tempo para os exercícios. "Foi na época em que fui morar sozinha. Tinha que manter uma rotina de dois trabalhos, dois estágios, mais a graduação e, nesse tempo, o que mais pesou foi o fato de eu não conseguir manter uma rotina de treinamentos", contou. A virada aconteceu no mestrado, em Florianópolis, que começou neste ano. Agora, ela separa tempo para os exercícios, seja na academia, caminhadas, pedaladas e trilhas, aproveitando a natureza da capital catarinense. Segundo ela, isso ajudou na saúde mental, junto a outras questões. "Sou bolsista do mestrado e isso facilita, porque ser bolsista proporciona com que eu esteja disponível para a pós-graduação. Mas, ao mesmo tempo, maior tempo para flexibilizar minhas rotinas. Então, consigo me dedicar a ter uma rotina de treino, uma rotina de alimentação mais saudável". "Hoje eu digo que eu estou no meu auge de bem-estar psicológico, feliz com as minhas escolhas e com as consequências de estar aqui onde eu estou, na cidade em que eu estou, com as oportunidades de poder fazer atividade física", resumiu. Estudante Ingridy aproveita atividades ao ar livre em Florianópolis Ingridy Della Betta/Arquivo pessoal Como reduzir os riscos Segundo a psiquiatra, ao longo da graduação, diversos fatores podem impactar a saúde mental dos estudantes. No início do curso, é comum enfrentarem a pressão da adaptação e a insegurança diante do novo ambiente. Já na metade da formação, as exigências acadêmicas se intensificam e surgem dúvidas sobre o futuro profissional. No final, a ansiedade relacionada ao ingresso no mercado de trabalho e à vida adulta independente tende a aumentar. Além disso, muitos concluem a graduação com dívidas de financiamento estudantil, o que representa mais um fator de estresse. De acordo com a especialista, pequenas mudanças podem ajudar: 💤manter uma rotina minimamente organizada de sono, alimentação e estudo 🙌 cultivar vínculos sociais de qualidade 🎲reservar tempo para lazer e atividade física 🧑‍⚕️procurar apoio psicológico quando sentir necessidade "Reconhecer que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas, sim, de cuidado consigo mesmo. Pode fazer toda a diferença para atravessar esse período com mais saúde", concluiu a doutora. Prevenção Os pesquisadores defendem que políticas públicas voltadas para a promoção de hábitos saudáveis podem ser essenciais para prevenir transtornos mentais entre universitários. “Temos observado que boa parte dos transtornos mentais que esses jovens vão enfrentar acontecem justamente nesse período. A gente quer entender o que acontece e se a exposição a essas alterações do estilo de vida influenciam de alguma forma esses sintomas de transtorno mental” Além do professor Matias, fazem parte da pesquisa, pela UFSC, os acadêmicos Tuane Sarmento, Renato Claudino e Jhonatan Wélington Pereira Gaia. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Palavras-chave: vulnerabilidade

'Efeito tarifaço?' Viracopos registra queda de 18,5% nas exportações para EUA

Publicado em: 08/09/2025 20:03

As exportações pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP) registraram queda de 18,5% em agosto em comparação com o mesmo mês em 2024. Em nota, Viracopos afirmou que o recuo pode estar relacionado ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que passou a valer no dia 6 de agosto e elevou em 50% as tarifas sobre parte dos produtos brasileiros. O levantamento foi divulgado pela Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos e mostra a comparação entre as exportações de cada ano: agosto de 2025: 6.761 toneladas exportadas agosto de 2024: 8,292 toneladas exportadas ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Produtos exportados Viracopos é um dos principais portões de saída de mercadorias brasileiras — especialmente das regiões Sudeste e Sul — para os Estados Unidos. Por ano, cerca de 20 mil toneladas saem de Viracopos com destino ao mercado norte-americano. Entre os produtos exportados estão: calçados; tecidos; peças para as indústrias farmacêutica e automotiva; itens do setor metalmecânico; frutas; peixes. O tarifaço anunciado pelo governo dos Estados Unidos, em vigor desde 6 de agosto, aumento em 50% as tarifas de quase 36% das mercadorias brasileiras exportadas para o país, incluindo café, carnes e frutas. Leia também: 'Forte vulnerabilidade': tarifaço do Trump pode impactar mais da metade dos produtos exportados pela RMC aos EUA, diz estudo Tarifaço de Trump: como taxação de 50% impacta produção de café na região de Campinas Queda de exportações em Viravopos pode ser efeito do tarifaço EPTV/Reprodução VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Programa Minha Casa, Minha Vida abre cadastro até o fim de setembro em Corumbá

Publicado em: 08/09/2025 18:05

Minha Casa Minha Vida Clóvis Neto/Arquivo PMC Moradores de Corumbá (MS) podem se inscrever para concorrer a imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. O cadastramento e a atualização de dados vão até o dia 30 de setembro, pela Agência Municipal de Habitação e Regularização Fundiária (AMHARC). Ao todo, 181 imóveis serão entregues. As inscrições podem ser feitas através deste link, ou presencialmente na sede da AMHARC, na Rua Frei Mariano, esquina com a Avenida General Rondon, das 7h30 às 13h30. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Podem se inscrever famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.850. Também é preciso cumprir os critérios previstos na Lei Federal nº 14.620/2023 e na Portaria do Ministério das Cidades nº 738/2024, como não ter imóvel próprio nem ter sido beneficiado por outro programa habitacional. A seleção será feita pelo sistema HABIX, com apoio da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab-MS). Terão prioridade famílias chefiadas por mulheres, com idosos, crianças, pessoas com deficiência, vítimas de violência doméstica ou que moram em áreas de risco. O edital reserva 50% das unidades para famílias em situação de vulnerabilidade social, como beneficiários do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Outros 10% são para pessoas com deficiência e 5% para idosos. A lista final de selecionados e suplentes será publicada pela prefeitura depois da análise dos documentos. Documentos exigidos (do titular e do cônjuge, se houver): RG, CPF e carteira de trabalho (CTPS); Certidão de nascimento (se solteiro) ou de casamento (com averbação, se divorciado ou viúvo); Certidão de nascimento dos filhos menores de 18 anos, se houver; Comprovante de renda (como holerite); Declaração de recebimento do BPC, se for o caso; Comprovante de endereço atualizado; Laudo médico para pessoas com deficiência, câncer, doenças raras ou microcefalia; Contrato ou recibo de aluguel, se houver; Comprovante de participação em programa de aluguel social; Declaração da prefeitura para quem está em situação de rua; Registro de denúncia no Ministério Público para mulheres vítimas de violência doméstica. Quem pode se inscrever: Moradores de Corumbá (MS); Maiores de 18 anos ou emancipados legalmente; Brasileiros natos ou naturalizados; Quem nunca teve imóvel próprio; Quem nunca foi beneficiado por outro programa habitacional ou de regularização fundiária. Tenha em mãos para o cadastro: Comprovante de endereço atualizado com CEP; RG ou certidão de nascimento/casamento de todos os moradores da casa; CPF e Número de Identificação Social (NIS), se tiverem; Comprovante de renda dos moradores, se houver; Laudo médico com CID para pessoas com deficiência na família. Lula assina MP que retoma programa habitacional Minha Casa, Minha Vida Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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